“Sistemas próprios” para websites – cuidado

Há imensas maneiras de se construir um website nos dias de hoje. A mais utilizada, sem dúvida, é a aplicação dos chamados CMS – Content Management Systems. O mais popular deles, de forma disparada, é o WordPress.

O WordPress é um sistema construído a partir do PHP, como o Drupal, o Joomla e o Moodle. Estima-se que mais de metade dos websites no mundo hoje utilizem o WordPress como base. A despeito de vantagens e desvantagens existentes na plataforma, não há dúvidas de que, dentro da comunidade de informáticos, o WordPress é o sistema que mais possui profissionais capacitados, ferramentas e plugins disponíveis – gratuitamente e de forma paga.

Teoria conspiratória

Em Portugal, mas também em outros países, uma legião de agências e informáticos depõem contra o uso do WordPress na construção de websites e sistemas. Segundo eles, há vários motivos para não usar a ferramenta. O mais apontado é em geral a segurança, mas falam também em “problemas” na gestão, falta de possibilidades de customização e, agora com o RGPD, não alinhamento com as requisições legais. Em resumo, podemos trabalhar isto em tópicos:

  1. O WordPress é uma plataforma em constante desenvolvimento por uma comunidade de centenas de milhares de desenvolvedores em todo o mundo há 15 anos. Nestes anos, melhorias de segurança, aprimoramentos da plataforma e atualizações em relação a novas versões do PHP, do Apache e requisições do mercado têm ocorrido de forma semanal, senão diária.
  2. O WordPress é MAIS SEGURO do que qualquer outra solução construída por agências e websites ditos “de raiz”. Todas as maiores soluções de segurança digital no mundo possuem ferramentas e integrações para o WordPress, o que não ocorre nas soluções próprias.
  3. Com o seu código TOTALMENTE ABERTO, o WordPress é mais customizável do que qualquer outra plataforma. A customização pode tanto ocorrer a nível programático, realizada por web designers e desenvolvedores, quanto com o uso de temas e plugins gratuitos ou pagos – e isto pode ser feito pelos proprietários do site, mesmo sem conhecimento técnico (e isso JAMAIS ocorre com websites “de raiz”).
  4. Como é usada e livre para modificações, a plataforma é de conhecimento da grande maioria dos informáticos que atuam com o PHP e de web designers em geral. Em outras palavras, o proprietário do site não fica REFÉM de uma agência ou de desenvolvedores.
  5. O backoffice atual é resultado de 15 anos de estudos e melhorias realizadas a partir de solicitações e observações dos próprios usuários – deste modo é dispensável falar que oferecerá sempre uma solução mais amigável do que qualquer backoffice desenvolvido “à medida”. Além disso, o backoffice também possui código aberto e poderá sempre ser modificado.
  6. As possibilidades do WordPress vão muito além da construção de simples blogues e websites – pode-se hoje desenvolver lojas online, plataformas de ensino, sistemas de integração com plataformas de faturação e CRM e tudo mais que se possa querer.

O uso do WordPress é um benchmark mundial. Grandes marcas possuem lojas na plataforma. Entidades governamentais, como a Casa Branca americana, utilizam-se do sistema. Aparentemente, se há problemas de segurança tão graves, só há duas possibilidades aqui: ou o informático da agência ali ao lado está errado, ou ele saberá mais do que a grande maioria dos experts mundiais em segurança digital.

Falta de transparência

Não há mal nenhum em um informático preferir outra solução que não o WordPress para o desenvolvimento de sites e ferramentas para os seus clientes. O problema começa quando há falta de transparência e desvios de conduta da parte do profissional. Desconfie dos profissionais dispostos a criticar plataformas que tenham virado referência de mercado. A referência de mercado garante boa assistência, facilidade de uso e manutenção e profissionais capacitados. Então, por que há informáticos a dizer o contrário? Bem, há três razões principais:

  1. Muitas das empresas e agências possuem convénios com soluções ou sistemas “prontos” para websites. Basta ver que, em muitos dos portfólios dessas agências, todos os sites têm basicamente a mesma cara.
  2. Apesar de ser uma plataforma mundialmente reconhecida e de código aberto em PHP, exige conhecimentos de programação em PHP e do manual técnico do WordPress – e nem toda a gente possui tal know-how.
  3. A sua empresa poderá tornar-se uma fonte de avenças infinitas para essas agências, caso venha a desenvolver um site “de raiz” nas soluções proprietárias dessas empresas. Ou seja, um novo REFÉM.

Como ocorre em outras áreas de conhecimento, a informática possui sempre novidades a aparecer. Fechar os olhos para o novo é burrice, mas ao mesmo tempo, negar aquilo que é o ponto pacífico entre especialistas do mundo inteiro será uma burrice ainda maior. Pode-se sempre, é claro, ainda optar por soluções de raiz, mas antes de embarcar numa delas, vale perguntar a si mesmo: será o meu informático melhor do que cem mil outros que estão a dizer o oposto?

qr codes

5 razões para eliminar QR codes dos negócios

O empresário português, por alguma razão específica, adorou a cena dos QR codes. Metem em todo lado, querem de qualquer modo nos cartões de visita, em panfletos, banners, catálogos. A aparente aderência à inovação esconde uma visão equivocada do que é tecnologia – e ignora problemas óbvios de usabilidade no que concerne aos QR codes.

Toda a tecnologia que resulta necessariamente precisa de simplificar ou facilitar a vida dos seus usuários. Não fosse assim, ainda estaríamos a telegrafar ou conduzir viaturas movidas a vapor. A inovação que resulta sempre economiza recursos (entre eles o tempo), transforma processos longos em processos mais simples e com menos etapas e cria conforto e facilidade para os seus usuários.

Elimine os QR codes – estética

Primeiramente falemos de estética. Ao contrário dos códigos de barras tradicionais – que grosso modo são capazes de caber em qualquer tipo de design, embalagem ou contexto – QR codes são o que chamamos de “intrusivos”. Seu formato não permite muita modificação e, por conta do método de leitura, precisam de ter um tamanho mínimo.

qr codes

Sejamos francos – bonito ele de facto não é.

