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5 razões para eliminar QR codes dos negócios

O empresário português, por alguma razão específica, adorou a cena dos QR codes. Metem em todo lado, querem de qualquer modo nos cartões de visita, em panfletos, banners, catálogos. A aparente aderência à inovação esconde uma visão equivocada do que é tecnologia – e ignora problemas óbvios de usabilidade no que concerne aos QR codes.

Toda a tecnologia que resulta necessariamente precisa de simplificar ou facilitar a vida dos seus usuários. Não fosse assim, ainda estaríamos a telegrafar ou conduzir viaturas movidas a vapor. A inovação que resulta sempre economiza recursos (entre eles o tempo), transforma processos longos em processos mais simples e com menos etapas e cria conforto e facilidade para os seus usuários.

Elimine os QR codes – estética

Primeiramente falemos de estética. Ao contrário dos códigos de barras tradicionais – que grosso modo são capazes de caber em qualquer tipo de design, embalagem ou contexto – QR codes são o que chamamos de “intrusivos”. Seu formato não permite muita modificação e, por conta do método de leitura, precisam de ter um tamanho mínimo.

qr codes

Sejamos francos – bonito ele de facto não é.

Vamos admitir a realidade: QR codes são simplesmente feios. E, além de feios, precisam ser minimamente grandes e interferir no design para que resultem em sua função inicial. Pode-se argumentar que isso é “conversa de designer”, mas quando temos a maioria esmagadora dos profissionais de uma mesma área a renegar determinado conceito ou elemento, há ali alguma coisa de errado.

Elimine os QR codes – inutilidade

Há sim uma série de informações que se pode agregar a um QR code. Contudo, um número limitado de informações. Para os defensores da tecnologia, parece o “máximo” que possamos simplesmente aceder a um link ou número de telefone ao apontar o telemóvel para o objeto.

A cena em si é realmente bastante forte, mas se analisamos cuidadosamente a realidade dos factos, chegamos à conclusão de que essa visão é um tanto romântica. A verdade é que, mesmo após fixar o telemóvel nos QR codes e aceder a um link, alguns usuários descobrem algo que não estavam a buscar ou mostra-se inútil em seu dispositivo. Por exemplo, QR codes que apontam para sites que não são responsivos, ou simplesmente QR codes que apontam números de telefone para que o cliente ligue, quando na verdade esse gostava de enviar um e-mail.

As complicações e frustrações relacionadas às informações de facto contidas nos QR codes tornam estes inúteis para a maioria daqueles que utilizam a tecnologia – e o número dos que realmente chegam a usar o código para algo, acredite, é muito menor do que esperamos que seja.

QR codes

Se é preciso explicar esse tanto apenas para que o usuário SAIBA como ler o código, é porque não está a resultar.

Elimine os QR codes – estatísticas mentirosas

O marketing em QR codes, como todo outro tipo de marketing, usa estatísticas aparentemente espetaculares, mas divulgadas às empresas pela metade. O empresariado português ainda acredita que o produto “físico” é o principal canal de comunicação com o público: daí a coqueluche dos QR codes e também dos autocolantes em viaturas e carrinhas. A verdade é que, se consideramos a proporção de retorno dos QR codes, toda a fé que se empresta a essa tecnologia vai por terra.

A Kellog’s, de cereais, lançou uma campanha do produto Crunchy Nut em 2011. As caixas do cereal traziam um QR code impresso que, quando lido, apontava para um vídeo da campanha. A marca comemorou os quase 40 mil views conseguidos com a campanha. No entanto, embora o número pareça impressionar, tal estatística ignora dois factos relevantes:

  1. Foram vendidas, no mesmo ano, quase 10 milhões de caixas do produto. Isso significa que menos de 0,004% dos compradores de facto se dispuseram a ler o QR code impresso na caixa.
  2. Um volume de 40 mil views em determinado vídeo, para uma marca desse poderio, é na realidade bastante baixo e aquém das expectativas.

Elimine os QR codes – e o RGPD?

Pois bem – a questão do RGPD obriga empresas a alertar e informar usuários a respeito do rastreio que estejam a fazer ou dos dados que estão a ser recolhidos, bem como o uso que será feito dessas informações. Mas como recolher consentimento claro a partir de um QR codes? Quererá mesmo o usuário que aponta para o código ser rastreado em relação à sua localização, dispositivo utilizado, IP, etc?

Ainda não há grande discussão sobre o assunto, porém o QR code pode se tornar, além de intrusivo e antiestético, um motivo para coimas ou punições. A interpretação é bastante vaga nesse caso, mas uma coisa é certa e líquida – quem quer que esteja a aceder um link por meio da leitura de um QR code não sabe quais dos seus dados e comportamentos estão a ser monitorados.

Elimine os QR codes – é só apontar!

Nada é mais mentiroso do que a suposta “facilidade” do processo de leitura de um QR code. Ainda que alguns telemóveis mais modernos tragam softwares em suas câmeras já configurados para a leitura dos códigos, há que se considerar alguns aspetos adicionais:

  1. Muito pouca gente possui tais telemóveis com leitura de QR codes “built-in”. Por quê? Simples: eles são os mais caros e modernos, com preços que facilmente excedem um ordenado mínimo em Portugal.
  2. Mesmo dentro daquele grupo de pessoas que possui um telemóvel com tal capacidade, é mínimo o número delas que SABE que seu aparelho possui tal recurso.
  3. Ok, a pessoa possui um telemóvel com o recurso e sabe disso. Agora, contudo, ela ainda precisará curvar-se, esticar os braços, aproximar-se da peça publicitária com o QR code ou mesmo descer da sua viatura, para conseguir apontar direito o leitor para o código impresso nas traseiras da carrinha que está à frente.

