Apresentações e Fontes

Quanto texto devo colocar em minhas apresentações PPT?

Essa é uma questão sempre recorrente: quanto texto devo colocar em minhas apresentações PPT?

Por mais que pareça haver uma resposta correta, o importante em si não é o quanto coloca-se de texto na apresentação PPT como um todo – mas sim em cada slide. Claro que apresentações que possuem dezenas ou mesmo centenas de slides são aborrecidas e maçantes, mas uma boa estrutura garante legibilidade e interesse. Mas, voltando à pergunta, agora modificada: quanto colocar de texto em cada slide?

Apresentações PPT – tamanho certo de fonte

Antes de discutir o volume de texto, cabe abordarmos o tamanho das fontes que irão compor os slides. Muitas empresas utilizam o Powerpoint praticamente da mesma forma que usam o Word. Eis aí o primeiro grande erro. O Powerpoint é um software de apresentações, não de redação ou processamento de textos. A ideia principal dos ficheiros produzidos nele é a de apresentar conteúdo para pessoas que terão de ler brevemente ou o verão em projeções.

Para tanto, o texto precisa estar visível, claro e, principalmente, ser curto e de rápida memorização. Qualquer fonte com tamanho menor que 20px é simplesmente ilegível ou traz texto demais para que seja rapidamente absorvido o conteúdo. O ideal mesmo é apresentar a maior parte do conteúdo principal em fontes com tamanho de 30px ou mais. Para referências de menor importância ou secundárias, como dados sobre fontes, observações ou trademarks, o texto poderá ser menor.

Apresentações e Fontes

Fontes com tamanho inferior a 20px são praticamente impossíveis de ler. No exemplo, ainda há outra questão – o espaçamento entre linhas torna praticamente impossível seguir o conteúdo, mesmo com a apresentação aberta em sua frente no ecrã.

Apresentações PPT – bullet points… OUT!

Listas e bullet points parecem ser os recursos favoritos da maioria dos palestrantes ou mesmo empresas em suas apresentações PPT comerciais. Embora uma apresentação com um número grande de slides não seja o ideal, é melhor do que listas de tópicos sem fim. O problema está no modo com que lemos: há uma espécie de gatilho mental que privilegia aspetos listados quando estes vêm em número de 3 itens. Entretanto, não raro apresentações PPT trazem listas e bullet points com dezenas de itens.

Ao invés disso, tente separar os itens da lista em diversos slides, cada um com um dos tópicos e uma imagem que faça sentido. Isso facilitará a real absorção de cada item e criará mais dinámica para a apresentação. Deixe os bullet points para usar quando escrever teses e monografias no Word.

Apresentações PPT – roteiros

Antes de montar sua apresentação, crie um roteiro. Um roteiro, antes de tudo, não é um bloco de texto ou um artigo o qual pretende-se “transplantar” para o formato de apresentação. É preciso seguir uma estrutura lógica e desenhar o conteúdo que irá em cada um dos slides antes de começar. Como referência para produzir seu roteiro, tente usar algumas métricas em particular:

  1. Idealmente uma frase ou duas para cada slide
  2. NUNCA mais do que 30 palavras em uma mesma tela
  3. Prefira utilizar imagens como fundo ou parte considerável da tela, ao invés de imensos “quadradinhos” com imagens recortadas
  4. Para um texto-base de 1.000 palavras, um roteiro com slides que somem 100 palavras ao máximo será mais que suficiente
  5. Tente ler os slides em seu roteiro antes de prosseguir, e alinhe-os para que a leitura de cada um seja sempre possível em até 3 segundos

Apresentações PPT – publicidade ao invés de literatura

Essa afirmação ilustra bem a questão do texto em slides de Powerpoint. Se quer a atenção do público, precisa apelar de forma similar a uma peça de publicidade em cada novo slide. Se sua apresentação lembra mais um livro ou trabalho universitário do que uma propaganda em um jornal ou em paragens de autocarros e comboio, há um grande problema. Parece pouco quando o falamos, mas 30 palavras são uma quantidade imensa de informação, quando bem utilizadas.

Apresentações PPT

Esse slide é parte de uma das nossas – perceba que há por volta de 30 palavras, ainda que conte preposições. Há informação bastante e as setas fornecem um modo menos aborrecido e limitante de criar uma ideia de tópicos.

Pense em quando foi a última vez que viu algum reclama ou propaganda em qualquer canto que empregasse mais do que esse tanto de texto em uma mesma chamada. Pode ser que haja algumas que o fazem, mas não é capaz de lembrar, correto?

Pois bem – o mesmo ocorre quando sua apresentação é por demais prolixa: ninguém é capaz de lembrar o que tentava dizer.

Apresentações PPT

Outra das nossas – poucas palavras e uma ideia de contraposição apresentada em dois slides sequenciais. As setas e o ganho de cores ressaltam a mensagem do conteúdo textual, o que facilita a memorização do público.

Chamadas

Chamadas – o centro das apresentações e websites

Lembre-se, você tem apenas cinco segundos para pescar a atenção do prospect. Se você não atuar nesse tempo, o perderá para sempre. Aí entram as chamadas.

Segundo David Ogilvy, uma das lendas da publicidade, a chamada é a parte mais importante na propaganda. Em média, cinco vezes mais pessoas leem o título, em comparação com o restante do texto.

Com sua chamada, seu cliente essencialmente gasta 80 cêntimos de cada euro.

Usando a mesma lógica, você poderia gastar 80% do tempo redigindo um título e não seria um mau gasto. Essa é a importância da chamada.