Vamos admitir a realidade: QR codes são simplesmente feios. E, além de feios, precisam ser minimamente grandes e interferir no design para que resultem em sua função inicial. Pode-se argumentar que isso é “conversa de designer”, mas quando temos a maioria esmagadora dos profissionais de uma mesma área a renegar determinado conceito ou elemento, há ali alguma coisa de errado.

Elimine os QR codes – inutilidade

Há sim uma série de informações que se pode agregar a um QR code. Contudo, um número limitado de informações. Para os defensores da tecnologia, parece o “máximo” que possamos simplesmente aceder a um link ou número de telefone ao apontar o telemóvel para o objeto.

A cena em si é realmente bastante forte, mas se analisamos cuidadosamente a realidade dos factos, chegamos à conclusão de que essa visão é um tanto romântica. A verdade é que, mesmo após fixar o telemóvel nos QR codes e aceder a um link, alguns usuários descobrem algo que não estavam a buscar ou mostra-se inútil em seu dispositivo. Por exemplo, QR codes que apontam para sites que não são responsivos, ou simplesmente QR codes que apontam números de telefone para que o cliente ligue, quando na verdade esse gostava de enviar um e-mail.

As complicações e frustrações relacionadas às informações de facto contidas nos QR codes tornam estes inúteis para a maioria daqueles que utilizam a tecnologia – e o número dos que realmente chegam a usar o código para algo, acredite, é muito menor do que esperamos que seja.

QR codes

Se é preciso explicar esse tanto apenas para que o usuário SAIBA como ler o código, é porque não está a resultar.

Elimine os QR codes – estatísticas mentirosas

O marketing em QR codes, como todo outro tipo de marketing, usa estatísticas aparentemente espetaculares, mas divulgadas às empresas pela metade. O empresariado português ainda acredita que o produto “físico” é o principal canal de comunicação com o público: daí a coqueluche dos QR codes e também dos autocolantes em viaturas e carrinhas. A verdade é que, se consideramos a proporção de retorno dos QR codes, toda a fé que se empresta a essa tecnologia vai por terra.

A Kellog’s, de cereais, lançou uma campanha do produto Crunchy Nut em 2011. As caixas do cereal traziam um QR code impresso que, quando lido, apontava para um vídeo da campanha. A marca comemorou os quase 40 mil views conseguidos com a campanha. No entanto, embora o número pareça impressionar, tal estatística ignora dois factos relevantes:

  1. Foram vendidas, no mesmo ano, quase 10 milhões de caixas do produto. Isso significa que menos de 0,004% dos compradores de facto se dispuseram a ler o QR code impresso na caixa.
  2. Um volume de 40 mil views em determinado vídeo, para uma marca desse poderio, é na realidade bastante baixo e aquém das expectativas.

Elimine os QR codes – e o RGPD?

Pois bem – a questão do RGPD obriga empresas a alertar e informar usuários a respeito do rastreio que estejam a fazer ou dos dados que estão a ser recolhidos, bem como o uso que será feito dessas informações. Mas como recolher consentimento claro a partir de um QR codes? Quererá mesmo o usuário que aponta para o código ser rastreado em relação à sua localização, dispositivo utilizado, IP, etc?

Ainda não há grande discussão sobre o assunto, porém o QR code pode se tornar, além de intrusivo e antiestético, um motivo para coimas ou punições. A interpretação é bastante vaga nesse caso, mas uma coisa é certa e líquida – quem quer que esteja a aceder um link por meio da leitura de um QR code não sabe quais dos seus dados e comportamentos estão a ser monitorados.

Elimine os QR codes – é só apontar!

Nada é mais mentiroso do que a suposta “facilidade” do processo de leitura de um QR code. Ainda que alguns telemóveis mais modernos tragam softwares em suas câmeras já configurados para a leitura dos códigos, há que se considerar alguns aspetos adicionais:

  1. Muito pouca gente possui tais telemóveis com leitura de QR codes “built-in”. Por quê? Simples: eles são os mais caros e modernos, com preços que facilmente excedem um ordenado mínimo em Portugal.
  2. Mesmo dentro daquele grupo de pessoas que possui um telemóvel com tal capacidade, é mínimo o número delas que SABE que seu aparelho possui tal recurso.
  3. Ok, a pessoa possui um telemóvel com o recurso e sabe disso. Agora, contudo, ela ainda precisará curvar-se, esticar os braços, aproximar-se da peça publicitária com o QR code ou mesmo descer da sua viatura, para conseguir apontar direito o leitor para o código impresso nas traseiras da carrinha que está à frente.

As barreiras são imensas. E, lembre-se, os itens anteriores referem-se apenas àquelas pessoas que possuem aparelhos capazes de ler os códigos sem qualquer tipo de instalação ou configuração adicional. A verdade, por outro lado, é ainda mais desanimadora. Para a grande maioria dos usuários, o processo normal para leitura de um QR code envolve:

  1. Verificar a existência de uma rede wi-fi ou possuir banda 3G ou 4G para aceder à web.
  2. Transferir e instalar um app que faça a leitura do QR code.
  3. Abrir o app, após a instalação, e apontar a câmera para o código impresso.
  4. Esperar a leitura (e rezar para que o sinal de internet ainda exista) da informação contida no QR code.
  5. Aceder ao website da empresa do QR code (se esse for responsivo), enviar um e-mail (novamente, se houver internet) ou telefonar para o número lido a partir do código (e, claro, pagar por essa ligação).

Não é necessariamente um “erro” usar um QR code, mas o problema está exatamente em jamais considerar todas essas possibilidades antes de optar pelo uso de tal tecnologia. Sim, muitos especialistas consideram o QR code uma tecnologia já ultrapassada, que sequer conseguiu grande aderência junto ao público em algum momento. As novas fronteiras da chamada realidade aumentada deverão tornar o código algo completamente dispensável nos próximos anos, de modo que qualquer empresas deveria estar pelo menos a perguntar: vale a pena investir ou acreditar em tal expediente?

