Como pagar menos em projetos de web design

Todo mundo quer tudo barato – ao mesmo tempo, quando se trata de seus próprios produtos e serviços, quer vender caro. É muito fácil regatear preços, mas por vezes o pagar pouco reflete em receber pouco. Projetos de web design podem variar em preço de forma brutal – faz-se um site por dezenas de euros, ou pode o mesmo projeto custar milhares e milhares de euros. O dito “low cost” soa ótimo à maioria dos empresários, mas para que ele reflita em qualidade, é preciso compreender alguns aspetos que o cercam.

Projetos de web design são, em geral, avaliados e orçados em horas. E, na verdade, creia: não poderia haver maneira mais ineficaz de mensurar o valor desses projetos.



Projetos de web design

Projetos de web design – briefing

Quando não há um briefing bem desenvolvido, paga-se em geral por aquilo que nunca será feito. A culpa, por mais que empresas possam argumentar, não é do web designer. Se alguém liga para uma agência a dizer apenas que quer “uma viagem”, não poderá reclamar do destino ou dos preços quando lhe façam uma oferta. O mesmo ocorre com web design. Quando uma empresa não sabe o que quer e não partilha seus planos e estratégias, o designer ou não acerta a mão ou lhe cobra para ser adivinho.

Há muita gente que não sabe montar um briefing. Isso não é um falhanço – afinal, seus negócios são outros. No entanto, não informar-se minimamente é uma falta grave. Um bom briefing imprime foco ao seu projeto e faz com que o web designer ou desenvolvedor saiba exatamente o que está a cotar. Tente incluir informações ricas e objetivas e não opiniões pessoais que apenas fazem sentido para que lhe conhece há décadas. Todo pedido de cotação para projetos de web design deveria conter:

  • Dados, ficheiros e manuais da identidade visual da marca ou empresa, com o maior detalhamento possível
  • Fontes e recursos usados na comunicação gráfica da empresa
  • Detalhamento sobre o público-alvo e público pretendido
  • Referências de websites e estilos próximos ao que se deseja
  • Volume razoável de conteúdo que irá figurar no website
  • Prazos pretendidos
  • Aspetos particulares de estrutura, como onde deve figurar o menu ou barra, onde pretende meter botões de redes sociais e se trabalhará vídeos, imagens ou banners, e como o fará
  • Um briefing da empresa e seu modelo de negócio
  • Dados e informações sobre os produtos e serviços que a empresa comercializa
  • Nome e contactos da pessoa que é, de facto, a RESPONSÁVEL por apreciar e aprovar os avanços no projeto

Muita coisa? Claro que é possível montar um briefing com menos. Contudo, se pretende saber de antemão o quanto irá pagar e que esse montante corresponda de facto ao que lhe será entregue, é bom perder algum tempo a elaborar tal documento.

Projetos de web design – tecnologias benchmark

Designers que trabalham com tecnologias que são um padrão no mercado, por incrível que pareça, costumam cobrar menos. Não deveria haver muito sentido nisso, mas a verdade é que os mais careiros não raramente optam por soluções exóticas, softwares que não mais são usados pelos melhores e técnicas que geralmente podem ser resumidos à expressão “feito no braço”. O ruim é que, como muitos ainda estimam seus orçamentos em horas, estará a pagar imensas horas e valores por um serviço já de início obsoleto e desatualizado.

Informe-se dentro daquilo que necessita, quais as tecnologias em uso atualmente e mantenha em mãos para análise apenas orçamentos que congreguem o que há de melhor e mais moderno. O velho papo do “é mais confiável” não se aplica muito ao meio digital. Na web, o que é ultrapassado não é “tradicional”, é apenas velho.

Projetos de web design – freelancers

Portugueses ainda têm muita desconfiança em relação a freelancers e profissionais que atuam com recibos verdes. Ao virar a cara para a modernidade, pagam fortunas e, embora não o saibam, acabam atendidos por esses mesmos freelancers.

Embora empresas não contratem diretamente profissionais por desconfiança, e prefiram assim contratar agências com nomes pomposos ou discursos cheios de conceitos que prometem o mundo, pagam ouro e recebem o serviço desses mesmos profissionais. Agências CONTRATAM freelancers para que façam o SEU trabalho. A diferença é que esses profissionais liberais, mal pagos pela agência, realizam trabalhos inferiores. Em resumo: o empresário paga mais e recebe o mesmo ou menos.

Sim, nós somos formados por freelancers e trabalhamos com freelancers – mas nosso preço não traz custos implícitos de “grifes” de agências ou gerentes de atendimento que nada têm a ver com o projeto contratado, sendo pagos apenas para responder e-mails com respostas vagas.

Projetos de web design

 

Projetos de web design – não invente a roda

Em termos empresariais, o que funciona na web é geralmente o simples. Claro que há páginas, animações fantásticas, projetos revolucionários de grandes empresas que ganham o mundo e tornam-se falados por toda gente. Todos nós queremos campanhas online como as da Coca-Cola, IBM, Microsoft, Google e outros. Porém, é preciso lembrar de uma coisa: essas empresas gastam centenas de milhares de dólares ou euros (ou mesmo milhões) em uma simples campanha. Dito isso, o empresário que quer o mesmo ao desembolsar €500 ou €600 no mínimo perdeu o juízo.

Seja realista e não invente a roda. Vá pelo que funciona, administre seus custos e dê um passo por vez – isso torna o desenvolvimento web mais barato e permite que diversos projetos de web design sejam conduzidos ao longo de um ano, a abrir espaço para testes e consolidações. Pagar demais por um projeto “pronto e definitivo” cria orçamentos e também decepções maiores. Tudo está a mudar o tempo todo no mundo online – se o seu site é “definitivo”, definitivamente sua empresa está a deitar um bom dinheiro fora.