Browsers Alternativos

4 browsers alternativos em alta

O Google Chrome, há tempos, atingiu a condição de browser ou navegador mais utilizado na web mundial. Muitos ainda usam o Explorer, mesmo com seus problemas, e os mais “entendidos” preferem alguns outros, como o Firefox. Finalmente, usuários da Apple contam com o moderno Safari. Contudo, há como fugir dessas três opções? Há browsers alternativos que prestam?

A verdade é que todos esses navegadores possuem problemas (especialmente o Explorer, no tocante à compatibilidade). Além disso, são em geral pesados. Para quem prefere estar sempre a testar o novo, a dica é tentar alguns dos excelentes browsers alternativos que vêm surgindo no mercado.

Browsers alternativos – Vivaldi

O Vivaldi é um browser alternativo baseado no código do Chrome. Minimalista, fácil de usar e muito mais leve que seu “pai”, o Vivaldi possui ferramentas diversas e um apelo grande ao visual, à facilidade de navegação e a uma interface moderna, na qual tudo fica ao alcance do usuário todo o tempo. Um dos pontos mais fortes do Vivaldi é seu sistema de bookmarks e páginas já utilizadas. Ao contrário da maioria dos outros navegadores, que escondem históricos e bookmarks em barras e menus no topo, o Vivaldi possui várias formas de visualização desses links mais utilizados.

Browsers Alternativos

VIVALDI – sistema de bookmarks, links mais usados, notas associadas a páginas específicas da internet. Além de um bom browser, uma óptima ferramenta de pesquisa e anotação.

Browsers Alternativos

VIVALDI – ferramentas de customização e personalização do navegador para o usuário vão além das oferecidas como padrão por qualquer outro browser. Leves, permitem alta personalização sem a instalação de imensos add-ons.

O Vivaldi é o browser ideal para aqueles que possuem portáteis e computadores sem grande memória, porém valorizam aplicações que possam customizar e configurar do modo que desejam, sem complicações. Há atualizações frequentes também e suporte para diversos idiomas, entre eles o português.

PONTOS FORTES

  • Usabilidade
  • Facilidade de customização
  • Organização de links e páginas mais usadas
  • Leveza da instalação
  • Compatível com extensões do Chrome

Browsers Alternativos – Cliqz

O Cliqz é um browser igualmente baseado no código fonte do Chrome e, de certo modo, bastante rudimentar. Leve e dinámico, sua principal vantagem está no sistema de buscas poderoso e nativo, que faz dessa ferramenta excelente para alunos e estudantes, ou quem utiliza a internet principalmente como ferramenta de pesquisa e busca de links e referências. O ponto fraco é a ausência de um suporte para português, de momento.

Browsers Alternativos

CLIQZ – sistema nativo de buscas é uma ferramenta poderosa para aqueles que necessitam de usar a internet como fonte de pesquisa para trabalhos escolares ou universitários.

PONTOS FORTES

  • Leveza
  • Compatível com a maioria das extensões do Chrome
  • Facilidade de uso
  • Ferramenta de buscas própria
  • Privacidade mediana e segurança

Browsers Alternativos – Torch

O perfil do usuário determina o tipo de browser que deve ser usado. Com vistas a isso, o Torch é um browser criado para ajudar aqueles que utilizam a internet para aceder a múltiplos conteúdos multimédia – áudios, vídeos e os ditos torrents. Muitas das ferramentas para lidar com torrents e transferir dados e ficheiros dessa forma estão repletas de vírus e ameaças ao computador. O uso do Torch impede essa exposição.

Browsers Alternativos

TORCH – único navegador do mercado com uma ferramenta de transferência de torrents nativa, que evita a exposição a softwares maliciosos para lidar com esse tipo de tarefa.