Ferramentas grátis para lidar com vetores

4 ferramentas grátis para lidar com vetores

Alternativas ao Adobe Illustrator, Sketch ou para criar e editar imagens e animações em SVG? Parece improvável, mas a verdade é que há inúmeros softwares e mesmo ferramentas online que podem ajudar.

Há muito, muito mesmo o que usar. Entretanto, algumas dessas ferramentas são muito pobres. Outras delas tão complexas que é preferível contratar alguém para fazer o serviço. Contudo, alguns sistemas podem ser úteis tanto para designers e web designers quanto desenvolvedores e programadores. E separámos algumas tão simples que podem ser usadas por qualquer um, para fins pessoais ou comerciais.


Ferramentas grátis para lidar com vetores – Vectr

O Vectr é uma ferramenta rápida, gratuita e moderna para lidar com vetores. Embora esteja longe de possuir os recursos avançados de um Adobe Illustrator ou mesmo do também gratuito Inkscape, tem uma plataforma mais simples e dedutível. Para aqueles que não são especialistas, pode ser a melhor opção atual. O Vectr ainda tem mais uma vantagem: pode ser baixado e instalado no computador, mas também é possível utilizá-lo online.

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Ferramentas grátis para lidar com vetores – Gravit

O Gravit é um sistema que funciona também na nuvem e é destinado a criar ilustrações. Possui uma plataforma rica e também moderna, embora tenha custos para que possam ser utilizados alguns recursos. O Gravit foi adquirido pela Corel, software house do famoso CorelDraw. Porém, ao contrário do CorelDraw, possui uma plataforma mais simples e dedutível. O Gravit pode ser uma boa opção para aqueles que já possuem algum conhecimento de ferramentas de ilustração digital, mas não procuram grande complexidade.

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Ferramentas grátis para lidar com vetores – Inkscape

O Inkscape é um software grátis para ilustração já bastante tradicional. Possui amplos recursos e rivaliza inclusive, nesse aspeto, com algumas ferramentas pagas. A plataforma e a interface, contudo, são bastante complicadas e não é possível lançar mão de muitos recursos sem formação ou estudo profundo dos manuais e tutoriais. Além disso, o Inkscape precisa ser instalado no computador. Para quem tem paciência, pode ser uma ferramenta brutal – mas se quer resultados rápidos, melhor apostar em outra.

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Ferramentas grátis para lidar com vetores – Vecteezy

O site de imagens e elementos vetoriais gratuitos Vecteezy também possui um editor online de SVG que dá conta de trabalhos simples. Para aqueles que têm apenas necessidades pontuais de edição e não querem meter-se com ferramentas avançadas de edição pode ser uma ótima opção. Rápido, simples e, embora com poucos recursos comparativamente, é bom para a edição de elementos SVG para uso na web.

Ferramentas gratuitas

Melhorar desempenho no PageSpeed – cache do navegador

O PageSpeed do Google é uma ferramenta online que mostra como e quão rápido um site é carregado. Entretanto, ele não apenas mede velocidade. O desempenho no PageSpeed leva em conta práticas mais eficazes de programação, um uso melhor de imagens e estilos e a qualidade do serviço de alojamento. Há empresas que prometem “atingir os 100”, mas a verdade é que a depender do website e do serviço de alojamento ou servidor, isso é bastante irreal.

É importante, contudo, manter os scores do PageSpeed razoáveis e, principalmente, resolver os problemas que são ali apontados pela ferramenta. Infelizmente, não é tarefa fácil resolvê-los todos e isso exige, em algumas circunstâncias, o uso de plugins e ferramentas adicionais no WordPress, ou conhecimento de programação mínimo. Em outros sistemas de CMS, o mesmo se aplica – Magento, Opencart, Drupal, Joomla e afins.

Desempenho no PageSpeed – uso de cache do navegador

Há diversas maneiras de utilizar o cache do navegador em websites. Esse cache serve para guardar alguns elementos e ficheiros carregados em sua página, assim quando entrar novamente nela, o browser apenas terá de carregar parte dos dados. Isso torna o site mais rápido e melhora o desempenho no PageSpeed. Entretanto, há alguns plugins de caching para WordPress que são muito pesados e acabam botando a perder os ganhos de velocidade. Outros são complicados e difíceis de lidar. Há ainda maneiras de ajustar o cache do navegador diretamente a partir do alojamento web ou servidor – mas isso é uma questão mais avançada.

POR MEIO DE PLUGINS

Há uma lista imensa de plugins de cache. Tente optar por um plugin simples e sem muitas configurações se não percebe muito de programação. Se tem mais vivência, poderá optar por plugins que sejam mais configuráveis – assim poderá arranjar os períodos de expiração do cache e melhorar ainda mais o desempenho. Dentre os plugins de cache, alguns são mais populares e têm melhores avaliações:

Há quem prefira uma solução mais profissional. Se possui um website com muito conteúdo, tem boa desenvoltura em configurações do WordPress e quer desempenho máximo, há plugins pagos de excelente qualidade e bom suporte. Na área de cache, um deles é o plugin da Borlabs. Além de cache, lida com problemas em bancos de dados, otimiza vários outros fatores que geram lentidão e erros e maximiza o desempenho no PageSpeed.

DIRETO NO SERVIDOR

Há como gerenciar e modular seu cache no navegador diretamente no servidor, por meio do ficheiro chamado .htaccess. Já abordamos esse tópico no artigo “7 maneiras de melhorar a velocidade no WordPress“. Esse tipo de abordagem deve ser realizada apenas por quem tem algum domínio não apenas de WordPress, mas de configurações Apache e de PHP. É preciso algum domínio de programação e cuidado na hora de realizar mudanças desse nível, que poderão afetar todo o desempenho do site e até tirá-lo do ar.

