Estratégia

Estratégia é melhor que anúncios

Fórmula de Lançamento, cirandas de marketing digital, vendas no “automático”… tudo isso soa maravilhoso, mas se ganhar dinheiro ou fazer negócio fosse como sentar-se e ler o jornal, nenhum de nós sairia de casa todas as manhãs. O mercado digital trouxe oportunidades fenomenais e mudou completamente a economia, e anúncios online fizeram com que pequenos negócios pudessem rivalizar com grandes em algumas frentes. Ainda assim, não se engane:

ESTRATÉGIA É MELHOR QUE ANÚNCIOS… SEMPRE

Toda gente hoje investe euros e mais euros em Google Ads e Facebook Ads. De uns quantos euros aqui, para conseguir mais “gostos”, até outros tantos euros ali, para aumentar as visitas, gasta-se muito. O pequeno empresário enxergou no marketing digital a possibilidade de divulgar seu negócio para toda gente sem sair de casa, mas esqueceu de calcular o quão mais caro cada cliente que bate à sua porta se tornou.

Estratégia – o que vender?

Já reparou que as maiores lojas online do planeta costumam a dar destaque para alguns poucos itens em suas chamadas, campanhas e landing pages? Não é por acaso. A questão é que o varejo online repete a vida, e não raro 80% dos itens nem chegam a responder por 20% da faturação. Assim sendo, melhor meter seu foco nos produtos que de facto estão a vender do que enfiar dinheiro em campanhas genéricas do Facebook ou Google Ads.

Empresas de Portugal já aderiram aos ads digitais, mas o fazem sem qualquer critério, o que reflete apenas em gastos e não resultados.

Estratégia – design não é gosto

Ou melhor, não é o gosto do empresário e sim o dos clientes. A grande maioria dos pequenos empresários ainda confunde suas preferências pessoais com o caráter ou necessidade de seus negócios. A consequência são websites, e-mails e peças gráficas de talhos que lembram oficinas mecânicas, de centros de formação que lembram talhos e de oficinas mecânicas que lembram salões de beleza.

Ao atender o gosto pessoal e iludir o cliente, essas empresas atentam contra sua própria imagem e terminam por não resultar, fechando as portas eventualmente. Pode parecer exagero, mas mesmo as maiores empresas do mundo já passaram por reformulações de design e marca em função de decisões de cunho pessoal de donos e acionistas. O público não perdoa – se a sua imagem não tem significado ou não transmite confiança, clientes vão ter noutro sítio.

Estratégia – o dobro do esforço não é o dobro do lucro

Máquinas de vendas e fórmulas automatizadas… infelizmente, o mundo real não é tão matemático quanto se quer supor. Meter o dobro de investimento em publicidade não resulta necessariamente no dobro de vendas e, certamente, não resultará no dobro dos lucros. Isso porque, por mais que queiramos acreditar que clientes são todos iguais, não é o que ocorre. A estratégia substitui a matemática no marketing, digital ou não, e não raramente, é possível lucrar o dobro com METADE do esforço.

Não há lugar para suposições no meio digital – mas já deveríamos sabê-lo, pois no mundo “offline” também não há espaço para tal.

Qual a conclusão?

Tudo isso quer dizer apenas uma coisa: antes de enfiar dinheiro suado em Google Ads ou campanhas sem critério algum, sente-se, analise, ouça clientes e parceiros e trace seus planos e estratégias. Mesmo quando gastos impulsivos em marketing resultam de algo, os números não planeados podem levar a conclusões distorcidas, que colocadas à frente poderão ameaçar até mesmo a saúde financeira da sua empresa.

RGPD

GDPR e WordPress – o que esperar das próximas versões

O WordPress é o sistema de CMS mais popular do mundo… de longe. Com milhares de programadores em sua comunidade, novas versões sempre visam não apenas introduzir novas funcionalidades, mas corrigir defeitos, falhas de segurança e também alinhar o software às necessidades legais e protocolares.

O GDPR, o Regulamento Geral de Proteção de Dados, vem causando certo terror. Justificadamente, devemos dizer. Isso porque, convenhamos, as entidades que serão responsáveis pela fiscalização – e consequente e eventual aplicação de multas – não demonstram possuir domínio amplo a respeito dos patamares das tecnologias hoje utilizadas. Exigir compliance parece fácil quando barreiras técnicas e dificuldades processuais são completamente ignoradas.

GDPR e WordPress – o que está a acontecer nos bastidores?

Dezenas de plugins, patches e soluções estão a surgir. Grande parte não soluciona problema algum, outro tanto delas simplesmente atende a um ou a outro aspeto da nova norma. A verdade é que a solução para a questão do GDPR se dará, inevitavelmente, em partes e sob um processo contínuo de alinhamento e aprimoramento.

Mas, como dizíamos, o WordPress é hoje o CMS mais popular do mundo. E como tal, parecia impossível que sua comunidade não preocupasse a respeito da questão da nova lei europeia. A verdade, de facto, é que estão todos a trabalhar noites a fio para lidar com a situação. A próxima versão do WordPress, a versão 4.9.6, deverá adicionar um submenu à aba de “Opções” no backoffice. Ali constará uma aba de “Privacidade”, que inclusive deverá possuir a automatização para um texto de política de privacidade sugerido.

Na aba “Ferramentas”, a versão provavelmente contará com dois submenus – um para permitir a exportação de dados dos usuários que o requisitarem e outra ainda para garantir a possibilidade de remoção de dados (sob o exigido pelo “Direito a Ser Esquecido”, que consta no GDPR). Testámos a versão beta e ainda há inconsistências no funcionamento dessas novas ferramentas, o que deverá, contudo, ser solucionado até a data limite para entrada da lei em vigor.

GDPR e WordPress – por que é tão desafiador?

A nova regra do GDPR não implica em implementações simples, como era o caso do “Cookie Law”. Não basta ali meter apenas um botão ao canto e está tudo pronto. Se analisarmos sob o ponto de vista da comunicação online e do desenvolvimento e progresso dos negócios na web, o GDPR é sim extremamente negativo. É como se, de repente, trouxéssemos toda a morosidade das conservatórias para um ambiente que parecia estar a funcionar muito bem sem que nele mexessem.

