qr codes

5 razões para eliminar QR codes dos negócios

O empresário português, por alguma razão específica, adorou a cena dos QR codes. Metem em todo lado, querem de qualquer modo nos cartões de visita, em panfletos, banners, catálogos. A aparente aderência à inovação esconde uma visão equivocada do que é tecnologia – e ignora problemas óbvios de usabilidade no que concerne aos QR codes.

Toda a tecnologia que resulta necessariamente precisa de simplificar ou facilitar a vida dos seus usuários. Não fosse assim, ainda estaríamos a telegrafar ou conduzir viaturas movidas a vapor. A inovação que resulta sempre economiza recursos (entre eles o tempo), transforma processos longos em processos mais simples e com menos etapas e cria conforto e facilidade para os seus usuários.

Elimine os QR codes – estética

Primeiramente falemos de estética. Ao contrário dos códigos de barras tradicionais – que grosso modo são capazes de caber em qualquer tipo de design, embalagem ou contexto – QR codes são o que chamamos de “intrusivos”. Seu formato não permite muita modificação e, por conta do método de leitura, precisam de ter um tamanho mínimo.

qr codes

Sejamos francos – bonito ele de facto não é.

Vamos admitir a realidade: QR codes são simplesmente feios. E, além de feios, precisam ser minimamente grandes e interferir no design para que resultem em sua função inicial. Pode-se argumentar que isso é “conversa de designer”, mas quando temos a maioria esmagadora dos profissionais de uma mesma área a renegar determinado conceito ou elemento, há ali alguma coisa de errado.

Elimine os QR codes – inutilidade

Há sim uma série de informações que se pode agregar a um QR code. Contudo, um número limitado de informações. Para os defensores da tecnologia, parece o “máximo” que possamos simplesmente aceder a um link ou número de telefone ao apontar o telemóvel para o objeto.

A cena em si é realmente bastante forte, mas se analisamos cuidadosamente a realidade dos factos, chegamos à conclusão de que essa visão é um tanto romântica. A verdade é que, mesmo após fixar o telemóvel nos QR codes e aceder a um link, alguns usuários descobrem algo que não estavam a buscar ou mostra-se inútil em seu dispositivo. Por exemplo, QR codes que apontam para sites que não são responsivos, ou simplesmente QR codes que apontam números de telefone para que o cliente ligue, quando na verdade esse gostava de enviar um e-mail.

As complicações e frustrações relacionadas às informações de facto contidas nos QR codes tornam estes inúteis para a maioria daqueles que utilizam a tecnologia – e o número dos que realmente chegam a usar o código para algo, acredite, é muito menor do que esperamos que seja.

QR codes

Se é preciso explicar esse tanto apenas para que o usuário SAIBA como ler o código, é porque não está a resultar.

Elimine os QR codes – estatísticas mentirosas

O marketing em QR codes, como todo outro tipo de marketing, usa estatísticas aparentemente espetaculares, mas divulgadas às empresas pela metade. O empresariado português ainda acredita que o produto “físico” é o principal canal de comunicação com o público: daí a coqueluche dos QR codes e também dos autocolantes em viaturas e carrinhas. A verdade é que, se consideramos a proporção de retorno dos QR codes, toda a fé que se empresta a essa tecnologia vai por terra.

A Kellog’s, de cereais, lançou uma campanha do produto Crunchy Nut em 2011. As caixas do cereal traziam um QR code impresso que, quando lido, apontava para um vídeo da campanha. A marca comemorou os quase 40 mil views conseguidos com a campanha. No entanto, embora o número pareça impressionar, tal estatística ignora dois factos relevantes:

  1. Foram vendidas, no mesmo ano, quase 10 milhões de caixas do produto. Isso significa que menos de 0,004% dos compradores de facto se dispuseram a ler o QR code impresso na caixa.
  2. Um volume de 40 mil views em determinado vídeo, para uma marca desse poderio, é na realidade bastante baixo e aquém das expectativas.

Elimine os QR codes – e o RGPD?

Pois bem – a questão do RGPD obriga empresas a alertar e informar usuários a respeito do rastreio que estejam a fazer ou dos dados que estão a ser recolhidos, bem como o uso que será feito dessas informações. Mas como recolher consentimento claro a partir de um QR codes? Quererá mesmo o usuário que aponta para o código ser rastreado em relação à sua localização, dispositivo utilizado, IP, etc?