OFERECIDO PELO ALOJAMENTO

Há alguns alojamentos web que oferecem ferramentas próprias de geração de cache para melhorar a velocidade de um website. Há imensos tipos de cache e técnicas para realizá-los – alguns são gerados no browser e outros no próprio servidor. De um modo geral, serviços de host que oferecem soluções próprias de cache merecem atenção, porém é preciso questionar a respeito de como esses caches são configurados e, se possível, realizar testes com e sem as ferramentas para avaliar o desempenho.

 

 

WooCommerce RGPD All Around Notices

WooCommerce 3.4 – uma mão para o GDPR europeu em sua loja

Até agora o empresário que possui uma loja online a vender na Europa apenas teve motivos para preocupações e desespero em relação do GDPR europeu. Em Portugal, a falta de soluções locais do ponto de vista tecnológico (há imensas formações e explicações, mas pouca ferramenta) não abrandou o cenário de ansiedade. Entretanto, os desenvolvedores do WooCommerce, ferramenta de e-commerce mais popular do WordPress, resolveram de facto ajudar com a situação.

Se possui uma loja a rodar em WooCommerce, é recomendado que imediatamente migre para a última versão: atualmente a 3.4.1. Para aproveitar a inserção das ferramentas de privacidade, incluídas pelo próprio WordPress em sua versão 4.9.6, o WooCommerce agora traz a possibilidade de maior controlo sobre pedidos de encerramento de contas por usuário, com imensas opções nesse sentido.

A seção de “Contas e privacidade” do WooCommerce ainda permite aos gestores de lojas online uma série de outras definições, de grande utilidade para conformidade com as normas do GDPR europeu:

  • Configuração do tempo de retenção de dados de clientes e subscritos
  • Controlo sobre a exibição da política de privacidade, tanto na criação do perfil como na finalização das compras
  • Recolha de consentimentos do usuário no checkout (como falamos em outro post)

GDPR europeu – há mais alertas e avisos a colocar

Infelizmente, em alguns casos, lojas terão de meter avisos e alertas ao usuário em todo canto. A depender de que dados requisitam, de que plugins e cookies utilizam e mesmo de que tipo de serviço ou produto estão a vender, algumas lojas terão de meter textos em páginas de produtos, loja, carrinhos e afins. O WooCommerce é um plugin sofisticado, que permite a inserção de conteúdo em diversas partes de seus templates com comandos chamados “hooks“.

Contudo, convenhamos: quantos lojistas também são programadores? A menos que saibamos lidar com as APIs do WordPress e WooCommerce, tais comandos são inúteis. Pensando em facilitar e economizar os euros que empresários já estão a gastar com advogados, a MeuPPT, em parceria com a Bnext1, criou um simples plugin que adiciona mais um item ao menu do WooCommerce no backoffice do WordPress: WC RGPD Notices.

GDPR europeu – alertas “all around”

Foi exatamente esse nosso intuito: um plugin simples e fácil de operar que permitisse aos gestores de lojas meter avisos e alertas, inclusive com botões pré-configurados, em 24 diferentes posições nas páginas padrão do WooCommerce. Nas próximas versões, iremos incluir a possibilidade de também inserir avisos, alertas e links para páginas de Política de Privacidade nos e-mails enviados automaticamente pelo sistema do WooCommerce.

Criámos o plugin para quem NÃO é designer, e portanto há indicações visuais de onde cada posição selecionada irá corresponder nas páginas de Minha Conta, Carrinho, Checkout e Loja. As imagens mostram um pouco do aspeto do plugin na área de administração.

WooCommerce RGPD All Around Notices

WooCommerce RGPD All Around Notices

Nosso plugin é gratuito e foi testado para as mais recentes versões do WooCommerce e WordPress. Avisaremos sempre por meio do sistema de update do WordPress a respeito de melhorias e novas funcionalidades. Esperamos haver contribuído!

 

WOOCOMMERCE GDPR ALL AROUND NOTICES

Clique aqui para transferir a primeira versão estável do plugin – 1.0.6.

Browsers Alternativos

4 browsers alternativos em alta

O Google Chrome, há tempos, atingiu a condição de browser ou navegador mais utilizado na web mundial. Muitos ainda usam o Explorer, mesmo com seus problemas, e os mais “entendidos” preferem alguns outros, como o Firefox. Finalmente, usuários da Apple contam com o moderno Safari. Contudo, há como fugir dessas três opções? Há browsers alternativos que prestam?

A verdade é que todos esses navegadores possuem problemas (especialmente o Explorer, no tocante à compatibilidade). Além disso, são em geral pesados. Para quem prefere estar sempre a testar o novo, a dica é tentar alguns dos excelentes browsers alternativos que vêm surgindo no mercado.

Browsers alternativos – Vivaldi

O Vivaldi é um browser alternativo baseado no código do Chrome. Minimalista, fácil de usar e muito mais leve que seu “pai”, o Vivaldi possui ferramentas diversas e um apelo grande ao visual, à facilidade de navegação e a uma interface moderna, na qual tudo fica ao alcance do usuário todo o tempo. Um dos pontos mais fortes do Vivaldi é seu sistema de bookmarks e páginas já utilizadas. Ao contrário da maioria dos outros navegadores, que escondem históricos e bookmarks em barras e menus no topo, o Vivaldi possui várias formas de visualização desses links mais utilizados.

Browsers Alternativos

VIVALDI – sistema de bookmarks, links mais usados, notas associadas a páginas específicas da internet. Além de um bom browser, uma óptima ferramenta de pesquisa e anotação.

Browsers Alternativos

VIVALDI – ferramentas de customização e personalização do navegador para o usuário vão além das oferecidas como padrão por qualquer outro browser. Leves, permitem alta personalização sem a instalação de imensos add-ons.

O Vivaldi é o browser ideal para aqueles que possuem portáteis e computadores sem grande memória, porém valorizam aplicações que possam customizar e configurar do modo que desejam, sem complicações. Há atualizações frequentes também e suporte para diversos idiomas, entre eles o português.