As barreiras são imensas. E, lembre-se, os itens anteriores referem-se apenas àquelas pessoas que possuem aparelhos capazes de ler os códigos sem qualquer tipo de instalação ou configuração adicional. A verdade, por outro lado, é ainda mais desanimadora. Para a grande maioria dos usuários, o processo normal para leitura de um QR code envolve:

  1. Verificar a existência de uma rede wi-fi ou possuir banda 3G ou 4G para aceder à web.
  2. Transferir e instalar um app que faça a leitura do QR code.
  3. Abrir o app, após a instalação, e apontar a câmera para o código impresso.
  4. Esperar a leitura (e rezar para que o sinal de internet ainda exista) da informação contida no QR code.
  5. Aceder ao website da empresa do QR code (se esse for responsivo), enviar um e-mail (novamente, se houver internet) ou telefonar para o número lido a partir do código (e, claro, pagar por essa ligação).

Não é necessariamente um “erro” usar um QR code, mas o problema está exatamente em jamais considerar todas essas possibilidades antes de optar pelo uso de tal tecnologia. Sim, muitos especialistas consideram o QR code uma tecnologia já ultrapassada, que sequer conseguiu grande aderência junto ao público em algum momento. As novas fronteiras da chamada realidade aumentada deverão tornar o código algo completamente dispensável nos próximos anos, de modo que qualquer empresas deveria estar pelo menos a perguntar: vale a pena investir ou acreditar em tal expediente?

Ferramentas grátis para lidar com vetores

4 ferramentas grátis para lidar com vetores

Alternativas ao Adobe Illustrator, Sketch ou para criar e editar imagens e animações em SVG? Parece improvável, mas a verdade é que há inúmeros softwares e mesmo ferramentas online que podem ajudar.

Há muito, muito mesmo o que usar. Entretanto, algumas dessas ferramentas são muito pobres. Outras delas tão complexas que é preferível contratar alguém para fazer o serviço. Contudo, alguns sistemas podem ser úteis tanto para designers e web designers quanto desenvolvedores e programadores. E separámos algumas tão simples que podem ser usadas por qualquer um, para fins pessoais ou comerciais.


Ferramentas grátis para lidar com vetores – Vectr

O Vectr é uma ferramenta rápida, gratuita e moderna para lidar com vetores. Embora esteja longe de possuir os recursos avançados de um Adobe Illustrator ou mesmo do também gratuito Inkscape, tem uma plataforma mais simples e dedutível. Para aqueles que não são especialistas, pode ser a melhor opção atual. O Vectr ainda tem mais uma vantagem: pode ser baixado e instalado no computador, mas também é possível utilizá-lo online.

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Ferramentas grátis para lidar com vetores – Gravit

O Gravit é um sistema que funciona também na nuvem e é destinado a criar ilustrações. Possui uma plataforma rica e também moderna, embora tenha custos para que possam ser utilizados alguns recursos. O Gravit foi adquirido pela Corel, software house do famoso CorelDraw. Porém, ao contrário do CorelDraw, possui uma plataforma mais simples e dedutível. O Gravit pode ser uma boa opção para aqueles que já possuem algum conhecimento de ferramentas de ilustração digital, mas não procuram grande complexidade.

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Ferramentas grátis para lidar com vetores – Inkscape

O Inkscape é um software grátis para ilustração já bastante tradicional. Possui amplos recursos e rivaliza inclusive, nesse aspeto, com algumas ferramentas pagas. A plataforma e a interface, contudo, são bastante complicadas e não é possível lançar mão de muitos recursos sem formação ou estudo profundo dos manuais e tutoriais. Além disso, o Inkscape precisa ser instalado no computador. Para quem tem paciência, pode ser uma ferramenta brutal – mas se quer resultados rápidos, melhor apostar em outra.

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Ferramentas grátis para lidar com vetores – Vecteezy

O site de imagens e elementos vetoriais gratuitos Vecteezy também possui um editor online de SVG que dá conta de trabalhos simples. Para aqueles que têm apenas necessidades pontuais de edição e não querem meter-se com ferramentas avançadas de edição pode ser uma ótima opção. Rápido, simples e, embora com poucos recursos comparativamente, é bom para a edição de elementos SVG para uso na web.

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ui design

Por que UI design é tão importante?

Quando fala-se em UI design, estamos a falar dos padrões visuais de uma “user interface”, ou a interface do utilizador. O UI design, assim como seu “primo” o UX design (que tem a ver com a experiência do utilizador) são hoje bastante difundidas, embora algumas empresas ainda deem pouca importância a esse fator.

O UI design determina, nos dias de hoje, o sucesso ou o fracasso de um website, aplicação, app de telemóvel ou mesmo serviços como caixas Multibanco ou painéis de confirmação de voos em aeroportos. O design da interface é o que permite que uma empresa ofereça ao usuário um sistema que o mesmo pode operar, sem erros, problemas ou dificuldades. Um UI design bem feito e bem pensado geralmente reflete num bom UX – ou seja, uma boa experiência do utilizador.

UI design em Portugal

Falemos antes de mais nada da casa: Portugal. Embora haja exemplos imensos de boas interfaces do usuário no país, a verdade é que o UI design ainda caminha cá em passos lentos. Quando falarmos, logo a seguir, sobre os “mandamentos” do bom UI design, perceber-se-á porque não dispomos ainda de boas interfaces por aqui.

Temos boas reproduções de interfaces que fazem sucesso no exterior e alguns competentes exemplos de melhoria, como ocorre no próprio site das Finanças de Portugal. Ao mesmo tempo, o nível de complexidade, excesso de informação e falta de preocupação na óptica do utilizador ainda nos fazem enfrentar algumas das piores interfaces das quais se tem notícia. Vamos a alguns exemplos:

ui design

Um exemplo de sistema online de faturação em Portugal – falta de preocupação com o visual, relatórios em listas sem fim e ausência de padrão responsivo para telemóvel. A experiência é pobre em muitas das aplicações existentes no mercado e pouco difere do que já era oferecido por softwares como o Microsoft Access mais de 20 anos atrás.

