web design

Por que fugir de “soluções próprias” em web design?

No começo da década de 1980, havia dezenas de microcomputadores a disputar mercado. Apple, IBM-PC, MSX, ZX Spectrum, Commodore 64, CP-400, Sinclair… a lista parecia infindável. Cada um deles possuía processador e arquitetura próprios, uma linguagem particular e softwares que eram exclusivos para uso em suas respetivas plataformas. Hoje, trinta e poucos anos depois, apenas dois deles permanecem.

Por que todos os outros se foram?

A questão é que, para o usuário, o fato de utilizar máquinas que não possam “dialogar” com sistemas de seu vizinho, amigos ou colegas, torna essas máquinas completamente inúteis. No mundo da internet, a capacidade de intercomunicação dos computadores tornou-se ainda mais vital. Documentos e ficheiros são compartilhados por todo lado e até mesmo atualizados por mais de uma pessoa, e portanto precisam seguir um mesmo padrão.

Os padrões, nesse caso, seguiram adiante com as plataformas que possuíam melhor suporte e manutenção, mais segurança, porte e escalabilidade. Em outras palavras: aquelas que eram mais bem feitas. O mesmo ocorreu com softwares nos anos 1990, incluindo navegadores de internet. O benchmark é estabelecido por uma série de razões – e aqueles que permanecem fora dele correm o risco de ser esquecidos e ultrapassados.

Que isso tem a ver com web design?

Toda essa longa história para chegar ao web design. Na era atual, centenas de plataformas para organização de conteúdo e criação de websites foram criadas e difundidas. Algumas delas sequer chegaram a ter algum destaque, outras tiveram seu auge e logo em seguida declínio. A questão é que, mesmo no momento atual, no qual benchmarks já foram estabelecidos, ainda há aqueles que operam na banda obsoleta do web design.

Como clientes, é difícil perceber quando nos deparamos com algo completamente ultrapassado. Contudo, ter em mente aquilo que está realmente em alta e uso na internet dos dias de hoje pode ser útil. Em primeiro lugar, há que se diferenciar conteúdo estático do dinámico. Para quem não sabe a diferença, ela é, na verdade, bastante simples:

  • Sites de conteúdo estático são aqueles criados em HTML para visualização, cujo conteúdo inserido não varia ou não pode ser atualizado e inserido por qualquer espécie de sistema. Nessas páginas estáticas, alterações no conteúdo têm de ser feitas a partir dos próprios ficheiros HTML.
  • Quando o conteúdo é dinámico, o HTML é apenas uma espécie de “modelo”. Esse esqueleto formado pelo HTML recebe um conteúdo enviado por uma aplicação que roda em um servidor. Esse tipo de sistema geralmente opera em duas frentes: a primeira delas, o frontend, ou seja, a própria visualização para o usuário. O segundo é o backend – uma plataforma a partir da qual o proprietário do site insere e altera o conteúdo, que é dinamicamente inserido nos modelos HTML.

Em termos de frontend, ambos os sites possuem características semelhantes: uma estrutura construída em HTML, uma formatação feita a partir de ficheiros ou instruções CSS e efeitos e interações produzidos a partir de rotinas em Javascript. Quando têm-se um conteúdo dinámico, no entanto, esses modelos de frontend são “recheados” com conteúdo que é enviado a partir de um servidor, geralmente com o uso de sistemas programados em PHP e outras linguagens, os chamados CMS (Content Management Systems).

Como identificar “soluções próprias” em frontend?

Montar modelos HTML ou sites em HTML para exibição estática exige, nos dias de hoje, toneladas de estilos em CSS e rotinas Javascript para eventos como a abertura de pop-ups, processamento de formulários, animações e outros. “Soluções próprias”, nesse caso, são projetos construídos geralmente do zero, sem seguir qualquer padrão, boas práticas ou sistemas mais universais. O grande problema, além do grau de confiabilidade dos web designers que operam assim, é a falta de “diálogo” com outros sistemas.

Quando projetamos um website que utiliza modelos, frameworks e estilos mais universais, isso permite que outros designers possam operar igualmente o website, que atualizações possam ser feitas de maneira simples e que melhores práticas seguidas por web designers de todo o mundo estejam presentes em seu site. O CSS é parte importante desse processo de padronização, o que geralmente implica no uso de frameworks com amplo suporte e adesão no mercado:

  • Twitter Bootstrap
  • ZURB Foundation
  • Bulma
  • Semantic UI

Fora a grande adesão, todos esses frameworks possuem uma documentação. Isso quer dizer que qualquer outro profissional que venha a lidar com o website (inclusive seu dono, caso pretenda meter-se em programação e design) será capaz de perceber o que ali foi feito. Quando a “solução própria” aparece, quem quer que venha a mexer com o site no futuro estará em maus bocados.

Finalmente, esses sistemas são modernos. Todos estão em versões adiantadas, e evoluíram conforme a própria web evoluiu, adicionando com o tempo funcionalidades técnicas para uso e aplicação em mobile, compatibilização com navegadores, inserção de novas tecnologias e outros.