PONTOS FORTES

  • Usabilidade
  • Facilidade de customização
  • Organização de links e páginas mais usadas
  • Leveza da instalação
  • Compatível com extensões do Chrome

Browsers Alternativos – Cliqz

O Cliqz é um browser igualmente baseado no código fonte do Chrome e, de certo modo, bastante rudimentar. Leve e dinámico, sua principal vantagem está no sistema de buscas poderoso e nativo, que faz dessa ferramenta excelente para alunos e estudantes, ou quem utiliza a internet principalmente como ferramenta de pesquisa e busca de links e referências. O ponto fraco é a ausência de um suporte para português, de momento.

Browsers Alternativos

CLIQZ – sistema nativo de buscas é uma ferramenta poderosa para aqueles que necessitam de usar a internet como fonte de pesquisa para trabalhos escolares ou universitários.

PONTOS FORTES

  • Leveza
  • Compatível com a maioria das extensões do Chrome
  • Facilidade de uso
  • Ferramenta de buscas própria
  • Privacidade mediana e segurança

Browsers Alternativos – Torch

O perfil do usuário determina o tipo de browser que deve ser usado. Com vistas a isso, o Torch é um browser criado para ajudar aqueles que utilizam a internet para aceder a múltiplos conteúdos multimédia – áudios, vídeos e os ditos torrents. Muitas das ferramentas para lidar com torrents e transferir dados e ficheiros dessa forma estão repletas de vírus e ameaças ao computador. O uso do Torch impede essa exposição.

Browsers Alternativos

TORCH – único navegador do mercado com uma ferramenta de transferência de torrents nativa, que evita a exposição a softwares maliciosos para lidar com esse tipo de tarefa.

O Torch possui um sistema de torrent próprio nativo, incluído no browser e que pode ser a qualquer tempo utilizado pelo usuário. Torrents podem ser ali baixados sem prejuízos ao que se esteja fazendo em outras abas, e sem estar expostos a links e softwares maliciosos. O ponto fraco do navegador é sua interface visual, bastante rudimentar e pouco caprichosa.

PONTOS FORTES

  • Grande suporte a ficheiros e conteúdo multimédia
  • Rapidez de instalação
  • Ferramenta nativa para baixar torrents

Browsers Alternativos – Epic

Bem, mas se sua intenção é uma navegação completamente privada e segura, talvez a melhor opção seja o Epic. Esse browser possui um sistema nativo de VPN que garante privacidade total. Segundo os desenvolvedores, ele é capaz de bloquear toda e qualquer tentativa de rastreamento, seja por cookies, scripts ou mesmo softwares maliciosos. Ao contrário do planeado pelo GDPR europeu, o Epic não apenas bloqueia cookies, mas também outras tentativas de rastreamento via HTML5, fingerprinting e mesmo qualquer tipo de reconhecimento de IP.

Browsers Alternativos

EPIC – um dos melhores em termos de privacidade, com VPN próprio, ferramentas de bloqueio a cookies e até mesmo a outros scripts e técnicas de rastreamento.

Em termos de desempenho, é um browser leve e possui muitas similaridades com o Tor, amplamente usado por hackers. No entanto, ao contrário de seu primo “hacker”, o Epic possui uma boa interface, amigável para o usuário comum.

PONTOS FORTES

  • Boa interface
  • Leveza
  • Privacidade
  • Bloqueio de rastreamento muito além de cookies
Estratégia

Estratégia é melhor que anúncios

Fórmula de Lançamento, cirandas de marketing digital, vendas no “automático”… tudo isso soa maravilhoso, mas se ganhar dinheiro ou fazer negócio fosse como sentar-se e ler o jornal, nenhum de nós sairia de casa todas as manhãs. O mercado digital trouxe oportunidades fenomenais e mudou completamente a economia, e anúncios online fizeram com que pequenos negócios pudessem rivalizar com grandes em algumas frentes. Ainda assim, não se engane:

ESTRATÉGIA É MELHOR QUE ANÚNCIOS… SEMPRE

Toda gente hoje investe euros e mais euros em Google Ads e Facebook Ads. De uns quantos euros aqui, para conseguir mais “gostos”, até outros tantos euros ali, para aumentar as visitas, gasta-se muito. O pequeno empresário enxergou no marketing digital a possibilidade de divulgar seu negócio para toda gente sem sair de casa, mas esqueceu de calcular o quão mais caro cada cliente que bate à sua porta se tornou.

Estratégia – o que vender?

Já reparou que as maiores lojas online do planeta costumam a dar destaque para alguns poucos itens em suas chamadas, campanhas e landing pages? Não é por acaso. A questão é que o varejo online repete a vida, e não raro 80% dos itens nem chegam a responder por 20% da faturação. Assim sendo, melhor meter seu foco nos produtos que de facto estão a vender do que enfiar dinheiro em campanhas genéricas do Facebook ou Google Ads.

Empresas de Portugal já aderiram aos ads digitais, mas o fazem sem qualquer critério, o que reflete apenas em gastos e não resultados.

Estratégia – design não é gosto

Ou melhor, não é o gosto do empresário e sim o dos clientes. A grande maioria dos pequenos empresários ainda confunde suas preferências pessoais com o caráter ou necessidade de seus negócios. A consequência são websites, e-mails e peças gráficas de talhos que lembram oficinas mecânicas, de centros de formação que lembram talhos e de oficinas mecânicas que lembram salões de beleza.

Ao atender o gosto pessoal e iludir o cliente, essas empresas atentam contra sua própria imagem e terminam por não resultar, fechando as portas eventualmente. Pode parecer exagero, mas mesmo as maiores empresas do mundo já passaram por reformulações de design e marca em função de decisões de cunho pessoal de donos e acionistas. O público não perdoa – se a sua imagem não tem significado ou não transmite confiança, clientes vão ter noutro sítio.