Mas é lei – e embora isso implique em algumas escolhas, não aderir não é uma delas. Sob os ditames do GDPR, empresas a manter sites e sistemas em WordPress e outras plataformas têm de desenvolver funcionalidades e ferramentas que, minimamente, possam permitir:

  1. Que usuários e clientes corrijam ou peçam correção, transfiram ou migrem seus dados, possam apagar definitivamente seus perfis e dados e tenham um contacto sempre disponível para reclamações ou apontamentos.
  2. Que usuários optem ou não por estar sob a influência de cookies quando visitam os sites. Apenas avisar que os usa não mais é suficiente. O problema? Praticamente toda a aplicação ou ferramenta online

GDPR e WordPress – como lidar daqui para frente?

O WordPress é o CMS que mais rapidamente evolui e oferece ferramentas e plugins, vindos de uma imensa comunidade. Não desesperar é uma boa forma de começar. A flexibilidade do WordPress em termos de adaptações e reprogramações é um marco, e bastará programadores capazes para que sites possam ser ajustados até coincidir com as normas do GDPR. O prazo da entrada da lei em vigor está próximo – mas ainda há muito o regulamentar e, em termos práticos, muito ainda está por definir.

Para aqueles que já querem antecipar seus trabalhos, tenham de possuir um DPO ou não, sejam grandes ou pequenas empresas, podem estabelecer algumas prioridades em seus websites:

  • Comunicados e avisos mais claros ao usuário, com opções de saída ou não aceite visíveis
  • Melhorias na política de privacidade e detalhamento dos processos internos do site, ferramentas usadas e dados armazenados
  • Cuidados maiores com a segurança dos dados – backups em servidores, firewalls, ferramentas de encriptação
  • Um design mais intuitivo, que seja claro ao usuário e não tente enganá-lo em termos do que pode ou não esperar do conteúdo ali contido e do que é ou não feito com seus dados e informações a respeito de sua visita ao site

 

RGPD

GDPR – algumas ferramentas para preparar-se melhor

A MeuPPT, junto com seus parceiros, tem trabalhado em soluções para lidar com os desafios da adaptação do GDPR. Nossas soluções estão principalmente focadas, mas não apenas, no WordPress. Entretanto, outros desenvolvedores também vêm colocando no mercado plugins, scripts e serviços rápidos para lidar com o GDPR – e que não limitam-se apenas ao falatório que estão a propagar aqui e ali.

Há soluções para WordPress e outros sistemas – algumas delas bastante baratas e que lidam com parte dos inconvenientes das novas regras, especialmente no caso de pequenos sites e empresas.

GDPR – Plugins para WordPress

Em qualquer caso, é preciso avaliar funcionalidades e o que há de mudar. Nenhum plugin dispensa uma boa análise de seu website e processos de tráfego e armazenamento de dados, mas algumas obrigações dos webmasters e empresas com sites na internet serão globais. Para esses casos, há alguns plugins já em funcionamento. Nós mesmos já estamos a oferecer algum auxílio para nossos leitores usuários de WordPress, mais especificamente de lojas em WooCommerce, com um plugin que oferece algumas funcionalidades ligadas ao GDPR, à segurança e privacidade de dados.

Ultimate GDPR Compliance Toolkit for WordPress

Plugin para WordPress com diversas funcionalidades que ajudam a lidar com o GDPR. Desde o “rights to be forgotten”, passando pela política de cookies e privacidade e assessorando na emissão de relatórios e notificações sobre brechas de segurança. Hoje um dos plugins mais bem servidos para o GDPR e com um preço relativamente acessível, de cerca de € 35.

GDPR WordPress


 

GDPR – Módulos para Prestashop

O Prestashop é outro sistema de CMS para lojas online bastante usado na Europa e no mundo. Há já alguns sistemas desenvolvidos para lidar com a questão do GDPR. No caso de lojas online, que lidam com dados por vezes sensíveis de clientes e alimentam newsletters e similares, adaptações ao GDPR podem ser ainda mais urgentes do que no caso de sites em WordPress.

GDPR PRO – Complete EU compliant integration

Em nossa análise, um plugin um pouco mais fraquinho. Embora cumpra os itens que promete, oferece algumas funcionalidades incompletas e esparsas – parece-nos que não está 100% desenvolvido para já. No entanto, oferece promessas de atualizações que parecem estar a ser cumpridas e é uma opção para testes nesse caso.

GDPR WordPress


 

GDPR – Grandes Empresas

Muitas grandes empresas terão custos realmente grandes com o compliance ao GDPR. Desde a contratação ou nomeação de um DPO, o profissional que responsabilizar-se-á por atender às normas, até a emissão de relatórios e documentos sem fim, que terão de ser constantemente atualizados. Nesses casos, não há muito plugin ou módulo que resolva a questão.

No entanto, algumas empresas começam a oferece softwares online que auxiliam o tracking e gestão de toda essa documentação (onde há burocratas, há novas oportunidades de fazer dinheiro com plataformas que facilitem a papelada). A inglesa GDPR Portal é um exemplo disso – embora com uma aplicação online que em muitos aspetos parece ainda somente razoável, conta com boa estrutura, excelente tutoriais em vídeo e uma lógica que parece realmente facilitar o trabalho de um DPO e o compliance para grandes empresas e processadores de dados.

web design

Por que fugir de “soluções próprias” em web design?

No começo da década de 1980, havia dezenas de microcomputadores a disputar mercado. Apple, IBM-PC, MSX, ZX Spectrum, Commodore 64, CP-400, Sinclair… a lista parecia infindável. Cada um deles possuía processador e arquitetura próprios, uma linguagem particular e softwares que eram exclusivos para uso em suas respetivas plataformas. Hoje, trinta e poucos anos depois, apenas dois deles permanecem.

Por que todos os outros se foram?

A questão é que, para o usuário, o fato de utilizar máquinas que não possam “dialogar” com sistemas de seu vizinho, amigos ou colegas, torna essas máquinas completamente inúteis. No mundo da internet, a capacidade de intercomunicação dos computadores tornou-se ainda mais vital. Documentos e ficheiros são compartilhados por todo lado e até mesmo atualizados por mais de uma pessoa, e portanto precisam seguir um mesmo padrão.

Os padrões, nesse caso, seguiram adiante com as plataformas que possuíam melhor suporte e manutenção, mais segurança, porte e escalabilidade. Em outras palavras: aquelas que eram mais bem feitas. O mesmo ocorreu com softwares nos anos 1990, incluindo navegadores de internet. O benchmark é estabelecido por uma série de razões – e aqueles que permanecem fora dele correm o risco de ser esquecidos e ultrapassados.

