gastar menos em adwords

Como gastar menos em AdWords?

As AdWords e outras formas de publicidade vinculadas a buscas ou redes sociais revolucionaram a propaganda. Hoje, pequenas empresas podem figurar lado a lado com grandes. Tudo excelente, mas essa ferramenta tem um preço – e, ao contrário do que muitos que atuam no marketing possam dizer, não é nada barata.

A facilidade de operação e investimento em AdWords faz com que muitos empresários elevem o tráfego em seus websites, mas misteriosamente, clientes que é bom, nada. E, enquanto toda gente clica sem comprar, a empresa segue a pagar por cliques – e acumula dívidas imensas com o Google.

Como gastar menos em AdWords – keywords negativas

A maioria das empresas que embarca no AdWords por conta própria acaba a pagar por cliques que jamais converterão. Isso porque se esquecem de incluir as chamadas “keywords negativas” na configuração dos anúncios. Essas keywords são “deduzidas” dos resultados. Por exemplo, se uma empresa está a vender livros didáticos em formato impresso, poderá excluir resultados para “livros digitais” ao adicionar essa keywords de forma negativa. Isso evita que usuários que não estão interessados nos livros impressos venham a clicar nos anúncios, gerando custos com cliques sem possibilidade de conversão. Para adicionar as palavras-chave negativas, basta seguir os passos no editor do AdWords:

  1. Selecione Palavras-chave e segmentação > Palavras-chave, Negativo.
  2. Clique em Adicionar palavra-chave negativa e selecione Palavra-chave negativa do grupo de anúncios ou Palavra-chave negativa da campanha.
  3. Se solicitado, selecione o destino para a nova palavra-chave negativa e clique em OK.
  4. Introduza a palavra-chave negativa no painel de edição.

Como gastar menos em AdWords – investir na cauda longa

O “long tail” em keywords é um conceito razoavelmente simples, mas também pouco observado por aqueles que investem no AdWords por conta. A cauda longa define keywords mais alongadas e específicas que, embora gerem menos cliques, resultam mais em termos de conversões. Isso pode parecer ruim para o empresário iniciante na publicidade digital (gerar menos cliques é negativo… ou não), mas o facto é que isso possibilita que gastemos menos ao pagar cliques que em nada ajudarão, concentrando todos os cliques em usuários que realmente procuram o produto que estamos a vender.

keywords negativas

Cauda longa – em outras palavras, ser mais específico na escolha das keywords, para concentrar cliques em usuários que realmente procuram o que está a oferecer.

Como gastar menos em AdWords – fazer experiências

Para todo e qualquer anúncio, é melhor criar duas ou três variações com baixo investimento para medir resultados. Isso impede que grandes somas sejam gastas em anúncios que resultam pouco, ou naqueles que custarão caro em termos dos lances em palavras-chave, para pouco retorno em termos de conversão. E, no que toca às experiências, não adianta de nada fazê-las apenas de início. As métricas são as melhores amigas da empresa que anuncia online e, para qualquer campanha, experimentos devem ser colocados no ar e medidos antes que as peças e anúncios definitivos recebam um investimento mais pesado. Para gastar menos em AdWords é preciso testar sempre.

Como gastar menos em AdWords – alta concorrência não é melhor

Temos uma predisposição natural em apostar naquilo que toda gente aposta. Com keywords ocorre algo parecido. Ao estudar as palavras-chave possíveis para determinado termo, geralmente priorizamos aquelas com maior concorrência. Sem dúvida que elas serão mais buscadas pelos usuários, mas também lhe custarão mais nos cliques e lances, além de rivalizar com diversas outras empresas que já estão a investir nelas.

Ao contrário do que muitas agências prometem, “estar em primeiro no Google” é praticamente impossível com palavras-chave de alta concorrência. Imagine do seguinte modo: se uma agência prometer o primeiro lugar em determinada keyword para cinco de seus clientes ao mesmo tempo, qual deles irá aparecer em primeiro? A concorrência fará com que sua empresa apareça menos em destaque, para que as demais investidoras da keyword também figurem. Isso resultará em uma imensidade de visualizações e buscas, mas em pouco resultado em termos de cliques e conversões.

