temas de wordpress

Vale a pena comprar temas de WordPress?

Depende. Bem, certamente não escreveríamos um artigo inteiro a esse respeito se a resposta fosse um simples SIM ou um NÃO. A verdade é que existe uma infinidade de temas “premium” disponíveis para o Wordpres e alguns deles são, de facto, bastante bons. Outros, contudo, só fazem deprimir. Os temas atuais vêm cheios de recursos e com imensas ferramentas – o que pode parecer positivo, mas em alguns casos é o grande problema.

Imensos recursos apenas são uma mais-valia quando queremos um website que UTILIZE tais recursos. Caso compremos um tema que possui mil e uma ferramentas, para apenas usarmos meia dúzia delas, estamos a usar um navio cargueiro para transportar alguns poucos turistas através do Atlântico. Custoso, demorado, pesado e trabalhoso – como ocorre com temas assim no WordPress.

Vale a pena comprar temas de WordPress – não programadores

Se não é programador e pretende desenvolver um website sozinho, a compra de um tema em marketplaces como o Themeforest pode ser uma boa ideia. Apenas é preciso ter alguns cuidados em relação à escolha, para não ter mais problemas do que soluções:

  1. Escolha um tema cuja aparência já seja praticamente aquela que quer dar ao site. Apesar de customizáveis, mudanças muito agressivas nos temas podem causar problemas de layout e desempenho.
  2. Usar as capacidades e ferramentas presentes no próprio tema, ao invés de entupir a instalação de plugins. A maioria dos temas hoje vêm com muitas funcionalidades. Baseie sua escolha nelas e utilize as ferramentas já inseridas no tema, em vez de optar por plugins que façam aquilo que já pode ser feito sem a sua instalação.
  3. Analise suporte e popularidade, percorrendo os fóruns de discussões. Alguns temas têm falhas e erros frequentes que são apontados pelos compradores – é possível ver isso nos fóruns. Selecione aqueles que tenham atualizações frequentes e boa análise dos utilizadores.

Em outras palavras – em casos nos quais se tem exatamente a ideia do que pretende-se criar, um tema que aproxime-se desse ideal pode ser uma boa escolha. Em casos nos quais há incertezas ou a intenção de usar determinado tema, mas modificá-lo profundamente, é melhor consultar um profissional antes de realizar qualquer compra.

Vale a pena comprar temas de WordPress – programadores e desenvolvedores

Comprar um tema para um programador precisa ser um investimento em longo prazo e de caráter técnico. Se um tema determinado atende a requisitos que a maioria dos clientes procura e oferece flexibilidade para alterações profundas e modificações, desde a inclusão de plugins até a revisão completa de ficheiros, templates e estruturas, ele pode ser uma boa adição.

Programadores e desenvolvedores geralmente utilizam um número limitado de temas – alguns deles “starter“, de alta flexibilidade, para a montagem de temas “de raiz”. Outros podem ser temas comerciais, especialmente para utilização com serviços padronizados aos clientes – entregando sites mais rapidamente, quando os clientes já possuem um briefing bem delineado.

Vale a pena comprar temas de WordPress – não programadores

Para designers e web designers, a preferência na busca por temas prontos deve, se possível, limitar-se àqueles que possuam ficheiros PSD para a elaboração dos layouts. Ao pedir a programadores determinado layout e obrigá-los, ao mesmo tempo, a trabalhar com temas estanques, difíceis de modificar e com excesso de recursos que jamais serão utilizados, designers abrem espaço para o erro e imperfeições que serão cobradas pelo cliente posteriormente.

O designer precisa, por definição, criar layouts e apresentações tendo em conta as LIMITAÇÕES. Não é o que vemos em todo lugar – designers muitas vezes criam layouts lindos, mas totalmente incompatíveis com as plataformas nas quais pretendem desenvolver. Em outras situações, criam-se tantas mudanças em relação ao tema inicialmente escolhido que seria mais fácil simplesmente deitar tudo fora e começar do zero, “de raiz”.

 

RGPD

Não vender a europeus – uma solução preguiçosa ao RGPD

O Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) está a mudar a forma com que realizamos negócios na internet, mas não apenas na Europa. Apesar das regras da nova lei aplicarem-se apenas a cidadãos europeus, afetam também quaisquer companhias estrangeiras que estejam a vender ou oferecer produtos a europeus. Coimas e punições, assim sendo, podem ser impostas não apenas a empresas com sede na Europa, mas também empresas sediadas em outro sítio que venham a negociar com cidadãos ou empresas da União Europeia.

Desse modo, o RGPD passou a ser uma preocupação não apenas para empresas e mesmo pessoas singulares a residir nos países do bloco, mas a qualquer um que com eles tenha negócios ou mesmo interesses. Sem julgar o teor ou a eficácia da norma, a questão é que muitos estão, em outros cantos, a optar por uma solução fácil: não vender a europeus.

RGPD – sem complicar o negócio

Imagine uma empresa norte-americana que vende apenas 5% ou 10% dos seus produtos a europeus. Vale mesmo a pena incorrer no risco de ser multado em até 4% da sua faturação apenas para segurar um mercado que vale pouco mais que isso na contabilidade? Provavelmente não. Os exemplos estão a surgir e, infelizmente (aos nacionalistas, creiam: não é algo positivo), poderão aumentar.

Empresas mais pequenas de varejo, ao invés de meter plugins e abas, pop-ups e avisos para todo lado em seus websites, estão a optar pelo simples: exibir um aviso apenas a europeus. “Não vendemos praí” e ponto. Para além dos possíveis custos tributários e logísticos que já existiam em operações desse tipo para produtos físicos, empresários asiáticos ou americanos podem ter simplesmente desistido de incluir mais um fator de custos em suas planilhas.