O Torch possui um sistema de torrent próprio nativo, incluído no browser e que pode ser a qualquer tempo utilizado pelo usuário. Torrents podem ser ali baixados sem prejuízos ao que se esteja fazendo em outras abas, e sem estar expostos a links e softwares maliciosos. O ponto fraco do navegador é sua interface visual, bastante rudimentar e pouco caprichosa.

PONTOS FORTES

  • Grande suporte a ficheiros e conteúdo multimédia
  • Rapidez de instalação
  • Ferramenta nativa para baixar torrents

Browsers Alternativos – Epic

Bem, mas se sua intenção é uma navegação completamente privada e segura, talvez a melhor opção seja o Epic. Esse browser possui um sistema nativo de VPN que garante privacidade total. Segundo os desenvolvedores, ele é capaz de bloquear toda e qualquer tentativa de rastreamento, seja por cookies, scripts ou mesmo softwares maliciosos. Ao contrário do planeado pelo GDPR europeu, o Epic não apenas bloqueia cookies, mas também outras tentativas de rastreamento via HTML5, fingerprinting e mesmo qualquer tipo de reconhecimento de IP.

Browsers Alternativos

EPIC – um dos melhores em termos de privacidade, com VPN próprio, ferramentas de bloqueio a cookies e até mesmo a outros scripts e técnicas de rastreamento.

Em termos de desempenho, é um browser leve e possui muitas similaridades com o Tor, amplamente usado por hackers. No entanto, ao contrário de seu primo “hacker”, o Epic possui uma boa interface, amigável para o usuário comum.

PONTOS FORTES

  • Boa interface
  • Leveza
  • Privacidade
  • Bloqueio de rastreamento muito além de cookies
Conteúdo estruturado e útil

Conteúdo – mais importante do que nunca na Europa

A nova legislação do GDPR, ou em Portugal, o Regulamento Geral de Proteção de Dados, trará uma série de desafios no campo do marketing digital. O conteúdo será a chave para garantir fluxo e manutenção de clientes e o explicaremos neste post.

Os direitos agora concedidos ao usuário e de obrigação de toda empresa e negócio online irão tornar a prática de anúncios e rastreamento de usuários na internet, no mínimo, mais desafiadora. Embora tecnicamente positiva no que se refere à privacidade do usuário, a verdade é que com sites a seguir as normas, a paciência do leitor online irá diminuir ainda mais.

Quem lida com marketing digital sabe que a grande maioria dos usuários fica apenas uns poucos segundos em cada página. Verificam se ali encontram o que querem e, se não, simplesmente vão embora. Com as janelas, caixas de opção e botões sem fim que o GDPR exigirá para colher consentimentos imensos de cada usuário, a tendência natural é que muitos deles simplesmente percam a paciência e vão procurar a informação que desejam noutro sítio.

Conteúdo como fator de permanência

Na nova guerra contra o “bounce rate” causado pelo excesso de confirmações, pop-ups e consentimentos do GDPR aparece o conteúdo. Quanto mais relevante, essencial e único, melhor será a justificativa para que o usuário de fato esteja disposto a gastar seus valiosos segundos iniciais a preencher ou clicar aqui e ali para habilitar o acesso ao website. Noticiazinhas sem valor, descrições de produtos e serviços lugar-comum, como os textos institucionais que ainda são usados pela grande maioria das empresas, não terão qualquer chance.

Ninguém irá perder seu tempo a preencher formulários para saber da história sem qualquer curiosidade da fundação de sua empresa ou sobre notícias que, na melhor das hipóteses, dizem respeito apenas aos vossos empregados. Parece uma crítica dura e absurda, mas se pretende vender e ganhar tração para o seu negócio sob as novas regras que irão gerir a internet na União Europeia, guarde no bolso o orgulho e veja isso como uma oportunidade de melhorar a comunicação de uma vez por todas.

Todos já sabiam que um bom conteúdo é o fator central para elevar a permanência do usuário em um website. Contudo, algumas empresas ainda consideravam “caro” investir nesse quesito. Engraçadamente, muitas delas seguem a gastar milhares de euros mensais em AdWords e publicidade em redes sociais, tudo para captar uma meia dúzia de potenciais clientes a partir desses investimentos.