Como gastar menos em AdWords – atenção aos horários

Algumas horas do dia geram mais buscas, mais cliques e mais conversões. A única maneira de chegar a esses horários é ao fazer os experimentos que sugerimos antes. Uma vez que os horários de maior atividade tenham sido medidos e definidos, o AdWords permite a programação dos anúncios conforme hora do dia e dia da semana. Pode utilizar a programação de anúncios para:

  • Especificar determinadas horas ou dias da semana para apresentar os seus anúncios.
  • Definir ajustes de lance para aumentar ou diminuir os lances para horas e dias específicos.

A segunda opção é muito interessante – ela não deixa de exibir seus anúncios nas horas de menor procura, mas reduz os gastos com cliques e lances nesses períodos nos quais o seu público tem menor interesse.

RGPD

Não vender a europeus – uma solução preguiçosa ao RGPD

O Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) está a mudar a forma com que realizamos negócios na internet, mas não apenas na Europa. Apesar das regras da nova lei aplicarem-se apenas a cidadãos europeus, afetam também quaisquer companhias estrangeiras que estejam a vender ou oferecer produtos a europeus. Coimas e punições, assim sendo, podem ser impostas não apenas a empresas com sede na Europa, mas também empresas sediadas em outro sítio que venham a negociar com cidadãos ou empresas da União Europeia.

Desse modo, o RGPD passou a ser uma preocupação não apenas para empresas e mesmo pessoas singulares a residir nos países do bloco, mas a qualquer um que com eles tenha negócios ou mesmo interesses. Sem julgar o teor ou a eficácia da norma, a questão é que muitos estão, em outros cantos, a optar por uma solução fácil: não vender a europeus.

RGPD – sem complicar o negócio

Imagine uma empresa norte-americana que vende apenas 5% ou 10% dos seus produtos a europeus. Vale mesmo a pena incorrer no risco de ser multado em até 4% da sua faturação apenas para segurar um mercado que vale pouco mais que isso na contabilidade? Provavelmente não. Os exemplos estão a surgir e, infelizmente (aos nacionalistas, creiam: não é algo positivo), poderão aumentar.

Empresas mais pequenas de varejo, ao invés de meter plugins e abas, pop-ups e avisos para todo lado em seus websites, estão a optar pelo simples: exibir um aviso apenas a europeus. “Não vendemos praí” e ponto. Para além dos possíveis custos tributários e logísticos que já existiam em operações desse tipo para produtos físicos, empresários asiáticos ou americanos podem ter simplesmente desistido de incluir mais um fator de custos em suas planilhas.

RGPD

Boutique online nos EUA – anúncio claro e direto de “não temos oferta para a Europa por conta do RGPD”.

Enquanto o problema limita-se a produtos físicos, há outras formas de contornar tal problema. No fim das contas, eles podem ser importados por empresas e revendidos em solo europeu – ou mesmo por lojas online da própria Europa. Contudo, diversos serviços online e digitais parecem igualmente pouco dispostos a arriscar-se ao pagamento de coimas por conta de manter a oferta a europeus.

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Unroll.me – ao responder que “SIM”, se vive na Europa, o site exibe apenas um aviso de “infelizmente, não atendemos”.

RGPD – até que ponto é preocupante?

Pode-se dizer que uma meia-dúzia de empresas a não oferecer seus produtos e serviços a europeus não é motivo de preocupação. De facto, temos muito em termos próprios e não há, ao menos inicialmente, que se preocupar com isto ou aquilo não estar mais disponível a partir da entrada do RGPD. Contudo, o que define a decisão de operar num mercado é a equação entre possíveis ganhos e riscos – para quem está fora da Europa, o RGPD será sempre o segundo.