RGPD

Boutique online nos EUA – anúncio claro e direto de “não temos oferta para a Europa por conta do RGPD”.

Enquanto o problema limita-se a produtos físicos, há outras formas de contornar tal problema. No fim das contas, eles podem ser importados por empresas e revendidos em solo europeu – ou mesmo por lojas online da própria Europa. Contudo, diversos serviços online e digitais parecem igualmente pouco dispostos a arriscar-se ao pagamento de coimas por conta de manter a oferta a europeus.

RGPD

Unroll.me – ao responder que “SIM”, se vive na Europa, o site exibe apenas um aviso de “infelizmente, não atendemos”.

RGPD – até que ponto é preocupante?

Pode-se dizer que uma meia-dúzia de empresas a não oferecer seus produtos e serviços a europeus não é motivo de preocupação. De facto, temos muito em termos próprios e não há, ao menos inicialmente, que se preocupar com isto ou aquilo não estar mais disponível a partir da entrada do RGPD. Contudo, o que define a decisão de operar num mercado é a equação entre possíveis ganhos e riscos – para quem está fora da Europa, o RGPD será sempre o segundo.

E riscos, obviamente, são sempre repassados ao cliente final em forma de custo acrescentado ao produto ou serviço. As “poucas” empresas do exterior a desistir da Europa por conta do regulamento não são tão numerosas, mas o facto é que muitas das que continuarão a atuar com clientes europeus também poderão “escolher” quais produtos e serviços irão querer ou não nos oferecer. Empresas de games de todo o mundo, por exemplo, começam a bloquear o acesso de europeus a alguns dos jogos mais antigos – não vale o risco por tão pouco lucros.

No entanto, as empresas a deixar de vender na Europa ainda parecem poucas e, se calhar, muitas delas regressarão ao mercado europeu assim que tiverem resolvido sua situação em relação às exigências da norma. Porém, nesse meio tempo, europeus parecem enfrentar um problema extra por conta da legislação que interpuseram com efeitos globais: a restrição do acesso à informação.

RGPD – aqui sim, ali não

Os média de outros cantos do mundo, seja por não estarem ainda preparados para o RGPD ou por simples conveniência e facilidade, estão a bloquear o acesso aos provenientes da Europa. Desta vez não se trata apenas de lojinhas ou pequenos websites aqui e ali – estamos a falar de veículos de informação de grande porte, como o Chicago Tribune, Los Angeles Times, The Baltimore Sun e outros tantos dos EUA.

RGPD

Chicago Tribune – leitura restrita a europeus até que possam chegar a uma solução.

São exemplos que afetam minimamente ao europeu médio, sem dúvida, mas uma visão mais abrangente dos problemas relacionados ao risco poderia afetar serviços que, de facto, sejam amplamente utilizados na Europa, porém provenientes de outras partes do mundo em sua origem: redes sociais, serviços de live streaming, softwares e serviços na nuvem e muito mais. Por mais que os nacionalistas defendam que, para cada uma dessas categorias, há dezenas de concorrentes europeus, o usuário acaba por perder – a ideia toda por detrás da internet é a de NÃO depender do local em que está fisicamente para adquirir produtos e serviços, e não o inverso.

RGPD e DPOs – certificação NÃO é uma exigência

Com base naquilo que temos lido aqui e ali a respeito do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), cabe-nos tranquilizar empresas, especialmente as pequenas, de um aspeto extremamente relevante: certificações e acreditações NÃO são uma exigência.

O mercado português atual é notadamente repleto de desnecessidades certificatórias em todo canto, porém vale lembrar de dois fatores muito importantes:

  • Primeiro, o Projeto de Lei 120, que regulamentaria o RGPD em sua aplicação e execução em Portugal, foi chumbado pelo Parlamento e criticado pela própria Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD). E mesmo nesse documento, que estabelecia mecanismos e normas contraditórios ao posto no RGPD, as certificações não eram uma exigência – seja para controladores de dados ou para os encarregados ou DPOs.
  • Em segundo lugar, em relação a qualquer discussão que se trave no tocante a certificações exigidas para empresas de qualquer porte, o artigo 42º do RGPD, em seu item nº3, é absolutamente direto: “a certificação é voluntária e está disponível através de um processo transparente.”

De igual maneira, estipula-se no RGPD que o encarregado da proteção de dados deva ser alguém com conhecimento e domínio das prerrogativas legais e também técnicas do disposto na norma. Em outras palavras, pode ser um advogado, um informático, mas também outro profissional qualquer. O DPO pode ser um membro da equipa existente de uma empresa, designado para tal, e pode desempenhar outras funções que não a de DPO. Finalmente, pode-se nomear um DPO terceiro, prestador de serviços.

Um pouco de cinismo

O número estarrecedor de entidades a ofertar certificações e formações de DPO na atualidade, contudo, lança uma cortina de fumaça naquilo que está disposto no regulamento. Faz parecer que certificações para o RGPD ou para assumir o papel de DPO, aqui no país das formações, são uma exigência. Novamente: “certificação NÃO é uma exigência”. Obviamente que, caso sua empresa processe dados de clientes e empregados em grande volume, deverá preferir apontar uma pessoa capaz, com conhecimento amplo em segurança da informação, aspetos jurídicos relacionados e rotinas informáticas. No entanto, tais qualificações já podem ser comprovadas por outros certificados e diplomas.

Ademais, parece pouco provável que, em tão pouco tempo, já estejamos a dispor de um sem número de instituições especializadas em uma matéria que, até então, sequer foi regulamentada de forma própria pelo Legislativo e ainda cria discussões entre aqueles que serão os responsáveis pela fiscalização e auditoria em relação à norma. Parece estranho que, se o tema ainda segue em discussão inclusive no campo das autoridades de controlo, haja quem seja capaz de certificar com tamanha precisão e certeza.