Que isso tem a ver com web design?

Toda essa longa história para chegar ao web design. Na era atual, centenas de plataformas para organização de conteúdo e criação de websites foram criadas e difundidas. Algumas delas sequer chegaram a ter algum destaque, outras tiveram seu auge e logo em seguida declínio. A questão é que, mesmo no momento atual, no qual benchmarks já foram estabelecidos, ainda há aqueles que operam na banda obsoleta do web design.

Como clientes, é difícil perceber quando nos deparamos com algo completamente ultrapassado. Contudo, ter em mente aquilo que está realmente em alta e uso na internet dos dias de hoje pode ser útil. Em primeiro lugar, há que se diferenciar conteúdo estático do dinámico. Para quem não sabe a diferença, ela é, na verdade, bastante simples:

  • Sites de conteúdo estático são aqueles criados em HTML para visualização, cujo conteúdo inserido não varia ou não pode ser atualizado e inserido por qualquer espécie de sistema. Nessas páginas estáticas, alterações no conteúdo têm de ser feitas a partir dos próprios ficheiros HTML.
  • Quando o conteúdo é dinámico, o HTML é apenas uma espécie de “modelo”. Esse esqueleto formado pelo HTML recebe um conteúdo enviado por uma aplicação que roda em um servidor. Esse tipo de sistema geralmente opera em duas frentes: a primeira delas, o frontend, ou seja, a própria visualização para o usuário. O segundo é o backend – uma plataforma a partir da qual o proprietário do site insere e altera o conteúdo, que é dinamicamente inserido nos modelos HTML.

Em termos de frontend, ambos os sites possuem características semelhantes: uma estrutura construída em HTML, uma formatação feita a partir de ficheiros ou instruções CSS e efeitos e interações produzidos a partir de rotinas em Javascript. Quando têm-se um conteúdo dinámico, no entanto, esses modelos de frontend são “recheados” com conteúdo que é enviado a partir de um servidor, geralmente com o uso de sistemas programados em PHP e outras linguagens, os chamados CMS (Content Management Systems).

Como identificar “soluções próprias” em frontend?

Montar modelos HTML ou sites em HTML para exibição estática exige, nos dias de hoje, toneladas de estilos em CSS e rotinas Javascript para eventos como a abertura de pop-ups, processamento de formulários, animações e outros. “Soluções próprias”, nesse caso, são projetos construídos geralmente do zero, sem seguir qualquer padrão, boas práticas ou sistemas mais universais. O grande problema, além do grau de confiabilidade dos web designers que operam assim, é a falta de “diálogo” com outros sistemas.

Quando projetamos um website que utiliza modelos, frameworks e estilos mais universais, isso permite que outros designers possam operar igualmente o website, que atualizações possam ser feitas de maneira simples e que melhores práticas seguidas por web designers de todo o mundo estejam presentes em seu site. O CSS é parte importante desse processo de padronização, o que geralmente implica no uso de frameworks com amplo suporte e adesão no mercado:

  • Twitter Bootstrap
  • ZURB Foundation
  • Bulma
  • Semantic UI

Fora a grande adesão, todos esses frameworks possuem uma documentação. Isso quer dizer que qualquer outro profissional que venha a lidar com o website (inclusive seu dono, caso pretenda meter-se em programação e design) será capaz de perceber o que ali foi feito. Quando a “solução própria” aparece, quem quer que venha a mexer com o site no futuro estará em maus bocados.

Finalmente, esses sistemas são modernos. Todos estão em versões adiantadas, e evoluíram conforme a própria web evoluiu, adicionando com o tempo funcionalidades técnicas para uso e aplicação em mobile, compatibilização com navegadores, inserção de novas tecnologias e outros.

Soluções próprias muitas vezes não utilizam tais modelos. Isso não implica necessariamente num trabalho ruim, porém cria certa dificuldade para que novos ou outros profissionais lidem com o conteúdo e layout no futuro. Além disso, esses frameworks são constantemente atualizados e aprimorados por uma comunidade de dezenas de milhares de profissionais – o mesmo não se pode dizer de layouts criados a partir de modelos próprios, sem padronização ou avanço conforme melhores práticas do web design.

Como identificar “soluções próprias” em backend?

Para simplificar: o dito “backend” é basicamente a parte na qual os proprietários do site utilizam seu login para efetuar mudanças, inserir conteúdo, instalar aplicações e funcionalidades e outros. Todos os sistemas de CMS ou e-commerce possuem uma plataforma de backend. WordPress, Drupal, Magento, Moodle – todos possuem uma área na qual o dono de um website é capaz de gerenciar seus recursos principais.

cms

Sistemas de gestão de sites desenvolvidos como “soluções próprias” geralmente parecem algo improvisado e não atentam para necessidades do usuário e de UI.

Essas áreas de administração são pensadas no sentido de facilitar a operação do website por pessoas que não são especialistas ou informáticos. Por anos, versões foram sendo avaliadas, aprimoradas, criticadas, de forma a alterar e evoluir ferramentas que hoje permitem que praticamente qualquer um efetue mudanças quase que totais em seu website. No time das soluções próprias, contudo, temos muitas vezes plataformas de inserção de conteúdo improvisadas, não testadas, que utilizam modelos não amigáveis e são destituídas de qualquer óptica do usuário.

Muitos argumentam a respeito da “segurança”, como forma de justificar a criação de plataformas próprias improvisadas em lugar de sistemas como o do WordPress. O engano não poderia ser maior: todo código possui falhas e brechas que podem ser exploradas, mas apenas aqueles em constante atualização podem ser considerados seguros. É simplesmente difícil acreditar que uma plataforma mantida por milhares de programadores e com mais de uma década de sucesso seja “menos segura” do que um website construído em meses por dois ou três programadores de vinte e tantos anos.

cms

Áreas de administração como a do WordPress são pensadas sob a óptica do usuário, mas ainda assim permitem interação para desenvolvedores e programadores.

