Funcionamento do CDN

Como escolher um host – o que é CDN?

Mais um sigla para lidar. Muitos serviços de alojamento hoje em dia oferecem, gratuitamente ou mediante cobrança, a possibilidade de uso de um CDN. Mas o que é CDN, afinal?

Antes de explicar mais a fundo, é preciso dar destaque ao tipo de problema que um CDN pretende resolver. A verdade é que há muita gente a utilizar serviços de CDN em sites comuns desavisadamente, e pelos motivos errados.

O que é CDN?

Mais uma sigla, correspondente ao inglês “Content Delivery Network“. Grosseiramente, seria uma “rede de entrega de conteúdo”. A verdade é que é isso mesmo que essa ferramenta faz.

Grande parte dos websites modernos, mesmo no caso de lojas online ou sites de notícias e ampla circulação, compreende elementos ditos “estáticos”. Esses elementos incluem desde imagens e vídeos até ficheiros específicos e necessários para a visualização de sites, como aqueles com extensões CSS ou JS.

Conforme o local onde o usuário está no mundo, a velocidade de comunicação e transferência com servidores pode mudar. Em outras palavras: se há um site alojado em Portugal, é mais provável que um usuário espanhol o abra de forma mais rápida do que um usuário chinês. A distância entre o usuário e o servidor no qual o site e os ficheiros estão alojados pode afetar de forma nítida a rapidez de uma página. E quanto mais dados e conteúdo a página possui, mais nítida se torna a diferença.

Assim sendo, o CDN pega o conteúdo estático de um website que utilize o serviço e cria cópias em diversos servidores espalhados pelo mundo. Assim, quando o usuário espanhol acede ao site, recebe o conteúdo diretamente do servidor original. Contudo, o usuário chinês recebe o conteúdo estático desde um servidor do CDN, mais próximo de si. Visualmente, no entanto, é mais fácil perceber como funciona o CDN:

Funcionamento do CDN

O que é CDN – ao invés de distribuir o conteúdo de um site ou aplicação a partir de um único servidor, o CDN cria cópias-espelho desses ficheiros em diversos servidores, que fornecem o conteúdo de forma mais próxima para o usuário, encurtando o tempo de transferência e comunicação.

Um CDN deixa um website mais rápido?

Em tese sim, porém os ganhos de velocidade em sites mais simples são, em geral, praticamente imperceptíveis. Quanto mais recursos e ficheiros um site ou aplicação tiver de carregar, maior tornar-se-á a vantagem do CDN. Em outras palavras, beneficiam mais dessa ferramenta empresas e organizações que possuem websites com muito conteúdo, especialmente em multimédia. Vídeos em geral precisam utilizar algum recurso de CDN, para viabilizar seu streaming e evitar lentidão a depender do local no qual o usuário se encontra. Todos os grandes portais e redes de vídeos, como Youtube e Vimeo, utilizam recursos dessa natureza.

Para empresas pequenas e sites mais simples, no entanto, o CDN é um custo desnecessário. Mesmo quando gratuito, pode ser uma complicação a mais que não trará qualquer vantagem mensurável. Para resumir: se possui uma pequena empresa ou negócio, sem lojas online ou uso intenso de vídeos, melhor simplificar e evitar o uso do CDN para já.

Principais serviços de CDN

Há imensos provedores de serviços de CDN na internet, porém alguns são mais indicados, tanto em termos de simplicidade de uso quanto confiabilidade. A maioria oferece períodos de gratuidade para testes, portanto é melhor ambientar-se ao sistema e seu funcionamento antes de formalizar contratos e aderir a serviços. São cinco os CDNs mais utilizados atualmente:

 

cpanel

Como escolher um host – o que é cPanel?

Talvez já tenha ouvido falar. Entretanto, o que é cPanel, afinal?

