“Sistemas próprios” para websites – cuidado

Há imensas maneiras de se construir um website nos dias de hoje. A mais utilizada, sem dúvida, é a aplicação dos chamados CMS – Content Management Systems. O mais popular deles, de forma disparada, é o WordPress.

O WordPress é um sistema construído a partir do PHP, como o Drupal, o Joomla e o Moodle. Estima-se que mais de metade dos websites no mundo hoje utilizem o WordPress como base. A despeito de vantagens e desvantagens existentes na plataforma, não há dúvidas de que, dentro da comunidade de informáticos, o WordPress é o sistema que mais possui profissionais capacitados, ferramentas e plugins disponíveis – gratuitamente e de forma paga.

Teoria conspiratória

Em Portugal, mas também em outros países, uma legião de agências e informáticos depõem contra o uso do WordPress na construção de websites e sistemas. Segundo eles, há vários motivos para não usar a ferramenta. O mais apontado é em geral a segurança, mas falam também em “problemas” na gestão, falta de possibilidades de customização e, agora com o RGPD, não alinhamento com as requisições legais. Em resumo, podemos trabalhar isto em tópicos:

  1. O WordPress é uma plataforma em constante desenvolvimento por uma comunidade de centenas de milhares de desenvolvedores em todo o mundo há 15 anos. Nestes anos, melhorias de segurança, aprimoramentos da plataforma e atualizações em relação a novas versões do PHP, do Apache e requisições do mercado têm ocorrido de forma semanal, senão diária.
  2. O WordPress é MAIS SEGURO do que qualquer outra solução construída por agências e websites ditos “de raiz”. Todas as maiores soluções de segurança digital no mundo possuem ferramentas e integrações para o WordPress, o que não ocorre nas soluções próprias.
  3. Com o seu código TOTALMENTE ABERTO, o WordPress é mais customizável do que qualquer outra plataforma. A customização pode tanto ocorrer a nível programático, realizada por web designers e desenvolvedores, quanto com o uso de temas e plugins gratuitos ou pagos – e isto pode ser feito pelos proprietários do site, mesmo sem conhecimento técnico (e isso JAMAIS ocorre com websites “de raiz”).
  4. Como é usada e livre para modificações, a plataforma é de conhecimento da grande maioria dos informáticos que atuam com o PHP e de web designers em geral. Em outras palavras, o proprietário do site não fica REFÉM de uma agência ou de desenvolvedores.
  5. O backoffice atual é resultado de 15 anos de estudos e melhorias realizadas a partir de solicitações e observações dos próprios usuários – deste modo é dispensável falar que oferecerá sempre uma solução mais amigável do que qualquer backoffice desenvolvido “à medida”. Além disso, o backoffice também possui código aberto e poderá sempre ser modificado.
  6. As possibilidades do WordPress vão muito além da construção de simples blogues e websites – pode-se hoje desenvolver lojas online, plataformas de ensino, sistemas de integração com plataformas de faturação e CRM e tudo mais que se possa querer.

O uso do WordPress é um benchmark mundial. Grandes marcas possuem lojas na plataforma. Entidades governamentais, como a Casa Branca americana, utilizam-se do sistema. Aparentemente, se há problemas de segurança tão graves, só há duas possibilidades aqui: ou o informático da agência ali ao lado está errado, ou ele saberá mais do que a grande maioria dos experts mundiais em segurança digital.

Falta de transparência

Não há mal nenhum em um informático preferir outra solução que não o WordPress para o desenvolvimento de sites e ferramentas para os seus clientes. O problema começa quando há falta de transparência e desvios de conduta da parte do profissional. Desconfie dos profissionais dispostos a criticar plataformas que tenham virado referência de mercado. A referência de mercado garante boa assistência, facilidade de uso e manutenção e profissionais capacitados. Então, por que há informáticos a dizer o contrário? Bem, há três razões principais:

  1. Muitas das empresas e agências possuem convénios com soluções ou sistemas “prontos” para websites. Basta ver que, em muitos dos portfólios dessas agências, todos os sites têm basicamente a mesma cara.
  2. Apesar de ser uma plataforma mundialmente reconhecida e de código aberto em PHP, exige conhecimentos de programação em PHP e do manual técnico do WordPress – e nem toda a gente possui tal know-how.
  3. A sua empresa poderá tornar-se uma fonte de avenças infinitas para essas agências, caso venha a desenvolver um site “de raiz” nas soluções proprietárias dessas empresas. Ou seja, um novo REFÉM.

Como ocorre em outras áreas de conhecimento, a informática possui sempre novidades a aparecer. Fechar os olhos para o novo é burrice, mas ao mesmo tempo, negar aquilo que é o ponto pacífico entre especialistas do mundo inteiro será uma burrice ainda maior. Pode-se sempre, é claro, ainda optar por soluções de raiz, mas antes de embarcar numa delas, vale perguntar a si mesmo: será o meu informático melhor do que cem mil outros que estão a dizer o oposto?

Sua empresa precisa de um site responsivo

Talvez já tenha ouvido isso algures, que sua empresa precisa de um site responsivo. Entre o empresariado, atualmente, pede-se a web designers e agência que o site seja responsivo. Mas o que isso quer dizer exatamente e por que precisamos que sites corporativos tenham essas características?