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Netforce, do IEFP – um dos portais mais usados do país possui imensos menus, abas, submenus, itens e tópicos que causam uma inundação de informação, muitas vezes repetitivas e pouco útil. Qualquer usuário precisa entrar e sair de links e páginas dezenas de vezes até que encontre aquilo que realmente está a buscar.

Mas nem tudo deixa a desejar – há alguns websites portugueses em um excelente caminho. É bem verdade que alguns deles praticamente copiaram de forma idêntica os processos de alguns sites estrangeiros, sobretudo brasileiros, mas se isso reverter em benefício para o usuário, que mal há? Um dos exemplos claros dessa reprodução (embora a versão estrangeira ainda esteja um pouco à frente em usabilidade) é o Portal da Queixa. O site possui praticamente o mesmo UI design do brasileiro Reclame Aqui.

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Portal da Queixa – interface claramente baseada na do brasileiro Reclame Aqui, mas bem executada. Simples, fácil de efetuar a queixa (com um passo a passo) e sem imensos campos e formulários a preencher. Leve, mobile friendly e objetivo no que se propõe a fazer.

Mas podemos estar esperançosos quanto ao futuro. Uma das melhores e mais ricas interfaces em UI design em Portugal, nos dias de hoje, é o sistema da Autoridade Tributária e Aduaneira. Embora nem toda a plataforma já esteja sob o novo conceito de design, o que pode causar confusão ao utilizador (que se vê diante de duas plataformas distintas para o mesmo fim), as partes que já adotam o novo visual são rápidas, simples de usar, dedutíveis em suas aplicações e mínimas em burocracia e estrutura.

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Autoridade Tributária – plataforma nova e brutal em todos os aspetos. Leve, rápida, dedutível e simples para o uso. Mesmo utilizadores com pouca experiência no uso de computadores podem aceder o que precisam e operar seus muitos recursos.

Lembrando que, em relação ao UI design, não se trata apenas de uma questão estética. O design de interfaces tem muito mais a ver com pensar em como o utilizador fará uso dos sistemas e plataformas, prever seus movimentos e criar alternativas que lhe sejam úteis e de fácil operação.

O que buscar no UI design

Criar interfaces não é uma questão de gosto por parte da empresa que oferecerá essa plataforma e nem mesmo uma questão estética apenas. O UI design baseia-se em princípios relacionados ao utilizador – e é nele que pensaremos enquanto desenvolvemos um novo conceito. Há muita bibliografia a esse respeito, mas de um modo geral, o bom “user interface” está pautado em 7 princípios:

  1. Foco no usuário. É fundamental que o utilizador possua controlo sobre a plataforma que está a usar. Se o controlo daquilo que é exibido ou oferecido ao longo da experiência é da empresa ou do proprietário da plataforma, esse é o primeiro sinal de um mau trabalho de UI design.
  2. Objetividade. O utilizador precisa conseguir, em poucos passos, aquilo que de facto está a buscar. Esse princípio derruba, por exemplo, a grande maioria dos sistemas e interfaces disponibilizados por órgãos públicos, não apenas em Portugal, mas em todo o mundo. O Netforce, do IEFP, que citamos anteriormente, é um exemplo claro de como NÃO cumprir com a objetividade em uma interface.
  3. Consistência. Toda a plataforma ou interface precisa possuir as mesmas características e oferecer uma identidade ao usuário. Esse é o único problema ainda existente, por exemplo, no sistema a Autoridade Tributária. Parte da plataforma já encontra-se sob a nova interface, enquanto determinadas cenas ainda encaminham o usuário a um sistema mais antigo, com interface completamente distinta.
  4. Reversibilidade. Isto aplica-se, inclusive, às novas regras do Regulamento Geral de Proteção de Dados. Ao longo da sua experiência na interface, o usuário precisa ser informado, alertado e notificado a respeito das consequências das suas ações e, mesmo após levá-las a cabo, precisa encontrar meios de revertê-las sempre que for necessário.
  5. Feedback. Uma boa interface aprende e aprimora-se à medida que seus utilizadores façam uso de seus recursos. Se muitos utilizadores têm problemas com determinada parte de uma interface, isso deve culminar em uma modificação. Do mesmo modo, partes de uma interface que adequam-se completamente ao comportamento e operação do utilizador podem e devem ser copiadas em outros segmentos da mesma plataforma.
  6. Estética. Claro, e dispensável dizer, mas um bom UI design também possui estética.
  7. Simplicidade. Esse é o ponto máximo de um UI design bem feito – quando não é preciso explicar ao utilizador como ele deverá ou não fazer uso da plataforma, atingiu-se assim o ponto mais alto do design. O objetivo final de qualquer boa interface é fazer com que sua operação seja um ato completamente natural e dedutível.

Informação demais no design não resulta… saiba o porquê

Quem trabalha ou já trabalhou com comunicação sabe de algo… quase todos os clientes e empresas querem colocar TUDO em suas peças publicitárias e de divulgação. A ideia torpe de que é preciso colocar tudo e mais um pouco, ainda que seja num cartão de visitas, não é apenas “falta de estilo”. Se sua empresa sempre busca meter tudo em qualquer que seja a media, está na hora de mudar.

Quando trata-se de design, muitas empresas ainda têm dificuldades em enxergar algo simples. O cliente ou leitor NUNCA lê tudo. Especialmente quando lidamos com peças de publicidade de rápida visualização, como folhetos ou anúncios online, a probabilidade é de que cada usuário as veja por segundos. Entretanto, muitas das peças que vemos em todo canto possuem toneladas de informação, textos e imagens.