Soluções próprias muitas vezes não utilizam tais modelos. Isso não implica necessariamente num trabalho ruim, porém cria certa dificuldade para que novos ou outros profissionais lidem com o conteúdo e layout no futuro. Além disso, esses frameworks são constantemente atualizados e aprimorados por uma comunidade de dezenas de milhares de profissionais – o mesmo não se pode dizer de layouts criados a partir de modelos próprios, sem padronização ou avanço conforme melhores práticas do web design.

Como identificar “soluções próprias” em backend?

Para simplificar: o dito “backend” é basicamente a parte na qual os proprietários do site utilizam seu login para efetuar mudanças, inserir conteúdo, instalar aplicações e funcionalidades e outros. Todos os sistemas de CMS ou e-commerce possuem uma plataforma de backend. WordPress, Drupal, Magento, Moodle – todos possuem uma área na qual o dono de um website é capaz de gerenciar seus recursos principais.

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Sistemas de gestão de sites desenvolvidos como “soluções próprias” geralmente parecem algo improvisado e não atentam para necessidades do usuário e de UI.

Essas áreas de administração são pensadas no sentido de facilitar a operação do website por pessoas que não são especialistas ou informáticos. Por anos, versões foram sendo avaliadas, aprimoradas, criticadas, de forma a alterar e evoluir ferramentas que hoje permitem que praticamente qualquer um efetue mudanças quase que totais em seu website. No time das soluções próprias, contudo, temos muitas vezes plataformas de inserção de conteúdo improvisadas, não testadas, que utilizam modelos não amigáveis e são destituídas de qualquer óptica do usuário.

Muitos argumentam a respeito da “segurança”, como forma de justificar a criação de plataformas próprias improvisadas em lugar de sistemas como o do WordPress. O engano não poderia ser maior: todo código possui falhas e brechas que podem ser exploradas, mas apenas aqueles em constante atualização podem ser considerados seguros. É simplesmente difícil acreditar que uma plataforma mantida por milhares de programadores e com mais de uma década de sucesso seja “menos segura” do que um website construído em meses por dois ou três programadores de vinte e tantos anos.

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Áreas de administração como a do WordPress são pensadas sob a óptica do usuário, mas ainda assim permitem interação para desenvolvedores e programadores.

As soluções próprias são facilmente identificáveis, mesmo na fase de proposta por parte dos criadores e programadores. Para identificá-las (e delas fugir), o empresário pode atentar nos seguintes tópicos:

  • Necessidade de “contactar” com os desenvolvedores quando novos conteúdos precisam de ser incluídos
  • Cobranças de taxas de “manutenção” que não incluem qualquer serviço (o que é irónico, pois todos os CMS de sucesso no mercado são open source, gratuitos e possuem manutenção frequente… sem cobrar um cêntimo para tal)
  • Plataformas de login e acesso sem qualidade visual e amigabilidade para o operador

Há ainda o argumento do preço. Alguns desenvolvedores afirmam a clientes que criar sites em sistemas como o WordPress é algo “caro”. Bem, quando compra-se plugins e temas para qualquer ajuste ou acerto no site, realmente o WordPress torna-se dispendioso. No entanto, se são eles programadores, cabe a pergunta: por que estão a instalar módulos prontos para tudo quando os podiam desenvolver?

O caminho da solução própria aponta, em geral, para sites sem possibilidade futura de evolução, sem liberdade de operação para as empresas e com suporte zero em termos de segurança. Em situações como a entrada em vigor das regras do GDPR europeu, eles podem se tornar inclusive uma bomba-relógio.

 

Tendências em web design

5 tendências em web design em 2018

O web design está sempre a mudar. Boas práticas dos anos 2000 e 2001 hoje são risíveis, mas o fato é que as coisas mudam bem mais rápido do que se possa supor. Algumas tendências em web design em voga dois anos atrás já estão com cara de “retrô”, enquanto outras que já estiveram presentes no design voltam com tudo.

Nem toda empresa precisa mudar ou atualizar um website. Contudo, se já vão muitos anos desde a última modernização ou se sua empresa lida com o público mais jovem, é bom ler este artigo até o final.

Tendências em web design – tipografia

A tipografia está a ganhar foco no web design ao menos nos últimos três anos. O uso de textos como elemento gráfico torna o carregamento de websites mais rápido e também o impacto mais eficaz, especialmente em telemóveis. Fontes e textos em “bold”, poucas palavras em destaque, com cores contrastantes e fontes que se confundem com imagens. A tipografia deve seguir em alta este ano, como forma de destacar marcas e criar mais apelo junto ao usuário.

Tendências em Web Design

Tipografia forte e contraste em preto e branco – uma forma rápida e leve de impactar mais na web.

Tendências em web design

Fontes em tamanho extremo em conjunto com cores e transparências, mesclando imagens.


Tendências em web design – gradientes e degradês

Tidos por muito tempo como algo fora de moda, o uso dos “gradients” ou degradês voltou ano passado com força total. Transições entre cores semelhantes ou de mesmo tom, discretas e suaves. A ideia é criar certa perspetiva em imagens na web, oferecendo uma visualização quase tridimensional nos ecrãs. Os degradês podem ser aplicados ao fundo, mas também a elementos em específico. Mesmo na parte de identidade visual e criação de logótipos e marcas, o uso das transições de cores é cada vez mais comum, puxado por grandes marcas da web atual.