Estratégia – o dobro do esforço não é o dobro do lucro

Máquinas de vendas e fórmulas automatizadas… infelizmente, o mundo real não é tão matemático quanto se quer supor. Meter o dobro de investimento em publicidade não resulta necessariamente no dobro de vendas e, certamente, não resultará no dobro dos lucros. Isso porque, por mais que queiramos acreditar que clientes são todos iguais, não é o que ocorre. A estratégia substitui a matemática no marketing, digital ou não, e não raramente, é possível lucrar o dobro com METADE do esforço.

Não há lugar para suposições no meio digital – mas já deveríamos sabê-lo, pois no mundo “offline” também não há espaço para tal.

Qual a conclusão?

Tudo isso quer dizer apenas uma coisa: antes de enfiar dinheiro suado em Google Ads ou campanhas sem critério algum, sente-se, analise, ouça clientes e parceiros e trace seus planos e estratégias. Mesmo quando gastos impulsivos em marketing resultam de algo, os números não planeados podem levar a conclusões distorcidas, que colocadas à frente poderão ameaçar até mesmo a saúde financeira da sua empresa.

RGPD

GDPR e WordPress – o que esperar das próximas versões

O WordPress é o sistema de CMS mais popular do mundo… de longe. Com milhares de programadores em sua comunidade, novas versões sempre visam não apenas introduzir novas funcionalidades, mas corrigir defeitos, falhas de segurança e também alinhar o software às necessidades legais e protocolares.

O GDPR, o Regulamento Geral de Proteção de Dados, vem causando certo terror. Justificadamente, devemos dizer. Isso porque, convenhamos, as entidades que serão responsáveis pela fiscalização – e consequente e eventual aplicação de multas – não demonstram possuir domínio amplo a respeito dos patamares das tecnologias hoje utilizadas. Exigir compliance parece fácil quando barreiras técnicas e dificuldades processuais são completamente ignoradas.

GDPR e WordPress – o que está a acontecer nos bastidores?

Dezenas de plugins, patches e soluções estão a surgir. Grande parte não soluciona problema algum, outro tanto delas simplesmente atende a um ou a outro aspeto da nova norma. A verdade é que a solução para a questão do GDPR se dará, inevitavelmente, em partes e sob um processo contínuo de alinhamento e aprimoramento.

Mas, como dizíamos, o WordPress é hoje o CMS mais popular do mundo. E como tal, parecia impossível que sua comunidade não preocupasse a respeito da questão da nova lei europeia. A verdade, de facto, é que estão todos a trabalhar noites a fio para lidar com a situação. A próxima versão do WordPress, a versão 4.9.6, deverá adicionar um submenu à aba de “Opções” no backoffice. Ali constará uma aba de “Privacidade”, que inclusive deverá possuir a automatização para um texto de política de privacidade sugerido.

Na aba “Ferramentas”, a versão provavelmente contará com dois submenus – um para permitir a exportação de dados dos usuários que o requisitarem e outra ainda para garantir a possibilidade de remoção de dados (sob o exigido pelo “Direito a Ser Esquecido”, que consta no GDPR). Testámos a versão beta e ainda há inconsistências no funcionamento dessas novas ferramentas, o que deverá, contudo, ser solucionado até a data limite para entrada da lei em vigor.

GDPR e WordPress – por que é tão desafiador?

A nova regra do GDPR não implica em implementações simples, como era o caso do “Cookie Law”. Não basta ali meter apenas um botão ao canto e está tudo pronto. Se analisarmos sob o ponto de vista da comunicação online e do desenvolvimento e progresso dos negócios na web, o GDPR é sim extremamente negativo. É como se, de repente, trouxéssemos toda a morosidade das conservatórias para um ambiente que parecia estar a funcionar muito bem sem que nele mexessem.

Mas é lei – e embora isso implique em algumas escolhas, não aderir não é uma delas. Sob os ditames do GDPR, empresas a manter sites e sistemas em WordPress e outras plataformas têm de desenvolver funcionalidades e ferramentas que, minimamente, possam permitir:

  1. Que usuários e clientes corrijam ou peçam correção, transfiram ou migrem seus dados, possam apagar definitivamente seus perfis e dados e tenham um contacto sempre disponível para reclamações ou apontamentos.
  2. Que usuários optem ou não por estar sob a influência de cookies quando visitam os sites. Apenas avisar que os usa não mais é suficiente. O problema? Praticamente toda a aplicação ou ferramenta online

GDPR e WordPress – como lidar daqui para frente?

O WordPress é o CMS que mais rapidamente evolui e oferece ferramentas e plugins, vindos de uma imensa comunidade. Não desesperar é uma boa forma de começar. A flexibilidade do WordPress em termos de adaptações e reprogramações é um marco, e bastará programadores capazes para que sites possam ser ajustados até coincidir com as normas do GDPR. O prazo da entrada da lei em vigor está próximo – mas ainda há muito o regulamentar e, em termos práticos, muito ainda está por definir.

Para aqueles que já querem antecipar seus trabalhos, tenham de possuir um DPO ou não, sejam grandes ou pequenas empresas, podem estabelecer algumas prioridades em seus websites:

  • Comunicados e avisos mais claros ao usuário, com opções de saída ou não aceite visíveis
  • Melhorias na política de privacidade e detalhamento dos processos internos do site, ferramentas usadas e dados armazenados
  • Cuidados maiores com a segurança dos dados – backups em servidores, firewalls, ferramentas de encriptação
  • Um design mais intuitivo, que seja claro ao usuário e não tente enganá-lo em termos do que pode ou não esperar do conteúdo ali contido e do que é ou não feito com seus dados e informações a respeito de sua visita ao site

 

RGPD

GDPR – algumas ferramentas para preparar-se melhor

A MeuPPT, junto com seus parceiros, tem trabalhado em soluções para lidar com os desafios da adaptação do GDPR. Nossas soluções estão principalmente focadas, mas não apenas, no WordPress. Entretanto, outros desenvolvedores também vêm colocando no mercado plugins, scripts e serviços rápidos para lidar com o GDPR – e que não limitam-se apenas ao falatório que estão a propagar aqui e ali.