As soluções próprias são facilmente identificáveis, mesmo na fase de proposta por parte dos criadores e programadores. Para identificá-las (e delas fugir), o empresário pode atentar nos seguintes tópicos:

  • Necessidade de “contactar” com os desenvolvedores quando novos conteúdos precisam de ser incluídos
  • Cobranças de taxas de “manutenção” que não incluem qualquer serviço (o que é irónico, pois todos os CMS de sucesso no mercado são open source, gratuitos e possuem manutenção frequente… sem cobrar um cêntimo para tal)
  • Plataformas de login e acesso sem qualidade visual e amigabilidade para o operador

Há ainda o argumento do preço. Alguns desenvolvedores afirmam a clientes que criar sites em sistemas como o WordPress é algo “caro”. Bem, quando compra-se plugins e temas para qualquer ajuste ou acerto no site, realmente o WordPress torna-se dispendioso. No entanto, se são eles programadores, cabe a pergunta: por que estão a instalar módulos prontos para tudo quando os podiam desenvolver?

O caminho da solução própria aponta, em geral, para sites sem possibilidade futura de evolução, sem liberdade de operação para as empresas e com suporte zero em termos de segurança. Em situações como a entrada em vigor das regras do GDPR europeu, eles podem se tornar inclusive uma bomba-relógio.

 

Woocommerce gdpr

WooCommerce – o box de termos e condições no checkout

O Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) trará, em breve, necessidades imensas de segurança na web. Mas não é só isso: para muitas empresas (principalmente aquelas de e-commerce, que usam plataformas como o WooCommerce), é nos detalhes que problemas aparecerão e coimas farão sombra e ameaça a uma antes rentável atividade online.

Muitos dos plugins, temas e sistemas utilizados – tanto para WordPress e WooCommerce, como tratamos aqui, quanto para outras plataformas, simplesmente trazem muitas opções. Configurações que não mais acabam e dificuldades em flexibilizar-se a novos parâmetros, nesse caso a norma. (Leia até o final e confira nosso plugin WooCommerce GDPR Basics).

O WooCommerce é uma plataforma maravilhosa de vendas online, com imensa flexibilidade e funcionalidades poderosas, mesmo sem contar plugins e extensões. Entretanto, alguns detalhes simples podem deixar uma loja bem preparada à mercê de multas e punições. Como funcionalidade nativa, o WooCommerce permite ao administrador de um site colocar, no sopé da página de checkout, uma caixa de clicar na qual o usuário precisa assinalar, para que siga adiante.

Essa caixa pode ainda ser vinculada, em seu texto, a qualquer página existente do WordPress – a sugestão é meter um link para uma página de política de privacidade ou termos e condições, na qual todo tipo de informação a ser cobrada pelo RGPD, no futuro, tenha explícito consentimento do usuário.

De qualquer modo, as configurações do próprio WooCommerce dão conta de inserir de forma automatizada a caixa de seleção. Há, ainda assim, um único problema: quando o cliente clica e dá seu consentimento através do botão, ele passa à faturação na loja – contudo seu consentimento não é guardado pelo sistema. Ou seja, o usuário concede sua concordância com as condições, porém o empresário não guarda qualquer prova digital datada desse consentimento.

GDPR ou RGPD – é preciso resolver problemas

A grande maioria das formações e consultorias que vêm se multiplicando no entorno do novo regulamento europeu certamente apontará esse problema. Contudo, para além de dizer o que está errado, provavelmente não será oferecido um modo simples de contornar o inconveniente.

Woocommerce gdpr

Ferramenta e código simples permite que o consentimento do cliente seja armazenado na própria encomenda – expresso e com data.

Como falamos, o WooCommerce é um plugin poderoso e, principalmente, flexível e amigável a customizações e ao desenvolvimento de extensões e add-ons. Tendo isso dito, a MeuPPT resolveu oferecer um plugin simples. Começamos por atacar esse simples inconveniente nesse plugin, com duas simples configurações:

  1. Permitir ao proprietário de uma loja em WooCommerce guardar o registo do consentimento do cliente – que passa a figurar, datado, no registo da encomenda efetuada.
  2. Permitir que o mesmo registo seja enviado por e-mail para o respetivo cliente, uma vez confirmada sua encomenda.

Com esses dois simples passos, talvez economizemos para si algumas horas de programação ou sugestões que dariam voltas sem parar para chegar ao mesmo ponto. Claro que ainda é cedo: novos problemas surgirão. E, desde agora, estaremos sempre nos propondo a oferecer respostas simples – o RGPD ou GDPR pode ser importante, mas para o cotidiano do já exigido empresário médio, é apenas mais um grande problema com o qual terá de lidar.

woocommerce Gdpr basics 1.1.0

Transfira agora a versão 1.1.0 do plugin WooCommerce GDPR Basics, resolva seu problema conforme apontado no texto e aguarde por atualizações e novidades.

Bitcoins

Por que NÃO aceitámos Bitcoins?

É raro ainda no mercado português, porém o mercado brasileiro vem sendo inundado por operadores e corretores de Bitcoins. Alguns clientes, face a essa nova tendência, já nos hão perguntado: por que NÃO aceitam Bitcoins?

Há duas respostas diferentes para tal questão. Para brasileiros, o argumento é um, mas para portugueses é outro completamente distinto. Porém, antes que nos caia o mundo sobre as cabeças, vale lembrar: não somos de forma alguma contra a inovação e a tecnologia.

Aceitar Bitcoins – carroça à frente dos burros

Por sermos uma empresa voltada ao campo tecnológico e à web, parece estranho dizer tal coisa. Mas a verdade é que, especialmente no caso do mercado português, aceitar Bitcoins é colocar a carroça à frente dos burros.

Somos um empresa atualmente sediada em Viana do Castelo. Ao caminhar pelas ruas, pede-se averiguar que quase 50% dos comércios sequer aceitam pagamentos em Multibanco. Solicitadores, contabilistas e órgãos públicos, conservatórias e lotarias – apenas aceitam pagamentos em dinheiro vivo.

Quando seguimos para o ramo de serviços, as possibilidades de pagamento variam um tanto, porém há um factor relevante: são pouquíssimos os prestadores que utilizam soluções tecnológicas em cobranças e movimentações. Não se usa PayPal, nem mesmo soluções de cámbio de moedas online. Gateways de pagamento são usados por lojas online em Portugal, alguns deles inclusive nacionais e bem estruturados. Contudo, exigências burocráticas ainda os obrigam a cumprir um processo lento e moroso para habilitar ferramentas de pagamento – envio de contratos firmados em papel, cópias de documentos, ligações e até visitas físicas.

Em relação à facilidade existente com o PayPal em mercados como o norte-americano, trata-se de um absurdo. A verdade é que estamos agora a absorver e acostumarmos com métodos de pagamento online e sistemas informáticos de controlo e gestão de finanças (que não softwares obsoletos e “instalados” em nossas máquinas).