Senso comum

Por mais intricada que pareça, a legislação presente no RGPD foi originada do senso comum. São as pessoas as titulares dos dados. Empresas são os controladores dos dados que requisitam e assumem responsabilidade sobre tal. O mesmo ocorre com aqueles que os processam em nome desses controladores. Autoridades envolvidas são basicamente as mesmas que já atuavam no tema há 20 anos.

Elementos e direitos assegurados ao usuário já constavam do regime do DPD, emitido em 1995 pela Directiva 95/46/EC sobre processamento de dados pessoais. Boas práticas que constam de normas como as da família ISO 26000 também estão em linha com muito do que vemos no regulamento europeu atual.

É o momento de tranquilizar um pouco o empresariado e também os produtores de conteúdo na internet, mostrando-lhes que a adoção das novas práticas pode ser algo simples e menos custoso do que estavam a esperar.

Moodle - Gestão de Políticas

GDPR e Moodle – maior controlo com dois módulos extras

Portugal é um dos países que, proporcionalmente, mais utiliza o Moodle em formações. O advento do GDPR europeu trouxe alguma preocupação aos centros de formação que utilizam a plataforma – apesar de open source, ela exige técnicos para quase todo tipo de modificação e geralmente isso custa caro.

O Moodle efetuou algumas modificações em sua versão mais recente, com vistas a atender o disposto no regulamento europeu, contudo ainda há pontos a cobrir. A inexistência de uma infinidade de plugins e extensões, como ocorre na comunidade do WordPress, por exemplo, dificulta o cumprimento da lei para os proprietários desses cursos e formações. Os módulos a seguir já são parte integrante da versão 3.5 do Moodle, mas podem ser baixados para uso em algumas versões anteriores.

Contudo, a boa notícia é que duas extensões recentemente lançadas para a plataforma podem cobrir boa parte das exigências do regulamento europeu, sem que haja necessidade de imensas modificações na configuração das instalações do Moodle. Isso pode resultar mais rápido e barato para muitos.

Os novos módulos

São dois os módulos especialmente projetados para atender às exigências do RGPD para o Moodle: o primeiro se atém às permissões, consentimento e políticas várias que um site com esse caráter precisa ter e o segundo deles auxilia a fazer valer os direitos do usuário com relação à privacidade, para que os titulares dos dados possam fazer requisições aos administradores da plataforma.

Módulo de gestão de políticas

O módulo tool_policy efetua a gestão e controlo de todas as políticas e consentimentos dentro do sistema do Moodle, guardando dados de concordâncias e consentimentos por usuário e dando acesso a recursos como a negação do aceite a menores de idade, por exemplo, entre outros. O módulo pode ser transferido nesta ligação.

Moodle - Gestão de Políticas

Moodle - Consentimentos por Usuário

Módulo de privacidade

O módulo tool_privacy, por sua vez, ajuda os controladores dos dados a gerir requisições de usuários da plataforma para apagamento, correção e retificação e transferência dos dados pessoais. Como o módulo anterior, pode ser transferido nesta ligação.

Moodle - Exportação dos dados

 

gdpr europeu

GDPR Europeu – o que custará nossa privacidade?

Privacidade é uma das questões mais delicadas do mundo conectado no qual vivemos hoje. Entretanto, corre ao largo a segunda maior questão quando o assunto é a web: a experiência. A legislação imposta pela União Europeia em relação à privacidade, em tese, traz melhorias em termos de segurança para o usuário. Contudo, como tudo mais que é regulado por entidades governamentais, não faz questão alguma de primar pela experiência do usuário.

Todos já tivemos de ir dezenas de vezes aos mais variados órgãos públicos. Neles, um serviço é prestado (ou não…) de forma objetiva – aquilo que é estritamente necessário é geralmente entregue ao cidadão, sem floreios ou preocupações com detalhes como a comodidade, a experiência ou a satisfação.

O GDPR europeu, sem dúvida, é uma iniciativa que ataca frontalmente diversos problemas de segurança e violações e abusos a direitos pessoais à privacidade e titularidade de dados. Ainda assim, impõe regras em relação ao formato sem preocupar-se com a viabilidade técnica, a interferência em termos de usabilidade e experiência ou mesmo o gosto do usuário médio.

GDPR Europeu – um atentado à comodidade

Cliques, pop-ups, janelas de leitura, avisos – em virtude da maior privacidade do usuário, a morosidade e burocracia das conservatórias invadiu a rede. Não podemos mais simplesmente clicar, ler e sair: temos de concordar com políticas, dar consentimento e assinaturas a janelas que se abrem e receber toneladas de e-mails para consentir com aquilo que já havíamos consentido. Um ponto a mais para a privacidade e vinte pontos a menos para a usabilidade.

É bem verdade que muitos programadores e designers vêm tentando superar a barreira da burocracia causada pelo GDPR europeu, mas não parece algo simples. O minimalismo das plataformas dirigidas à melhor experiência do usuário agora só pode ser mínimo dentro dos limites impostos pela norma. Para que comodidade quando podemos ter segurança, certo?

Bom, não é tão certo como parece…

GDPR Europeu – comunicação em lugar da ação

Sempre nos pareceu, como empresários atuantes em mais de um país, que autoridades governamentais primam geralmente pela comunicação em lugar da ação. O que isso quer dizer? Bem, significa que, na eventualidade de problemas que venham a afetar diretamente o cidadão, comunicados são emitidos como forma de eximir autoridades da responsabilidade imediata. O clássico “fizemos algo de errado e agora iremos tomar medidas para revertê-lo”.

