Por que um site “one page” é melhor para uma PME

One page para PME

Talvez não esteja familiarizado ao termo, mas o encontrará com facilidade ao cotar um novo website: “one page“. Se é uma PME ou unipessoal, é bom conhecer mais sobre essa lógica, pois ela é fundamental para determinar uma série de aspeto de seu marketing e visibilidade online.

“One page” significa “uma página”, em português. É disso mesmo que tal lógica se trata. Ao invés de sites com dezenas de abas aqui e ali, ou muitas páginas divididas em categorias, o site one page traz tudo numa só página, dividido em seções.



Para uma PME, possuir conteúdo ou informações é algo, muitas vezes, até difícil. Não há muito o que descrever ou especificar, o serviço prestado ou produto vendido é objetivo e não há muito o que escrever. Ainda assim, a maioria das PME opta por meter online sites com barras e páginas na lógica óbvia de “home”, “quem somos”, “nossos produtos”, “contacto” e outras páginas mais. Neste post, contudo, mostrar-lhe-emos  porque uma PME pode beneficiar de uma abordagem mais direta e integrada com uma “one page“, além de apontar as decorrências negativas da visão tradicional de web design.

“One page” para PME – taxas de abandono e comportamento do público

Pense sobre seu próprio uso da internet, especialmente ao telemóvel. Após aceder a um website, quantas vezes procura por links ou busca informações em outras páginas e abas? Realmente lê tudo o que está publicado em várias páginas do site ou, simplesmente, descarta a opção quando não encontra o que precisa nos primeiros cinco segundos.

As respostas são óbvias e poucos discordam: quem acessa hoje a web passa de página a página em velocidade incrível. O leitor dos dias de hoje procura por títulos, destaques e imagens. E, uma vez que não enxerga o que busca nos primeiros segundos, simplesmente procura noutro canto qualquer. Sob tal aspeto, objetividade é o que conta – se toda a informação crucial está à mostra, não há o que errar.

“One page” para PME – orientação a clientes

A lógica de menus e abas obriga o usuário a clicar no “lugar certo” todas as vezes em que muda de página. Embora imaginemos, em tese, um “caminho ideal” que o leitor percorrerá, isso nem sempre ocorre. Com a estrutura de one page, podemos orientar a leitura sequencial e criar um raciocínio sobre o conteúdo, uma história. Primeiro, o usuário chega ao site. Vê no banner o que a empresa faz e sua oferta, desde um tanto e enxerga ali as vantagens e preços, e talvez encontre um botão para transferir algum manual ou conteúdo sobre o produto. Logo depois de conhecer o negócio e seus produtos, encontra um formulário de contacto ou um botão no qual pode inscrever-se – e ponto.

A lógica da one page conduz o usuário a um chamado “call to action” (CTA). Apresenta-se determinada sequência e, ao final dela, pede-se ao usuário que realize uma ação. Essa ação pode variar conforme o objetivo do negócio ou natureza do produto ou serviço, mas poderá incluir:

  • Um formulário de contacto
  • Um campo para subscrição via e-mail
  • Um material para download
  • Um botão para dar gosto em redes sociais
  • Telefones, nome Skype ou outra forma de contacto via voz ou mensagem
  • Um vídeo para que o usuário assista

A estratégia de marketing definirá o CTA. Contudo, é importante que toda a informação esteja disposta de forma sequencial e conduza até ele. Claro que as “abas” do menu ainda podem existir, mas elas atenderão, na maior parte do tempo, a clientes que já buscariam mais informações naturalmente. As demais páginas do site são secundárias, e podem conduzir a um blog, textos explicativos mais detalhados sobre a oferta de serviço ou outras informações, como a equipa da empresa, sua localização geográfica ou de suas unidades e assim por diante. Afinal de contas, quando lidamos com empresas PME, não há assim tanta informação a dar para além dos produtos ou oferta de serviços.

“One page” para PME – custo e velocidade

Outro problema enfrentado por empresas PME é a questão do orçamento limitado. Não há milhares de euros a gastar com web design e, em geral, não se pode esperar por meses a fio até que o website esteja concluído. É preciso uma solução rápida, que gere faturação logo a seguir e que não custe rios de dinheiro. A lógica da one page facilita a construção do website e sua colocação no ar. Como 90% do conteúdo estratégico irá figurar numa única página, não há tanto o que aprovar e exige-se menos do web designer.

Os custos também são consideravelmente mais baixos, uma vez que se obedeça a uma estrutura limpa e objetiva. Empresas PME geralmente são o inferno dos web designers, pois quase não possuem conteúdo na maior parte dos casos. Profissionais web têm de “inventar” o que colocar em várias abas e páginas, espalhando conteúdo e dando ao usuário, posteriormente, a impressão de um site “vazio” e sem nada que ver.

Quando usa-se a lógica de uma única página, é possível criar websites apelativos e que resultem sem dispor de enorme conteúdo e quantidade de informação.