Antes de seguir adiante neste artigo, um aviso: qualquer projeto ou proposta para criação de websites hoje em dia que NÃO ENVOLVA um site responsivo simplesmente não vale a pena. E veremos o porquê disso.

Site responsivo – o que é?

A internet evoluiu, mas principalmente a forma com que a acedemos evoluiu. No ano 2000, a internet era exclusivamente usada a partir de computadores. A grande maioria deles, por sinal, possuía configurações muito semelhantes de ecrã e dimensões de tela. Em outras palavras, quando um website era criado, ele respondia às necessidades de visualização praticamente uniformes de um monitor ou do ecrã de um laptop.

De 10 anos para cá, esse perfil de acesso mudou completamente. Na maioria dos países com ampla difusão do acesso à internet, pelo menos metade dos usuários está sempre a aceder sites e aplicações por meio do telemóvel ou de tablets. Mesmo TVs agora possuem ferramentas para aceder a websites e aplicações e uma enorme gama de telas, monitores e ecrãs hoje apresenta dimensões e formatos completamente diferentes. Ao todo, há centenas de dimensões de tela em uso no mercado.

O que isso quer dizer?

Significa que, se ao criarmos um website, otimizarmos sua visualização para uma tela de, digamos, 1440 x 900 pixels, estaremos a deixar para segundo plano centenas de outros dispositivos, nos quais a visualização se dará de modo irregular ou até mesmo inexistente.

Os sites responsivos foram criados para solucionar esse problema. Considere que cada parte de um website – textos, imagens, menus, barras – é um elemento individual. Cada um deles pode ser reorganizado e redimensionado, de modo a adaptar-se ao dispositivo com o qual acedemos ao conteúdo. O responsivo “responde” às necessidades do dispositivo do usuário, adaptando-se à medida do necessário para beneficiar a visualização. Um bom site responsivo precisa levar em consideração cinco fatores:

  1. O dispositivo ou aparelho usado por quem visualiza
  2. O software, no caso browser ou navegador
  3. O idioma e aspectos regionais do usuário
  4. A orientação do ecrã, se vertical ou horizontal
  5. O modo com que o usuário navega

Site responsivo – prioridades

Redimensionar e adaptar não é o único aspeto observado por um site responsivo. Pense: quando acedemos a algo pelo telemóvel, não estamos a buscar detalhes, queremos algo mais rápido e objetivo. O site ou conteúdo responsivo também é algo que estabelece prioridades: alguns elementos simplesmente não são exibidos em algumas plataformas, e isso o empresariado ainda tem dificuldades para perceber.

Sites responsivos competentes simplesmente ocultam alguns elementos descritivos e rebuscados em plataformas menores e mais breves, e assim melhoram velocidade, visualização e experiência do usuário. Isso também é uma “resposta”, agora não apenas ao dispositivo ou ecrã, mas aos hábitos de leitura do usuário.

Site responsivo – referência de mercado

Muitas agências cobram o “serviço” de criação de sites responsivos, como se fosse algo “à parte” do próprio processo de criação de websites em si. A verdade é que hoje é mais complexo criar um site que NÃO SEJA responsivo em algum grau do que o contrário. A grande maioria da internet de hoje opera com sistemas de gestão de conteúdo – são tipos de softwares que rodam online e funcionam como o motor de seu website. Tecnicamente, são chamados de Content Management Systems (CMS).

O mais popular deles, e sobre o qual mais de metade dos websites corporativos hoje são construídos, é o WordPress. Mas há uma série de outros sistemas com aplicações específicas: Joomla, Drupal, Opencart, Moodle, etc. Além disso, há quem recorra a soluções baratas em um dos muitos sistemas de “site building” por aí afora, tais como o Wix. O resultado é bem mais pobre nesses casos, mas ainda assim responsivo em algum grau.

Se a agência ou fornecedor que arrumou está a cobrar extras para que o site seja “responsivo”, talvez seja melhor cotar com mais gente…

Site responsivo – ouça os profissionais

Um site é como uma montra ou um poster – uma peça de design que sempre envolve algum gosto por parte do cliente. Contudo, como há para tais peças físicas, um website possui melhores práticas. Profissionais de web design, de marketing digital e programadores podem dizer quais são essas premissas, e evitar que sua empresa esteja a perder clientes simplesmente por respaldar-se apenas no gosto.

Gostar da imagem digital de sua empresa é um direito seu, como empresário. Entretanto, pense no que resulta ou não: ouça conselhos e abra mão de seu gosto em parte, em favor daquilo que pode gerar mais negócios e resultados.

E-commerce em Portugal – por que investir?

Há sempre dados a mostrar crescimento do e-commerce em Portugal, mas quando perguntamos nas ruas, mesmo para os mais jovens, não há consenso. O e-commerce ainda é “temido” por muitos portugueses. Falta confiança, não há o hábito e a comparação com outros países nos deixa milhas atrás.