Com tudo isso ainda em curso ou por resolver, aceitar-se Bitcoins seria como querer descobrir a lâmpada antes do fogo.

Aceitar Bitcoins – mercado em oscilação

Produtos e serviços possuem determinado preço e, principalmente, custos que são assumidos por aqueles que os oferecem. O Bitcoin é uma moeda virtual cujo nível de oscilação torna a prestação de serviços ou venda de produtos uma verdadeira aposta de caráter financeiro. Sim, poderá auferir mais do que realmente cobrou por determinado produto, porém há chances equivalentes de não cobrir custos.

Um negócio de pequeno ou médio porte não pode atrelar sua faturação a instrumentos financeiros cuja oscilação reproduza ativos financeiros de renda variável. A lógica de aquisição de insumos e quitação de impostos e taxas para um negócio mais pequeno impedem que o seu caixa esteja submetido a operação consideradas de risco. A despeito dos ganhos prometidos pelo atual mercado de criptomoedas, ao submeter faturação direta e presente, um empresário pode tornar excelentes meses de vendas em períodos amargos de prejuízos.

Aceitar Bitcoins – uso restrito

A parte majoritária do mercado contemporáneo de Bitcoins e outras criptomoedas está ligado a investimentos financeiros, corretoras e compra e venda de moedas outras. Pouquíssimas são as empresas que já aceitam a moeda virtual como forma de pagamento, mesmo entre gigantes de tecnologia. Google, Facebook, Amazon e tantos outros não o aceitam ainda – o que torna necessária a conversão da moeda para dólar ou euro, por exemplo, para que valores de fato venham a ser utilizados.

Novamente, uma pequena empresa não pode dar-se ao luxo de operar com ativos de relativa ou baixa liquidez, sob riscos de falhar ao recolher seus impostos ou pagar seus próprios fornecedores.

Aceitar Bitcoins – relativamente fiável

As transações realizadas dentro do ambiente do Bitcoin são autênticas e confiáveis, embora o mesmo não se possa dizer de todas as corretoras e startups que permitem o ingresso nesse mercado. Para lidar com Bitcoins, é preciso constituir carteiras virtuais que operam transações com a moeda e registam valores e saldos. Episódios em todo o mundo mostram que, ainda que as transações em si sejam legítimas, ainda há imensos casos de corretoras que “somem” com carteiras de seus clientes.

Ademais, o Bitcoin e outras criptomoedas ainda operam em uma “área cinza” no que se refere a governos. Poucos são os governos em todo o mundo que já dispõem de regulamentação clara para operações com a moeda e tantos outros ainda refutam um reconhecimento oficial a tal mercado. No tocante a Portugal, ainda teremos provavelmente um par de anos até que se torne mais clara a situação.

live chat grátis

Live chat grátis em seu website – por que utilizar?

Os live chats estão na “moda”. Contudo, acredite: há bons motivos para usar um live chat em seu website. Há opções gratuitas e pagas ou mesmo possibilidades de criar e desenvolver chats do zero com frameworks e sistemas para desenvolvimento. De qualquer modo, não se trata de apenas mais uma “mania” em websites.

O live chat é uma ferramenta de contacto, especialmente de primeiro contacto. Os clientes, cada vez mais, buscam comunicação com empresas por canais com os quais estão acostumados. O live chat lembra bastante aplicações de mensagens, como o Whatsapp ou o Facebook Messenger, e por isso atrai cada vez mais a clientela em busca de informações.

Se não sabe ainda o que é um live chat, basta lembrar de qualquer website que ofereça, geralmente no canto inferior direito, um botão ou campo para contactar um vendedor ou alguém do suporte ao cliente. Ali, é possível falar em tempo real com atendentes, pelo menos em horário comercial. Longe de ser mais uma “incrementada” em sites, o live chat oferece um canal de atendimento com o qual o cliente se sente mais confortável e, geralmente, consegue respostas de forma mais rápida.

Live chat – estatísticas que comprovam

Não se trata de “achismo”. O live chat desponta hoje como um dos canais de comunicação com o cliente que mais cresce. O telefone e o e-mail continuarão a existir, especialmente como suportes e complementos, porém perdem rapidamente espaço para a nova ferramenta.

Quando se trata de tecnologia, é preciso primeiro olhar para o mercado norte-americano. Daí por diante pode-se traçar tendências a serem quase que certamente seguidas em escala global. No caso dos Live Chat, as principais consultorias norte-americanas e empresas de marketing digital possuem estatísticas reveladoras.

63% dos usuários

Afirmam que retornam muito mais frequentemente em websites que oferecem algum tipo de contacto via live chat ou similar. Do mesmo modo, 73% das avaliações positivas a atendimentos vêm de avaliações feitas por clientes atendidos por chat.

Alguns estudos norte-americanos ainda apontam que a grande maioria dos clientes com dúvidas – 77% deles – acabam não realizando qualquer compra quando o website não oferece atendimento via live chat. Embora enviem suas dúvidas por outros canais, acabam nunca adquirindo produtos e serviços. Contudo, o aspeto mais interessante dessas pesquisas é aquele avaliado, por exemplo, pela BoldChat. Clientes afirmam preferir o live chat por uma série de razões, mas em sua maioria por três fatores principais:

  1. Perguntas são respondidas no mesmo instante
  2. É possível questionar enquanto se realiza outra tarefa
  3. É visto como mais eficiente do que outros meios de comunicação

Live chat – ferramentas

O Tawk.to é uma ferramenta realmente gratuita – oferece o básico em termos de live chat e funciona bem, mesmo em telemóveis. Porém, se busca organização melhor ou recursos sofisticados, não se trata da melhor opção. A plataforma é apenas razoável e integrações são possíveis com quase todos os programas, mas exigem algum domínio de desenvolvimento e programação.

A nossa opção de eleição é sem dúvida o fenomenal Jivochat. Há um plano gratuito, para empresas mais pequenas, que pode ser elevado e aprimorado à medida que cresçam as solicitações de clientes. O processo de inclusão no website é simples e facílimo, a customização igualmente descomplicada e o sistema de acompanhamento e atendimento para os operadores excelente. O app que permite o atendimento ao chat à distância é leve e roda bem em qualquer telemóvel.

live chat

Jivochat – leve, simples, rápido e roda em qualquer website, além de possuir excelente app para controlo e atendimento à distância.