Tendências em web design

Degradês e transições vêm sendo aplicados a logótipos e elementos, para criar uma sensação de relevo e profundidade nos ecrãs e sugerir mais movimento.

Tendências em web design

A norte-americana de pagamentos Stripe é apenas um dos exemplos de grandes empresas da web que vêm “puxando” a tendência do uso de transições de cores e “gradients”.


Tendências em web design – duotone

“Duotone” é exatamente o que o nome sugere: o uso de dois tons de uma mesma cor, geralmente em par com elementos em branco ou preto. Especialmente quando o uso da cor possui uma intenção junto ao usuário, o impacto é maximizado e, após o contacto inicial do leitor com a composição, as cores deixam de ser o foco principal, passando a ser a mensagem o centro das atenções. O duotone é uma forma sofisticada e em alta de criar cenários dentro da lógica de storytelling de um site, com “cenas” em cores diferentes. Além disso, é um modo mais minimalista de usar cores e tons fortes.

Tendências em web design

O duotone permite que o uso de cores fortes e “berrantes” seja eficaz, mas sem tirar a importância ou relevância do texto ou conteúdo em si.


Tendências em web design – assimetria

A simetria é algo supervalorizado atualmente – o web design parece ter-se revoltado em relação à óptica sempre simétrica e “certinha” dos websites. A assimetria, juntamente com o uso e sobreposição de imagens e textos, é uma das grandes tendências para 2018. Mais do que simplesmente uma forma de quebrar a monotonia, a assimetria vem sendo utilizada para criar sequências de telas e histórias mais engajadoras no web design – uma forma de deslocar e dirigir a atenção do leitor e reduzir abandonos de páginas.

Tendências em web design

Palavras quebradas em linhas distintas, tamanhos diferentes de fontes, sobreposição com imagens e falta de paralelismo. O uso mais assimétrico dos elementos é uma grande tendência, especialmente quando relacionada ao uso do storytelling na comunicação online.


Tendências em web design – vídeos como fundo

Ainda na tendência de imprimir mais movimento a websites e contar histórias, o uso de vídeos como background é uma tendência crescente. É preciso apenas observar que, como vídeos consomem recursos para renderização e exibição, o mais prudente é utilizar trechos de vídeos mais curtos e em “looping”, ou seja, que se repetem após alguns segundos, eliminando a necessidade de carregamento constante.

Tendências em web design

Vídeos de fundo eliminam a necessidade de muito texto – a perceção do significado dá-se de modo automático e o usuário sente-se como que colocado em uma jornada.

O que é Wordpress

Afinal, o que é o WordPress?

O WordPress é o sistema de “criação de sites” que mais cresce no mundo. Estima-se que quase 40% de todos os principais sites da rede mundial já utilizem de alguma forma a plataforma. Porém, embora saibam que seus websites ou os de concorrentes são criados em WordPress, muita gente não sabe exatamente do que se trata ou para que serve. O que é WordPress, afinal das contas?

Para entender melhor o WordPress, é preciso voltar um pouco no tempo e compreender como o WordPress surgiu e como ele evoluiu para a plataforma que hoje é utiliza para praticamente qualquer tipo de desenvolvimento na web.

O que é WordPress?

O WordPress possui, ainda hoje, duas facetas: é um sistema para publicação de blogs online e, além disso, uma plataforma open source de CMS (Content Management System). Embora a base da tecnologia seja a mesma, atualmente o WordPress, enquanto plataforma, vai muito além da mera publicação de blogs. A confusão ainda afeta, entretanto, alguns dos que não conhecem bem a tecnologia. Mas não se deixe enganar: o WordPress não é “para criar blogs”.

A verdade é que foi assim que tudo começou. Quem buscar por WordPress no Google, encontrará em destaque duas grandes vertentes da Automattic, a produtora do sistema:

  • O WordPress.com, site no qual é possível criar registos e publicar blogs, totalmente na nuvem – algo muito parecido com os antigos Blogspot e Blogger.
  • O WordPress.org, site no qual é possível baixar a plataforma open source que pode ser utilizada para criação de websites de qualquer espécie.

Para compreender o WordPress no que se relaciona à criação de websites, é preciso antes de tudo esquecer o WordPress.com – não é sobre ele que falaremos. No tocante ao web design e desenvolvimento de sites, o que importa mesmo é o software open source que pode ser encontrado no WordPress.org. O sistema de CMS livre do WordPress teve sua primeira versão lançada em 2004 – hoje ela parece um resquício retrô da internet, mas foi uma manobra que influenciaria mundialmente a internet e seu uso.

O que é WordPress?

Versão 1.0 do WordPress. Plataforma praticamente toda baseada em texto, simplicidade para gestão de conteúdo, sem muitos recursos. Visual não era o aspeto essencial, mas sim a praticidade.

Inicialmente, a versão open source nada mais era do que uma forma de utilizar uma plataforma semelhante àquela para a publicação de blogs no WordPress.com, porém em um alojamento próprio. Com o tempo, no entanto, o sistema foi ganhando novos e impressionantes recursos. Em 2011, a “cara” da plataforma já era totalmente diferente, e já contava com diversos plugins e temas que eram construídos por empresas e usuários e podiam ser agregados ou utilizados em novos websites montados sob a plataforma.