O problema da conotação futura aqui foi transferido para os ditames de transparência em relação ao vazamento e corrupção de dados no GDPR europeu. Empresas têm de possuir um DPO ou equivalente que informe aos usuários a ocorrência de problemas de vazamento de dados ou ameaças à segurança digital dos mesmos. Dentro desse comunicado, ações “propostas” e medidas de contenção são anunciadas. Uma boa política no tocante à transparência, porém algo que cheira mais a uma forma de empurrar o problema adiante ao invés de resolvê-lo.

Parece cínico, porém devemos pensar que os maiores processadores de dados pessoais e privados do mundo não são empresas, mas sim governos. O GDPR europeu, nesse sentido, oferece a autoridades a possibilidade de ganhar tempo precioso na eventualidade de invasões e ameaças digitais. Mas antes de qualquer juízo de valor, analisemos até que ponto o GDPR e as políticas de permissões a cookies e afins de facto reduzem ou inibem ameaças diretas aos dados de usuários no âmbito digital.

GDPR Europeu – consentimento não reduz riscos

Embora o argumento do consentimento em relação à privacidade e segurança de dados seja o grande bastião da nova norma, a verdade é que permissões concedidas a cookies e ferramentas de websites que consultamos não reduzem em absoluto os riscos aos quais nossos dados estão expostos. Sob a luz da nova lei, a redução de riscos apenas ocorre quando decidimos NÃO UTILIZAR certas ferramentas, o que não é exatamente uma vantagem, mas sim a negação do risco pela privação de um serviço.

Em termos reais, é como se tentássemos reduzir os riscos de acidentes de trânsito simplesmente deixando de comprar uma viatura. Durante a compra, nos seria submetido um formulário no qual damos consentimento à montadora de veículos para que faça uso de novas tecnologias em nossos automóveis que poderiam trazer riscos à segurança ou facilitar o roubo ou furto dos veículos. Caso não concordássemos, teríamos de optar por outras formas de transporte e desistir da compra. Estaríamos seguros em relação a acidentes e roubos de nossos bens, porém a pé.

A inundação de autorizações e consentimentos produz efeito similar, com uma única diferença: no caso de sites governamentais, a não concessão de alguns dos consentimentos acabaria por nos levar a ilegalidades. Se não concordamos com a forma com que as Finanças processam ou retêm nossos dados, simplesmente somos incapazes de utilizar o sistema e submeter documentos e informações que somos obrigados a fornecer – incorrendo em coimas e punições. Assim sendo, não há um verdadeiro “opt-out”. Claro que as disposições da norma preveem que serviços essenciais têm uma espécie de consentimento tácito, mas isso pressupõe que saibamos exatamente como e para quê autoridades utilizam nossos dados – e isso tampouco é uma verdade.

GDPR Europeu – pobre pequeno empreendedor

Sim, para PMEs, ainda que delas não se exijam os mesmos requisitos em relação ao GDPR, a nova norma é apenas mais uma barreira no caminho para o sucesso. Medo, desinformação, desconfiança, retração – o pequeno empresário ou novo empreendedor revê agora seus planos para não ter seus negócios destruídos por mais uma série de coimas e punições que poderiam advir de suas ações no mundo digital.

Para a grande empresa, grosso modo o GDPR europeu não vai muito além daquilo que departamentos de informática já teriam de estar a fazer. Normas ISO e políticas de segurança da informação já congregavam rotinas relacionadas ao consentimento e direitos do usuário e os processos já eram monitorados à luz do que o GDPR propõe. Para os gigantes, provavelmente haverá alguma necessidade de reestruturação naquilo que já existe, mas dificilmente um volume de gastos adicionais. Para o pequeno empreendedor, mais uma parcela dos possíveis lucros parece ter sido abocanhada – sem que qualquer vantagem real tenha sido adicionada, quer para ele mesmo ou para seus potenciais clientes.

GDPR Europeu – liberdade de comunicação para quê?

Esta é uma opinião da MeuPPT e não reflete quaisquer análises legais mais profundas. No entanto, afora empresas de qualquer porte, a verdade é que grande parte da internet nos dias de hoje e dos websites no ar são mantidos por pessoas. Os blogs são parte da cultura da sociedade há quase 20 anos e há muitas pessoas que de facto vivem deles. Outras pessoas apenas querem espairecer ou partilhar suas experiências com o mundo, por meio da rede.

A norma, infelizmente, não distingue de forma clara um blog pessoal de um website de uma empresa. A falta de atualização dos idealizadores da norma causa certo constrangimento, à medida que hoje em dia praticamente qualquer website ou blog processa dados de usuários. Vivemos num tempo no qual redes sociais, ferramentas web e blogs são integrados de forma automatizada – e tudo isso utiliza de algum modo cookies ou dados de navegadores e usuários para que possa funcionar.

Bloggers usam formulários de contacto, abrem comentários para seus leitores e ganham algum merecido troco por meio de anúncios automatizados do Google. Imputar a mesma responsabilidade a pessoas individuais que partilham e comunicam com o uso da internet para o “processamento de dados” que empresas é, no mínimo, falta de entendimento acerca de como funciona a tecnologia no século XXI.

Claro que nenhuns bloggers terão de contratar profissionais ou DPOs para zelar por seus dados, porém deles será exigido algum conhecimento técnico e preocupação. E isso, sob toda óptica, é ridículo. Em função do suposto ganho de privacidade a liberdade de comunicação poderá ver-se profundamente ameaçada. Quantos não desistirão de partilhar e participar online por conta dos riscos associados à “não-conformidade”? Aplicarão coimas a quem escreve um diário na internet apenas por não meter avisos e caixas de consentimento para todo lado?