Mais do que uma questão estética – essa mais relacionada ao gosto – trata-se de foco e organização. Ao priorizar “tudo”, prioriza-se nada, a bem da verdade. Quando damos destaque a todo o conteúdo de maneiras diferentes, não fazemos ver nenhuma parte dele em particular. Isso leva a peças de publicidade que não resultam.

O conceito de campanha

Toda empresa possui dezenas, centenas ou milhares de produtos. Todas têm valores e história. Todas elas atuam em diversos segmentos e mercados. Entretanto, cada peça de publicidade precisa ter um alvo específico. E, para alguns desses alvos, 99% da informação que possuímos é irrelevante. Estudemos dois casos distintos.

CASO 1 – DESCONTO SAZONAL

Digamos que determinada empresa esteja a oferecer descontos em alguns de seus pacotes de viagem, apenas para o mês que antecede às férias de verão. Apesar de possuir mais de 30 pacotes de viagem distintos, essa empresa deverá focar seus esforços de marketing nos destinos ligados ao veraneio. Isso leva a algumas conclusões iniciais:

  • Destinos fora do contexto de veraneio, longe de praias, de hotéis “fazenda” e quintas ou de regiões montanhosas não são prioridade
  • Qualquer pacote que não esteja incluído no desconto é irrelevante
  • A informação-chave aqui são os preços – não particularidades de cada pacote

Com foco nos preços, o objetivo é o de atrair o público com base nos descontos. Anunciar adicionais de serviços, custos extras e afins é algo que vai de encontro à meta inicial: vender com desconto.Em seguida, é preciso pensar em termos de público. Há anúncios para um público geral, mas caso seu apelo seja a retirados, anunciar pacotes de casas noturnas e bares da moda não parece útil. Do mesmo modo, se a empresa aqui objetiva um público mais jovem e universitário, destinos românticos ou de família não surtirão qualquer efeito.

Finalmente, há que se usar hoje em dia a web para informações mais aprofundadas. Evitemos incluir todos os detalhes de cada roteiro. Preços, número de dias, nível de desconto e 3 ou 4 pontos principais de visitação – isso é mais que suficiente. Para terminar, dados de contacto ou para que o leitor busque mais informações.

O modelo “institucional” infelizmente ainda é usado, mesmo no segmento de viagens. Nele, opta-se por longos textos (que ninguém lê) e não há destaque especial para nada. Mesmo dados para contacto parecem estar escondidos do público por alguma razão.

Especialmente em segmentos de venda para o público final, o modelo institucional é um erro comum.

 

CASO 2 – RODADA DE PROMOÇÕES

Há empresas grandes de varejo que promovem diversos produtos ao mesmo tempo em folhetos que parecem pequenos jornais. Entretanto, em um espaço exíguo, como em um flyer, tal receita não funciona. Há como diagramar-se um folheto de modo a comportar várias imagens e produtos, mas o maior problema dos folhetos promocionais de empresas é o ponto de foco. TUDO é destaque.

Empresários muitas vezes têm a impressão de que se derem destaque a tudo, tudo parecerá importante. O que ocorre é exatamente o inverso: sem um ponto focal definido, o leitor perde-se em meio a tanta informação. O flyer na imagem exemplifica bem.

Números, porcentagens, preços, slogans – tudo em destaque, caixa alta e tipografia explosiva. Há tanto em destaque que mal se veem os produtos.

 

Campanhas que resultam

Para que uma campanha resulte, ela precisa de um foco, uma temática ou um alvo – ou todos os três. Como vimos nos dois exemplos anteriores, havia em planeamento um foco específico, mas ele perdeu-se na inundação de informações. O design e a comunicação precisam de prioridade – oferecer toneladas de informações equivale a dar 10 horas de aulas seguidas a um estudante. Com sorte, ele absorverá as primeira duas horas de explicações.

 

Como pagar menos em projetos de web design

Todo mundo quer tudo barato – ao mesmo tempo, quando se trata de seus próprios produtos e serviços, quer vender caro. É muito fácil regatear preços, mas por vezes o pagar pouco reflete em receber pouco. Projetos de web design podem variar em preço de forma brutal – faz-se um site por dezenas de euros, ou pode o mesmo projeto custar milhares e milhares de euros. O dito “low cost” soa ótimo à maioria dos empresários, mas para que ele reflita em qualidade, é preciso compreender alguns aspetos que o cercam.

Projetos de web design são, em geral, avaliados e orçados em horas. E, na verdade, creia: não poderia haver maneira mais ineficaz de mensurar o valor desses projetos.

Projetos de web design

Projetos de web design – briefing

Quando não há um briefing bem desenvolvido, paga-se em geral por aquilo que nunca será feito. A culpa, por mais que empresas possam argumentar, não é do web designer. Se alguém liga para uma agência a dizer apenas que quer “uma viagem”, não poderá reclamar do destino ou dos preços quando lhe façam uma oferta. O mesmo ocorre com web design. Quando uma empresa não sabe o que quer e não partilha seus planos e estratégias, o designer ou não acerta a mão ou lhe cobra para ser adivinho.

Há muita gente que não sabe montar um briefing. Isso não é um falhanço – afinal, seus negócios são outros. No entanto, não informar-se minimamente é uma falta grave. Um bom briefing imprime foco ao seu projeto e faz com que o web designer ou desenvolvedor saiba exatamente o que está a cotar. Tente incluir informações ricas e objetivas e não opiniões pessoais que apenas fazem sentido para que lhe conhece há décadas. Todo pedido de cotação para projetos de web design deveria conter:

  • Dados, ficheiros e manuais da identidade visual da marca ou empresa, com o maior detalhamento possível
  • Fontes e recursos usados na comunicação gráfica da empresa
  • Detalhamento sobre o público-alvo e público pretendido
  • Referências de websites e estilos próximos ao que se deseja
  • Volume razoável de conteúdo que irá figurar no website
  • Prazos pretendidos
  • Aspetos particulares de estrutura, como onde deve figurar o menu ou barra, onde pretende meter botões de redes sociais e se trabalhará vídeos, imagens ou banners, e como o fará
  • Um briefing da empresa e seu modelo de negócio
  • Dados e informações sobre os produtos e serviços que a empresa comercializa
  • Nome e contactos da pessoa que é, de facto, a RESPONSÁVEL por apreciar e aprovar os avanços no projeto

Muita coisa? Claro que é possível montar um briefing com menos. Contudo, se pretende saber de antemão o quanto irá pagar e que esse montante corresponda de facto ao que lhe será entregue, é bom perder algum tempo a elaborar tal documento.