Ainda não há grande discussão sobre o assunto, porém o QR code pode se tornar, além de intrusivo e antiestético, um motivo para coimas ou punições. A interpretação é bastante vaga nesse caso, mas uma coisa é certa e líquida – quem quer que esteja a aceder um link por meio da leitura de um QR code não sabe quais dos seus dados e comportamentos estão a ser monitorados.

Elimine os QR codes – é só apontar!

Nada é mais mentiroso do que a suposta “facilidade” do processo de leitura de um QR code. Ainda que alguns telemóveis mais modernos tragam softwares em suas câmeras já configurados para a leitura dos códigos, há que se considerar alguns aspetos adicionais:

  1. Muito pouca gente possui tais telemóveis com leitura de QR codes “built-in”. Por quê? Simples: eles são os mais caros e modernos, com preços que facilmente excedem um ordenado mínimo em Portugal.
  2. Mesmo dentro daquele grupo de pessoas que possui um telemóvel com tal capacidade, é mínimo o número delas que SABE que seu aparelho possui tal recurso.
  3. Ok, a pessoa possui um telemóvel com o recurso e sabe disso. Agora, contudo, ela ainda precisará curvar-se, esticar os braços, aproximar-se da peça publicitária com o QR code ou mesmo descer da sua viatura, para conseguir apontar direito o leitor para o código impresso nas traseiras da carrinha que está à frente.

As barreiras são imensas. E, lembre-se, os itens anteriores referem-se apenas àquelas pessoas que possuem aparelhos capazes de ler os códigos sem qualquer tipo de instalação ou configuração adicional. A verdade, por outro lado, é ainda mais desanimadora. Para a grande maioria dos usuários, o processo normal para leitura de um QR code envolve:

  1. Verificar a existência de uma rede wi-fi ou possuir banda 3G ou 4G para aceder à web.
  2. Transferir e instalar um app que faça a leitura do QR code.
  3. Abrir o app, após a instalação, e apontar a câmera para o código impresso.
  4. Esperar a leitura (e rezar para que o sinal de internet ainda exista) da informação contida no QR code.
  5. Aceder ao website da empresa do QR code (se esse for responsivo), enviar um e-mail (novamente, se houver internet) ou telefonar para o número lido a partir do código (e, claro, pagar por essa ligação).

Não é necessariamente um “erro” usar um QR code, mas o problema está exatamente em jamais considerar todas essas possibilidades antes de optar pelo uso de tal tecnologia. Sim, muitos especialistas consideram o QR code uma tecnologia já ultrapassada, que sequer conseguiu grande aderência junto ao público em algum momento. As novas fronteiras da chamada realidade aumentada deverão tornar o código algo completamente dispensável nos próximos anos, de modo que qualquer empresas deveria estar pelo menos a perguntar: vale a pena investir ou acreditar em tal expediente?

Estratégia

Estratégia é melhor que anúncios

Fórmula de Lançamento, cirandas de marketing digital, vendas no “automático”… tudo isso soa maravilhoso, mas se ganhar dinheiro ou fazer negócio fosse como sentar-se e ler o jornal, nenhum de nós sairia de casa todas as manhãs. O mercado digital trouxe oportunidades fenomenais e mudou completamente a economia, e anúncios online fizeram com que pequenos negócios pudessem rivalizar com grandes em algumas frentes. Ainda assim, não se engane:

ESTRATÉGIA É MELHOR QUE ANÚNCIOS… SEMPRE

Toda gente hoje investe euros e mais euros em Google Ads e Facebook Ads. De uns quantos euros aqui, para conseguir mais “gostos”, até outros tantos euros ali, para aumentar as visitas, gasta-se muito. O pequeno empresário enxergou no marketing digital a possibilidade de divulgar seu negócio para toda gente sem sair de casa, mas esqueceu de calcular o quão mais caro cada cliente que bate à sua porta se tornou.

Estratégia – o que vender?

Já reparou que as maiores lojas online do planeta costumam a dar destaque para alguns poucos itens em suas chamadas, campanhas e landing pages? Não é por acaso. A questão é que o varejo online repete a vida, e não raro 80% dos itens nem chegam a responder por 20% da faturação. Assim sendo, melhor meter seu foco nos produtos que de facto estão a vender do que enfiar dinheiro em campanhas genéricas do Facebook ou Google Ads.

Empresas de Portugal já aderiram aos ads digitais, mas o fazem sem qualquer critério, o que reflete apenas em gastos e não resultados.

