ui design

Por que UI design é tão importante?

Quando fala-se em UI design, estamos a falar dos padrões visuais de uma “user interface”, ou a interface do utilizador. O UI design, assim como seu “primo” o UX design (que tem a ver com a experiência do utilizador) são hoje bastante difundidas, embora algumas empresas ainda deem pouca importância a esse fator.

O UI design determina, nos dias de hoje, o sucesso ou o fracasso de um website, aplicação, app de telemóvel ou mesmo serviços como caixas Multibanco ou painéis de confirmação de voos em aeroportos. O design da interface é o que permite que uma empresa ofereça ao usuário um sistema que o mesmo pode operar, sem erros, problemas ou dificuldades. Um UI design bem feito e bem pensado geralmente reflete num bom UX – ou seja, uma boa experiência do utilizador.

UI design em Portugal

Falemos antes de mais nada da casa: Portugal. Embora haja exemplos imensos de boas interfaces do usuário no país, a verdade é que o UI design ainda caminha cá em passos lentos. Quando falarmos, logo a seguir, sobre os “mandamentos” do bom UI design, perceber-se-á porque não dispomos ainda de boas interfaces por aqui.

Temos boas reproduções de interfaces que fazem sucesso no exterior e alguns competentes exemplos de melhoria, como ocorre no próprio site das Finanças de Portugal. Ao mesmo tempo, o nível de complexidade, excesso de informação e falta de preocupação na óptica do utilizador ainda nos fazem enfrentar algumas das piores interfaces das quais se tem notícia. Vamos a alguns exemplos:

ui design

Um exemplo de sistema online de faturação em Portugal – falta de preocupação com o visual, relatórios em listas sem fim e ausência de padrão responsivo para telemóvel. A experiência é pobre em muitas das aplicações existentes no mercado e pouco difere do que já era oferecido por softwares como o Microsoft Access mais de 20 anos atrás.

ui design

Netforce, do IEFP – um dos portais mais usados do país possui imensos menus, abas, submenus, itens e tópicos que causam uma inundação de informação, muitas vezes repetitivas e pouco útil. Qualquer usuário precisa entrar e sair de links e páginas dezenas de vezes até que encontre aquilo que realmente está a buscar.

Mas nem tudo deixa a desejar – há alguns websites portugueses em um excelente caminho. É bem verdade que alguns deles praticamente copiaram de forma idêntica os processos de alguns sites estrangeiros, sobretudo brasileiros, mas se isso reverter em benefício para o usuário, que mal há? Um dos exemplos claros dessa reprodução (embora a versão estrangeira ainda esteja um pouco à frente em usabilidade) é o Portal da Queixa. O site possui praticamente o mesmo UI design do brasileiro Reclame Aqui.

ui design

Portal da Queixa – interface claramente baseada na do brasileiro Reclame Aqui, mas bem executada. Simples, fácil de efetuar a queixa (com um passo a passo) e sem imensos campos e formulários a preencher. Leve, mobile friendly e objetivo no que se propõe a fazer.

Mas podemos estar esperançosos quanto ao futuro. Uma das melhores e mais ricas interfaces em UI design em Portugal, nos dias de hoje, é o sistema da Autoridade Tributária e Aduaneira. Embora nem toda a plataforma já esteja sob o novo conceito de design, o que pode causar confusão ao utilizador (que se vê diante de duas plataformas distintas para o mesmo fim), as partes que já adotam o novo visual são rápidas, simples de usar, dedutíveis em suas aplicações e mínimas em burocracia e estrutura.

ui design

Autoridade Tributária – plataforma nova e brutal em todos os aspetos. Leve, rápida, dedutível e simples para o uso. Mesmo utilizadores com pouca experiência no uso de computadores podem aceder o que precisam e operar seus muitos recursos.

Lembrando que, em relação ao UI design, não se trata apenas de uma questão estética. O design de interfaces tem muito mais a ver com pensar em como o utilizador fará uso dos sistemas e plataformas, prever seus movimentos e criar alternativas que lhe sejam úteis e de fácil operação.