O que é WordPress

Versão 3.2, de 2011. melhor editor e visual, além das abas de plugins e “aparência”, para personalização e adição de recursos. Nesse ponto, o WordPress já não era uma plataforma voltada apenas à construção de blogs.

O que é WordPress – plugins e temas para tudo

A partir da versão 3.0 do WordPress, os blogs passaram a ser apenas parte dos websites que podiam ser construídos em cima da plataforma. Temas ou “templates” traziam recursos fáceis para sites corporativos, portfólios, sistemas de comunicação e contacto com o usuário e até mesmo lojas online. A combinação de temas construídos para fins específicos e plugins com recursos poderosos, como WooCommerce ou WP-Members, permitiam a empresas e usuários criar verdadeiros portais sem ter de utilizar nenhum outro recurso a não aqueles relacionados ao WordPress.

Hoje, o WordPress já aproxima-se de sua versão 5.0. Em todo o mundo, sistemas de classificados, lojas virtuais, websites de grandes empresas e até mesmo aplicativos são totalmente construídos a partir desse CMS e seus inúmeros plugins e temas. Nos últimos anos, o visual da plataforma vem sendo também melhorado, o que inclui poderosíssimos plugins para edição visual de conteúdo, os chamados page builders. Pode-se tranquilamente dizer que, no tocante a websites, hoje não há qualquer tipo de aplicação web que não possa ser desenvolvida na plataforma. Isso inclui:

  • Sites de e-commerce

  • Sistemas de ensino à distância

  • Classificados e diretórios

  • Landing pages e páginas de marketing

  • Plataformas com assinantes e serviços por assinatura

  • Sites de reservas e marcações

  • Multisites e sistemas com múltiplos perfis e blogs

  • Mini redes sociais

As próximas versões do WordPress tendem a avançar ainda mais nesse sentido, provavelmente abrindo maior compatibilidade da plataforma com o desenvolvimento de aplicações mobile também, além de ainda mais integrações com outros serviços presentes na web e APIs diversas.

Page Builders para Wordpress - Divi

7 page builders para WordPress em análise

A grande maioria dos temas atuais para WordPress possui ferramentas para que o usuário construa suas páginas e posts. Esses são os famosos page builders. Alguns deles possuem recursos que tornam os temas praticamente acessórios, enquanto outros funcionam bem com determinados temas específicos.

Há hoje diversos page builders para WordPress excelentes. Alguns funcionam bem em qualquer situação, outros nem tanto, mas a maioria deles possui versões gratuitas razoáveis. Em alguns casos, vale inclusive adquirir as versões premium, especialmente para quem quer caprichar no visual e no marketing de seu website.

Ainda assim, alguns page builders para WordPress vendem uma facilidade, mas são demasiado complicados de usar. Alguns vendem dinámica, porém são lentos para carregar e criam problemas de velocidade no próprio site. Avaliamos os pontos positivos e negativos de 8 dos page builders para WordPress mais populares da atualidade, e temos o nosso vencedor. Lembre-se, contudo, que nossa análise é feita sob a óptica do utilizador, e não do designer ou programador.

Alguns builders podem ser excelentes para quem cria websites por profissão, mas não é isso que quisemos avaliar aqui. Queremos indicar a melhor opção para quem não vive de web design, mas precisa dele para viver e vender.

Page Builders para WordPress – Elementor

O Elementor é um page builder para WordPress relativamente novo. Sua versão gratuita já é bastante poderosa e possui opção para edição profunda das páginas. A despeito do tema que esteja a utilizar, é possível criar landing pages e páginas completamente diferentes e personalizadas, ou por outro lado seguir o design que já existe. O Elementor possui, entretanto, um pequeno inconveniente: a depender do modo que as páginas são montadas, a visualização torna-se bastante confusa em dispositivos móveis.

Elementor Page Builder para WordPress

Ainda assim, a ferramenta é razoavelmente rápida e muito poderosa. Há, inclusive, algumas extensões e add-ons gratuitos que podem ser encontrados no diretório de plugins do WordPress. Ao utilizar o Elementor, ressaltamos como aspetos mais positivos:

  • Óptimo banco de layouts gratuitos prontos que podem ser carregados dentro da própria ferramenta
  • Lógica de arrastar e soltar simples e fácil de entender

  • Configurações detalhadas de cada elemento individualmente falando

  • Atualizações frequentes e novidades de quando em quando

Page Builders para WordPress – Visual Composer

Os temas pagos do Themeforest usam com enorme frequência essa ferramenta, em sua versão premium, geralmente. O Visual Composer é bastante rico e dinâmico, e talvez seja o editor com a maior riqueza e variedade de módulos para construção de páginas. Contudo, é um pouco complicado de “montar”, com módulos e botões de opções aqui e ali, linhas, colunas, módulos e semimódulos…