Estratégia – design não é gosto

Ou melhor, não é o gosto do empresário e sim o dos clientes. A grande maioria dos pequenos empresários ainda confunde suas preferências pessoais com o caráter ou necessidade de seus negócios. A consequência são websites, e-mails e peças gráficas de talhos que lembram oficinas mecânicas, de centros de formação que lembram talhos e de oficinas mecânicas que lembram salões de beleza.

Ao atender o gosto pessoal e iludir o cliente, essas empresas atentam contra sua própria imagem e terminam por não resultar, fechando as portas eventualmente. Pode parecer exagero, mas mesmo as maiores empresas do mundo já passaram por reformulações de design e marca em função de decisões de cunho pessoal de donos e acionistas. O público não perdoa – se a sua imagem não tem significado ou não transmite confiança, clientes vão ter noutro sítio.

Estratégia – o dobro do esforço não é o dobro do lucro

Máquinas de vendas e fórmulas automatizadas… infelizmente, o mundo real não é tão matemático quanto se quer supor. Meter o dobro de investimento em publicidade não resulta necessariamente no dobro de vendas e, certamente, não resultará no dobro dos lucros. Isso porque, por mais que queiramos acreditar que clientes são todos iguais, não é o que ocorre. A estratégia substitui a matemática no marketing, digital ou não, e não raramente, é possível lucrar o dobro com METADE do esforço.

Não há lugar para suposições no meio digital – mas já deveríamos sabê-lo, pois no mundo “offline” também não há espaço para tal.

Qual a conclusão?

Tudo isso quer dizer apenas uma coisa: antes de enfiar dinheiro suado em Google Ads ou campanhas sem critério algum, sente-se, analise, ouça clientes e parceiros e trace seus planos e estratégias. Mesmo quando gastos impulsivos em marketing resultam de algo, os números não planeados podem levar a conclusões distorcidas, que colocadas à frente poderão ameaçar até mesmo a saúde financeira da sua empresa.

Registo de logótipo – como fazer

Em Portugal, além do nome comercial, uma empresa pode registar seu logótipo. O registo de logótipo possui determinado custo e precisa ser efetuado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI). Os custos atualmente são reduzidos pela metade quando o pedido é feito de forma digital, como é possível ver na tabela de custos.

O logótipo é a representação gráfica e icónica de uma marca, e pode ser reservada para uso exclusivo por meio do registo. Entretanto, os custos e os formulários usados para registo via INPI apenas garantem a exclusividade da marca e logótipo em território português. Registar logótipos de forma internacional é possível, mas custos podem ser consideravelmente maiores e variam conforme o alcance da reserva de marca.

Como fazer o registo de logótipo

Primeiramente, não é preciso que determinada empresa possua um porte específico ou regime para registar um logótipo. Como especifica o Portal do Cidadão, o registo pode ser feito por “qualquer interessado no registo de sinais distintivos do comércio (marcas ou logótipos) para identificar os seus produtos ou serviços no mercado, nomeadamente empresas, comerciantes, particulares”.

Efetuar o registo online é sempre melhor – além de mais simples, custa metade do preço, como pede-se ver na tabela de custos. Entretanto, vale um lembrete: a página e o sistema online do INPI são rudimentares e extremamente confusos. Faça tudo com bastante atenção e cuidado com os cliques desavisados no botão de “avançar”. Leia com calma e separe algum tempo para fazê-lo do modo devido. O registo, passo a passo, pode ser efetuado do seguinte modo:

  1. Aceda à página de registo de marcas do portal do INPI, ao clicar nesta ligação.
  2. Clique na primeira das opções da enorme lista que verá – a opção “Pedido de Registo”.
  3. Aperte o botão “Continuar”, na parte de baixo do ecrã.
  4. Clique na opção “Logótipo”, a segunda da lista.
  5. Selecione o tipo de logótipo a registar (explicámos cada um a seguir).
  6. Terá de carregar a imagem do logótipo (apenas aceita JPG).
  7. Se o pretende, poderá reivindicar as cores em Pantone.
  8. Terá de descrever ainda o texto que compõe o sinal e subtipos da marca.