Use sua chamada para focar em uma audiência específica. Em outras palavras, grandes títulos têm efeitos positivos e negativos. Eles atraem o alvo e deixam o restante do mundo saber que a mensagem não é para ele.

O propósito da chamada, dizem especialistas, é levar o prospect a ler o texto. Mas isso não é totalmente verdade. Se fosse, quase todo título ultrajante o faria.

Grandes chamadas fazem mais do que isso. Elas atraem a atenção. Elas criam curiosidade. Elas também podem levar o leitor a ler a apresentação ou seu site com algumas expectativas emocionais…

Construindo uma chamada poderosa e instigante

Uma das mais antigas ideias sobre chamadas é que elas têm de ser curtas – menos de oito palavras. Essa lógica fará com que uma mensagem poderosa seja passada em segundos – o tempo que seu lead ou usuário gasta, em média, com você. Depois disso ele avança ou desiste. A maioria das chamadas, por essa razão, utiliza uma linguagem  de vendas direta. Coisas como:

  • Comeu?
  • Desvende o segredo de Wall Street!
  • A Guerra do Petróleo está a chegar!
  • Não mais apenas para milionários
  • A maior oportunidade de todos os tempos

Então, o que concluímos disso? Embora haja uma série de exceções, parece claro que a brevidade é uma virtude em chamadas.

O que há de tão bom nisso? Vamos começar com o óbvio. Chamadas curtas são fáceis de assimilar. Com 5 ou 6 palavras, impressas em letras garrafais no topo de uma carta ou email, o leitor não tem como evitar. O poder de captura é de quase 100%.

Há um contraste com chamadas de um parágrafo. Elas podem funcionar muito bem, mas apenas após um número significativo de prospects se livrar delas ou deletá-las, porque:

  • Perceberam que é publicitário e,
  • Tomaram uma decisão instantânea de que não têm 15 ou 20 segundos para ler.

Isso nunca ocorre com uma chamada curta.

Contudo, ter uma chamada lida não garante o sucesso. A menos que sua chamada diga algo que esteja ligado à grande ideia da promoção, que seja curioso, que leve a um benefício, ela terminará também na lixeira – alguns segundos depois apenas.

Grandes chamadas são um ponto de virada. Elas trazem pensamentos ousados, sentimentos, crenças que geram sensações em um grupo de pessoas, a respeito de alguma coisa em particular.

O segredo dos quatro U’s

Os quatro U’s descrevem partes críticas que podem potencializar chamadas de apresentações e websites, assim como subtítulos e também calls to action.

É como uma vitamina para textos. Você os usa e, de repente, sua chamada está mais poderosa, forte e tem mais energia. As coisas começam a funcionar melhor para você.

Quais são os quatro U’s? Vamos ver…

URGÊNCIA

A chamada deve dar ao prospect uma razão para desejar um benefício o quanto antes possível

UTILIDADE

Uma chamada deve comunicar algo que tenha valor para o prospect

ÚNICO

A chamada deve sugerir que o que está sendo ofertado é, de algum modo, diferente de tudo mais. Todos os argumentos devem estar unicamente associados a certo produto ou serviço

ULTRA ESPECÍFICO

Coisas vagas devem ser evitadas a todo custo. O prospect precisa saber que benefícios específicos foram reservados a ele

Esse segredo é simples. Quando postos juntos, os quatro pescam o interesse do prospect, atiçando ele com um benefício, estabelecendo credibilidade e chamando ele para ler. Sempre que você tiver uma chamada fraca, que precise de um tapa, você pode aplicar a fórmula dos 4 U’s para instantaneamente fortalecê-la. Na verdade, quando você aplica os 4 U’s, sua chamada não apenas chamará a atenção, mas também irá desempenhar várias outras funções…

O que mais uma chamada pode fazer?

Ela pode…

  • Pescar a atenção do prospect
  • Focar em seu prospect, dizendo algo relevante para ele
  • Despertar a curiosidade
  • Fazer uma promessa
  • Introduzir uma ideia instigante
  • Fazer uma oferta
  • Desafiar o prospect

Agora que eu disse a você o que os 4 U’s podem fazerr, deixe-me dizer duas coisas que elas não permitem que você faça…

O que uma chamada JAMAIS deve fazer

Dizer algo comum ou convencional. Porque se o seu prospect pode adivinhar onde você vai, ele irá economizar seu tempo e parar de ler. Enganar ou ludibriar o prospect. Se você faz uma promessa na chamada e nunca a prova em seu texto, você não apenas irá perder a confiança do leitor, mas também a venda. Pegou? Quando você usa os 4 U’s, você não somente sabe em que direção deve seguir, mas também se protege de quedas de percurso. Agora que já falamos sobre isso… vamos ver como eles funcionam no mundo do marketing direto.

Outra simples abordagem

Outra maneira de causar impacto direto com sua chamada é por meio de números. Eis três exemplos:

7 RAZÕES PELAS QUAIS VOCÊ FARÁ MAIS DINHEIRO INVESTINDO EM EMPRESAS DE TELECOM

6 PASSOS SIMPLES PARA MELHORAR A SAÚDE

8 MANEIRAS DE DERROTAR FISCAIS DA RECEITA

Quando você usa números específicos, fica mais fácil para o prospect ver o que está acontecendo e porque ele deveria ler. Então, não se esqueça de adicionar números quando for possível. Os número estão associados a muitos gatilhos que acionam nosso subconsciente. Em alguns casos, eles trazem a sensação de precisão e autoridade, em outros casos oferecem uma noção clara do que esperar, como nos citados acima.

Fique connosco nos próximos posts, pois iremos ainda mais fundo na arte de preparar títulos e chamadas e falaremos como usar dos chamados gatilhos mentais em suas apresentações, websites e textos de vendas.