Visual Composer - page builders para WordPress

Quando a página é mais extensa, o usuário praticamente se perde. A foto acima mostra uma listagem dos módulos existentes, mas quando temos a página montada essa confusão do ecrã fica ainda mais difícil de compreender para quem não está acostumado. Ainda assim, é uma ferramenta veloz e bastante versátil, mesmo considerando a versão para download grátis presente no site da marca. Em nível de utilização, podemos ressaltar, como principais qualidades do Visual Composer:

  • Variedade e riqueza de módulos
  • Edição em backend e frontend
  • Extensões boas existentes, porém pagas
  • Presente na maioria dos temas pagos de hoje em dia
  • Facilidade para criar módulos e layouts próprios e reutilizá-los

Page Builders para WordPress – Divi

O Divi Builder, da Elegant Themes, é um dos builders mais populares da atualidade para WordPress. Ele realmente é capaz de criar páginas e sites complexos com relativa facilidade. Como o exemplo anterior, o número de módulos disponibilizados é, sem dúvida, um ponto positivo. Entretanto, o Divi Builder não possui versão gratuita. Para aceder ao plugin, é preciso assinar o serviço da Elegant Themes – o preço é razoável, de US$ 89 por ano.

Page Builders para WordPress - Divi

A interface do builder é uma das melhores do mercado, mas a ausência de ferramentas de edição claras em frontend dificulta um pouco a visualização das alterações que vão sendo feitas. Atualmente na versão 3, o Divi anteriormente possuía uma série de problemas de compatibilidade, que em sua maioria foram resolvidos. Entretanto, embora a marca não divulgue, há ainda problemas em relação a temas mais antiquados.

Page Builders para WordPress – Site Origin

Também bastante popular, especialmente pela grande compatibilidade, o Page Builder Plugin da Site Origin é uma ferramenta razoável. Produz bom visual e possui vários módulos e funcionalidades, além de uma série de add-ons que podem ser encontrados entre os plugins do WordPress.

Em termos de interface, contudo, é bastante pobre. Consiste basicamente num “empilhado” de caixas na área de edição dos posts e páginas. Com o acúmulo de módulos em uma mesma página, a operação torna-se difícil e confusa, para não dizer quase impossível. Apesar disso, possui alguns modelos e oferece possibilidades que podem fazer a diferença no layout. A versão gratuita oferece limitações, porém tem o pacote básico em dia.

Em termos de opção gratuita, contudo, dificilmente equipara-se a plugins mais visuais e ricos, como o Elementor ou o Motopress Content Editor.

Page Builders para WordPress – Themify

O Themify possui uma versão Lite gratuita, com algumas limitações. Em geral, possui interface e operação razoáveis, mas não é um editor bom em termos técnicos. Possui erros que são aparentes, especialmente em alguns temas e, caso haja desativação do plugin por qualquer razão, desaparece completamente o conteúdo. Em termos de design, para além da aparência, há uma série de práticas desatualizadas em código e no que tange ao próprio comportamento dos módulos.

Talvez a interface o leve a considerar o Themify uma boa opção, mas para além disso, será melhor optar por outros dos editores gratuitos deste post.

Page Builders para WordPress – King Composer

Poucos ainda falam desse builder, relativamente recente, mas a verdade é que tem tudo para tornar-se um dos melhores e mais populares para WordPress em pouco tempo. O King Composer possui uma versão gratuita, já poderosa, e outra paga, a partir de um pagamento único de 39 dólares. A interface é bonita e parecida com a já conhecida do Visual Composer. Contudo, há duas grandes vantagens no King Composer: o fato de possuir boa interface para edição em backend e frontend, e sua óptima velocidade.

Além disso, ao contrário de muitas outras ferramentas, o King Composer oferece um teste em tempo real a partir de seu website. Assim, o usuário pode avaliar a ferramenta em funcionamento, tanto para backend quanto para frontend, antes mesmo de efetuar a transferência do plugin. Se ainda não optou por outra ferramenta ou seu tema não possui um builder específico, vale o teste.

Page Builders para WordPress – Motopress

O Motopress Content Editor talvez não disponha do número infindável de módulos do Divi ou Visual Composer. Entretanto, possui uma vantagem essencial que o torna, para nós, a melhor das ferramentas aqui listadas: a simplicidade. Fácil de usar e operar, sem inúmeras opções que não fazem qualquer sentido para quem não é web designer e com algumas extensões gratuitas existentes.

O Motopress Content Editor é compatível com a grande maioria dos temas e roda mesmo em versões mais antigas do WordPress. Mesmo após a edição, permite também facilidade de alterações de código para designers e programadores, o que torna a ferramenta um ponto médio perfeito entre um builder para leigos e um builder para profissionais. Não há excessos e a ferramenta concentra-se no necessário, possuindo também um editor que REALMENTE é visual, poupando o usuário de perder horas em tutoriais.

Mesmo a versão gratuita já oferece poder suficiente para montar belas páginas, mas o preço da versão premium também não é nada absurdo: 29 dólares pagos uma única vez.

Sua empresa precisa de um site responsivo

Talvez já tenha ouvido isso algures, que sua empresa precisa de um site responsivo. Entre o empresariado, atualmente, pede-se a web designers e agência que o site seja responsivo. Mas o que isso quer dizer exatamente e por que precisamos que sites corporativos tenham essas características?