Em seguida, ainda será necessário preencher uma série de dados que incluem informações sobre a empresa ou entidade. Ao final do pedido online, a pessoa que preenche terá de incluir seu nome completo e BI, o que constará como assinatura, como dizem as instruções e condições divulgadas pelo INPI. “Quando os pedidos forem apresentados por via electrónica, considera-se que o
preenchimento do campo com o nome da pessoa física que efectua o pedido e do respectivo número de Bilhete de Identidade, no final do formulário electrónico, corresponde à assinatura
do pedido prevista na aliena i) do nº 1 do artº 233.”

Documentos requeridos poderão ser enviados em formato PDF, eletronicamente. Os pagamentos das taxas, nesse caso, são feitos via Multibanco ou através do homebanking do requerente.

Auxílio no registo de logótipo

O meio eletrónico facilitou e barateou o processo, mas errar ainda é algo fácil de ocorrer. O registo de marcas é algo complexo e intrincado, e muitas vezes é melhor contar com suporte. A ANPME, parceira da MeuPPT, auxilia empresas e negócios também nessa frente. Basta colocar-se em contacto com a associação, via e-mail ou telefone.

Há outras entidades que podem prestar auxílio, além de procuradores autorizados relacionados pelo INPI. Para informações mais detalhadas a respeito, basta aceder ao site do instituto.

O que NÃO pode no registo de logótipo

Não é permitido, contudo, registar qualquer coisa como logótipo. O INPI proíbe alguns tipos de símbolos, logótipos e pode desconsiderar determinadas marcas segundo critérios estabelecidos. Alguns elementos, no logótipo e mesmo no nome da marca não podem ser registados e dados como exclusivos. De qualquer maneira, tenha em mente que não poderá registar:

  • Elementos não distintivos, ou usados de forma corriqueira em atividades comerciais. Elementos simbólicos, mas também textuais, tais como “24 horas”, “expresso”, “auto”, etc.
  • Elementos que criem confusão para o consumidor, e apontem para uma natureza distinta daquela da entidade ou empresa.
  • Logótipos contrários à lei e à ordem pública ou que ofendam a moral e os bons costumes (bastante discricionário).
  • Logótipos que contenham as designações “nacional”, “português, “luso”, “lusitano” e outras de semelhante sentido, quando a entidade não pertença a pessoa singular ou coletiva de nacionalidade portuguesa.
  • Logótipos que possuam símbolos de Estado ou emblemas reconhecidamente de entidades públicas internacionais.
  • Logótipos que constituam infração de direitos alheios ou que possam favorecer a prática de atos de concorrência desleal.

Da mesma forma, e até de modo óbvio, serão vetados logótipos que possuam óbvia similaridade com aqueles já existentes. Não fora dessa maneira, de nada valeria registar a identidade visual de uma empresa. Apesar do conteúdo deste artigo, é importante lembrar que o registo do logótipo não evita, necessariamente, o uso indevido de outras empresas da identidade registada. Entretanto, além de facilitar e agilizar reclamações e trámites legais no caso de uso indevido, impede que outras empresas venham a registar logótipos e imagens de marca semelhantes à sua.

 

 

 

A jornada do herói

A “Jornada do Herói” em seus negócios

Talvez você já tenha ouvido falar dela – a tal “Jornada do Herói”. Também conhecida como “Monomito”, essa estrutura de história é uma receita para o sucesso adotada em romances e histórias desde a Antiguidade, e até hoje usada em filmes e séries como Guerra nas Estrelas, Harry Potter, Matrix e tantos outros.

A Jornada do Herói é a principal estrutura narrativa utilizada no chamado storytelling, mas seu emprego é ainda nebuloso quando consideramos uma empresa, uma marca ou uma aplicação empresarial. Honestamente: simplesmente meter botõezinhos aqui ou ali ou arranjar estruturas de tópicos em apresentações e websites não configura a aplicação de uma narrativa da Jornada do Herói. é preciso um pouco mais do que isso. A dita jornada tem como principal objetivo, dentro da narrativa, retirar o herói do mundo comum e ordinário e vencer sua resistência, lançando-o a um mundo fantástico e de aventura.