Outra ferramenta com poderosos recursos é o Live Chat Inc. Apesar de não possuir uma versão necessariamente gratuita, permite testes sem custos de 30 dias e oferece recursos de organização e controlo muito mais sofisticadas que alguns rivais. Para empresas com mais movimento ou sistemas de e-commerce, talvez uma opção melhor em lugar de chats gratuitos.

 

Page Builders para Wordpress - Divi

7 page builders para WordPress em análise

A grande maioria dos temas atuais para WordPress possui ferramentas para que o usuário construa suas páginas e posts. Esses são os famosos page builders. Alguns deles possuem recursos que tornam os temas praticamente acessórios, enquanto outros funcionam bem com determinados temas específicos.

Há hoje diversos page builders para WordPress excelentes. Alguns funcionam bem em qualquer situação, outros nem tanto, mas a maioria deles possui versões gratuitas razoáveis. Em alguns casos, vale inclusive adquirir as versões premium, especialmente para quem quer caprichar no visual e no marketing de seu website.

Ainda assim, alguns page builders para WordPress vendem uma facilidade, mas são demasiado complicados de usar. Alguns vendem dinámica, porém são lentos para carregar e criam problemas de velocidade no próprio site. Avaliamos os pontos positivos e negativos de 8 dos page builders para WordPress mais populares da atualidade, e temos o nosso vencedor. Lembre-se, contudo, que nossa análise é feita sob a óptica do utilizador, e não do designer ou programador.

Alguns builders podem ser excelentes para quem cria websites por profissão, mas não é isso que quisemos avaliar aqui. Queremos indicar a melhor opção para quem não vive de web design, mas precisa dele para viver e vender.

Page Builders para WordPress – Elementor

O Elementor é um page builder para WordPress relativamente novo. Sua versão gratuita já é bastante poderosa e possui opção para edição profunda das páginas. A despeito do tema que esteja a utilizar, é possível criar landing pages e páginas completamente diferentes e personalizadas, ou por outro lado seguir o design que já existe. O Elementor possui, entretanto, um pequeno inconveniente: a depender do modo que as páginas são montadas, a visualização torna-se bastante confusa em dispositivos móveis.

Elementor Page Builder para WordPress

Ainda assim, a ferramenta é razoavelmente rápida e muito poderosa. Há, inclusive, algumas extensões e add-ons gratuitos que podem ser encontrados no diretório de plugins do WordPress. Ao utilizar o Elementor, ressaltamos como aspetos mais positivos:

  • Óptimo banco de layouts gratuitos prontos que podem ser carregados dentro da própria ferramenta
  • Lógica de arrastar e soltar simples e fácil de entender
  • Configurações detalhadas de cada elemento individualmente falando
  • Atualizações frequentes e novidades de quando em quando

Page Builders para WordPress – Visual Composer

Os temas pagos do Themeforest usam com enorme frequência essa ferramenta, em sua versão premium, geralmente. O Visual Composer é bastante rico e dinâmico, e talvez seja o editor com a maior riqueza e variedade de módulos para construção de páginas. Contudo, é um pouco complicado de “montar”, com módulos e botões de opções aqui e ali, linhas, colunas, módulos e semimódulos…

Visual Composer - page builders para WordPress

Quando a página é mais extensa, o usuário praticamente se perde. A foto acima mostra uma listagem dos módulos existentes, mas quando temos a página montada essa confusão do ecrã fica ainda mais difícil de compreender para quem não está acostumado. Ainda assim, é uma ferramenta veloz e bastante versátil, mesmo considerando a versão para download grátis presente no site da marca. Em nível de utilização, podemos ressaltar, como principais qualidades do Visual Composer:

  • Variedade e riqueza de módulos
  • Edição em backend e frontend
  • Extensões boas existentes, porém pagas
  • Presente na maioria dos temas pagos de hoje em dia
  • Facilidade para criar módulos e layouts próprios e reutilizá-los

Page Builders para WordPress – Divi

O Divi Builder, da Elegant Themes, é um dos builders mais populares da atualidade para WordPress. Ele realmente é capaz de criar páginas e sites complexos com relativa facilidade. Como o exemplo anterior, o número de módulos disponibilizados é, sem dúvida, um ponto positivo. Entretanto, o Divi Builder não possui versão gratuita. Para aceder ao plugin, é preciso assinar o serviço da Elegant Themes – o preço é razoável, de US$ 89 por ano.

Page Builders para WordPress - Divi

A interface do builder é uma das melhores do mercado, mas a ausência de ferramentas de edição claras em frontend dificulta um pouco a visualização das alterações que vão sendo feitas. Atualmente na versão 3, o Divi anteriormente possuía uma série de problemas de compatibilidade, que em sua maioria foram resolvidos. Entretanto, embora a marca não divulgue, há ainda problemas em relação a temas mais antiquados.

Page Builders para WordPress – Site Origin

Também bastante popular, especialmente pela grande compatibilidade, o Page Builder Plugin da Site Origin é uma ferramenta razoável. Produz bom visual e possui vários módulos e funcionalidades, além de uma série de add-ons que podem ser encontrados entre os plugins do WordPress.

Em termos de interface, contudo, é bastante pobre. Consiste basicamente num “empilhado” de caixas na área de edição dos posts e páginas. Com o acúmulo de módulos em uma mesma página, a operação torna-se difícil e confusa, para não dizer quase impossível. Apesar disso, possui alguns modelos e oferece possibilidades que podem fazer a diferença no layout. A versão gratuita oferece limitações, porém tem o pacote básico em dia.

Em termos de opção gratuita, contudo, dificilmente equipara-se a plugins mais visuais e ricos, como o Elementor ou o Motopress Content Editor.

Page Builders para WordPress – Themify

O Themify possui uma versão Lite gratuita, com algumas limitações. Em geral, possui interface e operação razoáveis, mas não é um editor bom em termos técnicos. Possui erros que são aparentes, especialmente em alguns temas e, caso haja desativação do plugin por qualquer razão, desaparece completamente o conteúdo. Em termos de design, para além da aparência, há uma série de práticas desatualizadas em código e no que tange ao próprio comportamento dos módulos.

Talvez a interface o leve a considerar o Themify uma boa opção, mas para além disso, será melhor optar por outros dos editores gratuitos deste post.