Alguns serviços de alojamento web, hospedagem e hosting dizem, aos quatro ventos, incluir “cPanel” em seus planos de hosting compartilhado. A verdade é que, incluído ou não, o cPanel é um atributo raramente buscado por empresas e usuários na hora de contratar um serviço de alojamento. E diga-se de passagem: deveriam estar a prestar mais atenção a isso…

Como escolher um host – o que é cPanel?

O cPanel é um sistema que permite o gerenciamento de um alojamento ou hospedagem compartilhada. Para compreender mais a fundo, é preciso entender antes como são geridos e configurados os planos de shared hosting. Essa configuração ocorre em alguns diferentes níveis, dois, três ou até mesmo quatro deles. Para quem utiliza-se de planos de alojamento e hospedagem compartilhada, interessam quatro níveis de controlo:

  1. O servidor, ou seja, o computador em si no qual o alojamento compartilhado está alocado
  2. O sistema de controle e gerenciamento do servidor, no caso de planos de revenda ou VPS
  3. O painel de controlo do alojamento
  4. O website em si

O nível 2 de controlo apenas existe quando contratam-se planos que possibilitem a revenda de alojamento compartilhado a terceiros, ou ainda planos de VPS, ou “Virtual Private Server”. Este último é, grosso modo, uma alocação de espaço em um servidor, como o hosting compartilhado. Entretanto, opera como um servidor independente, permitindo total liberdade de configuração da máquina.

Tela cpanel

Ecrã base do cPanel. Ferramentas acessíveis e facilidade de operação do alojamento.

Assim sendo, para a grande maioria das empresas, restam os níveis 3 e 4 como sendo aqueles nos quais um website é, de fato, operado. O nível 3 é, em geral, administrado pelo dito cPanel. Esse sistema é padrão e utilizado no mundo inteiro. Alguns serviços de alojamento utilizam “soluções próprias” ao invés do cPanel. Um aspeto aqui: soluções que alcançam um padrão no mundo têm razões para tal. Dificilmente soluções próprias apresentam melhorias em relação a esse sistema – na maioria dos casos, trata-se meramente de economia descabida do alojamento, deixando de gastar com licenças para fornecer os cPanel para seus clientes.

O que o cPanel controla?

O cPanel controla tudo o que há para controlar em um plano de hospedagem compartilhada, à exceção da parte financeira e de faturação. A partir do cPanel, pode-se controlar:

  • A criação e gestão de novas contas de e-mail
  • Os diretórios nos quais estão os ficheiros do próprio website
  • Bases de dados, usuários e inclusive ações na base de dados realizadas em SQL
  • Configurações de segurança, filtros de e-mail, autoresponders e afins
  • Certificados SSL
  • Instalações de sistemas de CMS, LMS e similares, dentre eles WordPress, Joomla, Moodle, Opencart e tantos mais
  • Versões do Apache e PHP
  • Backups e restauros de ficheiros e pastas
  • Cron jobs
  • Zonas DNS e redirecionamentos
  • Domínios e subdomínios
  • Palavras-passe e acessos
  • Logs e registos de erros

Claro, a depender do plano ou condições oferecidas por cada empresa de alojamento, o cPanel pode incluir ou não alguns dos módulos. Porém, de modo universal, tudo o que se pode fazer em um hosting como cliente pode ser administrado a partir dessa plataforma. Soluções ditas “próprias” muitas vezes barram ou impedem o acesso a alguns recursos.

Como escolher um host – instalações facilitadas

A maioria dos cPanel hoje oferecidos por serviços de hosting vêm com uma plataforma que facilita a instalação de sistemas de CMS. O chamado Softaculous oferece mais de 400 aplicações que podem ser instaladas rapidamente, o que evita que se configure bases de dados e instalações manualmente. Entretanto, as versões oferecidas muitas vezes não são as mais recentes – no caso de alguns sistemas, se possível, é sempre melhor contar com apoio profissional, mesmo com a ferramenta de instalação facilitada.