Jornada do Herói

Após enfrentar desafios e crises e divisar maneiras de vencer obstáculos, o herói vencerá seu dilema inicial e irá transformar-se por completo, retornando ao mundo ordinário de forma completamente diferente. Soa como muitas histórias, não é verdade? Tente lembrar-se de Peter Pan ou de algo completamente diferente, como o filme Regresso ao Futuro. Quando lidamos com uma apresentação, website ou uma marca, a Jornada do Herói tem algumas funções específicas:

  • Gerar um choque inicial
  • Mostrar um problema ou dilema que deverá ser vencido
  • Vencer a resistência do cliente ou público
  • Apresentar formas de vencer obstáculos e desafios
  • Levar o público, com os novos “poderes” adquiridos, a enfrentar o dilema maior
  • Finalizar com uma transformação, na qual sua marca exerce papel fundamental

Montando a Jornada do Herói

Para criar uma narrativa em vendas ou em uma apresentação, a lógica segue a redação de qualquer história. Contudo, os pontos de virada, os clímax e o enredo propõem objetivos diferentes. De forma resumida, o seu objetivo com o lead ou a audiência é levá-los desde o mundo comum e ordinário onde vivem para um mundo desconhecido, para que eles regressem transformados dessa experiência (preferencialmente transformados em clientes).

A jornada do herói

Ao construir um site ou apresentação, ou mesmo a entoar um discurso de vendas, é possível estruturar o roteiro a esse ciclo. Para tanto, é necessário seguir uma lógica narrativa que desperte o interesse do lead ou leitor, reduzindo suas interrupções e negações. Cada uma das etapas deve fazer sentido na história, e não na tradicionalista visão corporativa.

  1. Apresentação. Um cenário e uma ocasião são mostrados à audiência. No caso de uma empresa de painéis solares, por exemplo, poderia ser um dia de sol. Para uma fabricante de máquinas têxteis para malhas, poderíamos emprestar o lema de Game of Thrones, “o inverno está chegando”. Aqui, você quer captar o interesse da audiência para o que vem em seguida, não mostrar seu logótipo apenas ou lançar nomes de produtos e serviços a esmo.
  2. Chamado para a aventura. Aqui você propõe ao seu lead ou leitor o ingresso em um mundo diferente daquele que ele possa conhecer. No exemplo dos painéis, você pode propor o desafio de produzir energia enquanto vai à praia. No caso das máquinas, dar conta de todas as encomendas antes mesmo do primeiro de frio. Esse novo mundo precisa ser descoberto para que um dilema do mundo real possa ser resolvido. Sua marca ou produto será, mais à frente, a solução.
  3. A recusa e o mentor. Todo bom vendedor sabe que o segredo da venda está em derrubar a resistência dos clientes. Aqui você OFERECERÁ uma resistência, para derrubar a mesma em seguida. Eis a figura do mentor. “Impossível gerar toda sua energia enquanto está de férias”? Talvez, mas você pode apresentar uma personagem e um caso. Esse “mentor” irá mostrar à audiência como derrubar cada um dos argumentos contra a instalação de painéis solares ao longo do enredo. Sua presença retira a negação inicial e permite que o leitor siga na história. O mentor pode ser, por vezes, o próprio vendedor ou mesmo a empresa ou marca.
  4. Cruzando o portal. Aqui é onde mostramos ao cliente os BENEFÍCIOS da marca, produto ou serviço. Não dados técnicos sobre um item, ou a missão e valores de uma empresa, ou mesmo um portefólio de clientes. Apenas mostramos à audiência, de forma nítida, como será sua vida após nossa apresentação e história.
  5. Inimigos, aliados e desafios. Como em uma boa história, é aqui que se gera maior identificação do leitor com uma marca. Mostramos ao público que entendemos suas dores, seus inimigos. Apresentamo-lhe aliados e formas com as quais a superação de desafios e inimigos será possível. Criamos obstáculos para mostrar soluções, dores para oferecer analgésicos e vilões para posteriormente combatê-los.
  6. “Morte” e renascimento. Essa morte, é bom dizer, não precisa ser literal em nenhuma história. Aqui falamos da “morte” de uma versão anterior de seu público. Você o fará renascer, esquecendo tudo o que veio antes de si. Sua marca ou produto criará uma nova versão desse público, uma versão capaz de enfrentar os inimigos e desafios que lhe foram apresentados há pouco.
  7. Regresso com o novo poder. O renascimento ocorreu de forma bem-sucedida, agora é hora de mostrar ao seu público como será sua vida daqui por diante. Num site, é nessa altura que falamos a respeito de funcionalidades e especificidades de um produto ou serviço. Agora que seu potencial cliente já enxerga a oportunidade de reinventar a si mesmo, pode-se dar a ele detalhes menores sobre o item que se quer vender. Agora que seu público regressou com o poder em mãos, talvez ele esteja disposto a entender como tal poder funciona ou trabalha.
  8. A batalha final. Lembra-se do problema ou dilema inicial? Aqui você conduzirá a audiência a uma vitória definitiva sobre esse problema, usando dos métodos e valores que você propôs.
  9. Regresso com a recompensa. É preciso criar um vínculo com sua audiência, oferecer uma recompensa. Para gerar uma ação do público, é melhor apelar para o gatilho da retribuição. Ao final de uma palestra ou seminário, oferecer um canal de contato direto consigo. Ao final de um curso ou formação, uma atividade ou exercício extra e exclusivo. Ao final de uma apresentação de vendas, um desconto ou condição excecional.
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Torne materiais de formação publicidade grátis