 

A jornada do herói

A “Jornada do Herói” em seus negócios

Talvez você já tenha ouvido falar dela – a tal “Jornada do Herói”. Também conhecida como “Monomito”, essa estrutura de história é uma receita para o sucesso adotada em romances e histórias desde a Antiguidade, e até hoje usada em filmes e séries como Guerra nas Estrelas, Harry Potter, Matrix e tantos outros.

A Jornada do Herói é a principal estrutura narrativa utilizada no chamado storytelling, mas seu emprego é ainda nebuloso quando consideramos uma empresa, uma marca ou uma aplicação empresarial. Honestamente: simplesmente meter botõezinhos aqui ou ali ou arranjar estruturas de tópicos em apresentações e websites não configura a aplicação de uma narrativa da Jornada do Herói. é preciso um pouco mais do que isso. A dita jornada tem como principal objetivo, dentro da narrativa, retirar o herói do mundo comum e ordinário e vencer sua resistência, lançando-o a um mundo fantástico e de aventura.

Jornada do Herói

Após enfrentar desafios e crises e divisar maneiras de vencer obstáculos, o herói vencerá seu dilema inicial e irá transformar-se por completo, retornando ao mundo ordinário de forma completamente diferente. Soa como muitas histórias, não é verdade? Tente lembrar-se de Peter Pan ou de algo completamente diferente, como o filme Regresso ao Futuro. Quando lidamos com uma apresentação, website ou uma marca, a Jornada do Herói tem algumas funções específicas:

  • Gerar um choque inicial
  • Mostrar um problema ou dilema que deverá ser vencido
  • Vencer a resistência do cliente ou público
  • Apresentar formas de vencer obstáculos e desafios
  • Levar o público, com os novos “poderes” adquiridos, a enfrentar o dilema maior
  • Finalizar com uma transformação, na qual sua marca exerce papel fundamental

Montando a Jornada do Herói

Para criar uma narrativa em vendas ou em uma apresentação, a lógica segue a redação de qualquer história. Contudo, os pontos de virada, os clímax e o enredo propõem objetivos diferentes. De forma resumida, o seu objetivo com o lead ou a audiência é levá-los desde o mundo comum e ordinário onde vivem para um mundo desconhecido, para que eles regressem transformados dessa experiência (preferencialmente transformados em clientes).

A jornada do herói

Ao construir um site ou apresentação, ou mesmo a entoar um discurso de vendas, é possível estruturar o roteiro a esse ciclo. Para tanto, é necessário seguir uma lógica narrativa que desperte o interesse do lead ou leitor, reduzindo suas interrupções e negações. Cada uma das etapas deve fazer sentido na história, e não na tradicionalista visão corporativa.

  1. Apresentação. Um cenário e uma ocasião são mostrados à audiência. No caso de uma empresa de painéis solares, por exemplo, poderia ser um dia de sol. Para uma fabricante de máquinas têxteis para malhas, poderíamos emprestar o lema de Game of Thrones, “o inverno está chegando”. Aqui, você quer captar o interesse da audiência para o que vem em seguida, não mostrar seu logótipo apenas ou lançar nomes de produtos e serviços a esmo.
  2. Chamado para a aventura. Aqui você propõe ao seu lead ou leitor o ingresso em um mundo diferente daquele que ele possa conhecer. No exemplo dos painéis, você pode propor o desafio de produzir energia enquanto vai à praia. No caso das máquinas, dar conta de todas as encomendas antes mesmo do primeiro de frio. Esse novo mundo precisa ser descoberto para que um dilema do mundo real possa ser resolvido. Sua marca ou produto será, mais à frente, a solução.
  3. A recusa e o mentor. Todo bom vendedor sabe que o segredo da venda está em derrubar a resistência dos clientes. Aqui você OFERECERÁ uma resistência, para derrubar a mesma em seguida. Eis a figura do mentor. “Impossível gerar toda sua energia enquanto está de férias”? Talvez, mas você pode apresentar uma personagem e um caso. Esse “mentor” irá mostrar à audiência como derrubar cada um dos argumentos contra a instalação de painéis solares ao longo do enredo. Sua presença retira a negação inicial e permite que o leitor siga na história. O mentor pode ser, por vezes, o próprio vendedor ou mesmo a empresa ou marca.
  4. Cruzando o portal. Aqui é onde mostramos ao cliente os BENEFÍCIOS da marca, produto ou serviço. Não dados técnicos sobre um item, ou a missão e valores de uma empresa, ou mesmo um portefólio de clientes. Apenas mostramos à audiência, de forma nítida, como será sua vida após nossa apresentação e história.
  5. Inimigos, aliados e desafios. Como em uma boa história, é aqui que se gera maior identificação do leitor com uma marca. Mostramos ao público que entendemos suas dores, seus inimigos. Apresentamo-lhe aliados e formas com as quais a superação de desafios e inimigos será possível. Criamos obstáculos para mostrar soluções, dores para oferecer analgésicos e vilões para posteriormente combatê-los.
  6. “Morte” e renascimento. Essa morte, é bom dizer, não precisa ser literal em nenhuma história. Aqui falamos da “morte” de uma versão anterior de seu público. Você o fará renascer, esquecendo tudo o que veio antes de si. Sua marca ou produto criará uma nova versão desse público, uma versão capaz de enfrentar os inimigos e desafios que lhe foram apresentados há pouco.
  7. Regresso com o novo poder. O renascimento ocorreu de forma bem-sucedida, agora é hora de mostrar ao seu público como será sua vida daqui por diante. Num site, é nessa altura que falamos a respeito de funcionalidades e especificidades de um produto ou serviço. Agora que seu potencial cliente já enxerga a oportunidade de reinventar a si mesmo, pode-se dar a ele detalhes menores sobre o item que se quer vender. Agora que seu público regressou com o poder em mãos, talvez ele esteja disposto a entender como tal poder funciona ou trabalha.
  8. A batalha final. Lembra-se do problema ou dilema inicial? Aqui você conduzirá a audiência a uma vitória definitiva sobre esse problema, usando dos métodos e valores que você propôs.
  9. Regresso com a recompensa. É preciso criar um vínculo com sua audiência, oferecer uma recompensa. Para gerar uma ação do público, é melhor apelar para o gatilho da retribuição. Ao final de uma palestra ou seminário, oferecer um canal de contato direto consigo. Ao final de um curso ou formação, uma atividade ou exercício extra e exclusivo. Ao final de uma apresentação de vendas, um desconto ou condição excecional.
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Torne materiais de formação publicidade grátis