E riscos, obviamente, são sempre repassados ao cliente final em forma de custo acrescentado ao produto ou serviço. As “poucas” empresas do exterior a desistir da Europa por conta do regulamento não são tão numerosas, mas o facto é que muitas das que continuarão a atuar com clientes europeus também poderão “escolher” quais produtos e serviços irão querer ou não nos oferecer. Empresas de games de todo o mundo, por exemplo, começam a bloquear o acesso de europeus a alguns dos jogos mais antigos – não vale o risco por tão pouco lucros.

No entanto, as empresas a deixar de vender na Europa ainda parecem poucas e, se calhar, muitas delas regressarão ao mercado europeu assim que tiverem resolvido sua situação em relação às exigências da norma. Porém, nesse meio tempo, europeus parecem enfrentar um problema extra por conta da legislação que interpuseram com efeitos globais: a restrição do acesso à informação.

RGPD – aqui sim, ali não

Os média de outros cantos do mundo, seja por não estarem ainda preparados para o RGPD ou por simples conveniência e facilidade, estão a bloquear o acesso aos provenientes da Europa. Desta vez não se trata apenas de lojinhas ou pequenos websites aqui e ali – estamos a falar de veículos de informação de grande porte, como o Chicago Tribune, Los Angeles Times, The Baltimore Sun e outros tantos dos EUA.

RGPD

Chicago Tribune – leitura restrita a europeus até que possam chegar a uma solução.

São exemplos que afetam minimamente ao europeu médio, sem dúvida, mas uma visão mais abrangente dos problemas relacionados ao risco poderia afetar serviços que, de facto, sejam amplamente utilizados na Europa, porém provenientes de outras partes do mundo em sua origem: redes sociais, serviços de live streaming, softwares e serviços na nuvem e muito mais. Por mais que os nacionalistas defendam que, para cada uma dessas categorias, há dezenas de concorrentes europeus, o usuário acaba por perder – a ideia toda por detrás da internet é a de NÃO depender do local em que está fisicamente para adquirir produtos e serviços, e não o inverso.

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Os 6 melhores temas para WooCommerce

O WooCommerce é um plugin para o sistema do WordPress. No entanto, suas funcionalidades e extensões são tão poderosas que pode, atualmente, ser considerado praticamente uma plataforma própria de e-commerce. A possibilidade de customização e modificação é muito maior do que em plataformas rivais, como o Magento, Opencart e Shopify, mas há um ponto sério a considerar: o tema utilizado.

Os temas de WordPress são espécies de “skins” ou séries de templates e modelos que tornam a plataforma de CMS agradável e visualmente atraente ao usuário. Em tese, é possível implementar o WooCommerce em qualquer tema de WordPress. Porém, sem escolher o tema certo, meses de desenvolvimento podem ser necessários, tudo para que se chegue a um resultado final muito aquém das expectativas.

A MeuPPT já testou e analisou dezenas de temas WordPress como foco no suporte ao WooCommerce. Alguns deles são excelentes para aqueles que programam ou desenvolvem – sem muitas funcionalidades, sendo praticamente uma “tela em branco” para criar. Por outro lado, é fato que a maioria dos usuários de temas são, na verdade, empresários que desejam vender seus produtos e serviços, e não aprender a programar e desenvolver softwares e aplicações.

Separamos então os 6 melhores temas, segundo nossas análises, para uso em WooCommerce. Avaliamos o uso segundo a óptica de um usuário razoavelmente bem instruído, acostumado ao sistema do WordPress, embora não em termos de desenvolvimento e programação.

Temas para Woocommerce

Flatsome – para quem sempre busca os mais vendidos, essa é provavelmente a resposta. Plataforma com construtor visual próprio, intuitivo e com possibilidades imensas. Apesar de completo, roda com velocidade.