Projetos de web design – tecnologias benchmark

Designers que trabalham com tecnologias que são um padrão no mercado, por incrível que pareça, costumam cobrar menos. Não deveria haver muito sentido nisso, mas a verdade é que os mais careiros não raramente optam por soluções exóticas, softwares que não mais são usados pelos melhores e técnicas que geralmente podem ser resumidos à expressão “feito no braço”. O ruim é que, como muitos ainda estimam seus orçamentos em horas, estará a pagar imensas horas e valores por um serviço já de início obsoleto e desatualizado.

Informe-se dentro daquilo que necessita, quais as tecnologias em uso atualmente e mantenha em mãos para análise apenas orçamentos que congreguem o que há de melhor e mais moderno. O velho papo do “é mais confiável” não se aplica muito ao meio digital. Na web, o que é ultrapassado não é “tradicional”, é apenas velho.

Projetos de web design – freelancers

Portugueses ainda têm muita desconfiança em relação a freelancers e profissionais que atuam com recibos verdes. Ao virar a cara para a modernidade, pagam fortunas e, embora não o saibam, acabam atendidos por esses mesmos freelancers.

Embora empresas não contratem diretamente profissionais por desconfiança, e prefiram assim contratar agências com nomes pomposos ou discursos cheios de conceitos que prometem o mundo, pagam ouro e recebem o serviço desses mesmos profissionais. Agências CONTRATAM freelancers para que façam o SEU trabalho. A diferença é que esses profissionais liberais, mal pagos pela agência, realizam trabalhos inferiores. Em resumo: o empresário paga mais e recebe o mesmo ou menos.

Sim, nós somos formados por freelancers e trabalhamos com freelancers – mas nosso preço não traz custos implícitos de “grifes” de agências ou gerentes de atendimento que nada têm a ver com o projeto contratado, sendo pagos apenas para responder e-mails com respostas vagas.

Projetos de web design

 

Projetos de web design – não invente a roda

Em termos empresariais, o que funciona na web é geralmente o simples. Claro que há páginas, animações fantásticas, projetos revolucionários de grandes empresas que ganham o mundo e tornam-se falados por toda gente. Todos nós queremos campanhas online como as da Coca-Cola, IBM, Microsoft, Google e outros. Porém, é preciso lembrar de uma coisa: essas empresas gastam centenas de milhares de dólares ou euros (ou mesmo milhões) em uma simples campanha. Dito isso, o empresário que quer o mesmo ao desembolsar €500 ou €600 no mínimo perdeu o juízo.

Seja realista e não invente a roda. Vá pelo que funciona, administre seus custos e dê um passo por vez – isso torna o desenvolvimento web mais barato e permite que diversos projetos de web design sejam conduzidos ao longo de um ano, a abrir espaço para testes e consolidações. Pagar demais por um projeto “pronto e definitivo” cria orçamentos e também decepções maiores. Tudo está a mudar o tempo todo no mundo online – se o seu site é “definitivo”, definitivamente sua empresa está a deitar um bom dinheiro fora.

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6 alternativas mais modernas e eficientes ao Moodle

O Moodle é um dos sistemas de LMS – para gestão de cursos e formações online – mais utilizados do mundo. Seu principal apelo? O fato de ser, em tese, gratuito e open source. Contudo, quem já trabalha ou trabalhou com o sistema sabe que o “low cost” nesse caso é apenas um ilusão.

O uso de um LMS é uma alternativa interessante e “definitiva”, mas o barato pode sair caro e geralmente isso exige equipes ou prestadores de serviços que dominem e mantenham tais ferramentas. Em termos de alternativas para o Moodle, considerámos de forma realista duas categorias delas: plugins ou add-ons para WordPress e plataformas na nuvem.

WordPress como alternativa ao Moodle

O WordPress, alguns argumentarão, não é a “ferramenta certa” para criar cursos e formações online. Bem, quem pensa que o WordPress hoje ainda é uma plataforma apenas para criar blogs e sites simples está redondamente enganado. Trata-se do sistema livre e open source para criação de sites e aplicações mais usado no mundo, com o maior número de plugins e add-ons e total versatilidade em termos de customização. Aliás, como é totalmente customizável, já sai à frente do Moodle.

Quem já desenvolveu em Moodle sabe que a customização é difícil, demorada e cara. Poucos mexem com a plataforma e, por sua estrutura, acaba permitindo muito poucas alterações. Talvez haja por aí uma dúzia de temas capazes de deixar o Moodle um pouco mais bonito, porém a estrutura e o jeito da ferramenta permanece igual. Quando queremos cobrar por cursos então, o inferno está declarado – integrar o Moodle com gateways é um pesadelo.

Dentre o imenso número de plugins de LMS para WordPress, três destacam-se de forma excecional:

Learndash

Não é barato – custa a partir de US$ 159 para um único site. Entretanto, além do pagamento ser feito uma única vez, o Learndash não impõe limitações para o número de cursos ou alunos registados. As ferramentas são rápidas, fáceis de usar e proporcionam um controlo dos estudantes, notas, avaliações e mesmo de cobranças e pagamentos sem grandes problemas. Ao optar por planos mais avançados, o plugin ainda oferece um painel de gestão que coloca quaisquer ferramentas de administração do Moodle no passado.