Page Builders para WordPress – King Composer

Poucos ainda falam desse builder, relativamente recente, mas a verdade é que tem tudo para tornar-se um dos melhores e mais populares para WordPress em pouco tempo. O King Composer possui uma versão gratuita, já poderosa, e outra paga, a partir de um pagamento único de 39 dólares. A interface é bonita e parecida com a já conhecida do Visual Composer. Contudo, há duas grandes vantagens no King Composer: o fato de possuir boa interface para edição em backend e frontend, e sua óptima velocidade.

Além disso, ao contrário de muitas outras ferramentas, o King Composer oferece um teste em tempo real a partir de seu website. Assim, o usuário pode avaliar a ferramenta em funcionamento, tanto para backend quanto para frontend, antes mesmo de efetuar a transferência do plugin. Se ainda não optou por outra ferramenta ou seu tema não possui um builder específico, vale o teste.

Page Builders para WordPress – Motopress

O Motopress Content Editor talvez não disponha do número infindável de módulos do Divi ou Visual Composer. Entretanto, possui uma vantagem essencial que o torna, para nós, a melhor das ferramentas aqui listadas: a simplicidade. Fácil de usar e operar, sem inúmeras opções que não fazem qualquer sentido para quem não é web designer e com algumas extensões gratuitas existentes.

O Motopress Content Editor é compatível com a grande maioria dos temas e roda mesmo em versões mais antigas do WordPress. Mesmo após a edição, permite também facilidade de alterações de código para designers e programadores, o que torna a ferramenta um ponto médio perfeito entre um builder para leigos e um builder para profissionais. Não há excessos e a ferramenta concentra-se no necessário, possuindo também um editor que REALMENTE é visual, poupando o usuário de perder horas em tutoriais.

Mesmo a versão gratuita já oferece poder suficiente para montar belas páginas, mas o preço da versão premium também não é nada absurdo: 29 dólares pagos uma única vez.

cpanel

Como escolher um host – o que é cPanel?

Talvez já tenha ouvido falar. Entretanto, o que é cPanel, afinal?

Alguns serviços de alojamento web, hospedagem e hosting dizem, aos quatro ventos, incluir “cPanel” em seus planos de hosting compartilhado. A verdade é que, incluído ou não, o cPanel é um atributo raramente buscado por empresas e usuários na hora de contratar um serviço de alojamento. E diga-se de passagem: deveriam estar a prestar mais atenção a isso…

Como escolher um host – o que é cPanel?

O cPanel é um sistema que permite o gerenciamento de um alojamento ou hospedagem compartilhada. Para compreender mais a fundo, é preciso entender antes como são geridos e configurados os planos de shared hosting. Essa configuração ocorre em alguns diferentes níveis, dois, três ou até mesmo quatro deles. Para quem utiliza-se de planos de alojamento e hospedagem compartilhada, interessam quatro níveis de controlo:

  1. O servidor, ou seja, o computador em si no qual o alojamento compartilhado está alocado
  2. O sistema de controle e gerenciamento do servidor, no caso de planos de revenda ou VPS
  3. O painel de controlo do alojamento
  4. O website em si

O nível 2 de controlo apenas existe quando contratam-se planos que possibilitem a revenda de alojamento compartilhado a terceiros, ou ainda planos de VPS, ou “Virtual Private Server”. Este último é, grosso modo, uma alocação de espaço em um servidor, como o hosting compartilhado. Entretanto, opera como um servidor independente, permitindo total liberdade de configuração da máquina.

Tela cpanel

Ecrã base do cPanel. Ferramentas acessíveis e facilidade de operação do alojamento.

Assim sendo, para a grande maioria das empresas, restam os níveis 3 e 4 como sendo aqueles nos quais um website é, de fato, operado. O nível 3 é, em geral, administrado pelo dito cPanel. Esse sistema é padrão e utilizado no mundo inteiro. Alguns serviços de alojamento utilizam “soluções próprias” ao invés do cPanel. Um aspeto aqui: soluções que alcançam um padrão no mundo têm razões para tal. Dificilmente soluções próprias apresentam melhorias em relação a esse sistema – na maioria dos casos, trata-se meramente de economia descabida do alojamento, deixando de gastar com licenças para fornecer os cPanel para seus clientes.

O que o cPanel controla?

O cPanel controla tudo o que há para controlar em um plano de hospedagem compartilhada, à exceção da parte financeira e de faturação. A partir do cPanel, pode-se controlar:

  • A criação e gestão de novas contas de e-mail
  • Os diretórios nos quais estão os ficheiros do próprio website
  • Bases de dados, usuários e inclusive ações na base de dados realizadas em SQL
  • Configurações de segurança, filtros de e-mail, autoresponders e afins
  • Certificados SSL
  • Instalações de sistemas de CMS, LMS e similares, dentre eles WordPress, Joomla, Moodle, Opencart e tantos mais
  • Versões do Apache e PHP
  • Backups e restauros de ficheiros e pastas
  • Cron jobs
  • Zonas DNS e redirecionamentos
  • Domínios e subdomínios
  • Palavras-passe e acessos
  • Logs e registos de erros

Claro, a depender do plano ou condições oferecidas por cada empresa de alojamento, o cPanel pode incluir ou não alguns dos módulos. Porém, de modo universal, tudo o que se pode fazer em um hosting como cliente pode ser administrado a partir dessa plataforma. Soluções ditas “próprias” muitas vezes barram ou impedem o acesso a alguns recursos.

Como escolher um host – instalações facilitadas

A maioria dos cPanel hoje oferecidos por serviços de hosting vêm com uma plataforma que facilita a instalação de sistemas de CMS. O chamado Softaculous oferece mais de 400 aplicações que podem ser instaladas rapidamente, o que evita que se configure bases de dados e instalações manualmente. Entretanto, as versões oferecidas muitas vezes não são as mais recentes – no caso de alguns sistemas, se possível, é sempre melhor contar com apoio profissional, mesmo com a ferramenta de instalação facilitada.

Em resumo, o cPanel permite a praticamente qualquer um lidar com a operação de um alojamento web. Outras soluções o permitem, mas geralmente privam o usuário de recursos que são importantes no dia a dia de um website e da gestão de e-mails. Antes de contratar um serviço de hosting, convém sempre perguntar ao suporte, caso a informação não esteja explícita, se o cPanel é ou não oferecido como ferramenta.