Melhores temas para WooCommerce – Flatsome

O Flatsome é um dos temas para WooCommerce mais vendidos do mundo. Utiliza construtores de páginas amigáveis e com dezenas de recursos, mas mesmo para aqueles que não desejam mudar muito e querem algo pronto, traz configurações iniciais prontas para colocar uma loja no ar. Como é popular, para aqueles que percebem inglês possui uma vasta biblioteca de suporte e fóruns de usuários e consumidores. Praticamente qualquer problema está ali relatado e geralmente resolvido. Há também constantes atualizações e implementações, portanto o tema é igualmente bom para aqueles que possuem lojas que precisem modificar sua apresentação de forma constante.


Temas para Woocommerce

O tema Porto é excelente para quem deseja colocar logo uma loja no ar, sem perder muito tempo com pormenores, mas ainda assim gozando de bom design e disposição de produtos.

Melhores temas para WooCommerce – Porto

Porto é também um dos temas de WooCommerce mais vendidos do mercado. Apesar de muitas ferramentas, não dispõe de tantos recursos quanto o Flatsome. Ainda assim, é veloz e possui uma grande vantagem: suas configurações permitem, sem exageros, colocar um site de loja no ar com uns poucos cliques. Modelos prontos e uma facilidade de implementação tornam o serviço de web design pouco ou mesmo dispensável – ideal para aqueles que querem arrancar logo o negócio.


Temas para Woocommerce

O Savoy é um tema ideal para quem busca uma loja com aparência mais minimalista e simples, mas mesmo assim conta com um builder extremamente eficiente.

Melhores temas para WooCommerce – Savoy

Para os que buscam uma alternativa minimalista em termos visuais, mas rica em recursos e propriedades, nossa dica é o Savoy. O tema possui ótimo suporte para telemóveis e um design minimalista, ideal para lojas e comércios de artigos mais elitizados. A administração do tema também é bastante simples, com recursos para montagem de páginas intuitivos e fáceis de utilizar. Como o tema é mínimo, também não possui imensos recursos, mas encontrará lá tudo o que precisa para construir uma bela loja.


 

Temas para Woocommerce

O WooPress é uma boa alternativa para quem busca versatilidade, ou mesmo ainda não tem muita ideia do que exatamente pretende vender.

Melhores temas para WooCommerce – WooPress

O WooPress é ótimo para indecisos. Possui mais de 20 modelos pré-prontos para diversos segmentos de loja. Fácil de usar e com um sistema rápido de geração de templates e páginas, ajuda bastante quem pretende ter uma loja que efetue vendas sazonais de outros artigos ou diferentes produtos. Seu visual não chega a ser impressionante, mas a operação é bastante simples e eficaz.


Temas para WordPress

Bazar Shop é o melhor tema para quem literalmente não quer inventar demais. Com uma cara bem tradicionalista, imita alguns dos sites de e-commerce mais antiquados, mas de grande volume de acesso.

Melhores temas para WooCommerce – Bazar Shop

O Bazar Shop é a preferência dos tradicionalistas. Com uma plataforma objetiva e um visual que imita sites mais antigos de e-commerce, mas com grande número de visitas, é também uma boa opção para marketplaces e lojas que vendam um número muito grande de produtos. Lojas que não possuem um foco muito específico e que tenham diversos departamentos também podem beneficiar das facilidades do tema. Já possui uma lista de desejos e mais de 300 shortcodes para inserir nas descrições de produtos.


Melhores temas para WooCommerce – uma opção grátis

Temas pagos são geralmente mais indicados quando o assunto é um negócio de venda de produtos. Contudo, para aqueles que pretendem começar aos poucos ou insistem em não gastar, há algumas opções razoáveis sem custo. Nesse sentido, nossa recomendação fica por conta do tema Shopper. Roda bem com o WooCommerce, é testado para versões mais modernas do WordPress e tem boa adaptação, embora o nível de customização e edição, como ocorre com temas gratuitos, seja consideravelmente limitado.

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Vantagens e desvantagens de uma loja em WooCommerce

O plugin do WooCommerce é certamente um dos mais populares dentro da comunidade do WordPress. A razão é simples: uma loja em WooCommerce hoje é algo comum e usado por empresas de todo o mundo para vender rapidamente e com flexibilidade na internet. Sem dúvida, o uso do WooCommerce possui diversas vantagens sobre algumas outras opções de concorrentes, mas também tem suas desvantagens.