Antes de seguir adiante neste artigo, um aviso: qualquer projeto ou proposta para criação de websites hoje em dia que NÃO ENVOLVA um site responsivo simplesmente não vale a pena. E veremos o porquê disso.

Site responsivo – o que é?

A internet evoluiu, mas principalmente a forma com que a acedemos evoluiu. No ano 2000, a internet era exclusivamente usada a partir de computadores. A grande maioria deles, por sinal, possuía configurações muito semelhantes de ecrã e dimensões de tela. Em outras palavras, quando um website era criado, ele respondia às necessidades de visualização praticamente uniformes de um monitor ou do ecrã de um laptop.

De 10 anos para cá, esse perfil de acesso mudou completamente. Na maioria dos países com ampla difusão do acesso à internet, pelo menos metade dos usuários está sempre a aceder sites e aplicações por meio do telemóvel ou de tablets. Mesmo TVs agora possuem ferramentas para aceder a websites e aplicações e uma enorme gama de telas, monitores e ecrãs hoje apresenta dimensões e formatos completamente diferentes. Ao todo, há centenas de dimensões de tela em uso no mercado.

O que isso quer dizer?

Significa que, se ao criarmos um website, otimizarmos sua visualização para uma tela de, digamos, 1440 x 900 pixels, estaremos a deixar para segundo plano centenas de outros dispositivos, nos quais a visualização se dará de modo irregular ou até mesmo inexistente.

Os sites responsivos foram criados para solucionar esse problema. Considere que cada parte de um website – textos, imagens, menus, barras – é um elemento individual. Cada um deles pode ser reorganizado e redimensionado, de modo a adaptar-se ao dispositivo com o qual acedemos ao conteúdo. O responsivo “responde” às necessidades do dispositivo do usuário, adaptando-se à medida do necessário para beneficiar a visualização. Um bom site responsivo precisa levar em consideração cinco fatores:

  1. O dispositivo ou aparelho usado por quem visualiza
  2. O software, no caso browser ou navegador
  3. O idioma e aspectos regionais do usuário
  4. A orientação do ecrã, se vertical ou horizontal
  5. O modo com que o usuário navega

Site responsivo – prioridades

Redimensionar e adaptar não é o único aspeto observado por um site responsivo. Pense: quando acedemos a algo pelo telemóvel, não estamos a buscar detalhes, queremos algo mais rápido e objetivo. O site ou conteúdo responsivo também é algo que estabelece prioridades: alguns elementos simplesmente não são exibidos em algumas plataformas, e isso o empresariado ainda tem dificuldades para perceber.

Sites responsivos competentes simplesmente ocultam alguns elementos descritivos e rebuscados em plataformas menores e mais breves, e assim melhoram velocidade, visualização e experiência do usuário. Isso também é uma “resposta”, agora não apenas ao dispositivo ou ecrã, mas aos hábitos de leitura do usuário.

Site responsivo – referência de mercado

Muitas agências cobram o “serviço” de criação de sites responsivos, como se fosse algo “à parte” do próprio processo de criação de websites em si. A verdade é que hoje é mais complexo criar um site que NÃO SEJA responsivo em algum grau do que o contrário. A grande maioria da internet de hoje opera com sistemas de gestão de conteúdo – são tipos de softwares que rodam online e funcionam como o motor de seu website. Tecnicamente, são chamados de Content Management Systems (CMS).

O mais popular deles, e sobre o qual mais de metade dos websites corporativos hoje são construídos, é o WordPress. Mas há uma série de outros sistemas com aplicações específicas: Joomla, Drupal, Opencart, Moodle, etc. Além disso, há quem recorra a soluções baratas em um dos muitos sistemas de “site building” por aí afora, tais como o Wix. O resultado é bem mais pobre nesses casos, mas ainda assim responsivo em algum grau.

Se a agência ou fornecedor que arrumou está a cobrar extras para que o site seja “responsivo”, talvez seja melhor cotar com mais gente…

Site responsivo – ouça os profissionais

Um site é como uma montra ou um poster – uma peça de design que sempre envolve algum gosto por parte do cliente. Contudo, como há para tais peças físicas, um website possui melhores práticas. Profissionais de web design, de marketing digital e programadores podem dizer quais são essas premissas, e evitar que sua empresa esteja a perder clientes simplesmente por respaldar-se apenas no gosto.

Gostar da imagem digital de sua empresa é um direito seu, como empresário. Entretanto, pense no que resulta ou não: ouça conselhos e abra mão de seu gosto em parte, em favor daquilo que pode gerar mais negócios e resultados.

5 excelentes bancos de fotos gratuitas

Criar sites e apresentações de qualidade é algo que muitas vezes torna-se difícil. Fotos e imagens de baixa qualidade prejudicam o melhor dos trabalhos de diagramação e design. Para conseguir efeitos melhores, é preciso muitas vezes usar bancos de fotos. Entretanto, adquirir direitos de fotos em bancos tradicionais é algo caro.

Há, contudo, alguns excelentes bancos de fotos gratuitas, tanto para uso pessoal quanto comercial. Neles é possível encontrar de tudo. E assim, sem gastar um cêntimo, poderá tornar seu website ou apresentação PPT algo de tirar o fôlego.