Quantos de nós, ao longo de cursos de formação ou mesmo universitários, não presenciamos o sentimento de “sigilo” e “preservação” de escolas e mestres acerca de materiais de estudos? Em muitos cursos de formação, apresentações Powerpoint ou apostilas são apenas exibidas ou emprestadas a alunos, no intuito de não permitir que haja o “uso” do conteúdo por terceiros.

Bem, posto que a grande maioria das apresentações de cursos e formações apenas reproduzem EXATAMENTE o que se encontra nos livros de teoria, a preocupação é mesmo coerente. Entretanto, já vimos que a mera transcrição de conteúdo para slides não constrói uma apresentação viável. Se usado fosse esse recurso do modo certo, como APOIO ao professor ou formador, o medo e paúra do uso indevido ou “vazamento” das informações e materiais seria até mesmo improcedente.

Mas a pior parte disso tudo não é somente o emprego errôneo da ferramenta digital. Além de exibirem slides e apresentações desinteressantes e inclusive ineficazes aos alunos, cursos e formações ainda deitam ao lixo uma oportunidade excelente. Eles podiam estar fazendo uma excelente propaganda – e de graça.

Deixe “vazar” sua formação

O primeiro passo para transformar seu material de formação em publicidade grátis é simples: você precisa INCENTIVAR o compartilhamento dele. Parece absurdo, não? Mas é extremamente coerente. O material de formação, especialmente aquele relacionado a apresentações, textos complementares e resumos, NÃO DEVE conter exatamente o que formadores expõem durante aula e não compreende a totalidade da teoria presente na bibliografia existente.

Em outras palavras e para sermos diretos: se o seu curso INTEIRO se resume ao que está na apresentação ou apostila, é melhor encerrá-lo e apenas vender seu material pelo Amazon.

Se o seu material de curso representa apenas parte do que sua formação de fato é, seu “vazamento” não impedirá que novos alunos o procurem. Muito pelo contrário – irá incentivá-los a procurar seus cursos e formações. Para tanto, é preciso que seu material cumpra alguns simples requisitos.

Branding

Apresentações e apostilas devem possuir não apenas seu logótipo, mas também cores, formatos familiares e principalmente um PADRÃO reconhecível.

Fragmentação

Transforme apresentações sem fim e apostilas de centenas de páginas em pequenos módulos e fascículos. Isso permite o compartilhamento rápido e evita que cursos inteiros sejam repassados a pessoas não matriculadas.

Transmídia

Crie vínculos e links nas apostilas e apresentações, que remetam a complementos do conteúdo em seu website, canal do Youtube, redes sociais e outros. Insira dados que permitam a não-alunos de suas formações um rápido contato e insira, a depender do caráter do material, inclusive anúncios de outras formações e cursos suplementares.

Linhas gerais

Garanta que seus materiais contenham apenas ementas e guias que sejam usadas por formadores ao longo das explicações e aulas. Materiais mais elaborados e que sejam sensíveis a regras de copyright podem estar inseridos em áreas fechadas ao aluno ou ser apresentados durante aulas apenas.

Atividades e interação

Garanta que os materiais proponham exercícios e esquemas de interação que incentivem seu aluno nas formações, mas que também funcionem como argumentos de venda para interessados que tenham acesso indireto ao material que você produz.

Design

Como ocorre com qualquer tipo de publicidade, um design descuidado e uma organização visual e textual pobre somente lhe serve para perder novos clientes.

Crie diferenciação

Um material melhor geralmente remete a uma formação de melhor qualidade. Claro, formadores, instalações, conteúdo em si e mesmo preços são fatores importantes, mas eles geralmente exigem um contato mais próximo com seus potenciais alunos para que você os possa expor. O material pode chegar mais longe, via compartilhamento ou mesmo colocado à disposição para download em um site ou rede social.

Contudo, para despertar o interesse de novos alunos, é preciso ser diferente. Seu material precisa fugir do óbvio, tanto em termos de visual quanto de conteúdo. É preciso ser mais objetivo, ousado, inteligente. Esqueça efeitos pirotécnicos ou conteúdo “a peso”. É preciso maravilhar.

Em primeiro lugar, essas apresentações precisam ser operáveis online. Para facilitar, é melhor que elas tenham versões em PDF ou mesmo em redes que permitam sua visualização online, como ocorre com o Slideshare.

O mais importante é criar algo diferente – pense em um material que vende um curso por si só, não apenas em slides que possam ser lidos de maneira aborrecida por formadores durante as aulas. Se você possui um curso e pretende inovar, esse talvez seja o primeiro aspeto a visitar.