Cada tipo de plataforma para e-commerce possui vantagens e desvantagens, é claro. Embora algumas alternativas na nuvem sejam mais indicadas para empresários que estejam começando suas atividades, o WooCommerce é poderoso e pode representar um ganho de escala em negócios mais maduros.

Vantagens do WooCommerce

Sempre em comparação com outras plataformas, mesmo aquelas na nuvem, o WooCommerce possui uma série de vantagens. Para além de se tratar de um sistema criado a partir de um plugin para WordPress – plataforma na qual a maioria dos sites atuais são criados – há benefícios nítidos na escolha desse sistema para montar lojas online:

  1. Gratuito. Embora uma série de extensões e plugins extras sejam pagos, o sistema central do WooCommerce é totalmente gratuito. Para desenvolvedores, representa um sistema completamente grátis, uma vez que estes podem inclusive desenvolver funcionalidades extras mesmo sem pagar por extensões.
  2. Simples. Especialmente para aqueles que já lidam com o WordPress, o WooCommerce é uma plataforma de fácil operação, principalmente quando comparada a outras alternativas, como o Magento.
  3. Seguro. Sempre atualizado e com novas versões sendo lançadas, o WooCommerce atingiu um estágio de desenvolvimento no qual oferece grande nível de segurança para lojistas, inclusive com possibilidades de melhoria por meio de sistemas implantados por desenvolvedores capazes.
  4. Popular. Inclusive entre desenvolvedores. Criado para WordPress, e em PHP, o WooCommerce é familiar para a maioria dos informáticos que lidam com sites. Plataformas como Magento, OSCommerce e Prestashop não são, por outro lado, dominadas por todo e qualquer desenvolvedor.
  5. Flexibilidade. Como seu sistema é open source e permite a criação de plugins e extensões, o WooCommerce é muito mais flexível para novas funcionalidades e alterações do que outras plataformas concorrentes.
  6. SEO. Construída em WordPress e com vistas a dar prioridade ao conteúdo, o WooCommerce também oferece facilidades para trabalhos competentes em SEO e marketing, facilitando a vida de quem tem uma loja online.

Há muitas outras vantagens em usar o sistema, principalmente quando empresários contam com uma equipa fixa de informáticos responsável pela loja. O WooCommerce permite a um negócio evoluir e ganhar tração conforme as necessidades e desafios do crescimento se apresentem. Mesmo quando uma loja é criada do zero, o investimento inicial tende a ser menor do que o necessário para utilização de outras plataformas de CMS e muito menor do que o necessário para a criação de “soluções próprias”, algo que algumas agências ainda insistem. A popularidade do sistema não é à toa – e soluções próprias criam uma dependência do desenvolvedor que nem sempre é bom negócio para uma empresa.

WooCommerce

WooCommerce – registo e controlo de produtos ocorre de forma similar à gestão de conteúdo e posts em blogs, o que facilita a gestão por parte de empresários, mesmo sem conhecimento vasto de internet e informática.

Desvantagens do WooCommerce

Nada é absoluto. Claro que o WooCommerce, assim como qualquer outra solução para lojas online, possui suas desvantagens. Quando o objetivo é investir pesado em vendas online, dificilmente o WooCommerce oferece barreiras, mas há alguns inconvenientes que podem surgir para pequenos empresários, a depender de suas estratégias de vendas.