Contudo, ao invés de entender porque portugueses ainda são tão avessos às compras online, talvez seja melhor entender o porquê deve-se investir nesse canal de vendas. O primeiro aspeto a considerar, sendo esse o caso, é o de fugir de modismos. O computador ainda é muito mais importante que o telemóvel.

E-commerce em Portugal – responsivo, mas sem exageros

Pesquisas ao final de 2016 mostravam que ainda mais de 80% das compras de quaisquer itens online em Portugal davam-se por intermédio de computadores. Telemóveis respondiam apenas por 11% das compras. Quando analisamos esses dados, vale lembrar que a experiência do usuário é sumamente em ecrãs de maior porte, e portanto é neles que devemos inicialmente nos concentrar. Ainda assim, vale ressaltar dois aspetos:

  1. Qualquer projeto web que, atualmente, não preveja um site ou plataforma responsivos (que são optimizados para telemóveis ou tablets) é um projeto obsoleto
  2. A apresentação em telemóveis deve priorizar a velocidade de abertura e tópicos centrais, detalhes ficam por conta da apresentação em computadores

Em outras palavras – sua loja online deve prever o acesso por telemóveis, mas não ater-se somente a ele. É preciso criar uma loja que em sua dinámica promova a venda para clientes que estejam a buscas produtos em seus computadores, e utilizem telemóveis mais como ponto de referência, para depois realizar compras em dispositivos tradicionais.

E-commerce em Portugal – custo baixo e retorno alto

O mais provável é que, ao menos de início, vendas online venham a representar apenas uma pequena fração da faturação total. Contudo, as possibilidades de lucro podem ser maiores. Sem o esforço de vendas, pagamento de comissões e despesas de exposição e alocação física, produtos online podem representar um grande lucro.

Plataformas de lojas prontas e eficazes, como o Shopkit, podem maximizar ganhos

 

Para tanto, o investimento precisa ser pequeno e rápido. Há serviços específicos na internet dirigidos àqueles que desejam montar suas lojas online em questão de dias, sem pesados investimentos e com rápido retorno. Temos um artigo especialmente sobre essa questão aqui no blog. Com menos de 30 euros mensais, é possível colocar ao ar uma loja funcional, que aceite pagamentos em Multibanco e até PayPal e tenha automatizada sua rotina de entregas e logística.

E-commerce em Portugal – contorno de problemas culturais

Culturalmente, o português é desconfiado. Não confia em sistemas de compra online e cria barreiras para adquirir produtos na internet. Há algumas maneiras de contornar isso, seja com conscientização ou com o uso de ferramentas específicas:

  • Lojas online precisam de certificados SSL
  • Ferramentas de check-out transparente e Multibanco avançadas
  • Garantias de devolução e pós-venda precisam ser concedidas

Além disso, a própria organização das residências não beneficia entregas de produtos online. Ao contrário de outros países, a maioria das residências portuguesas não está simplesmente preparada para o recebimento de produtos comprados online de forma simples. Em países como o Brasil e os Estados Unidos, a maioria dos edifícios dispõem de portarias que podem receber produtos de maior porte, mesmo na ausência dos moradores. Em Portugal, produtos chegam e não há ninguém para recebê-los.

Algumas lojas online contam com pontos de entrega alternativos, nos quais o cliente pode retirar seu produto à posteriori. Ainda assim, no caso de frigoríficos, móveis e outras peças, isso pode ser um problema. Se possível, lojas que lidem com produtos maiores precisam prever esses problemas, e oferecer ao cliente modalidades de entrega programada ou fora de horas. A prática pode criar maior conforto para o cliente e resolver problemas de idas e vindas que encarecem a logística de produtos.

E-commerce em Portugal – SEO e marketing

Investir em uma loja online é algo infrutífero se não a damos a conhecer junto aos clientes. Qualquer projeto que contemple um e-commerce precisa prever gastos consideráveis em marketing e optimização para motores de busca (SEO). Em primeiro lugar, clientes precisam dar a conhecer a loja online. Mesmo o mais fiel dos clientes precisa saber em primeiro lugar que agora poderá aceder aos produtos pela web.

Para tanto, é necessário adequar seu e-commerce às melhores práticas, tanto em termos de programação do website, quanto em termos de conteúdo e propagação no Google e outros sites de buscas. Para aceder novos clientes, algum gasto em publicidade no próprio Google, via AdWords, ou em redes sociais como o Facebook poderá ser a diferença entre o sucesso e o fracasso da empreitada.

E-commerce em Portugal – o futuro

As vendas online têm o potencial de reduzir gastos que afetam muitos negócios. Comissões podem ser, por exemplo, automaticamente revertidas ao marketing, sem alterar lucros e margens. Custos de estocagem podem ser racionalizados, com pedidos colocados ao fornecedor apenas na ocorrência da venda. A internet é um caminho sem volta e, embora o português médio ainda resista às compras online, em comparação a outros povos, dobrar-se-á à prática em algum momento.

Custos de manutenção de lojas físicas poderão ser evitados e o comércio que hoje opera regionalmente poderá ganhar clientes em qualquer canto do país. O e-commerce é um investimento que não apenas vale a pena, é uma necessidade para os próximos 5 anos ou mais.