Faces da moeda

Sites e apresentações – duas faces da mesma moeda

Aqueles sites tradicionais, no melhor estilo “corporativo”, com os menus e itens previsíveis do tipo “quem somos”, “nossa equipa”, “contacto” e o que mais o valha estão em baixa. Muitos argumentarão que eles ainda existem dessa forma, porém a grande verdade é que o comportamento do leitor e usuário da web mudou diametralmente. As redes sociais, nas quais o leitor “rola” timelines para baixo, somado à facilidade desse movimento no celular, fizeram com que as pessoas deixassem de procurar aqui e acolá em menus.

Se pensarmos de modo prático, os sites de referência hoje se parecem mais com apresentações ou folders do que com catálogo, livros ou diretórios empresariais. A razão para migrar para esse tipo de padrão é simples: as pessoas leem mais. Pense no seu próprio comportamento: se você clica num menu ou submenu no site de uma empresa e não encontra o que procurava, continua a clicar? Não… você desiste e procura alhures.

Muitas empresas ainda remam contra a maré, querendo meter tudo e mais um pouco em termos de “informação”. Porém, de nada adianta quando ninguém a está lendo…

O conceito “one page”

O conceito de “one page”, ou página única, imita ao mesmo tempo a lógica de cartas de venda e páginas de venda mais objetiva de produtos. Ao mesmo tempo, apropria-se da lógica de timeline das redes sociais. Basta lembrar: todas elas funcionam dessa forma, principalmente visando o leitor e usuário em telemóveis. Facebook, Twitter, Instagram, até mesmo o LinkedIn mudou para obedecer a tal lógica.

Mas, fugindo da tendência, pensemos agora como clientes. Não se trata apenas de moda, ou mesmo de aparência, e sim do modo com que lemos e percebemos a informação no meio online. Afinal, de contas:

  • Uma única página segue um roteiro, uma história… e é assim que absorvemos melhor a informação.
  • Uma única página dá destaque para alguns pontos… e, do modo antigo, dávamos destaque a tudo, ou seja, a nada.
  • Uma única página torna a interação mais rápida… e isso aponta para mais conversões.
  • Uma única página reduz o índice de bounce… e encoraja melhor o compartilhamento.
  • Uma única página beneficia a visualização em qualquer dispositivo… de telemóveis a televisores.

Deixando o leitor “descobrir” coisas

Claro, mais páginas e informações podem estar relacionadas a essa primeira página. Mas quer saber? O seu leitor precisa DESCOBRIR tudo isso. A sensação de recompensa quando estamos navegando e nos deparamos com um relatório, um ebook gratuito, um brinde… é muito maior.

Descoberta

Sites com muitas páginas e menus privam o leitor da descoberta.

Imagine-se contando uma história. A cada pergunta de seus ouvintes, você oferece um desdobramento, uma nova trama, introduz um personagem diferente. Assim tem de ser um site, e também uma apresentação. A sequência narrativa, o storytelling, são completamente apagados em websites muito subdivididos. O leitor, como resultado, perde o interesse ou frustra-se na primeira ocasião em que não encontra algo que esperava encontrar.

Rapidez, dinamismo e preço

Exato, quando você centra suas atenções em uma única página, é obrigado a priorizar. A prioridade leva a projetos e a um desenvolvimento mais rápidos. Sites podem ser montados, literalmente, em questão de dias. Do mesmo modo, é possível alterar completamente sua abordagem de forma simples (veremos mais adiante como isso pode ser útil em termos de marketing). Finalmente, tudo isso reduz os gastos com desenvolvimento e manutenção – sites tornam-se projetos baratos, e podem ser constantemente atualizados.

 

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Combinando fontes em apresentações PPT

Combinar fontes de modo inteligente é um dos principais aspectos de design que diferenciam uma péssima apresentação de uma peça de primeira linha. Uma boa apresentação, assim como um bom website, possui combinações de fontes, estilos e tamanhos bem definidas. Em outras palavras: é preciso variar a forma com que os textos aparecem, cortando a monotonia e, às vezes, criando destaque sobre algum trecho ou passagem.

No Powerpoint, o tamanho das fontes também é um aspecto importante. Veremos alguns motivos do porquê os tamanhos influenciam até mesmo no modo com que o público interpreta os slides. De um modo geral, as mesmas regras de bom senso e aplicação de fontes usadas num PPT podem ser aplicadas em seu website. O problema é que, tanto em um quanto em outro, as pessoas parecem não dar atenção mesmo às mais básicas noções e ao bom senso.

Por isso mesmo, resolvemos postar algumas dicas para combinar fontes. Lembre-se de que elas não são regras absolutas, e podem ser dobradas. Entretanto, elas ajudarão você a escolher e compor melhor, ou mesmo a opinar em trabalhos desenvolvidos por profissionais (quem sabe por nós correto?).

Combinando fontes – o básico

Para começar, basta dizer que há duas dicas bastante básicas para combinar fontes: no caso de duas fontes distintas, escolher um com serifa e outra sem (calma, vamos explicar se você não sabe); e também usar versões e estilos diferentes de uma mesma fonte.

No primeiro caso, vamos lembrar o que é uma fonte serifada? As serifas são traços e segmentos que ocorrem nos finais das letras e caracteres, criando prolongamentos. É a “perninha” do A, ou os traços na base do M. Mas a imagem abaixo mostra isso melhor. Aqui, você nota as diferenças entre uma fonte SERIF e uma SANS SERIF.

Diferença SERIF e SANS SERIF

 

Pois bem, é bom criar combinações que incluam uma fonte serifada e uma sem serifa. Isso cria contraste dentro de uma apresentação ou website e permite que se dê destaque a algo em particular, ou que sejam diferenciadas informações distintas. As fontes não têm necessariamente de ser “parecidas”, mas é claro que algumas combinações se sustentam melhor do que outras.