  1. Poucas funcionalidades. O plugin original do WooCommerce funciona bem para lojas simples, porém tem poucas funcionalidades em relação a sistemas prontos, como aqueles existentes na nuvem. Quando se possui um bom programador ou desenvolvedor, que possa agregar novas funcionalidades, isso não é um problema, mas pode ser uma barreira para os que decidem criar uma loja por conta própria.
  2. Velocidade. Sem manutenção, o sistema do WooCommerce pode tornar-se mais lento à medida que muitos produtos e clientes trafeguem pelo site. Quando há uma equipa de desenvolvimento, isso pode ser facilmente superado, mas depende também de um bom alojamento e algum investimento periódico.
  3. Integrações. O WooCommerce possui óptima integração com qualquer sistema ou plataforma que esteja online, porém para empresas que usam soluções próprias de CRM, ERP ou controlo e gestão, podem ser um problema. Em geral, soluções modernas integram-se bem ao WooCommerce, mas aquelas mais desatualizadas são problemáticas. Talvez, por conta disso, também seja uma boa hora para que um empresário atualize seu sistema de gestão.

 

E-commerce em Portugal – por que investir?

Há sempre dados a mostrar crescimento do e-commerce em Portugal, mas quando perguntamos nas ruas, mesmo para os mais jovens, não há consenso. O e-commerce ainda é “temido” por muitos portugueses. Falta confiança, não há o hábito e a comparação com outros países nos deixa milhas atrás.

Contudo, ao invés de entender porque portugueses ainda são tão avessos às compras online, talvez seja melhor entender o porquê deve-se investir nesse canal de vendas. O primeiro aspeto a considerar, sendo esse o caso, é o de fugir de modismos. O computador ainda é muito mais importante que o telemóvel.

E-commerce em Portugal – responsivo, mas sem exageros

Pesquisas ao final de 2016 mostravam que ainda mais de 80% das compras de quaisquer itens online em Portugal davam-se por intermédio de computadores. Telemóveis respondiam apenas por 11% das compras. Quando analisamos esses dados, vale lembrar que a experiência do usuário é sumamente em ecrãs de maior porte, e portanto é neles que devemos inicialmente nos concentrar. Ainda assim, vale ressaltar dois aspetos:

  1. Qualquer projeto web que, atualmente, não preveja um site ou plataforma responsivos (que são optimizados para telemóveis ou tablets) é um projeto obsoleto
  2. A apresentação em telemóveis deve priorizar a velocidade de abertura e tópicos centrais, detalhes ficam por conta da apresentação em computadores

Em outras palavras – sua loja online deve prever o acesso por telemóveis, mas não ater-se somente a ele. É preciso criar uma loja que em sua dinámica promova a venda para clientes que estejam a buscas produtos em seus computadores, e utilizem telemóveis mais como ponto de referência, para depois realizar compras em dispositivos tradicionais.

E-commerce em Portugal – custo baixo e retorno alto

O mais provável é que, ao menos de início, vendas online venham a representar apenas uma pequena fração da faturação total. Contudo, as possibilidades de lucro podem ser maiores. Sem o esforço de vendas, pagamento de comissões e despesas de exposição e alocação física, produtos online podem representar um grande lucro.

Plataformas de lojas prontas e eficazes, como o Shopkit, podem maximizar ganhos

 

Para tanto, o investimento precisa ser pequeno e rápido. Há serviços específicos na internet dirigidos àqueles que desejam montar suas lojas online em questão de dias, sem pesados investimentos e com rápido retorno. Temos um artigo especialmente sobre essa questão aqui no blog. Com menos de 30 euros mensais, é possível colocar ao ar uma loja funcional, que aceite pagamentos em Multibanco e até PayPal e tenha automatizada sua rotina de entregas e logística.

E-commerce em Portugal – contorno de problemas culturais

Culturalmente, o português é desconfiado. Não confia em sistemas de compra online e cria barreiras para adquirir produtos na internet. Há algumas maneiras de contornar isso, seja com conscientização ou com o uso de ferramentas específicas:

  • Lojas online precisam de certificados SSL
  • Ferramentas de check-out transparente e Multibanco avançadas
  • Garantias de devolução e pós-venda precisam ser concedidas

Além disso, a própria organização das residências não beneficia entregas de produtos online. Ao contrário de outros países, a maioria das residências portuguesas não está simplesmente preparada para o recebimento de produtos comprados online de forma simples. Em países como o Brasil e os Estados Unidos, a maioria dos edifícios dispõem de portarias que podem receber produtos de maior porte, mesmo na ausência dos moradores. Em Portugal, produtos chegam e não há ninguém para recebê-los.