Em resumo, o cPanel permite a praticamente qualquer um lidar com a operação de um alojamento web. Outras soluções o permitem, mas geralmente privam o usuário de recursos que são importantes no dia a dia de um website e da gestão de e-mails. Antes de contratar um serviço de hosting, convém sempre perguntar ao suporte, caso a informação não esteja explícita, se o cPanel é ou não oferecido como ferramenta.

 

 

Criação de sites em Portugal – guia rápido

A criação de sites em Portugal é algo atrasada em relação ao que vemos em outros cantos do mundo. Há ainda muito apelo regionalista, o que impede empresas de conseguir bons profissionais e serviços, em favor daquele fornecedor que “está ao lado”.

Na web mundial, muitos da criação de sites ocorre de maneira remota. Bons web designers do Leste Europeu são contratados para trabalhos por empresas americanas, assim como agências americanas atendem a empresas asiáticas, sem nunca tomar um único voo sequer.

É preciso superar o tradicionalismo estagnante, para que sua empresa possa aceder a serviços de primeira linha – alguns deles sequer em Portugal. A criação de sites é um projeto que esbarra em uma série de itens. Não é preciso, necessariamente, adquiri-los todos num mesmo lugar. Concordamos que, em algumas instâncias, migrar para fornecedores “desconhecidos” ou “longínquos” ainda cause medo. Assim sendo, vamos separar a coisa por partes – e daí avaliar cada um desses aspectos no contexto do fornecedor-remoto:

  • Aquisição e gestão de domínios
  • Alojamento e hospedagem de sites
  • Arte, design e web design
  • Programação e desenvolvimento web
  • SEO e marketing digital
  • Produção de conteúdo

Criação de sites em Portugal – domínios

Há empresas em Portugal, tradicionais, que oferecem por vezes boas promoções para aquisição de domínios. Em outros casos, o próprio fornecedor do alojamento web oferecerá o primeiro ano de domínio gratuito. Entretanto, no geral, há uma grande verdade no mercado português: domínios são caros demais.

Especialmente quando refere-se a domínios .PT, preços vão à altura, ainda que ao primeiro ano consiga-se gratuidade. A recomendação – e algo que do ponto de vista publicitário e comercial faz até mais sentido, é optar por um domínio principal .COM. Mais globalizado, com prerrogativas internacionais e mais barato.

Os fornecedores web de alojamento e domínios em Portugal ainda têm complicações adicionais. Exigem procedimentos sem qualquer necessidade para mudanças de DNS ou “transferência” de domínio. Absurdos que resultam em cobranças inexistentes em outros países e apenas dificultam a vida da empresa e também de profissionais que lidam com o segmento. Ao adquirir um domínio .COM por uma empresa de varejo mundial na área, como o GoDaddy, por exemplo, é possível apontar o DNS para qualquer alojamento em segundos. Dois ou três cliques. E a mudança entra em efeito em alguns poucos minutos.

Tente fazer o mesmo em um domínio adquirido no DNS.pt…

De qualquer maneira, há imensas opções mundo afora, baratas e de qualidade – basta deixar de lado a busca pelo domínio .PT e preferir um .COM.

Criação de sites em Portugal – alojamento

Sempre ideal escolher alojamento se o domínio já está incluído, certo? Na verdade, o cerne do problema hoje é outro. Alojamentos oferecem boa capacidade de armazenamento, mas limitam seu uso de outras formas que fogem ao conhecimento do usuário leigo. Recomenda-se a busca de alojamento não apenas em Portugal. A despeito da sanha desgrenhada de manter negócios “com empresas patrícias”, a verdade é que 90% das empresas de alojamento utilizam servidores e serviços na nuvem que não encontram-se no território nacional.