Apenas para quem monetiza

A desculpa do regulamento está em seu Artigo 4º. Em tese, nem todos os que possuem um blog terão de preocupar-se com os ditames do GDPR Europeu – apenas aquelas “pessoas singulares que exercem alguma atividade económica”. A internet é hoje, como falamos, um ganha-pão para muitos. Profissionais liberais, artistas, blogueiros, escritores – gente que tem algo interessante a partilhar e é remunerada por seus próprios leitores, sem prejuízo dos mesmos.

Em troca de informação ou conteúdo bom e de interesse, nos prestamos a observar anúncios, preencher formulários com alguns dados pessoais ou efetuar registos com perfis de redes sociais. O GDPR argumenta que tudo isso é dito processamento de dados e surge na suposta preocupação a respeito do “vazamento” desses dados. Assim sendo, bloggers que auferem ganhos a partir de sua produção terão de:

  • Meter consentimentos e caixas de confirmação em tudo – desde a entrada do leitor, a passar por áreas de comentário, formulários de contacto e campos de retenção de emails para newsletters
  • Redigir políticas de privacidade, de cookies, argumentar o processo de fluxo e processamento de dados e tudo mais que a norma preveja e seja realizado por plugins ou integrações automatizadas no blog instaladas
  • Perceber de programação e desenvolvimento web, para descobrir até que ponto todo plugin ou ferramenta que usam de facto permite que se acedam os dados dos usuários ali recolhidos ou mantidos
  • Deixar de recolher emails de qualquer modo que não seja precedido de uma confirmação expressa do usuário
  • Investir em certificados de SSL para seus websites

Infelizmente, o nível enorme de complicações fará com que muitos que hoje produzem conteúdo de qualidade desistam. O conteúdo publicitário, desinteressante e institucional produzido por empresas diversas e mesmo por órgãos governamentais, contudo, permanecerá ali. Em outras palavras, organizações de grande porte, tranquilas em relação à conformidade com o GDPR Europeu e já munidas de departamentos de informática que terão na nova norma apenas mais uma incumbência continuarão livres para comunicar, sem grandes alterações.

Já pequenas empresas, freelancers, profissionais autónomos e mesmo pessoas singulares terão de pensar duas vezes e avaliar uma série de entraves burocráticos e técnicos antes de meter uma única linha de texto num blog. Ganham em privacidade? Talvez. Porém, até que ponto trocar liberdade pela relativa proteção de dados pessoais (e bastante relativa) constitui um bom negócio é um ponto para discussão ao longo dos próximos anos.

PHP 7

Por que usar versões atualizadas do PHP?

Mais de 90% da internet atual opera em servidores de alojamentos que utilizam o PHP como linguagem base, seja instalado em servidores Linux ou Windows. O PHP é a linguagem utilizada na criação da maioria dos sistemas de CMS que conhecemos: WordPress, Drupal, Joomla, Magento, Opencart, Moodle e outros mais. Atualizamos sempre as plataformas desses sistemas, a partir das áreas de administração de nossos sites.

Contudo, em relação ao PHP, que opera em server side, cabe ao provedor do alojamento manter o sistema atualizado. A má notícia: a maioria deles não o faz…

PHP 7 – melhor desempenho

A primeira grande razão para atualizar a versão do PHP em uso é o desempenho. Recebemos mensalmente diversos pedidos de cotação para melhoria do desempenho de websites em WordPress e outras plataformas, e dúvidas a esse respeito. Claro, cada caso é diferente, mas de um modo geral, a simples atualização para PHP 7.0 ou superior já é capaz de criar uma melhoria de até 50% na velocidade e fluxo de carregamento de um site.

O PHP 7 lida melhor com a alocação de memória e possui compatibilidade maior com algumas extensões de servidores que têm como fim melhorar a velocidade de transmissão de dados. Testes realizados por ícones do segmento de programação e desenvolvimento mostram que, em alguns casos, scripts podem rodar até 9 VEZES mais rápido em PHP 7.0, quando comparados à execução em ambiente PHP 5.6.

PHP 7 – mais seguro

De um modo geral, atualizações de softwares e sistemas são, em grande parte, realizadas por questões de segurança. Embora a evolução do PHP não tenha necessariamente ocorrido apenas por essa razão, a verdade é que o PHP 7 corrige uma série de falhas e problemas que eram expostos a hackers e programadores mal intencionados em versões anteriores. Além disso, novas ferramentas de criptografia mais avançadas estão agora à disposição do desenvolvedor.

O PHP 7 também possui uma lógica que facilita o tratamento de erros para o desenvolvedor. No caso do usuário, como sua empresa, isso significa que erros podem ser tratados e solucionados sem que os scripts e programas sejam impedidos de carregar e executar. Em outras palavras, é possível corrigir e lidar com uma série de falhas sem meter tudo abaixo.

PHP 7 – mais acesso

O campo da programação é extraordinariamente dinámico. Isso significa que, a cada dia, novas implementações, softwares e recursos estão a surgir. Obviamente, a grande maioria dos desenvolvedores prefere sempre trabalhar com as versões mais modernas de cada linguagem e framework e isso significa que, ao permanecer em versões mais antigas, às vezes não é possível utilizar determinadas ferramentas.

A atualização para o PHP 7 (ou posterior, uma vez que nosso servidor, por exemplo, já opera em PHP 7.2) permite que estejamos sempre em linha com novas versões também de softwares como o WordPress, bem como todas as suas extensões e plugins.

PHP 7 – como atualizar

Bem, isso dependerá do alojamento que utiliza. Alguns alojamentos mais modernos e competentes, que utilizam painéis padronizados, como o cPanel ou o Plesk, permitem que o próprio usuário selecione a versão do PHP 7 a rodar no servidor. Em geral, é sempre bom contar com o apoio de um informático antes de efetuar a mudança, já que alguns scripts mais antigos podem não rodar sob a atualização.