Algumas lojas online contam com pontos de entrega alternativos, nos quais o cliente pode retirar seu produto à posteriori. Ainda assim, no caso de frigoríficos, móveis e outras peças, isso pode ser um problema. Se possível, lojas que lidem com produtos maiores precisam prever esses problemas, e oferecer ao cliente modalidades de entrega programada ou fora de horas. A prática pode criar maior conforto para o cliente e resolver problemas de idas e vindas que encarecem a logística de produtos.

E-commerce em Portugal – SEO e marketing

Investir em uma loja online é algo infrutífero se não a damos a conhecer junto aos clientes. Qualquer projeto que contemple um e-commerce precisa prever gastos consideráveis em marketing e optimização para motores de busca (SEO). Em primeiro lugar, clientes precisam dar a conhecer a loja online. Mesmo o mais fiel dos clientes precisa saber em primeiro lugar que agora poderá aceder aos produtos pela web.

Para tanto, é necessário adequar seu e-commerce às melhores práticas, tanto em termos de programação do website, quanto em termos de conteúdo e propagação no Google e outros sites de buscas. Para aceder novos clientes, algum gasto em publicidade no próprio Google, via AdWords, ou em redes sociais como o Facebook poderá ser a diferença entre o sucesso e o fracasso da empreitada.

E-commerce em Portugal – o futuro

As vendas online têm o potencial de reduzir gastos que afetam muitos negócios. Comissões podem ser, por exemplo, automaticamente revertidas ao marketing, sem alterar lucros e margens. Custos de estocagem podem ser racionalizados, com pedidos colocados ao fornecedor apenas na ocorrência da venda. A internet é um caminho sem volta e, embora o português médio ainda resista às compras online, em comparação a outros povos, dobrar-se-á à prática em algum momento.

Custos de manutenção de lojas físicas poderão ser evitados e o comércio que hoje opera regionalmente poderá ganhar clientes em qualquer canto do país. O e-commerce é um investimento que não apenas vale a pena, é uma necessidade para os próximos 5 anos ou mais.

M-commerce e vendas em telemóveis

7 coisas que todo e-commerce precisa ter

Montar uma loja online é algo cada vez mais fácil. Dezenas de aplicações na web, tais como o Shopkit, para quem está em Portugal, permitem que se crie uma loja simples em poucos minutos. Mas há determinadas coisas que todo e-commerce precisa ter. Ao não possui-las, uma empresa colocará em risco suas vendas, sua marca e até mesmo a sobrevivência de seu negócio.

Suponhamos que uma marca em Viana do Castelo decide colocar online um site de e-commerce. Trata-se de uma cidade de menor porte, longe dos maiores centros urbanos portugueses, como Lisboa, Porto e apenas razoavelmente próximo de Braga. O comércio português, tradicionalmente, possui um foco regionalista muito grande. Apelar para essa característica na internet é um erro. Contudo, para garantir que vendas resultem em nível nacional (ou mesmo internacional), todo site de e-commerce precisa ter algumas características peculiares.

1. Priorização

Ao ler folhetos e cartazes de empresas em Portugal, podemos em geral estabelecer algo em comum entre eles todos: a falta de priorização. Parece-nos que comerciantes desejam ocupar todo o espaço possível em um pedaço de papel, metendo ali o maior número possível de produtos e informações. Como já abordamos, o excesso de informação pode levar ao desinteresse. A maioria dos consumidores possui desejos simples e necessidades imediatas – induzi-los a muitas opções é algo que afasta o impulso. E isso não queremos.

Foco e destaque naquilo que é mais importante – sem “chuva de produtos”.

Lojas online e sites de e-commerce podem possuir bancos de dados sem fim de produtos e serviços. Entretanto, as páginas de entrada desses sites precisam de um foco. Prioridade em poucas linhas de produtos e em diferenciais, não simplesmente na quantidade. A grande maioria dos sites de e-commerce do mundo, e isso inclui gigantes como a Amazon, têm 95% de suas vendas concentradas em não mais do que 10% de sua oferta total de produtos.