Outra boa dica é a de não confundir o leitor com o tipo de sentimento e emoção que você deseja passar. Pense assim: há opções mais sóbrias, outras mais divertidas. Algumas sugerem flexibilidade, outras uma texto mais tradicional. Evite, ao menos de início, misturar o tipo de interpretação. Uma chamada em fonte mais sisuda dificilmente vai bem com um texto escrito numa fonte mais divertida.

Finalmente, é preciso padronizar tamanhos. Se os títulos são todos em 28px, mantenha-os nesse tamanho. Se o texto normal possui 18px, não mude essas dimensões conforme os slides avançam. Mentalmente, ao lermos qualquer coisa, nosso cérebro utiliza os tamanhos para determinar o tipo de informação. Se o texto diminui, o público pode tomar um texto importante como uma legenda, ou um título como um mero bullet point.

Manter dimensões dentro do padrão também ajudam você a criar um senso de hierarquia. O usuário não precisa ser informado a todo momento de que X é um subitem de Y ou vice-versa. O próprio tamanho da fonte, sozinho, dará essa informação ao público – e com isso você não precisa poluir seus sites e apresentações dando explicações demais.

Combinando fontes – selecionando classes

Apesar de haver manuais extensos de tipografia em português, quando selecionamos fontes de texto para design ou web design, é melhor mantermos as coisas em inglês. Na internet, você encontrará quatro tipos básicos de fonte: SERIF, SANS SERIF, SCRIPT e DECORATIVE. Cada um desses tipos possui subclassificações que podem ser úteis:

SerifSans SerifScriptDisplay
Old StyleGrotesqueFormalGrunge
TransitionalSquareCasualPsychedelic
NeoclassicalHumanisticHandwrittingGraffiti
Slab SerifGeometricBlackletterOthers
GlyphicNeo-grotesqueBrush Script

Há mais subtipos, dependendo de onde buscamos cada fonte. De qualquer modo, a tabela engloba e separa bem os grupos principais. Como regra básica, tentamos usar grupos diferentes em um par de combinações. Já os subtipos sugerem certos valores e interpretações extras. Por exemplo, uma fonte SERIF de um tipo “Old Style” irá transmitir um ar mais clássico, até mesmo antigo e rebuscado. Já uma “Slab Serif” possui um ar muito mais moderno, como veremos em alguns exemplos de pares de combinações logo adiante.

Fontes mono-espaçadas

Pois bem, há mais uma classificação de fonte que você encontrará com facilidade: as “Monospaced”. Essas fontes incluem vários estilos e tipos, com uma única característica em comum: cada caractere ocupa um mesmo espaço horizontalmente. Para entender isso, basta lembrar de uma máquina de escrever (onde as fontes eram mono-espaçadas). Fosse o caractere um “I” ou um “M”, ele tinha de ocupar um mesmo espaço no papel, pois as alavancas e hastes que batiam no papel e carimbavam as letras tinham o mesmo tamanho e largura.

Com isso, essas fontes possuem espaços desproporcionais – as letras “I” ou “L” minúsculo ficam muito mais distante dos caracteres ao lado, se comparadas a letras como “M” ou “G”. É possível chegar a ótimas combinações com essas fontes, mas até você produzir boas montagens, tente evitá-las, pois seus espaços desproporcionais causam desconforto ao leitor, especialmente em slides.

7 regras rápidas para combinar fontes

Poderíamos escrever laudas e mais laudas sobre tipografia e combinação, mas vamos manter as coisas objetivas para si. Separamos aqui 7 regras que podem ajudar você a escolher seus próprios sets de fontes, além das combinações que vamos oferecer em seguida:

  1. Considere o contexto. Tente evitar fontes alegres e com aparência infantil se o tema é mais sério e corporativo. Do mesmo modo, evite fontes retilíneas ou clássicas demais se o tema é mais divertido e ligado ao entretenimento.
  2. Considere a leitura. Fontes lindas, porém difíceis de ler, não são boas escolhas para apresentações e websites. Seu público precisa compreender rapidamente o que está escrito, e você não deve dificultar esse processo.
  3. Misture fontes de grupos diferentes. Fontes SERIF com fontes SANS SERIF, ou mesmo fontes SCRIPT com fontes SANS SERIF, ou fontes DISPLAY com outros grupos.
  4. Preocupe-se com o contraste. Uma fonte deve possuir uma boa diferenciação em relação à outra. Se você quer optar por fontes parecidas, é melhor usar estilos e pesos diferentes de uma mesma fonte: como parte do texto em negrito e parte em itálico “Thin”.
  5. Use “famílias” de fontes. Algumas fontes possuem versões SERIF, SLAB e SANS SERIF ou mesmo SCRIPT. Nesse caso, designers dessas fontes já as fizeram de forma complementar, e usá-las em conjunto é uma resposta fácil para seus problemas.
  6. Evite muitas fontes. Duas fontes bem escolhidas funcionam bem. Ao adicionar uma terceira ou uma quarta, as possibilidades de criar combinações ruins aumentam. Tente restringir o número de fontes e estilos usados e enriquecer seu conteúdo mais com base nas imagens.
  7. Use fontes “amigáveis”. Com isso queremos dizer fontes que estão presentes no Windows ou podem ser facilmente encontradas em qualquer dispositivo. Usar fontes exóticas demais pode gerar problemas de visualização ou até mesmo de impressão. De qualquer modo, softwares como o Powerpoint também possuem a opção de salvamento com a fonte utilizada – isso evita que seus clientes tenham as fontes substituídas ao ver uma apresentação, caso não a tenham em seus computadores.