Ainda assim, a grande maioria dos scripts desenvolvidos para operar em PHP 5.6 roda de forma normal sob o PHP 7.0 e mesmo versões posteriores. Agora, se o seu provedor de alojamento não oferece qualquer possibilidade de atualização, seja pelo painel ou mediante solicitação ao suporte, então o melhor não é trocar a versão do PHP – mas talvez cogitar a possibilidade de migrar seu website para um provedor que realmente tenha qualidade em seu serviço.

 

Estratégia

Estratégia é melhor que anúncios

Fórmula de Lançamento, cirandas de marketing digital, vendas no “automático”… tudo isso soa maravilhoso, mas se ganhar dinheiro ou fazer negócio fosse como sentar-se e ler o jornal, nenhum de nós sairia de casa todas as manhãs. O mercado digital trouxe oportunidades fenomenais e mudou completamente a economia, e anúncios online fizeram com que pequenos negócios pudessem rivalizar com grandes em algumas frentes. Ainda assim, não se engane:

ESTRATÉGIA É MELHOR QUE ANÚNCIOS… SEMPRE

Toda gente hoje investe euros e mais euros em Google Ads e Facebook Ads. De uns quantos euros aqui, para conseguir mais “gostos”, até outros tantos euros ali, para aumentar as visitas, gasta-se muito. O pequeno empresário enxergou no marketing digital a possibilidade de divulgar seu negócio para toda gente sem sair de casa, mas esqueceu de calcular o quão mais caro cada cliente que bate à sua porta se tornou.

Estratégia – o que vender?

Já reparou que as maiores lojas online do planeta costumam a dar destaque para alguns poucos itens em suas chamadas, campanhas e landing pages? Não é por acaso. A questão é que o varejo online repete a vida, e não raro 80% dos itens nem chegam a responder por 20% da faturação. Assim sendo, melhor meter seu foco nos produtos que de facto estão a vender do que enfiar dinheiro em campanhas genéricas do Facebook ou Google Ads.

Empresas de Portugal já aderiram aos ads digitais, mas o fazem sem qualquer critério, o que reflete apenas em gastos e não resultados.

Estratégia – design não é gosto

Ou melhor, não é o gosto do empresário e sim o dos clientes. A grande maioria dos pequenos empresários ainda confunde suas preferências pessoais com o caráter ou necessidade de seus negócios. A consequência são websites, e-mails e peças gráficas de talhos que lembram oficinas mecânicas, de centros de formação que lembram talhos e de oficinas mecânicas que lembram salões de beleza.

Ao atender o gosto pessoal e iludir o cliente, essas empresas atentam contra sua própria imagem e terminam por não resultar, fechando as portas eventualmente. Pode parecer exagero, mas mesmo as maiores empresas do mundo já passaram por reformulações de design e marca em função de decisões de cunho pessoal de donos e acionistas. O público não perdoa – se a sua imagem não tem significado ou não transmite confiança, clientes vão ter noutro sítio.

Estratégia – o dobro do esforço não é o dobro do lucro

Máquinas de vendas e fórmulas automatizadas… infelizmente, o mundo real não é tão matemático quanto se quer supor. Meter o dobro de investimento em publicidade não resulta necessariamente no dobro de vendas e, certamente, não resultará no dobro dos lucros. Isso porque, por mais que queiramos acreditar que clientes são todos iguais, não é o que ocorre. A estratégia substitui a matemática no marketing, digital ou não, e não raramente, é possível lucrar o dobro com METADE do esforço.

Não há lugar para suposições no meio digital – mas já deveríamos sabê-lo, pois no mundo “offline” também não há espaço para tal.

Qual a conclusão?

Tudo isso quer dizer apenas uma coisa: antes de enfiar dinheiro suado em Google Ads ou campanhas sem critério algum, sente-se, analise, ouça clientes e parceiros e trace seus planos e estratégias. Mesmo quando gastos impulsivos em marketing resultam de algo, os números não planeados podem levar a conclusões distorcidas, que colocadas à frente poderão ameaçar até mesmo a saúde financeira da sua empresa.

Como pagar menos em projetos de web design

Todo mundo quer tudo barato – ao mesmo tempo, quando se trata de seus próprios produtos e serviços, quer vender caro. É muito fácil regatear preços, mas por vezes o pagar pouco reflete em receber pouco. Projetos de web design podem variar em preço de forma brutal – faz-se um site por dezenas de euros, ou pode o mesmo projeto custar milhares e milhares de euros. O dito “low cost” soa ótimo à maioria dos empresários, mas para que ele reflita em qualidade, é preciso compreender alguns aspetos que o cercam.

Projetos de web design são, em geral, avaliados e orçados em horas. E, na verdade, creia: não poderia haver maneira mais ineficaz de mensurar o valor desses projetos.

Projetos de web design

Projetos de web design – briefing

Quando não há um briefing bem desenvolvido, paga-se em geral por aquilo que nunca será feito. A culpa, por mais que empresas possam argumentar, não é do web designer. Se alguém liga para uma agência a dizer apenas que quer “uma viagem”, não poderá reclamar do destino ou dos preços quando lhe façam uma oferta. O mesmo ocorre com web design. Quando uma empresa não sabe o que quer e não partilha seus planos e estratégias, o designer ou não acerta a mão ou lhe cobra para ser adivinho.

