Marketing bom é o que gera lucros, não custos

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Estamos em 2018 – ainda assim, há imensas agências a tentar convencer os seus clientes de que o marketing é um “gasto necessário”. Desculpem-nos todas estas empresas, mas o equívoco não poderia ser maior – marketing bom gera lucros, e não gastos.

Investir é uma prerrogativa de toda a empresa. No entanto, para os que realmente possuem uma veia empresarial, sabe-se que o investimento sempre visa um retorno. O marketing, infelizmente, não parece funcionar desta maneira. Antes de prometermos qualquer serviço ou venda milagrosos, vamos a alguns mitos que precisam de ser derrubados em termos de marketing estratégico:



  1. Gastar com anúncios no Google Ads ou nas redes sociais não é algo que traz benefícios para toda e qualquer empresa
  2. O conteúdo bom não é necessariamente aquele que literalmente esfrega na cara do leitor o produto que estamos a vender
  3. Um visual apelativo é óptimo – mas o “conceito” de apelativo irá sempre depender do público para o qual está a vender
  4. O marketing perfeito não é apenas um gasto – em determinadas situações, uma boa peça de marketing pode até mesmo gerar faturação para a empresa que anuncia

Como “vender” o seu investimento em marketing

Algumas agência da “turma dos gastos” irão dizer que é impossível investir em marketing de divulgação, conseguir clientes para os seus produtos e serviços e ainda gerar faturação a partir da própria campanha de marketing.

Na verdade não é tão impossível como parece. Por exemplo, livros são excelentes peças de marketing pessoal, mas também podem vender conceitos e ideais de uma empresa. A melhor parte? É possível ainda faturar com a venda destes livros.

O mesmo aplica-se a uma série de campanhas, estratégias e peças capazes de reforçar e divulgar uma marca ou produto. Elas podem ter a eficácia de uma caríssima campanha de “ads” na internet, e ainda assim gerar euros a mais para o seu bolso. Isso inclui algumas estratégias da “velha guarda” que os gurus do marketing digital parecem ter esquecido por completo:

  1. Workshops, cursos e palestras
  2. Cessão de espaço de venda para outras empresas ou produtos
  3. Gestão da rede de representantes e afiliados independentes por meio de cursos e formações – que sejam remunerados
  4. Participação em eventos e feiras
  5. Cessão de descontos para clientes com marcas apelativas e públicos fiéis, como artistas, por exemplo
  6. Criação de peças de divulgação que sejam comercializáveis, assinadas por artistas, designers ou instituições do terceiro setor

Como fazer uso deste tipo de marketing? Simples: basta pensar, planear e considerar as reais necessidades do seu público-alvo, dos mercados nos quais atua, dos seus empregados e dos seus produtos e serviços.

O público empresarial português, tão desconfiado a respeito das novidades e “modas” que vem e vão, parece ter se rendido de maneira muito fácil ao marketing digital. Se isto está a resultar ou não… bem, basta que, ao invés de consultar a “primeira página do Google”, consulte as planilhas de faturação e despesas.