Estratégia

Estratégia é melhor que anúncios

Fórmula de Lançamento, cirandas de marketing digital, vendas no “automático”… tudo isso soa maravilhoso, mas se ganhar dinheiro ou fazer negócio fosse como sentar-se e ler o jornal, nenhum de nós sairia de casa todas as manhãs. O mercado digital trouxe oportunidades fenomenais e mudou completamente a economia, e anúncios online fizeram com que pequenos negócios pudessem rivalizar com grandes em algumas frentes. Ainda assim, não se engane:

ESTRATÉGIA É MELHOR QUE ANÚNCIOS… SEMPRE

Toda gente hoje investe euros e mais euros em Google Ads e Facebook Ads. De uns quantos euros aqui, para conseguir mais “gostos”, até outros tantos euros ali, para aumentar as visitas, gasta-se muito. O pequeno empresário enxergou no marketing digital a possibilidade de divulgar seu negócio para toda gente sem sair de casa, mas esqueceu de calcular o quão mais caro cada cliente que bate à sua porta se tornou.

Estratégia – o que vender?

Já reparou que as maiores lojas online do planeta costumam a dar destaque para alguns poucos itens em suas chamadas, campanhas e landing pages? Não é por acaso. A questão é que o varejo online repete a vida, e não raro 80% dos itens nem chegam a responder por 20% da faturação. Assim sendo, melhor meter seu foco nos produtos que de facto estão a vender do que enfiar dinheiro em campanhas genéricas do Facebook ou Google Ads.

Empresas de Portugal já aderiram aos ads digitais, mas o fazem sem qualquer critério, o que reflete apenas em gastos e não resultados.

Estratégia – design não é gosto

Ou melhor, não é o gosto do empresário e sim o dos clientes. A grande maioria dos pequenos empresários ainda confunde suas preferências pessoais com o caráter ou necessidade de seus negócios. A consequência são websites, e-mails e peças gráficas de talhos que lembram oficinas mecânicas, de centros de formação que lembram talhos e de oficinas mecânicas que lembram salões de beleza.

Ao atender o gosto pessoal e iludir o cliente, essas empresas atentam contra sua própria imagem e terminam por não resultar, fechando as portas eventualmente. Pode parecer exagero, mas mesmo as maiores empresas do mundo já passaram por reformulações de design e marca em função de decisões de cunho pessoal de donos e acionistas. O público não perdoa – se a sua imagem não tem significado ou não transmite confiança, clientes vão ter noutro sítio.

Estratégia – o dobro do esforço não é o dobro do lucro

Máquinas de vendas e fórmulas automatizadas… infelizmente, o mundo real não é tão matemático quanto se quer supor. Meter o dobro de investimento em publicidade não resulta necessariamente no dobro de vendas e, certamente, não resultará no dobro dos lucros. Isso porque, por mais que queiramos acreditar que clientes são todos iguais, não é o que ocorre. A estratégia substitui a matemática no marketing, digital ou não, e não raramente, é possível lucrar o dobro com METADE do esforço.

Não há lugar para suposições no meio digital – mas já deveríamos sabê-lo, pois no mundo “offline” também não há espaço para tal.

Qual a conclusão?

Tudo isso quer dizer apenas uma coisa: antes de enfiar dinheiro suado em Google Ads ou campanhas sem critério algum, sente-se, analise, ouça clientes e parceiros e trace seus planos e estratégias. Mesmo quando gastos impulsivos em marketing resultam de algo, os números não planeados podem levar a conclusões distorcidas, que colocadas à frente poderão ameaçar até mesmo a saúde financeira da sua empresa.

Por que o Powerpoint está longe de acabar?

Todos prenunciam, especialmente no campo da futurologia de negócios, o fim de duas ferramentas amplamente utilizadas em business e também em vendas e marketing: o e-mail e o Powerpoint. Bem, no caso do e-mail, já preconizaram seu fim faz mais de 10 anos, e no entanto os e-mails são ainda hoje uma das principais ferramentas de venda e geração de leads, mesmo para  as mais modernas e vanguardistas empresas do mercado.

O mesmo parece ocorrer com apresentações. Contudo, ao contrário do e-mail, no qual a maioria das empresas parece estar se dando conta de que o errado, anteriormente, era o formato, em apresentações seguimos remando contra a maré. No âmbito comercial, a grande maioria das empresas quer enviar dezenas de slides com todos os seus produtos e a história de todos os fundadores da empresa desde o primeiro ciclo do ensino fundamental. Como não bastasse, ainda metem todo tipo de animação burlesca e efeito luminoso nos slides, criando um Oscar da poluição visual para clientes.

No segmento de formação, alunos dormem enquanto tutores mal conseguem ler os blocos monstruosos de texto que enfiaram em seus slides. Escolas promovem o uso da ferramenta, porém não impõem uniformidade em suas apresentações, e perdem desse modo uma excelente possibilidade de divulgar sua marca e metodologia de ensino.