Quantos de nós, ao longo de cursos de formação ou mesmo universitários, não presenciamos o sentimento de “sigilo” e “preservação” de escolas e mestres acerca de materiais de estudos? Em muitos cursos de formação, apresentações Powerpoint ou apostilas são apenas exibidas ou emprestadas a alunos, no intuito de não permitir que haja o “uso” do conteúdo por terceiros.

Bem, posto que a grande maioria das apresentações de cursos e formações apenas reproduzem EXATAMENTE o que se encontra nos livros de teoria, a preocupação é mesmo coerente. Entretanto, já vimos que a mera transcrição de conteúdo para slides não constrói uma apresentação viável. Se usado fosse esse recurso do modo certo, como APOIO ao professor ou formador, o medo e paúra do uso indevido ou “vazamento” das informações e materiais seria até mesmo improcedente.

Mas a pior parte disso tudo não é somente o emprego errôneo da ferramenta digital. Além de exibirem slides e apresentações desinteressantes e inclusive ineficazes aos alunos, cursos e formações ainda deitam ao lixo uma oportunidade excelente. Eles podiam estar fazendo uma excelente propaganda – e de graça.

Deixe “vazar” sua formação

O primeiro passo para transformar seu material de formação em publicidade grátis é simples: você precisa INCENTIVAR o compartilhamento dele. Parece absurdo, não? Mas é extremamente coerente. O material de formação, especialmente aquele relacionado a apresentações, textos complementares e resumos, NÃO DEVE conter exatamente o que formadores expõem durante aula e não compreende a totalidade da teoria presente na bibliografia existente.

Em outras palavras e para sermos diretos: se o seu curso INTEIRO se resume ao que está na apresentação ou apostila, é melhor encerrá-lo e apenas vender seu material pelo Amazon.

Se o seu material de curso representa apenas parte do que sua formação de fato é, seu “vazamento” não impedirá que novos alunos o procurem. Muito pelo contrário – irá incentivá-los a procurar seus cursos e formações. Para tanto, é preciso que seu material cumpra alguns simples requisitos.

Branding

Apresentações e apostilas devem possuir não apenas seu logótipo, mas também cores, formatos familiares e principalmente um PADRÃO reconhecível.

Fragmentação

Transforme apresentações sem fim e apostilas de centenas de páginas em pequenos módulos e fascículos. Isso permite o compartilhamento rápido e evita que cursos inteiros sejam repassados a pessoas não matriculadas.

Transmídia

Crie vínculos e links nas apostilas e apresentações, que remetam a complementos do conteúdo em seu website, canal do Youtube, redes sociais e outros. Insira dados que permitam a não-alunos de suas formações um rápido contato e insira, a depender do caráter do material, inclusive anúncios de outras formações e cursos suplementares.

Linhas gerais

Garanta que seus materiais contenham apenas ementas e guias que sejam usadas por formadores ao longo das explicações e aulas. Materiais mais elaborados e que sejam sensíveis a regras de copyright podem estar inseridos em áreas fechadas ao aluno ou ser apresentados durante aulas apenas.

Atividades e interação

Garanta que os materiais proponham exercícios e esquemas de interação que incentivem seu aluno nas formações, mas que também funcionem como argumentos de venda para interessados que tenham acesso indireto ao material que você produz.

Design

Como ocorre com qualquer tipo de publicidade, um design descuidado e uma organização visual e textual pobre somente lhe serve para perder novos clientes.

Crie diferenciação

Um material melhor geralmente remete a uma formação de melhor qualidade. Claro, formadores, instalações, conteúdo em si e mesmo preços são fatores importantes, mas eles geralmente exigem um contato mais próximo com seus potenciais alunos para que você os possa expor. O material pode chegar mais longe, via compartilhamento ou mesmo colocado à disposição para download em um site ou rede social.