Há muita gente que não sabe montar um briefing. Isso não é um falhanço – afinal, seus negócios são outros. No entanto, não informar-se minimamente é uma falta grave. Um bom briefing imprime foco ao seu projeto e faz com que o web designer ou desenvolvedor saiba exatamente o que está a cotar. Tente incluir informações ricas e objetivas e não opiniões pessoais que apenas fazem sentido para que lhe conhece há décadas. Todo pedido de cotação para projetos de web design deveria conter:

  • Dados, ficheiros e manuais da identidade visual da marca ou empresa, com o maior detalhamento possível
  • Fontes e recursos usados na comunicação gráfica da empresa
  • Detalhamento sobre o público-alvo e público pretendido
  • Referências de websites e estilos próximos ao que se deseja
  • Volume razoável de conteúdo que irá figurar no website
  • Prazos pretendidos
  • Aspetos particulares de estrutura, como onde deve figurar o menu ou barra, onde pretende meter botões de redes sociais e se trabalhará vídeos, imagens ou banners, e como o fará
  • Um briefing da empresa e seu modelo de negócio
  • Dados e informações sobre os produtos e serviços que a empresa comercializa
  • Nome e contactos da pessoa que é, de facto, a RESPONSÁVEL por apreciar e aprovar os avanços no projeto

Muita coisa? Claro que é possível montar um briefing com menos. Contudo, se pretende saber de antemão o quanto irá pagar e que esse montante corresponda de facto ao que lhe será entregue, é bom perder algum tempo a elaborar tal documento.

Projetos de web design – tecnologias benchmark

Designers que trabalham com tecnologias que são um padrão no mercado, por incrível que pareça, costumam cobrar menos. Não deveria haver muito sentido nisso, mas a verdade é que os mais careiros não raramente optam por soluções exóticas, softwares que não mais são usados pelos melhores e técnicas que geralmente podem ser resumidos à expressão “feito no braço”. O ruim é que, como muitos ainda estimam seus orçamentos em horas, estará a pagar imensas horas e valores por um serviço já de início obsoleto e desatualizado.

Informe-se dentro daquilo que necessita, quais as tecnologias em uso atualmente e mantenha em mãos para análise apenas orçamentos que congreguem o que há de melhor e mais moderno. O velho papo do “é mais confiável” não se aplica muito ao meio digital. Na web, o que é ultrapassado não é “tradicional”, é apenas velho.

Projetos de web design – freelancers

Portugueses ainda têm muita desconfiança em relação a freelancers e profissionais que atuam com recibos verdes. Ao virar a cara para a modernidade, pagam fortunas e, embora não o saibam, acabam atendidos por esses mesmos freelancers.

Embora empresas não contratem diretamente profissionais por desconfiança, e prefiram assim contratar agências com nomes pomposos ou discursos cheios de conceitos que prometem o mundo, pagam ouro e recebem o serviço desses mesmos profissionais. Agências CONTRATAM freelancers para que façam o SEU trabalho. A diferença é que esses profissionais liberais, mal pagos pela agência, realizam trabalhos inferiores. Em resumo: o empresário paga mais e recebe o mesmo ou menos.

Sim, nós somos formados por freelancers e trabalhamos com freelancers – mas nosso preço não traz custos implícitos de “grifes” de agências ou gerentes de atendimento que nada têm a ver com o projeto contratado, sendo pagos apenas para responder e-mails com respostas vagas.

Projetos de web design

 

Projetos de web design – não invente a roda

Em termos empresariais, o que funciona na web é geralmente o simples. Claro que há páginas, animações fantásticas, projetos revolucionários de grandes empresas que ganham o mundo e tornam-se falados por toda gente. Todos nós queremos campanhas online como as da Coca-Cola, IBM, Microsoft, Google e outros. Porém, é preciso lembrar de uma coisa: essas empresas gastam centenas de milhares de dólares ou euros (ou mesmo milhões) em uma simples campanha. Dito isso, o empresário que quer o mesmo ao desembolsar €500 ou €600 no mínimo perdeu o juízo.

Seja realista e não invente a roda. Vá pelo que funciona, administre seus custos e dê um passo por vez – isso torna o desenvolvimento web mais barato e permite que diversos projetos de web design sejam conduzidos ao longo de um ano, a abrir espaço para testes e consolidações. Pagar demais por um projeto “pronto e definitivo” cria orçamentos e também decepções maiores. Tudo está a mudar o tempo todo no mundo online – se o seu site é “definitivo”, definitivamente sua empresa está a deitar um bom dinheiro fora.

Woocommerce gdpr

Os 6 melhores temas para WooCommerce

O WooCommerce é um plugin para o sistema do WordPress. No entanto, suas funcionalidades e extensões são tão poderosas que pode, atualmente, ser considerado praticamente uma plataforma própria de e-commerce. A possibilidade de customização e modificação é muito maior do que em plataformas rivais, como o Magento, Opencart e Shopify, mas há um ponto sério a considerar: o tema utilizado.

Os temas de WordPress são espécies de “skins” ou séries de templates e modelos que tornam a plataforma de CMS agradável e visualmente atraente ao usuário. Em tese, é possível implementar o WooCommerce em qualquer tema de WordPress. Porém, sem escolher o tema certo, meses de desenvolvimento podem ser necessários, tudo para que se chegue a um resultado final muito aquém das expectativas.

A MeuPPT já testou e analisou dezenas de temas WordPress como foco no suporte ao WooCommerce. Alguns deles são excelentes para aqueles que programam ou desenvolvem – sem muitas funcionalidades, sendo praticamente uma “tela em branco” para criar. Por outro lado, é fato que a maioria dos usuários de temas são, na verdade, empresários que desejam vender seus produtos e serviços, e não aprender a programar e desenvolver softwares e aplicações.

Separamos então os 6 melhores temas, segundo nossas análises, para uso em WooCommerce. Avaliamos o uso segundo a óptica de um usuário razoavelmente bem instruído, acostumado ao sistema do WordPress, embora não em termos de desenvolvimento e programação.