Alternativas ao Moodle

Learndash – versões e planos mais avançados oferecem um painel de controlo para gestores completo.

Learnpress

O Learnpress, ao contrário de outros bons plugins de LMS para WordPress, pode ser usado gratuitamente. A apresentação é, na verdade, bastante parecida com a lógica do Moodle. Entretanto, além de mais customizável, possui também uma série de add-ons que, embora pagos, podem incrementar as possibilidades. Para efeitos de teste em um ambiente WordPress, o Learnpress é uma boa alternativa. Pode-se começar gratuitamente e equipar seu e-learning posteriormente, com add-ons que permitam gestão melhor, atividades diferenciadas e cobrança direta de alunos através da mesma ferramenta.

LifterLMS

Também custará um pouco, porém o LifterLMS é a mais completa e poderosa ferramenta de LMS para WordPress. Sistemas de cobrança e pagamento com todas as variáveis, possibilidades de venda de assinaturas, questões e avaliações multimédia, certificações e outros. Há muito o que explorar e as possibilidades de customização e branding são infinitas. Há temas, inclusive, já equipados com o LifterLMS, o que poupa mais trabalho.

O ponto negativo desta ferramenta tem a ver com sua própria complexidade – como dispõe de praticamente todos os recursos que são esperados de um LMS, é difícil de aprender e dominar.

Sistemas online como alternativa ao Moodle

Sistemas e plataformas na nuvem podem facilmente substituir o Moodle. Além da modernidade dessas ferramentas, que já contam com toda a estrutura para publicação, gestão e venda de cursos online, há a questão dos custos. Paga-se sim assinaturas mensais na maioria dos casos, porém poupa-se com alojamento e também com suporte e serviços informáticos.

Geenio

Plataforma nova e totalmente na nuvem. Oferece um editor simples e rápido e contém um visual bastante inovador. O Geenio possui plano gratuito, o que viabiliza testes, e alguns outros pacotes com pagamento mensal que permitem maior customização e inclusive o uso de domínio próprio. As limitações ocorrem em relação ao idioma, ainda não ajustado ao português, embora possa ser realizada a customização através da API do sistema. Além disso, possui ferramentas apenas para aceite de pagamentos realizados em cartão de crédito.

Litmos

Mais avançado e com muito mais recursos, o Litmos possui suporte ao português e ferramentas muito mais abrangentes. O ponto alto do Litmos está em sua imensa possibilidade de integração. A plataforma opera na nuvem, porém pode ser integrada a sites em WordPress, Shopify, ferramentas de gestão e CRM diversas, aplicações como Dropbox e muito mais. Essas integrações permitem que sejam configurados quaisquer perfis de cobrança ou assinatura para cursos e formações.

O preço não é barato e varia de acordo com o número de usuários ou alunos que sejam adicionados. O suporte em inglês, no entanto, é impecável. Para formações mais robustas pode ser uma excelente alternativa.

Easy LMS

Em termos de facilidade, recursos e também suporte, essa é nossa escolha. O sistema do EasyLMS é realmente fácil de usar e os custos são bastante razoáveis. Por US$ 99 ao mês, por exemplo, é possível usufruir de todos os recursos, customização e personalização completa e abrigar até 25 mil alunos em cursos e formações ilimitados. As integrações de marketing e acesso à API da plataforma possibilitam também a configuração de ferramentas de cobrança e assinatura de forma fácil.

Em relação ao ambiente de e-learning, o EasyLMS não possui tantas ferramentas e recursos quanto outras plataformas, porém a edição do material é rápida e muito intuitiva. Em relação a sistemas que exigem o trabalho de informáticos, o EasyLMS oferece vantagens imensas e torna possível a gestão de sistemas de e-learning mesmo por aqueles que não possuem qualquer conhecimento de programação.

 

Apresentações e Fontes

Quanto texto devo colocar em minhas apresentações PPT?

Essa é uma questão sempre recorrente: quanto texto devo colocar em minhas apresentações PPT?

Por mais que pareça haver uma resposta correta, o importante em si não é o quanto coloca-se de texto na apresentação PPT como um todo – mas sim em cada slide. Claro que apresentações que possuem dezenas ou mesmo centenas de slides são aborrecidas e maçantes, mas uma boa estrutura garante legibilidade e interesse. Mas, voltando à pergunta, agora modificada: quanto colocar de texto em cada slide?

Apresentações PPT – tamanho certo de fonte

Antes de discutir o volume de texto, cabe abordarmos o tamanho das fontes que irão compor os slides. Muitas empresas utilizam o Powerpoint praticamente da mesma forma que usam o Word. Eis aí o primeiro grande erro. O Powerpoint é um software de apresentações, não de redação ou processamento de textos. A ideia principal dos ficheiros produzidos nele é a de apresentar conteúdo para pessoas que terão de ler brevemente ou o verão em projeções.

Para tanto, o texto precisa estar visível, claro e, principalmente, ser curto e de rápida memorização. Qualquer fonte com tamanho menor que 20px é simplesmente ilegível ou traz texto demais para que seja rapidamente absorvido o conteúdo. O ideal mesmo é apresentar a maior parte do conteúdo principal em fontes com tamanho de 30px ou mais. Para referências de menor importância ou secundárias, como dados sobre fontes, observações ou trademarks, o texto poderá ser menor.

Apresentações e Fontes

Fontes com tamanho inferior a 20px são praticamente impossíveis de ler. No exemplo, ainda há outra questão – o espaçamento entre linhas torna praticamente impossível seguir o conteúdo, mesmo com a apresentação aberta em sua frente no ecrã.

Apresentações PPT – bullet points… OUT!