Bem, claro que mesmo depois de ler este artigo, você provavelmente quer facilitar sua vida. Para ajudar, separamos algumas combinações de fontes prontas para você, que seguem nas imagens abaixo. Todas as fontes usadas são gratuitas para download ou podem ser encontradas em sua própria máquina. Clique nas gravuras para ver os nomes de cada fonte utilizada.

Todas as fontes usadas nos exemplos estão presentes no Google Fonts e podem ser baixadas gratuitamente, inclusive com suas “famílias” e todos os estilos disponíveis. Para baixá-las, basta clicar aqui.

As 10 regras de ouro das apresentações corporativas

Apresentações corporativas não são manuais. Também não são catálogos de produtos. Elas precisam de personalidade, apelo e precisam acima de tudo criar histórias e possuir enredo. Elas têm de fascinar e gerar emoções no público, qualquer que seja ele. As apresentações corporativas geralmente são construídas com base em atributos da empresa, sua missão e seu portefólio de produtos… o que é um enorme erro, na maioria das vezes.

Antes de entregar uma apresentação para um cliente, um investidor ou mesmo para seus funcionários e colaboradores, é preciso assegurar que ela passará a mensagem desejada. As apresentações corporativas não podem ser genéricas. A depender do público e de uma série de circunstâncias, elas precisam de mudanças e alterações. Embora isso varie de empresa para empresa, podemos dizer que há 10 regras de ouro a serem obedecidas em qualquer uma delas.

Cuidado com o tamanho

Muitas empresas possuem restrições em relação ao conteúdo que recebem por e-mail. Uma questão de segurança. Apresentações corporativas construídas com muita informação e conteúdo desnecessário pesam demais. Se sua apresentação possui 10mb, 20mb ou ainda mais, está na hora de reformular. Eis aqui algumas ideias para reduzir o tamanho desses arquivos:

  • Prefira o formato PPTX ou preferencialmente PDF
  • Reduza o número de slides, cortando o desnecessário
  • Inclua fotos e imagens de tamanho menor no arquivo PPT
  • Apenas use animações se for estritamente necessário

Em apresentações para palestras e conferências, não é necessário se preocupar com o tamanho dos arquivos. Contudo, se você pretende veicular esse material, via e-mail ou mesmo por meio de redes sociais, é sempre bom contar com apresentações leves.

Proporções das fontes

O tamanho das fontes também é algo fundamental a revisar. Evite usar qualquer tamanho de fonte abaixo de 20 (tendo por base a fonte “Arial”). Em um material de vendas, é fundamental que o cliente se interesse pelo produto ou serviço. Ele não precisa, contudo, saber de todas as funcionalidades e detalhes técnicos dele. A apresentação introduz uma marca ou um produto, mas a venda é feita posteriormente. Apresentações corporativas têm como objetivo gerar leads, e não funcionar como manuais de um produto ou serviço.

Para apresentações voltadas a palestras e aulas, é preciso que as fontes sejam ainda mais visíveis. Resista à tentação de colocar todo o conteúdo da aula ou exposição nas apresentações. Use material de apoio se necessário, mas coloque na apresentação apenas aquilo que é preciso para que a audiência siga seu discurso. Numa apresentação para formações ou seminários, o orador é o foco das atenções. A apresentação é apenas um instrumento de apoio.

Quando for dar palestras ou formações, tente ainda simular a acuidade visual. Repasse a apresentação antes do evento e veja se as fontes são legíveis à distância. Se necessário, efetue correções.

Conheça seu público

Uma apresentação é algo que vende uma ideia de forma rápida. Se sua ideia é a errada, a audiência imediatamente irá tomar sua marca ou produto como algo fora de contexto. Por exemplo, se você tem foco em clientes corporativos, não pode construir uma apresentação que passe uma imagem despojada. Apresentações corporativas sérias e monocromáticas, por outro lado, não venderão bem sua imagem para um público jovem.

O raciocínio aplicável a uma apresentação é o mesmo que aplicamos a uma peça publicitária ou um comercial. Você precisa falar com seu público e fazer com que ele entenda, em poucos segundos, uma mensagem. Alguns fatores precisam ser levados em conta antes de montar apresentações corporativas:

  • Faixa etária do público
  • Nível de escolaridade
  • Grau hierárquico
  • Estilo do público-alvo
  • Tendências em design e comunicação
  • Aspectos culturais e regionais
  • Tempo de exposição da apresentação

Quando você possui um produto ou serviço a vender, precisa se perguntar alguns outros aspectos antes de seguir em frente. Será mesmo que seu público possui ou quer possuir conhecimento técnico sobre o produto? Em que segmentos de uma audiência variada você quer focar? Dentro do público, qual segmento de pessoas é mais propenso a gerar leads? Sua linguagem é compreensível para o público médio? Em resumo: estude e pesquise mais a respeito de como definir seu público-alvo.

Escreva um roteiro para qualquer apresentação

Crie roteiros

As apresentações corporativas precisam de roteiros. Mais do que um simples organograma com a sequência de slides, o roteiro ajudará a construir uma história. O storytelling é uma peça essencial de uma boa apresentação. Sem uma lógica com início, meio e fim, sua apresentação é apenas um amontoado de informações aleatórias.

Além de auxiliar na construção a apresentação em si e dos arquivos PPT, o roteiro é fundamental para o orador ou apresentador. Se sua apresentação é uma ferramenta de vendas, o roteiro ajudará o vendedor ou comercial a cativar o cliente. Se é parte de um processo de formação, ajudará o professor a estruturar sua aula. Se é parte de uma palestra, fornecerá ao palestrante uma sequência para seu próprio discurso.