Há soluções para WordPress e outros sistemas – algumas delas bastante baratas e que lidam com parte dos inconvenientes das novas regras, especialmente no caso de pequenos sites e empresas.

GDPR – Plugins para WordPress

Em qualquer caso, é preciso avaliar funcionalidades e o que há de mudar. Nenhum plugin dispensa uma boa análise de seu website e processos de tráfego e armazenamento de dados, mas algumas obrigações dos webmasters e empresas com sites na internet serão globais. Para esses casos, há alguns plugins já em funcionamento. Nós mesmos já estamos a oferecer algum auxílio para nossos leitores usuários de WordPress, mais especificamente de lojas em WooCommerce, com um plugin que oferece algumas funcionalidades ligadas ao GDPR, à segurança e privacidade de dados.

Ultimate GDPR Compliance Toolkit for WordPress

Plugin para WordPress com diversas funcionalidades que ajudam a lidar com o GDPR. Desde o “rights to be forgotten”, passando pela política de cookies e privacidade e assessorando na emissão de relatórios e notificações sobre brechas de segurança. Hoje um dos plugins mais bem servidos para o GDPR e com um preço relativamente acessível, de cerca de € 35.

GDPR WordPress

GDPR Compliance & Cookie Consent WordPress Plugin

Opção um pouco mais em conta e com boas avaliações, parece abarcar a maioria dos aspetos do GDPR para WordPress. Embora mais fácil de instalar e utilizar que o plugin anterior, exige configurações e pode dar algum trabalho para aqueles que ainda não percebem muito bem a nova norma.

gdpr europeu

 


 

GDPR – Módulos para Prestashop

O Prestashop é outro sistema de CMS para lojas online bastante usado na Europa e no mundo. Há já alguns sistemas desenvolvidos para lidar com a questão do GDPR. No caso de lojas online, que lidam com dados por vezes sensíveis de clientes e alimentam newsletters e similares, adaptações ao GDPR podem ser ainda mais urgentes do que no caso de sites em WordPress.

GDPR PRO – Complete EU compliant integration

Em nossa análise, um plugin um pouco mais fraquinho. Embora cumpra os itens que promete, oferece algumas funcionalidades incompletas e esparsas – parece-nos que não está 100% desenvolvido para já. No entanto, oferece promessas de atualizações que parecem estar a ser cumpridas e é uma opção para testes nesse caso.

GDPR WordPress


 

GDPR – Grandes Empresas

Muitas grandes empresas terão custos realmente grandes com o compliance ao GDPR. Desde a contratação ou nomeação de um DPO, o profissional que responsabilizar-se-á por atender às normas, até a emissão de relatórios e documentos sem fim, que terão de ser constantemente atualizados. Nesses casos, não há muito plugin ou módulo que resolva a questão.

No entanto, algumas empresas começam a oferece softwares online que auxiliam o tracking e gestão de toda essa documentação (onde há burocratas, há novas oportunidades de fazer dinheiro com plataformas que facilitem a papelada). A inglesa GDPR Portal é um exemplo disso – embora com uma aplicação online que em muitos aspetos parece ainda somente razoável, conta com boa estrutura, excelente tutoriais em vídeo e uma lógica que parece realmente facilitar o trabalho de um DPO e o compliance para grandes empresas e processadores de dados.

web design

Por que fugir de “soluções próprias” em web design?

No começo da década de 1980, havia dezenas de microcomputadores a disputar mercado. Apple, IBM-PC, MSX, ZX Spectrum, Commodore 64, CP-400, Sinclair… a lista parecia infindável. Cada um deles possuía processador e arquitetura próprios, uma linguagem particular e softwares que eram exclusivos para uso em suas respetivas plataformas. Hoje, trinta e poucos anos depois, apenas dois deles permanecem.

Por que todos os outros se foram?

A questão é que, para o usuário, o fato de utilizar máquinas que não possam “dialogar” com sistemas de seu vizinho, amigos ou colegas, torna essas máquinas completamente inúteis. No mundo da internet, a capacidade de intercomunicação dos computadores tornou-se ainda mais vital. Documentos e ficheiros são compartilhados por todo lado e até mesmo atualizados por mais de uma pessoa, e portanto precisam seguir um mesmo padrão.

Os padrões, nesse caso, seguiram adiante com as plataformas que possuíam melhor suporte e manutenção, mais segurança, porte e escalabilidade. Em outras palavras: aquelas que eram mais bem feitas. O mesmo ocorreu com softwares nos anos 1990, incluindo navegadores de internet. O benchmark é estabelecido por uma série de razões – e aqueles que permanecem fora dele correm o risco de ser esquecidos e ultrapassados.

Que isso tem a ver com web design?

Toda essa longa história para chegar ao web design. Na era atual, centenas de plataformas para organização de conteúdo e criação de websites foram criadas e difundidas. Algumas delas sequer chegaram a ter algum destaque, outras tiveram seu auge e logo em seguida declínio. A questão é que, mesmo no momento atual, no qual benchmarks já foram estabelecidos, ainda há aqueles que operam na banda obsoleta do web design.

Como clientes, é difícil perceber quando nos deparamos com algo completamente ultrapassado. Contudo, ter em mente aquilo que está realmente em alta e uso na internet dos dias de hoje pode ser útil. Em primeiro lugar, há que se diferenciar conteúdo estático do dinámico. Para quem não sabe a diferença, ela é, na verdade, bastante simples:

  • Sites de conteúdo estático são aqueles criados em HTML para visualização, cujo conteúdo inserido não varia ou não pode ser atualizado e inserido por qualquer espécie de sistema. Nessas páginas estáticas, alterações no conteúdo têm de ser feitas a partir dos próprios ficheiros HTML.
  • Quando o conteúdo é dinámico, o HTML é apenas uma espécie de “modelo”. Esse esqueleto formado pelo HTML recebe um conteúdo enviado por uma aplicação que roda em um servidor. Esse tipo de sistema geralmente opera em duas frentes: a primeira delas, o frontend, ou seja, a própria visualização para o usuário. O segundo é o backend – uma plataforma a partir da qual o proprietário do site insere e altera o conteúdo, que é dinamicamente inserido nos modelos HTML.