Listas e bullet points parecem ser os recursos favoritos da maioria dos palestrantes ou mesmo empresas em suas apresentações PPT comerciais. Embora uma apresentação com um número grande de slides não seja o ideal, é melhor do que listas de tópicos sem fim. O problema está no modo com que lemos: há uma espécie de gatilho mental que privilegia aspetos listados quando estes vêm em número de 3 itens. Entretanto, não raro apresentações PPT trazem listas e bullet points com dezenas de itens.

Ao invés disso, tente separar os itens da lista em diversos slides, cada um com um dos tópicos e uma imagem que faça sentido. Isso facilitará a real absorção de cada item e criará mais dinámica para a apresentação. Deixe os bullet points para usar quando escrever teses e monografias no Word.

Apresentações PPT – roteiros

Antes de montar sua apresentação, crie um roteiro. Um roteiro, antes de tudo, não é um bloco de texto ou um artigo o qual pretende-se “transplantar” para o formato de apresentação. É preciso seguir uma estrutura lógica e desenhar o conteúdo que irá em cada um dos slides antes de começar. Como referência para produzir seu roteiro, tente usar algumas métricas em particular:

  1. Idealmente uma frase ou duas para cada slide
  2. NUNCA mais do que 30 palavras em uma mesma tela
  3. Prefira utilizar imagens como fundo ou parte considerável da tela, ao invés de imensos “quadradinhos” com imagens recortadas
  4. Para um texto-base de 1.000 palavras, um roteiro com slides que somem 100 palavras ao máximo será mais que suficiente
  5. Tente ler os slides em seu roteiro antes de prosseguir, e alinhe-os para que a leitura de cada um seja sempre possível em até 3 segundos

Apresentações PPT – publicidade ao invés de literatura

Essa afirmação ilustra bem a questão do texto em slides de Powerpoint. Se quer a atenção do público, precisa apelar de forma similar a uma peça de publicidade em cada novo slide. Se sua apresentação lembra mais um livro ou trabalho universitário do que uma propaganda em um jornal ou em paragens de autocarros e comboio, há um grande problema. Parece pouco quando o falamos, mas 30 palavras são uma quantidade imensa de informação, quando bem utilizadas.

Apresentações PPT

Esse slide é parte de uma das nossas – perceba que há por volta de 30 palavras, ainda que conte preposições. Há informação bastante e as setas fornecem um modo menos aborrecido e limitante de criar uma ideia de tópicos.

Pense em quando foi a última vez que viu algum reclama ou propaganda em qualquer canto que empregasse mais do que esse tanto de texto em uma mesma chamada. Pode ser que haja algumas que o fazem, mas não é capaz de lembrar, correto?

Pois bem – o mesmo ocorre quando sua apresentação é por demais prolixa: ninguém é capaz de lembrar o que tentava dizer.

Apresentações PPT

Outra das nossas – poucas palavras e uma ideia de contraposição apresentada em dois slides sequenciais. As setas e o ganho de cores ressaltam a mensagem do conteúdo textual, o que facilita a memorização do público.

Raleway - Fontes Gratuitas

Fontes gratuitas – pare de usar Calibri e Arial

Calibri, Arial, Times New Roman… Há 25 anos, quando o Windows 3.1 era novidade, e todas essas fontes gratuitas inundaram textos e documentos mundo afora, isso representava variedade.

Vínhamos de uma era na qual máquinas de escrever, havia quase 100 anos, digitavam textos sempre no mesmo formato. Computadores imprimiam em uma fonte única também, e mesmo nos ecrãs, não havia qualquer variedade. O mundo era “Courier” e mesmo hoje ainda temos a “Courier New“.

Nesse cenário, a repentina possibilidade de usar 10 ou 12 fontes diferentes parecia maravilhoso. Além da já conhecida Courier, computadores agora ganhavam uma nova lista de fontes de texto que poderiam ser usadas em qualquer ocasião: Arial, Times New Roman, Georgia, Verdana, Tahoma, Impact e tantas mais. Textos chatos agora eram… um pouco menos chatos.

Fontes gratuitas – os primeiros websites

Os primeiros sites a ganhar a internet, ainda antes dos anos 2000, tinham de usar basicamente as mesmas fontes do Windows. Navegadores da época, como o Explorer e o Netscape, não possuíam bom suporte para recursos gráficos ricos. Além disso, o CSS, o HTML e o próprio web design em si engatinhavam.

Empresas que quisessem utilizar fontes diferentes daquelas do Windows em seus sites precisavam fazê-lo em formato de imagem. O que deixava as coisas mais lentas e até mesmo um pouco estranhas e fora de proporção. Felizmente, essa época já passou… mas há quem siga a usar fontes de 20 ou mesmo 30 anos atrás.


Fontes gratuitas – como utilizar?

Para além das fontes-padrão, é necessário que um site carregue as fontes que pretende utilizar. Para fazê-lo, é necessário habilitar a fonte para uso, para que a mesma seja acionada através de instruções CSS contidas nas páginas. Há quatro maneiras básicas de fazê-lo, embora não iremos detalhá-las neste artigo (o faremos em outra ocasião, de cunho mais técnico):

  1. Gerando uma requisição a partir do próprio HTML, na seção <head> da página.
  2. Utilizando a instrução @import, a partir de uma folha de estilo CSS.
  3. Carregando a fonte por meio de propriedades @font-face, também no CSS.
  4. Carregando a fonte por meio de Javascript ou Jquery.

Há mais um par de maneiras de implementar novas fontes, porém não são muito utilizadas. De um modo geral, em um site WordPress ou desenvolvido em outro tipo de CMS, o modo mais simples de diversificar fontes é implementá-las a partir do Google Fonts – uma imensa biblioteca de fontes do Google de livre utilização. As fontes podem ser baixadas ou apenas “renderizadas” no website, como webfonts. Atualmente são mais de 800 as fontes disponibilizadas.

Há outros bancos de fontes gratuitas existentes, os quais veremos a seguir.