2. Design

Ninguém quer entrar em um estabelecimento aos pedaços. Quando vemos uma loja em estado de abandono nas ruas, evitaremos comprar ali qualquer coisa que seja. Agora pense – por que diabos um cliente compraria produtos em um site que também parece abandonado? Um site funciona como a fachada de um estabelecimento e suas páginas iniciais como uma boa montra. E, do mesmo modo que nas ruas, uma fachada tem apenas alguns segundos para captar a atenção de um possível consumidor – ou afastá-lo para todo o sempre.

Vistoso, apelativo e direto – páginas iniciais têm de funcionar como uma boa montra

Um design caprichoso e uma boa apresentação não são pormenores no marketing digital. Um e-commerce precisa de um design inteligente, que possa resultar e maravilhar. E, se estamos dispostos a investir ao colocar produtos à vista em nossa loja, por que não iríamos querer o mesmo para nossa versão digital?

3. Formas de pagamento

Estamos na era digital. Exigir que vosso cliente efetue pagamentos apenas por transferência bancária não apenas é ridículo, mas reduzirá suas vendas. Claro que, uma vez que estamos em Portugal, transferência e alternativas como o Multibanco são uma necessidade, mas é preciso oferecer hipóteses de pagamento com o uso de cartões de crédito em geral (mesmo internacionais) e sistemas como o PayPal. Lembre-se de que a cada alternativa não oferecida, está a dar um convite para que seus clientes procurem produtos noutro canto.

4. Entregas em e-commerce

Cobrar  fortunas para entregar produtos é coisa do passado. Além disso, há que considerar o valor médio de seus produtos. Lojas online que possuam itens mais caros, como eletrodomésticos, eletrónicos ou móveis, podem cobrar pela entrega, até porque os fretes têm valores muito abaixo daqueles pagos em seus produtos. Entretanto, já pudemos verificar que algumas das grandes marcas em Portugal praticam preços exorbitantes de fretes – recentemente tivemos o exemplo de uma cadeira para secretária, cujo preço com IVA incluso atingir não mais do que € 60, mas cuja entrega custaria € 45 (do Porto para Viana do Castelo). Obviamente, procurámos noutro lugar.

5. Visualização em telemóvel

Metade dos consumidores acede à internet via telemóvel, mas sua loja apenas possui boa visualização em computadores. Resultado? Irá perdê-los todos para sites que sejam “responsivos”. Desenvolver hoje um site de e-commerce que não possua suporte para acesso e visualização em telemóvel é um absurdo. Melhor seria nem investir, nesse caso. Garanta, ao contratar um web designer, que sua loja possua bom suporte para telemóveis e outros dispositivos, como tablets.

Versões otimizadas para telemóvel não são apenas uma “mais-valia”, mas sim uma obrigação

6. Atendimento no e-commerce

Sites de e-commerce ainda geram imensa desconfiança no público português. A razão é muito simples: a maioria deles possui pouco ou nenhum atendimento. É preciso dispor de linhas telefónicas de atendimento, canais via e-mail que realmente funcionem e sistemas de atendimento imediato, por chats e sistemas de mensagens, como o Whatsapp ou Facebook Messenger. Especialmente clientes que acedem vossos serviços e produtos em telemóveis precisam de atenção imediata.

7. SEO

Explicaremos mais a fundo esse tópico em outros artigos, mas o SEO é algo fundamental em lojas online. A otimização para mecanismos de busca é o que faz com que seu site apareça de forma mais frequente para o público e seja de facto encontrado por possíveis clientes quando estes buscam por palavras que têm a ver com vossos produtos. O SEO é um conjunto de técnicas relacionadas ao marketing digital, e colocar sites em linha com esses parâmetros exige algum investimento. Soluções “home made” ou “low cost” podem custar o sucesso de seu negócio.