Investir em conteúdo deixará de ser um luxo – e o fator de permanência que essa estratégia criará é a única forma de lidar de maneira inteligente com o GDPR.

Conteúdo como oportunidade no GDPR

Apesar de amplamente difundido e, em tese, em favor dos direitos do usuário, a verdade é que o usuário mede sequer sabe ao certo que vem a ser o tal GDPR. Do mesmo modo, alguns dos direitos que ele teoricamente possui não fazem sequer sentido em sua visão de como funciona ou para que serve a web. Por exemplo, quanto ao direito de portabilidade de dados. Para seus clientes, a MeuPPT irá dispor de formas para que usuários em seus websites possam transferir seus dados e informações desde a base de dados até seus dispositivos, em formatos amigáveis para esse fim – como XML ou JSON.

Isso soa óptimo – contudo a maioria dos usuários sequer sabe o que poderá ou não fazer com esses dados transferidos. Que dirá dos formatos XML e JSON…

Claro que a obrigação coloca a necessidade em primeiro lugar, e manter um sistema que faça essa transferência é essencial para o compliance de qualquer empresa. Mas estamos a falar de vendas e negócios neste artigo – e para tal o GDPR certamente não é algo que vem para contribuir. Mas há uma forma de, apenas talvez, ganhar com o GDPR. A falta de conhecimento do usuário médio sobre as normas e a obrigatoriedade de inserção de conteúdo e políticas em websites está levando muitas empresas a inserir somente textos produzidos por advogados aqui e ali – aqueles mesmos textos de política de privacidade já existente em sites de todo o mundo, que ninguém quer ou pretende ler (a maioria é simplesmente inútil e desinteressante para a maioria do público).

Mas eis aqui uma pequena sugestão: e se, para além do palavrório legal e sem qualquer interesse humano de políticas e disclaimers, sua empresa usasse a necessidade comunicar tais aspetos como uma oportunidade para falar melhor com o público? Há sim a obrigação, mas ela pode estar em conjunção com o entretenimento e o interesse. Para nós, há algumas maneiras de o fazer:

  1. Criando áreas específicas dentro do site que expliquem de forma divertida e inusitada os direitos que o usuário de fato possui e como pode lançar mão deles.
  2. Utilizando recursos gráficos interessantes para identificar os formulários de consentimento e botões que serão requeridos para conformidade com a nova lei.
  3. Incluindo imagens e vídeos nas políticas de privacidade e explicações.
  4. Colocando o DPO, quando a empresa tiver a necessidade de apontar um, como alguém disponível DE FATO para solucionar dúvidas de usuários. Criar práticas que humanizem a figura desse profissional, retirando seu caráter burocrático e gerando uma imagem mais dinâmica. O bom DPO será aquele que escreve costumeiramente artigos para orientar leitores, responde a dúvidas em chats e canais de comunicação, aparece em vídeos explicativos.
  5. Tornando o compliance com o GDPR algo de fato valioso para seu usuário. Para além das obrigações impostas, oferecer ao usuário medidas de segurança e privacidade exclusivas – como rotinas de encriptação mais eficazes nas bases de dados, canais de atendimento e informação ao cliente a respeito de seus direitos, informações frequentes a respeito de novas implementações informáticas, etc.

Conteúdo como impulso em SEO

Palavras-chave são importantes, avaliar a concorrência igualmente, tal como uma observância de regras e boas práticas de SEO. Contudo, sem conteúdo de qualidade, tudo isso é inútil e não compensa no longo prazo. O conteúdo já é algo essencial para impulsionar o SEO de um website – sob a égide do GDPR, isso tornará ainda mais evidente. Técnicas ditas “black hat“, além de punidas pelo Google, terão implicações perigosas no tocante à privacidade de dados. Poderão levar a multas e a desconformidades.