Fotos gratuitas – Pexels

O site Pexels possui milhares de imagens. Embora não seja o maior dos bancos de fotos gratuitas, possui uma variedade impressionante, um ótimo mecanismo de busca e fotos de qualidade profissional. Para quem procura fotos ilustrativas para páginas de entrada, landing pages, apresentações de alto impacto, talvez seja a melhor das opções.

Pexels – ótimo mecanismo de buscas e fotos de nível profissional.

Fotos gratuitas – Pixabay

Se o assunto é quantidade, o site a procurar é o Pixabay. A maioria das imagens possui alguma qualidade, embora longe daquela dos demais sites aqui listados. Entretanto, oferece bom acervo para empresas, com imagens de objetos, produtos e cenários para uso isolado. O mecanismo de buscas é apenas razoável, mas com algum trabalho é possível achar imagens muito boas.

Pixabay – quantidade impressionante de imagens, mas qualidade apenas razoável na maioria dos casos.

Fotos gratuitas – Kaboompics

Pouco conhecido, o Kaboompics possui um dos melhores mecanismos de buscas de imagens dentre os bancos de fotos (incluindo os pagos). As imagens são deslumbrantes e profissionais, e é possível utilizar critérios de seleção por tema, tipo, cor, palavra-chave e muito mais. Especialmente para aqueles que desejam um toque mais artístico em sites e apresentações, é o banco de fotos indicado.

Kaboompics – imagens profissionais com mecanismo de buscas praticamente irrepreensível.

Fotos gratuitas – DesignersPics

Poucas fotos e um mecanismo de buscas frustrante. Então, por que o metemos aqui? Bem, para quem deseja fotos de amplo significado, metafóricas e divertidas, essa opção de banco de fotos gratuitas é um belo achado. O DesignersPics possui algumas imagens única e, como não é muito divulgado, dificilmente encontrará outro website ou apresentação a usar as mesmas imagens.

DesignersPics – sem muita variedade e com busca sofrível, mas fotos únicas e divertidas.

Fotos gratuitas – Foodiesfeed

Restaurantes, blogs e sites de receitas… por melhores que sejam as receitas e preparações, só mesmo contratando fotógrafos profissionais para conseguir imagens irresistíveis de pratos ou ingredientes. Mas calma, antes de gastar uma fortuna, pode tentar o banco de imagens do Foodiesfeed – são centenas delas, todas de comidas, pratos, sobremesas, ingredientes. Para ilustrar websites no segmento de restauração é uma opção rápida, barata e que resultará certamente.

Foodiesfeed – banco de fotos gratuitas que é um prato cheio para quem atua no segmento de alimentação e restauração.

Criação de sites em Portugal – guia rápido

A criação de sites em Portugal é algo atrasada em relação ao que vemos em outros cantos do mundo. Há ainda muito apelo regionalista, o que impede empresas de conseguir bons profissionais e serviços, em favor daquele fornecedor que “está ao lado”.

Na web mundial, muitos da criação de sites ocorre de maneira remota. Bons web designers do Leste Europeu são contratados para trabalhos por empresas americanas, assim como agências americanas atendem a empresas asiáticas, sem nunca tomar um único voo sequer.

É preciso superar o tradicionalismo estagnante, para que sua empresa possa aceder a serviços de primeira linha – alguns deles sequer em Portugal. A criação de sites é um projeto que esbarra em uma série de itens. Não é preciso, necessariamente, adquiri-los todos num mesmo lugar. Concordamos que, em algumas instâncias, migrar para fornecedores “desconhecidos” ou “longínquos” ainda cause medo. Assim sendo, vamos separar a coisa por partes – e daí avaliar cada um desses aspectos no contexto do fornecedor-remoto:

  • Aquisição e gestão de domínios
  • Alojamento e hospedagem de sites
  • Arte, design e web design
  • Programação e desenvolvimento web
  • SEO e marketing digital
  • Produção de conteúdo

Criação de sites em Portugal – domínios

Há empresas em Portugal, tradicionais, que oferecem por vezes boas promoções para aquisição de domínios. Em outros casos, o próprio fornecedor do alojamento web oferecerá o primeiro ano de domínio gratuito. Entretanto, no geral, há uma grande verdade no mercado português: domínios são caros demais.

Especialmente quando refere-se a domínios .PT, preços vão à altura, ainda que ao primeiro ano consiga-se gratuidade. A recomendação – e algo que do ponto de vista publicitário e comercial faz até mais sentido, é optar por um domínio principal .COM. Mais globalizado, com prerrogativas internacionais e mais barato.

Os fornecedores web de alojamento e domínios em Portugal ainda têm complicações adicionais. Exigem procedimentos sem qualquer necessidade para mudanças de DNS ou “transferência” de domínio. Absurdos que resultam em cobranças inexistentes em outros países e apenas dificultam a vida da empresa e também de profissionais que lidam com o segmento. Ao adquirir um domínio .COM por uma empresa de varejo mundial na área, como o GoDaddy, por exemplo, é possível apontar o DNS para qualquer alojamento em segundos. Dois ou três cliques. E a mudança entra em efeito em alguns poucos minutos.