Contudo, para despertar o interesse de novos alunos, é preciso ser diferente. Seu material precisa fugir do óbvio, tanto em termos de visual quanto de conteúdo. É preciso ser mais objetivo, ousado, inteligente. Esqueça efeitos pirotécnicos ou conteúdo “a peso”. É preciso maravilhar.

Em primeiro lugar, essas apresentações precisam ser operáveis online. Para facilitar, é melhor que elas tenham versões em PDF ou mesmo em redes que permitam sua visualização online, como ocorre com o Slideshare.

O mais importante é criar algo diferente – pense em um material que vende um curso por si só, não apenas em slides que possam ser lidos de maneira aborrecida por formadores durante as aulas. Se você possui um curso e pretende inovar, esse talvez seja o primeiro aspeto a visitar.

10 razões-chave

10 boas razões para ter uma apresentação corporativa

Para alguns, uma apresentação corporativa somente tem uso em reuniões intermináveis ou palestras aborrecidas e chatas em eventos setoriais. A verdade é que, embora apresentações tenham sua utilidade nesses casos, elas podem ser uma importante ferramenta de geração de leads. Até mesmo de vendas. Contudo, muitas empresas deixam de utilizar esse mecanismo, e acabam penalizando sua receita e sua equipe de vendas nesse processo.

Uma apresentação corporativa (bem feita, é claro) é algo que “pula” etapas dentro de um funil de vendas. Ao invés de percorrer 7, 8 ou 9 etapas até chegar numa proposta de venda, é possível conseguir o mesmo efeito em 3 ou 4 passos. Basta usar corretamente a apresentação e fornecê-la às pessoas certas, do modo mais acertado. São 8as aplicações de apresentações corporativas, embora valha lembrar que, em alguns casos, elas exigem modificações para cada aplicação:

  1. Vendas e marketing
  2. Recrutamento e seleção
  3. Relações com investidores e acionistas
  4. Palestras e participações em eventos
  5. Treinamento de pessoal
  6. Geração de leads
  7. Iscas digitais e materiais online
  8. Redes sociais

Sua apresentação corporativa, caso não preste para todos esses papéis, está sendo, no mínimo, subutilizada. Não é preciso dizer que criamos e melhoramos apresentações – isso está em nosso nome. Entretanto, antes de mexer naquilo que você tem ou criar uma nova apresentação, é bom que você esteja convencido da importância desse item em seu negócio. Para isso, relacionamos 10 boas razões para que você invista em uma boa apresentação corporativa.

Discurso de vendedor

Apresentações encurtam o discurso de vendas e tornam ele mais alinhado com a estratégia de sua empresa

Discurso de vendas

Treinar equipes de vendas é algo cansativo. Muitos vendedores, bons ou ruins, fogem aos objetivos da empresa. No encontro com o cliente, vendedores mudam o discurso estabelecido, criam desvios em relação à estratégia e criam processos próprios. Quando essas mudanças geram vendas, ninguém reclama. Contudo, elas às vezes criam problemas. O desempenho cai e você, sem ter como controlar a atuação do vendedor, não sabe bem o que fazer.

Uma boa apresentação de vendas dá ao vendedor um rumo, uma linha estratégica. Ela não pode ser muito longa, ou aborrece o cliente, mas tem de conter uma história, um fluxo, um norte para a equipe de vendas. Com isso, você alinha o discurso e ainda oferece um material de trabalho rápido e simples de usar para seus comerciais – que irão vender mais e melhor.

Profissionalismo

Uma empresa que vai até o cliente para oferecer algo precisa possuir material. Ele pode, é claro, ser impresso, mas seja honesto: você guarda panfletos? Você os lê? Pois é… seus clientes agem do mesmo modo. Uma boa apresentação corporativa mostra profissionalismo e capricho, mas não é relegada ao ostracismo por cima de uma pilha de papéis no escritório de seus clientes.

Se estamos caminhando para um mundo onde tudo é digital, que tal deixar de lado impressos e papelório e fornecer a clientes e prospects algo leve e fácil de usar?

Problema versus solução

Uma apresentação concisa e objetiva permite a você apontar problemas com os quais seus clientes se identificam. E, uma vez que eles se identifiquem, você pode apontar soluções. Boas apresentações não contam a história de sua empresa ou descrevem seu currículo, ou demonstram o “sucesso” de sua empresa em vendas. As melhores apresentações funcionam no eixo problema-solução.