O que buscar no UI design

Criar interfaces não é uma questão de gosto por parte da empresa que oferecerá essa plataforma e nem mesmo uma questão estética apenas. O UI design baseia-se em princípios relacionados ao utilizador – e é nele que pensaremos enquanto desenvolvemos um novo conceito. Há muita bibliografia a esse respeito, mas de um modo geral, o bom “user interface” está pautado em 7 princípios:

  1. Foco no usuário. É fundamental que o utilizador possua controlo sobre a plataforma que está a usar. Se o controlo daquilo que é exibido ou oferecido ao longo da experiência é da empresa ou do proprietário da plataforma, esse é o primeiro sinal de um mau trabalho de UI design.
  2. Objetividade. O utilizador precisa conseguir, em poucos passos, aquilo que de facto está a buscar. Esse princípio derruba, por exemplo, a grande maioria dos sistemas e interfaces disponibilizados por órgãos públicos, não apenas em Portugal, mas em todo o mundo. O Netforce, do IEFP, que citamos anteriormente, é um exemplo claro de como NÃO cumprir com a objetividade em uma interface.
  3. Consistência. Toda a plataforma ou interface precisa possuir as mesmas características e oferecer uma identidade ao usuário. Esse é o único problema ainda existente, por exemplo, no sistema a Autoridade Tributária. Parte da plataforma já encontra-se sob a nova interface, enquanto determinadas cenas ainda encaminham o usuário a um sistema mais antigo, com interface completamente distinta.
  4. Reversibilidade. Isto aplica-se, inclusive, às novas regras do Regulamento Geral de Proteção de Dados. Ao longo da sua experiência na interface, o usuário precisa ser informado, alertado e notificado a respeito das consequências das suas ações e, mesmo após levá-las a cabo, precisa encontrar meios de revertê-las sempre que for necessário.
  5. Feedback. Uma boa interface aprende e aprimora-se à medida que seus utilizadores façam uso de seus recursos. Se muitos utilizadores têm problemas com determinada parte de uma interface, isso deve culminar em uma modificação. Do mesmo modo, partes de uma interface que adequam-se completamente ao comportamento e operação do utilizador podem e devem ser copiadas em outros segmentos da mesma plataforma.
  6. Estética. Claro, e dispensável dizer, mas um bom UI design também possui estética.
  7. Simplicidade. Esse é o ponto máximo de um UI design bem feito – quando não é preciso explicar ao utilizador como ele deverá ou não fazer uso da plataforma, atingiu-se assim o ponto mais alto do design. O objetivo final de qualquer boa interface é fazer com que sua operação seja um ato completamente natural e dedutível.
Web Design Conversão

Web design sem conversão é inútil

O web design é, comumente, uma área associada à arte. Sem dúvida que o objetivo dessa disciplina é sempre o de criar algo belo, prático e inovador. Contudo, há um objetivo muito mais crucial e importante no web design, o qual por vezes é esquecido. O web design precisa gerar conversões.

Ainda quando não se trata de uma loja ou site corporativo, todo website tem sempre uma meta. Há sempre algo que deseja-se por parte do usuário ou leitor: seja uma maior permanência, ou cliques em áreas específicas, ou que transfira ficheiros ou ainda compre produtos. A função do web design, nesse caso, não é a de “deixar tudo bonitinho”. Ao contrário, há sites não tão bonitos que geram resultados esperados – outros são lindos, mas não atendem às metas que são estabelecidas.

Web design com conversão

O web design com conversão implica no estudo do público-alvo, do cliente que está a desenvolver um novo site e até mesmo das práticas e plataformas em voga no momento em que o site é desenvolvido. O erro comum está em “fragmentar” o raciocínio no campo do design. Ou faz-se primeiro algo bonito ou vistoso, para somente depois pensar no uso prático dessa peça, ou pensa-se demais na prática, utilizando o design somente à posteriori para “consertar” o que realmente não é aceitável.

A visão holística dentro da criação de sites ainda é algo raro. Dificilmente opta-se pelo simples e direto e, tanto da parte de clientes quanto de agências, prima-se pelo aspeto do projeto em termos de gosto, não de usabilidade ou resultados. Enxergar a conversão, com base nas intenções do cliente e comportamento de seus usuários, é uma das principais funções do web designer.