 

 

Moodle

Como melhorar sua formação no Moodle

Sempre estamos atentos às perguntas de nossos clientes e parceiros. Com base nelas, efetuamos pesquisas ou definimos nossas estratégias de conteúdo e de desenvolvimento. Recentemente, alguns clientes em Portugal buscaram mais informações a respeito de formações sob a plataforma do Moodle.

Antes de mais nada, o Moodle é uma plataforma gratuita e open source de LMS. Essa sigla significa “Learning Management System”, ou “sistema de gestão de aprendizagem”. Grosso modo, o Moodle funciona como um sistema sobre o qual construímos um site de cursos e formações. Ele possui e gerencia bancos de dados que guardam registos de alunos, conteúdo de disciplinas, ferramentas de avaliação, exercícios e testes, além de possibilitar ao proprietário a gestão disso tudo em uma área do administrador.

Módulos e plugins desse sistema adicionam mais ferramentas, e permitem que sejam construídas plataformas de e-learning sofisticadas a um custo baixo. A “facilidade” de instalação e programação, com uma plataforma baseada em PHP e com poucas exigências quanto ao alojamento (pode rodar em hosting compartilhado sem grandes problemas) tornou a plataforma muito popular em Portugal.

E então, em conversas com nossos clientes, descobrimos uma grande insatisfação em relação ao Moodle: a falta de usabilidade da plataforma e pobreza dos recursos visuais e de navegação.

 

Tema University

University – tema responsivo para Moodle. Grande destaque fica por conta do editor visual para páginas, uma funcionalidade que cria formas mais eficazes de desenvolver formações.

 

Tema New Learning

Tema New Learning – um excelente suporte para outros idiomas e boas ferramentas de customização de código. Um tema mais flexível para quem percebe de desenvolvimento web e frontend.

 

Tema Mont Blanc

Mont Blanc é um tema Moodle bonito e funcional. Sua boa plataforma e design o tornam indicado para aqueles que querem uma plataforma mais moderna, sem ter de meter-se demais em códigos e customizações.

 

Formação Moodle – por que sites de e-learning são “feios”?

Dois de nossos clientes fizeram tal pergunta. A questão procede, mas a explicação é muito simples. Toda plataforma open source de gestão de conteúdo é “feia”. Por essa razão, precisamos adquirir, incluir ou desenvolver temas e templates para operar sobre elas. Os temas ou templates são a “cara” da nossa plataforma para o usuário. Bancos de dados seguem na mesma, porém a visualização dos dados e informações ocorre com um visual melhorado.

Quem possui um site em WordPress, ou Joomla, Drupal, ou mesmo lojas online em plataformas como o Opencart, o Shopify ou Magento, sabe que temas são essenciais. Sem os temas, ainda é possível gerenciar e guardar toda a informação e conteúdo em um website, porém a apresentação é nada mais do que um amontoado de textos e imagens, sem padrões, configurações ou layout.

O Moodle, como outros sistemas de gestão de conteúdo, possui um tema standard, que já está activo assim que a plataforma é instalada. A partir desse tema standard, algumas configurações de visual e customizações são possíveis, mas ou dão trabalho demasiado ou não revertem em um resultado satisfatório.

Assim sendo, o Moodle ou sites de e-learning não são “feios”. Contudo, como ocorre com websites e aplicações online, é preciso investir o mínimo para que a apresentação e o layout possuam um resultado mais intuitivo e bonito. E há, basicamente, duas formas de fazê-lo:

  1. Contratando empresas de consultoria ou serviços de web design que possuam familiaridade com a plataforma
  2. Adquirindo temas pré-prontos, que permitam flexibilidade e customização, mas sem necessidade de operar códigos ou programar

Há um par de consultorias recomendadas pelo próprio Moodle em Portugal e mais uma série delas na Europa e, ainda que poucos sejam eles, há temas que podem ser adquiridos para dar uma “cara” melhor à plataforma. O site Themeforest oferece alguns bons temas para o caso, como os mostrados a seguir.

Formação Moodle – quando o barato começa a ser caro

Pois bem. O Moodle em si é, de fato, uma plataforma LMS gratuita e open source. Dito isso, há pelo menos cinco motivos que tornam o Moodle uma opção cara e problemática, além do já mencionado visual inicialmente pobre:

  1. Configurar e instalar o Moodle não é uma tarefa tão fácil quanto parece e, portanto, exige mão-de-obra especializada
  2. Atualizações e patches de segurança podem com facilidade por todo o sistema abaixo – o que exige novamente informáticos especializados
  3. Sistemas de cobrança e a integração com plataformas de pagamento e faturação são um tormento
  4. O Moodle funciona bem com um pequeno número de formações e limitado número de usuários, mas começa a criar problemas com a escalabilidade do negócio
  5. A plataforma não parece evoluir no mesmo passo de outras tecnologias, o que a coloca em risco de obsolescência nos próximos anos

A grande verdade é que, mesmo grátis, uma plataforma como o Moodle exige investimentos frequentes e, em dado momento, possui limitações que podem exigir integrações ou modificações realmente desafiadoras do ponto de vista técnico. Ainda é possível criar algumas alternativas e sofisticações com o uso de plugins e módulos.

Formação Moodle – módulos e plugins para desenvolver a plataforma

Aqui entra um fator impactante numa instalação Moodle. Em dado momento, necessidades em seu sistema de formação podem exigir o uso de extensões, plugins ou módulos – alguns deles existentes e outros a serem desenvolvidos. Nessa etapa, contudo, provavelmente será necessário investir. Há módulos pagos para o Moodle capazes de implementar novas funções e ferramentas. Longe de possuir um volume imenso de plugins, como o WordPress, por exemplo, talvez seja preciso desenvolver algumas ferramentas do zero.

De qualquer maneira, alguns módulos e plugins menos conhecidos do Moodle podem oferecer alternativas para sofisticação de forma mais rápida, com gastos pelo menos previsíveis. Há muitas opções gratuitas no diretório do plugins do Moodle, porém módulos e integrações mais avançados, como o IntelliBoard, por exemplo, podem custar milhares de euros ao ano.

Formação Moodle – há alternativas?

Sim. Discutiremos mais adiante algumas alternativas de sistemas para plataformas de formação online e b-learning. Há ferramentas excelentes para uso no WordPress, alguns sistemas similares ao Moodle e, para quem precisa de rapidez, ferramentas “prontas” na nuvem, para assinatura ou aquisição. Em um próximo artigo, falaremos mais profundamente de todas essas alternativas.

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