Tente fazer o mesmo em um domínio adquirido no DNS.pt…

De qualquer maneira, há imensas opções mundo afora, baratas e de qualidade – basta deixar de lado a busca pelo domínio .PT e preferir um .COM.

Criação de sites em Portugal – alojamento

Sempre ideal escolher alojamento se o domínio já está incluído, certo? Na verdade, o cerne do problema hoje é outro. Alojamentos oferecem boa capacidade de armazenamento, mas limitam seu uso de outras formas que fogem ao conhecimento do usuário leigo. Recomenda-se a busca de alojamento não apenas em Portugal. A despeito da sanha desgrenhada de manter negócios “com empresas patrícias”, a verdade é que 90% das empresas de alojamento utilizam servidores e serviços na nuvem que não encontram-se no território nacional.

Aumente o raio de ação e consiga melhores fornecedores, buscando em todo canto do mundo. Se terminar com uma empresa de alojamento portuguesa, que seja porque é a melhor e maus vantajosa – e não porque está cá ao lado. Para todos os efeitos, para empresas de pequeno e médio porte na atualidade que desejam efetuar a criação de sites, é preciso verificar, na hora de cotar alojamento:

  1. Condições de preço para domínio e alojamento APÓS o primeiro ano
  2. Limitações “escondidas” em relação ao número de contas de e-mail ou fluxo de dados
  3. Se há ou não certificado SSL incluso, ou quanto custará adicioná-lo no futuro
  4. Limitações ao número de bases de dados MySQL
  5. Avaliações online e de clientes em relação à velocidade e desempenho

Outro aspeto fundamental é o suporte. Prefira aqueles em seu idioma, caso não fale inglês, mas lembre-se de que isso limita seu poder de negociação. Se fala inglês, pode contratar alojamento em qualquer lugar praticamente. Empresas como a Amen, em Portugal, a Arsys, na Espanha, ou a americana Bluehost são destaques em termos de suporte e atendimento.

Criação de sites em Portugal – web design e desenvolvimento

Uma dica gratuita para qualquer um que queira criar um site: tente não dissociar por completo design e programação. Nada é mais demorado, frustrante e também ineficaz do ponto de vista de custo, prazo e produto final do que montar desenhos e conceitos com um, e pedir que os transforme em algo que resulte com outro.

Programação e design precisam de caminhar juntos.

Tenha em mente que o desenvolvimento web hoje é, de uma forma ou de outra, um universo de plataformas pré-configuradas, frameworks, modelos e templates. Ao separar demais as coisas, corremos o risco de misturar muita coisa num mesmo lugar. A melhor política para criação de sites empresariais rápidos e funcionais envolve, por parte do cliente, alguns passos importantes.

  1. Saber o que quer. Use modelos, aponte referências realistas e explique detalhadamente o que busca e que resultado quer atingir.
  2. Exija previews e modelos, uma vez iniciado o projeto, navegáveis. Um JPG ou uma imagem parada não reflete o que será um website, especialmente para quem não desenvolve para a web.
  3. Prefira designers que desenvolvam bem e tenham portfólio, ou programadores com projetos avançados, que tenham boa noção estética. Não contrate dois profissionais que nunca se viram para realizar juntos um serviço unificado.
  4. Desconfie de quem não utiliza o que já provou-se mais eficaz. Hoje a criação de sites é feita em plataformas como o WordPress ou sistemas como WooCommerce, Opencart, Magento, no caso de lojas online. Na questão de design, sites responsivos e otimizados para telemóveis não são um luxo, são uma obrigação. Se uma empresa ou agência não o oferece, não merecerá sequer atenção.

Ademais, prefira o simples. Esqueça conceitos retrógrados e não tente repetir sua linguagem corporativa usual e impressa em sua faceta digital. A comunicação na internet não ocorre de forma idêntica àquela feita em termos físicos. É preciso objetivo, brevidade e, acima de tudo, um pouco de rompimento com os estamentos do corporativo secular.

Criação de sites em Portugal – SEO e marketing digital e conteúdo

Este é o caso no qual o profissional poderá estar sim a atuar remotamente, mas deve ter contacto frequente consigo. Um profissional de marketing precisa compreender e entender uma empresa, de modo a formular campanhas e estratégias que resultem melhor. Aprenda algo aqui: ser visto por mais pessoas não necessariamente é o melhor do marketing no meio digital. Ser visto pela PESSOA CERTA o é.

SEO bem feito exige conhecimento profundo do mercado-alvo

Profissionais de SEO, além disso, precisam de compreender o mercado no qual atuam e no qual sua empresa está a atuar. E, convenhamos, o mercado português é bastante característico e muito distinto de outros mercados mundiais, como Estados Unidos ou Inglaterra. De nada adiantará usar de técnicas e ferramentas que multipliquem acessos e visitas, quando não está a atingir o público que realmente comprará seus produtos.

O mesmo se dá em relação ao conteúdo, porém de modo um pouco diferente. Sempre prefira que o conteúdo venha a ser produzido por pessoas que conheçam o mercado-alvo. Se vai vender cá em Portugal, prefira portugueses, mas ao vender no Brasil, procure por brasileiros. O mesmo se aplica a quaisquer outros mercados.