Contraste é obrigatório

Tanto imagens quanto texto: você quer que seu público os VEJA. Então preste atenção ao contraste. Tom sobre tom só funciona para roupas e peças de vestuário. Se você quer que seu público leia o seu conteúdo, precisa deixá-lo visível e claro.

O mesmo vale para imagens. Use cores contrastantes e imagens bem tratadas. Prefira fotos e ilustrações com contornos bem definidos e não esfumaçados. Além disso, busque sempre imagens cujo significado central não seja poluído pelo fundo ou entorno. Se seu objetivo é mostrar um bombeiro, não coloque uma foto que possui outras 20 pessoas além desse profissional.

Gatilhos mentais

Iremos tratar deles mais à frente, mas toda boa apresentação faz uso dos chamados gatilhos mentais. São técnicas de neurolinguística que acionam as pessoas de modo subconsciente. Há várias maneiras de utilizar isso: usando referências que denotem autoridade, usando a “regra dos três”, criando uma sensação de ineditismo e exclusividade e muito mais. Aqui na MeuPPT, trabalhamos com as mais avançadas técnicas de comunicação para desenvolver roteiros e apresentações – e com gatilhos mentais para acionar seu público:

  • Reciprocidade
  • Autoridade
  • Prova social
  • Antecipação
  • Exclusividade
  • Escassez
  • Urgência
  • E mais de 25 outros gatilhos para transformar apresentações em instrumentos de venda acelerada

Trabalhamos apresentações com gatilhos mentais e técnicas de persuasão e venda poderosas. Se você ainda não conhece esse tipo de abordagem, permaneça sempre connosco e veja como ela pode mudar a história da sua empresa.

Menos, mas muito menos texto

Já mencionamos, mas vale ressaltar: MENOS TEXTO. O Powerpoint é um software de apresentações. Se quer redigir textos use o Word. Se precisa de tabelas e gráficos sem fim, use o Excel. Finalmente, se quer montar um vídeo, utilize um software próprio para isso. O conteúdo de cada slide, em apresentações corporativas, deve estabelecer foco numa mesma mensagem. Imagens, elementos, fontes, ilustrações e textos – tudo deve passar uma mesma ideia. Sem confusão, sem ruído.

NÃO é preciso explicar tudo!

NÃO é necessário mostrar todos os detalhes!

NÃO coloque logótipos de todos os clientes que você já atendeu!

NÃO relacione todos os produtos de sua linha de centenas de itens!

E, principalmente…

NÃO coloque 3 ou 4 slides apenas dizendo quem VOCÊ é!

Isso vale para palestrantes, professores, empresas… seu público já compareceu ao seu evento ou aula, ou recebeu você no escritório, no caso de um vendedor. Seu currículo está nos programas do evento, no site da universidade. No caso de comerciais, sua empresa já agendou o contato e o potencial cliente sabe o NOME de sua empresa. Para ele, em geral, há informações que não possuem qualquer tipo de utilidade, a menos que a apresentação seja direcionada a um investidor.

Boa estrutura

Pense na estrutura – para isso serve o roteiro. Um bom PPT possui uma estrutura limpa e direta, quase uma conversa com o público. Um dos gurus da área, Guy Kawasaki, sugere uma forma de estrutura muito particular:

  1. Problema
  2. Sua solução
  3. Modelo de negócio
  4. Benefícios ou diferencial máximo
  5. Marketing e vendas
  6. Concorrentes
  7. Equipe
  8. Projeções e metas
  9. Status atual e cronograma
  10. Resumo e “call to action”

Claro, essa estrutura congrega uma apresentação de uma empresa ou modelo de negócios a investidores ou interessados. Guy Kawasaki resumiu em 10 slides o “pitch” inicial de uma empresa startup, um de seus focos. Contudo, podemos aplicar esse mesmo raciocínio a uma aula expositiva, uma palestra ou mesmo a um material de vendas.

Design arrebatador

Sim, é preciso causar boa impressão. Uma apresentação tem de ser bonita, tem de mudar a percepção do cliente ou audiência… tem de vencer suas objeções. Pense em algo que você NUNCA pensou em comprar e acabou por levar para casa. Uma apresentação precisa ter esse mesmo efeito. Antes de mais nada, é preciso supor que a audiência, qualquer que seja, irá oferecer resistência ao conteúdo que você está apresentando. Essa óptica é principalmente valiosa em vendas.

Imagens arrebatadoras, um visual ousado e diferente, uma forma de expor um fato como nunca se viu. Tudo isso vence barreiras e objeções e faz com que o prospect, o aluno ou mesmo o seu empregado cheguem onde você quer, ao ponto final da sua apresentação…

O “call to action”

Se o público chegou até o final de sua apresentação, é porque houve interesse. E, agora pense: qual o SEU interesse em realizar essa apresentação. É vender algo? Conseguir que alunos em uma formação façam perguntas? Pedir a um investidor que aplique um bom montante em seu projeto? Bem, é preciso que você DIGA isso a eles.

Toda sua apresentação só existe para cumprir um único objetivo – e esse objetivo tem de estar presente ao final dela. Caso contrário, ela de pouco serviu. Aqui entramos, e falaremos disso mais à frente, no gatilho mental da retribuição. Você se expôs, enfrentou dúvidas e questionamentos, teve de passar horas desenhando uma apresentação… agora você quer algo em troca. Peça ao público, de modo direto e sem rodeios. É aqui, neste exato momento, que você saberá se tem em mãos uma apresentação que resulta… ou apenas mais um punhado de slides e informações à revelia.