Fontes gratuitas – Google Fonts

São 848 fontes e novas delas são sempre adicionadas. Quando seleciona-se uma das fontes, o programa do Google dá inclusive instruções de como deverá incluí-las em seu website, via HTML ou CSS. A simplicidade do Google Fonts tornou a ferramenta quase um padrão entre novos temas e templates para WordPress, Joomla, Magento e outras plataformas. Para quem é adepto de fontes quadradas e fora de moda como Calibri e Arial, eis algumas sugestões encontradas no Google Fonts para substituí-las:


Fontes Gratuitas – Adobe Edge Webfonts

Também gratuita, essa biblioteca de fontes gratuitas tem a assinatura da Adobe. São mais de 500 atualmente e elas também podem ser renderizadas em seu website. Entretanto, para tal, é necessário uma pequena requisição Javascript. Mas não se desespere, basta aceder ao rol de fontes da Adobe e clicar numa delas. Na parte de baixo do ecrã verá instruções claras de como deve implementar.

Fontes Gratuitas - Adobe Edge Fonts


Fontes Gratuitas – Fonts for Web

Outra biblioteca de fontes gratuitas para uso em sites. Esta, em particular, possui um plugin WordPress próprio, o que facilita ainda mais o uso das fontes. Entretanto, para aceder às fontes é preciso fazer um registo no site, embora esse seja gratuito. Preste também atenção – embora a ampla maioria das fontes desse banco sejam de livre uso, há aquelas que não poderão ser utilizadas para fins comerciais.


Fontes Gratuitas – Fontello

Não se trata bem de webfonts, mas este último site merece uma menção por um aspeto peculiar. Ele permite que sejam criadas webfonts para uso em sites com conjunto de ícones. Exato, basta escolher os ícones que formarão a fonte desejada e transferir o resultado. Após isso, basta implementar em seu website por meio de Javascript, plugins ou CSS @font-face (em outra oportunidade ensinaremos tudo isso).

Fontes Gratuitas - Fontello

Tela do Photoshop

5 alternativas grátis ao Photoshop

Isso mesmo – é possível aceder a alguns recursos de edição de imagens e fotos de forma gratuita. Claro, antes de contar quais são essas ferramentas, vale dizer: NÃO HÁ suite de programas melhor para design gráfico e web design na atualidade que o oferecido pela Adobe. Mas calma, há alternativas grátis ao Photoshop.

Se seu trabalho exige esse tipo de software, é melhor optar por uma assinatura do Creative Cloud, que oferece todos os programas da Adobe para uso em um par de computadores.

Contudo, a maioria das pessoas que hoje precisam de ações simples para seus websites e empresas simplesmente NÃO DEVEM assinar ou adquirir esses produtos. Eles são caros e voltados a profissionais. As alternativas gratuitas ao Photoshop existentes, muitas para uso online, oferecem ferramentas para a grande maioria dos casos triviais:

  • Redimensionamento de imagens
  • Conversão de formatos
  • Ajustes básicos de matiz, brilho, contraste e afins
  • Aplicação de filtros simples
  • Montagens triviais
  • Texto sobre imagem

Tudo isso pode ser feito com as 5 alternativas grátis que listámos aqui. Então, sem mais demora conheça-as e defina depois qual sua ferramenta de eleição.


Alternativas grátis ao Photoshop – Photoshop Express

Isso mesmo – a própria Adobe oferece uma ferramenta como “alternativa grátis” ao seu produto. Não se trata de algo inconsistente. O Photoshop Express oferece a maioria das ferramentas básicas, mas certamente possui muito menos recursos e grandes limitações em relação ao programa original. Ainda assim, para fins do dia a dia e para não especialistas, é uma óptima pedida. Há, inclusive, versões do Photoshop Express como apps para iPhone e Android (embora ainda mais limitadas).

Photoshop Express

O único problema da versão online para desktop é o fato de ser ainda baseada em Flash – e exigir assim a instalação ou atualização dessa extensão no navegador. Ainda assim, é uma alternativa gratuita e simples para ajustar e aprimorar fotos.


Alternativas grátis ao Photoshop – Pixlr

O Pixlr é um dos editores online mais populares – principalmente pela facilidade de uso. Hoje, ele conta com duas versões de web apps, uma mais complexa e uma estilo “express”. Infelizmente, para usar também é necessário instalar e atualizar a extensão do Flash. A boa novidade é que, além do já conhecido editor para web, o Pixlr agora também está disponível para telemóveis e tablets.

Pixlr mobile


Alternativas grátis ao Photoshop – Photopea

Um pouco mais simples, o Photopea é outra alternativa para quem precisa editar rapidamente fotos e imagens online. Apesar de mais rudimentar, esse editor não exige o Flash, e roda normalmente na maioria dos navegadores, mesmo mais antigos. A interface não tem o capricho de outros editores, mas ele dá jeito para a maioria dos trabalhos de redimensionamento e ajustes rápidos, possuindo inclusive alguns filtros pré-configurados para fotos.

Photopea


Alternativas grátis ao Photoshop – Photoshop Web

Com uma plataforma bem mais pobre que seus rivais, mas ainda servindo ao propósito, esse simples app online editar fotos para emergências. A vantagem? Bem, é totalmente em português. Para quem tem dificuldades em operar outras alternativas, com plataformas em inglês, é uma boa opção para começar. Contudo, vale o aviso: em qualquer tipo de aplicação web, saber inglês é algo que lhe permite uma maior flexibilidade e acesso a ferramentas diversas.


Alternativas grátis ao Photoshop – Fotor

Outra alternativa que não utiliza Flash e roda bastante rápido em qualquer computador. O Fotor possui apenas ferramentas mais básicas, mas é excelente, por exemplo, para redimensionar e reduzir o peso de imagens para uso em blogs. Há alguns efeitos e filtros disponíveis, mas maior complexidade só mesmo na versão paga o aplicativo.