Por essas razões, muitos juram que o Powerpoint está mesmo para acabar… só que…

Quais são as alternativas ao Powerpoint?

Claro, sempre há alternativas e outras opções, a começar pelo “PPT da Apple”, o Keynote. Embora possa parecer uma opção, o Keynote, a bem da verdade, nada mais é do que um clone do Powerpoint. Talvez alguns se sintam ofendidos, mas a verdade é que as funcionalidades e a operação do software é praticamente igual. Mesmo para quem defende suas vantagens em termos de recursos ou plataforma, é preciso encarar: o produto final é exatamente o mesmo.

Claro, existem alternativas mais sofisticadas – e geralmente mais caras. Produzir as apresentações em HTML5 é algo que certamente chama mais atenção e proporciona muito mais recursos e interação, mas não é algo que se possa fazer sozinho (embora nós, da MeuPPT, também o façamos, como mostra este exemplo, onde é possível navegar com o cursor ou com os dedos em telemóveis e tablets). Mas vamos listar todas as alternativas, para não sermos injustos:

Keynote

Fácil de usar e aprender, porém apenas disponível para Mac e basicamente um clone do Powerpoint. De qualquer modo, importa apresentações PPT para edição, o que oferece uma facilidade extra.

SlideRocket

É um programa bastante impressionante, com uma interface muito inovadora e muito mais rica do que a do Powerpoint, entretanto é caríssimo. Com os preços do sistema, é mais fácil aliar o Powerpoint a softwares com recursos gráficos muito mais poderosos, como os da Adobe.

HTML5

Recursos quase infinitos com uma boa noção de CSS3 e Javascript, porém exige conhecimento a respeito de desenvolvimento web e programação Frontend. É preciso geralmente contratar alguém para desenvolver mesmo as mais simples apresentações.

Prezi

Um dos queridinhos do momento, com seus recursos de zoom e giro. Embora visualmente impressionante, é bastante repetitivo. Pouca gente sabe, mas mesmo em animações o Powerpoint possui muito mais ferramentas do que o Prezi, embora subutilizadas. Além disso, como muitas das apresentações comerciais são geralmente enviadas como documentos em PDF, não se prestam a esse papel.

O que dizem os especialistas?

Em negócios? Bem, basta ver que a Harvard Business Review, uma das publicações de negócios e gestão mais respeitadas do mundo, recentemente incluiu em sua assinatura uma seção chamada “visual”, que basicamente compreende slides e apresentações. As apresentações, no caso, oferecem uma forma visual e de rápida consulta a leitores, e geralmente são baseadas em textos e artigos mais extensos e aprofundados.

O Powerpoint, nesse caso, é o ponto de partida para uma linguagem mais visual e direta, o equivalente à infografia em jornais ou a um folder, mas com conteúdo mais informativo e instrucional. O exemplo da Harvard Business Review, aliás, ilustra de modo soberbo o como deveríamos empregar o Powerpoint e outros sistemas de apresentações no segmento formacional e educacional. Hoje, infelizmente, o que vemos em aulas é geralmente uma série de slides desenhados pelos próprios formadores – sem uniformidade, sem critério e com uma simples cópia e repetição do conteúdo de livros de apoio.

Eddie Rice, dono de um dos negócios mais bem sucedidos da internet atual para redação de discursos, o Custom Speech Writing, é taxativo: “os seus slides devem ser o suporte do seu discurso”. De vendedores a formadores, o Powerpoint é uma ferramenta poderosa de acionamento da audiência e uma referência importante para manter o ritmo narrativo de uma aula, um curso, uma propaganda ou mesmo uma venda.

Novas aplicações?

Na verdade o software já possui há tempos uma série de funcionalidades que, infelizmente, as pessoas usam da forma errada. Apresentações são leves, breves e devem sustentar um discurso ou apontar para uma única ação. Contudo, o Powerpoint é também uma excelente ferramenta para produzir ebooks de forma simples, ou mesmo pequenos vídeos, a partir de suas ferramentas de animação.

Isso mesmo, é possível renderizar pequenos vídeos com o Powerpoint. Ao invés de utilizar as animações para montar apresentações horríveis e que enchem a caixa de e-mails de seus clientes, você pode usá-lo para reduzir os custos de produção de pequenos vídeos de vários milhares para a apenas algumas centenas de euros. Mais para frente mostraremos algumas dessas possibilidades também.

O fato é que apresentações em PDF, ebooks e pequenos vídeos são uma peça importante nos dias de hoje no marketing digital. E tudo mostra que essa relevância só deve aumentar. Bem, os futurólogos que previam o fim desse software, como é possível conferir em algumas apresentações online, continuam eles mesmos a usar o cataclísmico Powerpoint em seus discursos aqui e ali…