Em termos de frontend, ambos os sites possuem características semelhantes: uma estrutura construída em HTML, uma formatação feita a partir de ficheiros ou instruções CSS e efeitos e interações produzidos a partir de rotinas em Javascript. Quando têm-se um conteúdo dinámico, no entanto, esses modelos de frontend são “recheados” com conteúdo que é enviado a partir de um servidor, geralmente com o uso de sistemas programados em PHP e outras linguagens, os chamados CMS (Content Management Systems).

Como identificar “soluções próprias” em frontend?

Montar modelos HTML ou sites em HTML para exibição estática exige, nos dias de hoje, toneladas de estilos em CSS e rotinas Javascript para eventos como a abertura de pop-ups, processamento de formulários, animações e outros. “Soluções próprias”, nesse caso, são projetos construídos geralmente do zero, sem seguir qualquer padrão, boas práticas ou sistemas mais universais. O grande problema, além do grau de confiabilidade dos web designers que operam assim, é a falta de “diálogo” com outros sistemas.

Quando projetamos um website que utiliza modelos, frameworks e estilos mais universais, isso permite que outros designers possam operar igualmente o website, que atualizações possam ser feitas de maneira simples e que melhores práticas seguidas por web designers de todo o mundo estejam presentes em seu site. O CSS é parte importante desse processo de padronização, o que geralmente implica no uso de frameworks com amplo suporte e adesão no mercado:

  • Twitter Bootstrap
  • ZURB Foundation
  • Bulma
  • Semantic UI

Fora a grande adesão, todos esses frameworks possuem uma documentação. Isso quer dizer que qualquer outro profissional que venha a lidar com o website (inclusive seu dono, caso pretenda meter-se em programação e design) será capaz de perceber o que ali foi feito. Quando a “solução própria” aparece, quem quer que venha a mexer com o site no futuro estará em maus bocados.

Finalmente, esses sistemas são modernos. Todos estão em versões adiantadas, e evoluíram conforme a própria web evoluiu, adicionando com o tempo funcionalidades técnicas para uso e aplicação em mobile, compatibilização com navegadores, inserção de novas tecnologias e outros.

Soluções próprias muitas vezes não utilizam tais modelos. Isso não implica necessariamente num trabalho ruim, porém cria certa dificuldade para que novos ou outros profissionais lidem com o conteúdo e layout no futuro. Além disso, esses frameworks são constantemente atualizados e aprimorados por uma comunidade de dezenas de milhares de profissionais – o mesmo não se pode dizer de layouts criados a partir de modelos próprios, sem padronização ou avanço conforme melhores práticas do web design.

Como identificar “soluções próprias” em backend?

Para simplificar: o dito “backend” é basicamente a parte na qual os proprietários do site utilizam seu login para efetuar mudanças, inserir conteúdo, instalar aplicações e funcionalidades e outros. Todos os sistemas de CMS ou e-commerce possuem uma plataforma de backend. WordPress, Drupal, Magento, Moodle – todos possuem uma área na qual o dono de um website é capaz de gerenciar seus recursos principais.

cms

Sistemas de gestão de sites desenvolvidos como “soluções próprias” geralmente parecem algo improvisado e não atentam para necessidades do usuário e de UI.

Essas áreas de administração são pensadas no sentido de facilitar a operação do website por pessoas que não são especialistas ou informáticos. Por anos, versões foram sendo avaliadas, aprimoradas, criticadas, de forma a alterar e evoluir ferramentas que hoje permitem que praticamente qualquer um efetue mudanças quase que totais em seu website. No time das soluções próprias, contudo, temos muitas vezes plataformas de inserção de conteúdo improvisadas, não testadas, que utilizam modelos não amigáveis e são destituídas de qualquer óptica do usuário.

Muitos argumentam a respeito da “segurança”, como forma de justificar a criação de plataformas próprias improvisadas em lugar de sistemas como o do WordPress. O engano não poderia ser maior: todo código possui falhas e brechas que podem ser exploradas, mas apenas aqueles em constante atualização podem ser considerados seguros. É simplesmente difícil acreditar que uma plataforma mantida por milhares de programadores e com mais de uma década de sucesso seja “menos segura” do que um website construído em meses por dois ou três programadores de vinte e tantos anos.

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Áreas de administração como a do WordPress são pensadas sob a óptica do usuário, mas ainda assim permitem interação para desenvolvedores e programadores.

As soluções próprias são facilmente identificáveis, mesmo na fase de proposta por parte dos criadores e programadores. Para identificá-las (e delas fugir), o empresário pode atentar nos seguintes tópicos:

  • Necessidade de “contactar” com os desenvolvedores quando novos conteúdos precisam de ser incluídos
  • Cobranças de taxas de “manutenção” que não incluem qualquer serviço (o que é irónico, pois todos os CMS de sucesso no mercado são open source, gratuitos e possuem manutenção frequente… sem cobrar um cêntimo para tal)
  • Plataformas de login e acesso sem qualidade visual e amigabilidade para o operador

Há ainda o argumento do preço. Alguns desenvolvedores afirmam a clientes que criar sites em sistemas como o WordPress é algo “caro”. Bem, quando compra-se plugins e temas para qualquer ajuste ou acerto no site, realmente o WordPress torna-se dispendioso. No entanto, se são eles programadores, cabe a pergunta: por que estão a instalar módulos prontos para tudo quando os podiam desenvolver?

O caminho da solução própria aponta, em geral, para sites sem possibilidade futura de evolução, sem liberdade de operação para as empresas e com suporte zero em termos de segurança. Em situações como a entrada em vigor das regras do GDPR europeu, eles podem se tornar inclusive uma bomba-relógio.