Características do bom web design

Seguir tendências, estar com uma “cara” moderna ou aplicar modelos prontos que estejam em alta não constitui um bom web design – ao menos não necessariamente. A união do útil, do agradável e do lucrativo precisa ocorrer sempre. A visão completa de Dieter Ram a respeito dos “mandamentos” do bom design traduzem, de forma primorosa, o que qualquer empresa ou dono de site deve esperar de seus web designers. Contudo, é preciso deixá-los trabalhar, para que alcancem uma peça que atenda a 10 itens essenciais:

  1. Um bom web design é INOVADOR. O bom web design faz uso, sempre que conveniente, de tecnologias que sejam inovadoras e atuais. Desenvolvimento de sites com padrões de um, dois ou dez anos atrás é algo que não é cabível e nem mesmo profissional. O bom web design cria produtos que tenham uma vida útil considerável, e portanto precisam ser inovadores em relação a seus antecessores.
  2. Um bom web design é ÚTIL. Isso significa que todo elemento, estético, artístico ou visual, precisa de utilidade. Vivemos em uma época na qual usuários são imediatistas e práticos, e qualquer aspeto sem utilidade é simplesmente ignorado ou deixado de lado.
  3. Um bom web design é ESTÉTICO. Sim, a beleza ainda é importante. De um modo geral, o “high-end” do trabalho do web designer é criar produtos belos a partir de todas as demais limitações e necessidades existentes num projeto.
  4. Um bom web design é EXPLICATIVO. Tal qual o design tradicional, um produto de web design que precise de explicações ou manuais para que seja compreendido pelo usuário é algo que certamente fracassou. Se leitores e usuários não percebem o que determinado design quer dizer, é hora de trocar por algo mais compreensível.
  5. Um bom web design é DISCRETO. É possível ser apelativo sem atropelar a personalidade do próprio usuário ou a importância do conteúdo. Quando o web design interfere de maneira a limitar a compreensão do conteúdo ou impedir a manifestação e engajamento do usuário, ele simplesmente não funciona.
  6. Um bom web design é HONESTO. O web design de qualidade não tenta “parecer” algo diferente daquilo que é. Um site não pode manipular o usuário com promessas que não é capaz de cumprir ou oferecendo funcionalidades que simplesmente não possui.
  7. Um bom web design é DURADOURO. O web design e suas tendências estão em constante evolução e mudança. O web designer precisa, desse modo, garantir que o produto entregue a seus clientes seja atual e cabível pelo maior tempo possível. O bom web design sobrevive a tendências menores.
  8. Um bom web design é PRECISO. Não se pode deixar a interpretação e o design por conta do acaso. Cada reação e intenção deve ser, sempre que possível, prevista pelo web designer e usada de modo a tornar o site algo mais eficaz.
  9. Um bom web design adapta-se ao AMBIENTE. No caso de Dieter Ram, isso diz respeito ao atributo “environmentally friendly” de um design. No contexto do web design, pode-se traduzir como algo que não crie incômodos e poluição visual em relação àquilo com que o usuário já está habituado, conforme a respetiva plataforma.
  10. Um bom web design é MÍNIMO. O web design tem como função organizar e dispor informações e conteúdo relevante, para criar uma visualização funcional, útil, prática e agradável. Quanto maior o número de elementos e variáveis, mais difícil torna-se atingir tal objetivo.

Saleable design

A MeuPPT trabalha com uma filosofia dentro de seus projetos de design e web design que vai além dos conceitos que já abordámos. A verdade é que o design de qualidade, além de criar conversão e gerar resultados para o cliente, pode inclusive gerar receita. Marcas bem constituídas são capazes de criar fontes alternativas e complementares de receita simplesmente com base em seu design e estilo.

No campo offline, a Apple, a Ferrari, a Starbucks, são todas bons exemplos disso. Seu design é tão marcante, útil e agradável, que chega a ser vendido e criar faturação para essas empresas. A Ferrari vende perfumes, camisetas, jaquetas e acessórios de vestuário. Em tese, trata-se de uma marca de automóveis. Entretanto, seu design é tão bem planejado e construído que passa, por si só, a ter valor.

No campo do web design isso é, de certo modo, uma novidade. Ainda assim, pensamos com esse objetivo. Amanhã, aspetos e módulos de programação e web design usados em um site empresarial poderão ser vendidos aos usuários. Plataformas personalizadas e com design mais sofisticado podem ser alternativa paga a websites mais simples e comuns. Ebooks, apresentações, animações – tudo isso pode gerar receita financeira suplementar. Como designers, temos de pensar no valor do que criámos – inclusive sob o aspeto financeiro.

O Saleable Design é o design que pode ser vendido. A partir dele, podem ser criados produtos e serviços específicos, que antes sequer eram imaginados. Para concluir a ideia da conversão, basta encerrar com uma simples frase:

 

 

Design sem conversão é apenas mero desenho.

MeuPPT Comunicação