Oferecer conteúdo para leitura, sem qualquer tipo de condição, será sempre algo livre. Pode-se inclusive levar o usuário a ações que não impliquem na coleta de dados pessoais dele de forma direta – compras, download de produtos digitais, indicação de links para sites associados ou lojas.

O GDPR é, sob muitos aspetos, uma enorme barreira para departamentos de marketing de empresas de diversos segmentos. No entanto, poderá ser uma excelente desculpa para produzir, de uma vez por todas, conteúdo que o usuário de facto esteja disposto a consumir.

 

Google Académico

O que é Google Académico?

O Google é mais do que um site de buscas apenas. Ao longo dos anos, os desenvolvedores do Google criaram centenas de aplicações e serviços. Alguns deles acabaram por ser descontinuados, porém outros alcançaram enorme sucesso.

Serviços como o Google AdWords, Google AdSense, Youtube e Google Analytics ditaram, em muitos aspetos, o que entendemos como internet nos dias de hoje. Entretanto, alguns serviços ainda são pouco conhecidos, embora extremamente úteis. É esse o caso do Google Académico.

Grosso modo, o Google Académico é uma ferramenta de buscas de nicho. Nela, o usuário pode aceder a todo tipo de conteúdo e literatura estritamente académica: teses, artigos, trabalhos de pesquisa diversos, monografias e afins. Embora parte do material não seja necessariamente gratuito, o Google Académico encontra-o assim mesmo.

Seleções e biblioteca no Google Académico

Google Académico permite realizar buscas assim como o Google, porém tem a funcionalidade de guardar documentos e referências – algo particularmente útil para aqueles que precisam de tal material em estudos e trabalhos. No canto superior direito do ecrã, durante as buscas, é possível marcar e guardar links de trabalhos listados e também citações de cada um deles, para uso posterior.

Google Académico

Google Académico – ferramenta de “guardar” referências e publicações para consulta posterior é verdadeiro ouro para qualquer estudante, universitário ou mesmo pesquisador.

Na parte esquerda do ecrã, a ferramenta oferece filtros que ajudam o usuário a encontrar os trabalhos que precisa. Há basicamente três filtros maiores:

  1. Ano de publicação
  2. Idiomas dos trabalhos
  3. Ordenação (por relevância em relação à palavra-chave ou por data)

A barra de filtros ainda permite que o usuário decida se quer ou não incluir textos de patentes ou citações à sua listagem de documentos encontrados.

Facilitação de bibliografia e referências

Com a ferramenta de “Minha Biblioteca”, pode-se guardar referências usadas ou listas de documentos para posterior consulta. Do mesmo modo, ao guardar citações o usuário praticamente pode construir sua bibliografia e lista de referências, para posterior uso em seus trabalhos sem grande esforço. Em cada item listado, o Google Académico mostra um ícone pequeno de uma estrela e outro com o desenho de pequenas aspas.

Google Académico

O primeiro ícone, da estrela, guarda o item na biblioteca do usuário. O segundo ícone, das aspas, gera uma citação referente ao artigo ou item consultado – algo excelente para a seção de bibliografia e referências de qualquer trabalho.

Mais ferramentas do Google Académico

A tela inicial de buscas do Google Académico oferece algumas outras ferramentas – desde que o usuário esteja logado com seu perfil do Google. No canto esquerdo do ecrã, o ícone de acesso ao menu abre uma lista das ferramentas de forma objetiva. Ali, é possível avaliar métricas de consultas anteriores, criar alertas para buscas por palavras-chave específicas e até mesmo aceder a um formulário para consultas avançadas e mais criteriosas, incluindo autores, referências e expressões exatas que possam ser encontradas no conteúdo dos trabalhos a listar.

Google Académico

Google Académico – tela inicial permite aceder a ferramentas mais avançadas, métricas e outras funcionalidades como a criação de alertas.