E-commerce em Portugal – por que investir?

Há sempre dados a mostrar crescimento do e-commerce em Portugal, mas quando perguntamos nas ruas, mesmo para os mais jovens, não há consenso. O e-commerce ainda é “temido” por muitos portugueses. Falta confiança, não há o hábito e a comparação com outros países nos deixa milhas atrás.

Contudo, ao invés de entender porque portugueses ainda são tão avessos às compras online, talvez seja melhor entender o porquê deve-se investir nesse canal de vendas. O primeiro aspeto a considerar, sendo esse o caso, é o de fugir de modismos. O computador ainda é muito mais importante que o telemóvel.

E-commerce em Portugal – responsivo, mas sem exageros

Pesquisas ao final de 2016 mostravam que ainda mais de 80% das compras de quaisquer itens online em Portugal davam-se por intermédio de computadores. Telemóveis respondiam apenas por 11% das compras. Quando analisamos esses dados, vale lembrar que a experiência do usuário é sumamente em ecrãs de maior porte, e portanto é neles que devemos inicialmente nos concentrar. Ainda assim, vale ressaltar dois aspetos:

  1. Qualquer projeto web que, atualmente, não preveja um site ou plataforma responsivos (que são optimizados para telemóveis ou tablets) é um projeto obsoleto
  2. A apresentação em telemóveis deve priorizar a velocidade de abertura e tópicos centrais, detalhes ficam por conta da apresentação em computadores

Em outras palavras – sua loja online deve prever o acesso por telemóveis, mas não ater-se somente a ele. É preciso criar uma loja que em sua dinámica promova a venda para clientes que estejam a buscas produtos em seus computadores, e utilizem telemóveis mais como ponto de referência, para depois realizar compras em dispositivos tradicionais.

E-commerce em Portugal – custo baixo e retorno alto

O mais provável é que, ao menos de início, vendas online venham a representar apenas uma pequena fração da faturação total. Contudo, as possibilidades de lucro podem ser maiores. Sem o esforço de vendas, pagamento de comissões e despesas de exposição e alocação física, produtos online podem representar um grande lucro.

Plataformas de lojas prontas e eficazes, como o Shopkit, podem maximizar ganhos

 

Para tanto, o investimento precisa ser pequeno e rápido. Há serviços específicos na internet dirigidos àqueles que desejam montar suas lojas online em questão de dias, sem pesados investimentos e com rápido retorno. Temos um artigo especialmente sobre essa questão aqui no blog. Com menos de 30 euros mensais, é possível colocar ao ar uma loja funcional, que aceite pagamentos em Multibanco e até PayPal e tenha automatizada sua rotina de entregas e logística.

E-commerce em Portugal – contorno de problemas culturais

Culturalmente, o português é desconfiado. Não confia em sistemas de compra online e cria barreiras para adquirir produtos na internet. Há algumas maneiras de contornar isso, seja com conscientização ou com o uso de ferramentas específicas:

  • Lojas online precisam de certificados SSL
  • Ferramentas de check-out transparente e Multibanco avançadas
  • Garantias de devolução e pós-venda precisam ser concedidas

Além disso, a própria organização das residências não beneficia entregas de produtos online. Ao contrário de outros países, a maioria das residências portuguesas não está simplesmente preparada para o recebimento de produtos comprados online de forma simples. Em países como o Brasil e os Estados Unidos, a maioria dos edifícios dispõem de portarias que podem receber produtos de maior porte, mesmo na ausência dos moradores. Em Portugal, produtos chegam e não há ninguém para recebê-los.

Algumas lojas online contam com pontos de entrega alternativos, nos quais o cliente pode retirar seu produto à posteriori. Ainda assim, no caso de frigoríficos, móveis e outras peças, isso pode ser um problema. Se possível, lojas que lidem com produtos maiores precisam prever esses problemas, e oferecer ao cliente modalidades de entrega programada ou fora de horas. A prática pode criar maior conforto para o cliente e resolver problemas de idas e vindas que encarecem a logística de produtos.

E-commerce em Portugal – SEO e marketing

Investir em uma loja online é algo infrutífero se não a damos a conhecer junto aos clientes. Qualquer projeto que contemple um e-commerce precisa prever gastos consideráveis em marketing e optimização para motores de busca (SEO). Em primeiro lugar, clientes precisam dar a conhecer a loja online. Mesmo o mais fiel dos clientes precisa saber em primeiro lugar que agora poderá aceder aos produtos pela web.

Para tanto, é necessário adequar seu e-commerce às melhores práticas, tanto em termos de programação do website, quanto em termos de conteúdo e propagação no Google e outros sites de buscas. Para aceder novos clientes, algum gasto em publicidade no próprio Google, via AdWords, ou em redes sociais como o Facebook poderá ser a diferença entre o sucesso e o fracasso da empreitada.

E-commerce em Portugal – o futuro

As vendas online têm o potencial de reduzir gastos que afetam muitos negócios. Comissões podem ser, por exemplo, automaticamente revertidas ao marketing, sem alterar lucros e margens. Custos de estocagem podem ser racionalizados, com pedidos colocados ao fornecedor apenas na ocorrência da venda. A internet é um caminho sem volta e, embora o português médio ainda resista às compras online, em comparação a outros povos, dobrar-se-á à prática em algum momento.

Custos de manutenção de lojas físicas poderão ser evitados e o comércio que hoje opera regionalmente poderá ganhar clientes em qualquer canto do país. O e-commerce é um investimento que não apenas vale a pena, é uma necessidade para os próximos 5 anos ou mais.