Aumente o raio de ação e consiga melhores fornecedores, buscando em todo canto do mundo. Se terminar com uma empresa de alojamento portuguesa, que seja porque é a melhor e maus vantajosa – e não porque está cá ao lado. Para todos os efeitos, para empresas de pequeno e médio porte na atualidade que desejam efetuar a criação de sites, é preciso verificar, na hora de cotar alojamento:

  1. Condições de preço para domínio e alojamento APÓS o primeiro ano
  2. Limitações “escondidas” em relação ao número de contas de e-mail ou fluxo de dados
  3. Se há ou não certificado SSL incluso, ou quanto custará adicioná-lo no futuro
  4. Limitações ao número de bases de dados MySQL
  5. Avaliações online e de clientes em relação à velocidade e desempenho

Outro aspeto fundamental é o suporte. Prefira aqueles em seu idioma, caso não fale inglês, mas lembre-se de que isso limita seu poder de negociação. Se fala inglês, pode contratar alojamento em qualquer lugar praticamente. Empresas como a Amen, em Portugal, a Arsys, na Espanha, ou a americana Bluehost são destaques em termos de suporte e atendimento.

Criação de sites em Portugal – web design e desenvolvimento

Uma dica gratuita para qualquer um que queira criar um site: tente não dissociar por completo design e programação. Nada é mais demorado, frustrante e também ineficaz do ponto de vista de custo, prazo e produto final do que montar desenhos e conceitos com um, e pedir que os transforme em algo que resulte com outro.

Programação e design precisam de caminhar juntos.

Tenha em mente que o desenvolvimento web hoje é, de uma forma ou de outra, um universo de plataformas pré-configuradas, frameworks, modelos e templates. Ao separar demais as coisas, corremos o risco de misturar muita coisa num mesmo lugar. A melhor política para criação de sites empresariais rápidos e funcionais envolve, por parte do cliente, alguns passos importantes.

  1. Saber o que quer. Use modelos, aponte referências realistas e explique detalhadamente o que busca e que resultado quer atingir.
  2. Exija previews e modelos, uma vez iniciado o projeto, navegáveis. Um JPG ou uma imagem parada não reflete o que será um website, especialmente para quem não desenvolve para a web.
  3. Prefira designers que desenvolvam bem e tenham portfólio, ou programadores com projetos avançados, que tenham boa noção estética. Não contrate dois profissionais que nunca se viram para realizar juntos um serviço unificado.
  4. Desconfie de quem não utiliza o que já provou-se mais eficaz. Hoje a criação de sites é feita em plataformas como o WordPress ou sistemas como WooCommerce, Opencart, Magento, no caso de lojas online. Na questão de design, sites responsivos e otimizados para telemóveis não são um luxo, são uma obrigação. Se uma empresa ou agência não o oferece, não merecerá sequer atenção.

Ademais, prefira o simples. Esqueça conceitos retrógrados e não tente repetir sua linguagem corporativa usual e impressa em sua faceta digital. A comunicação na internet não ocorre de forma idêntica àquela feita em termos físicos. É preciso objetivo, brevidade e, acima de tudo, um pouco de rompimento com os estamentos do corporativo secular.

Criação de sites em Portugal – SEO e marketing digital e conteúdo

Este é o caso no qual o profissional poderá estar sim a atuar remotamente, mas deve ter contacto frequente consigo. Um profissional de marketing precisa compreender e entender uma empresa, de modo a formular campanhas e estratégias que resultem melhor. Aprenda algo aqui: ser visto por mais pessoas não necessariamente é o melhor do marketing no meio digital. Ser visto pela PESSOA CERTA o é.

SEO bem feito exige conhecimento profundo do mercado-alvo

Profissionais de SEO, além disso, precisam de compreender o mercado no qual atuam e no qual sua empresa está a atuar. E, convenhamos, o mercado português é bastante característico e muito distinto de outros mercados mundiais, como Estados Unidos ou Inglaterra. De nada adiantará usar de técnicas e ferramentas que multipliquem acessos e visitas, quando não está a atingir o público que realmente comprará seus produtos.

O mesmo se dá em relação ao conteúdo, porém de modo um pouco diferente. Sempre prefira que o conteúdo venha a ser produzido por pessoas que conheçam o mercado-alvo. Se vai vender cá em Portugal, prefira portugueses, mas ao vender no Brasil, procure por brasileiros. O mesmo se aplica a quaisquer outros mercados.