Estruturando seus PPTs desse modo, você prova o valor que sua solução pode criar e oferece justificativas e benefícios com os quais suas equipes de vendas podem trabalhar.

Renovar e reciclar

Apresentações são recicláveis – modificá-las e atualizá-las é algo rápido, fácil e barato

Reciclagem

Refazer manuais, imprimir novas versões de folders, reformular o conteúdo de treinamentos. Tudo isso leva tempo e consome recursos. Com apresentações, você sempre possui muito menos material para revisar ou atualizar, além de não gastar nada com impressões ou produções. A apresentação corporativa ideal é um documento em constante mudança ou atualização – que não custe uma fortuna em sua manutenção, entretanto.

Síntese

Já se deparou com um cliente, investidor ou parceiro querendo saber “o que você faz”? Pois é… explicações sem fim, textos institucionais imensos e sisudos e fotos sem contexto não explicam muita coisa. Que dirá daqueles vídeos institucionais sem roteiro, confusos e com musiquinhas de elevador…

Uma boa apresentação corporativa, objetiva, torna o “o que você faz” um exercício simples. Economiza tempo em explicações e ativa sua marca sem muito problema ou dispêndio. Claro, para tanto, é preciso que você tenha uma apresentação fácil e que vá direto ao ponto, e não centenas de slides com produtos e serviços, além de fotos sem foco e péssima iluminação.

Uniformidade

A apresentação corporativa cria uniformidade em seu negócio. Vendedores, gerentes, profissionais de apoio, clientes e fornecedores. Todos eles terão uma mesma visão a respeito de sua marca, seu discurso e sua cultura empresarial. Materiais impressos ou discursos difusos causam problemas. Muitas empresas subestimam o número de clientes perdidos, funcionários e talentos que se vão e parceiros que desistem de negócios por conta da falta de padrão e uniformidade.

O público, qualquer que seja ele, precisa RECONHECER sua marca sempre. A apresentação cria uma referência única do seu negócio, que não pode ser deturpada com facilidade.

Persuasão

Com frases simples e informações objetivas aliadas a imagens e gráficos fortes, apresentações são uma ótima ferramenta de persuasão. Principalmente em casos relacionados à geração de leads, apresentações permitem que você acione um prospect antes mesmo de haver um contato real de vendas. A grande maioria das pessoas, por exemplo, lê ebooks e apresentações quando estes são oferecidos como isca digital.

Métricas e indicadores

Apresentações podem conter links e gerar métricas a partir deles, avaliando o comportamento de leads

Métricas

Pouca gente usa dessa forma, mas o fato é que arquivos PPT ou PDF podem possuir links. Através deles é possível medir o comportamento de leads e do público em geral. Isso vale tanto para apresentações corporativas ou de vendas quanto para slides de cursos e treinamentos. É possível medir cliques e avaliar o comportamento do público propondo ações específicas ao longo das apresentações, como download de documentos complementares, cliques para descrições de produtos à venda, pedidos de contato ou orçamento, entre outros.

Cultura empresarial

Ao invés de livros, códigos, placas metálicas penduradas aqui e ali, uma apresentação é uma forma mais rápida e eficaz de disseminação da cultura corporativa. Apresentações são compartilháveis e podem ser enviadas facilmente a novos funcionários e parceiros, sem burocracia. Elas podem ser atualizadas com frequência, ao contrário de meios físicos. E, até por isso, oferecem uma possibilidade dinâmica de incorporação de cultura empresarial – funcionando em duas vias. Você divulga a cultura para seus colaboradores, e recebe deles um feedback que modifica e aprimora essa cultura.

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Uma apresentação bem montada pode virar facilmente uma peça publicitária. Em alguns casos, pode inclusive se transformar em um vídeo, ser divulgada em redes específicas para apresentações, como o Slideshare, e mesmo aparecer em eventos (mesmo quando você não está neles). Ao contrário de anúncios em revistas ou online, apresentações são peças de publicidade multidepartamentais. Elas podem ser divulgadas por seu departamento financeiro, contábil, de relações institucionais, recursos humanos ou mesmo jurídico.

Talvez você não tenha jamais pensado que uma apresentação corporativa pode ser tão versátil. Mas a verdade é que elas têm várias aplicações. E, por acaso, se você tem dúvidas a esse respeito ou quer montar uma apresentação corporativa que sirva para tudo isso, fale com a gente e certamente poderemos ajudar.