Temas para Woocommerce

Flatsome – para quem sempre busca os mais vendidos, essa é provavelmente a resposta. Plataforma com construtor visual próprio, intuitivo e com possibilidades imensas. Apesar de completo, roda com velocidade.

Melhores temas para WooCommerce – Flatsome

O Flatsome é um dos temas para WooCommerce mais vendidos do mundo. Utiliza construtores de páginas amigáveis e com dezenas de recursos, mas mesmo para aqueles que não desejam mudar muito e querem algo pronto, traz configurações iniciais prontas para colocar uma loja no ar. Como é popular, para aqueles que percebem inglês possui uma vasta biblioteca de suporte e fóruns de usuários e consumidores. Praticamente qualquer problema está ali relatado e geralmente resolvido. Há também constantes atualizações e implementações, portanto o tema é igualmente bom para aqueles que possuem lojas que precisem modificar sua apresentação de forma constante.


Temas para Woocommerce

O tema Porto é excelente para quem deseja colocar logo uma loja no ar, sem perder muito tempo com pormenores, mas ainda assim gozando de bom design e disposição de produtos.

Melhores temas para WooCommerce – Porto

Porto é também um dos temas de WooCommerce mais vendidos do mercado. Apesar de muitas ferramentas, não dispõe de tantos recursos quanto o Flatsome. Ainda assim, é veloz e possui uma grande vantagem: suas configurações permitem, sem exageros, colocar um site de loja no ar com uns poucos cliques. Modelos prontos e uma facilidade de implementação tornam o serviço de web design pouco ou mesmo dispensável – ideal para aqueles que querem arrancar logo o negócio.


Temas para Woocommerce

O Savoy é um tema ideal para quem busca uma loja com aparência mais minimalista e simples, mas mesmo assim conta com um builder extremamente eficiente.

Melhores temas para WooCommerce – Savoy

Para os que buscam uma alternativa minimalista em termos visuais, mas rica em recursos e propriedades, nossa dica é o Savoy. O tema possui ótimo suporte para telemóveis e um design minimalista, ideal para lojas e comércios de artigos mais elitizados. A administração do tema também é bastante simples, com recursos para montagem de páginas intuitivos e fáceis de utilizar. Como o tema é mínimo, também não possui imensos recursos, mas encontrará lá tudo o que precisa para construir uma bela loja.


 

Temas para Woocommerce

O WooPress é uma boa alternativa para quem busca versatilidade, ou mesmo ainda não tem muita ideia do que exatamente pretende vender.

Melhores temas para WooCommerce – WooPress

O WooPress é ótimo para indecisos. Possui mais de 20 modelos pré-prontos para diversos segmentos de loja. Fácil de usar e com um sistema rápido de geração de templates e páginas, ajuda bastante quem pretende ter uma loja que efetue vendas sazonais de outros artigos ou diferentes produtos. Seu visual não chega a ser impressionante, mas a operação é bastante simples e eficaz.


Temas para WordPress

Bazar Shop é o melhor tema para quem literalmente não quer inventar demais. Com uma cara bem tradicionalista, imita alguns dos sites de e-commerce mais antiquados, mas de grande volume de acesso.

Melhores temas para WooCommerce – Bazar Shop

O Bazar Shop é a preferência dos tradicionalistas. Com uma plataforma objetiva e um visual que imita sites mais antigos de e-commerce, mas com grande número de visitas, é também uma boa opção para marketplaces e lojas que vendam um número muito grande de produtos. Lojas que não possuem um foco muito específico e que tenham diversos departamentos também podem beneficiar das facilidades do tema. Já possui uma lista de desejos e mais de 300 shortcodes para inserir nas descrições de produtos.


Melhores temas para WooCommerce – uma opção grátis

Temas pagos são geralmente mais indicados quando o assunto é um negócio de venda de produtos. Contudo, para aqueles que pretendem começar aos poucos ou insistem em não gastar, há algumas opções razoáveis sem custo. Nesse sentido, nossa recomendação fica por conta do tema Shopper. Roda bem com o WooCommerce, é testado para versões mais modernas do WordPress e tem boa adaptação, embora o nível de customização e edição, como ocorre com temas gratuitos, seja consideravelmente limitado.

One page para PME

Por que um site “one page” é melhor para uma PME

Talvez não esteja familiarizado ao termo, mas o encontrará com facilidade ao cotar um novo website: “one page“. Se é uma PME ou unipessoal, é bom conhecer mais sobre essa lógica, pois ela é fundamental para determinar uma série de aspeto de seu marketing e visibilidade online.

“One page” significa “uma página”, em português. É disso mesmo que tal lógica se trata. Ao invés de sites com dezenas de abas aqui e ali, ou muitas páginas divididas em categorias, o site one page traz tudo numa só página, dividido em seções.

Para uma PME, possuir conteúdo ou informações é algo, muitas vezes, até difícil. Não há muito o que descrever ou especificar, o serviço prestado ou produto vendido é objetivo e não há muito o que escrever. Ainda assim, a maioria das PME opta por meter online sites com barras e páginas na lógica óbvia de “home”, “quem somos”, “nossos produtos”, “contacto” e outras páginas mais. Neste post, contudo, mostrar-lhe-emos  porque uma PME pode beneficiar de uma abordagem mais direta e integrada com uma “one page“, além de apontar as decorrências negativas da visão tradicional de web design.

“One page” para PME – taxas de abandono e comportamento do público

Pense sobre seu próprio uso da internet, especialmente ao telemóvel. Após aceder a um website, quantas vezes procura por links ou busca informações em outras páginas e abas? Realmente lê tudo o que está publicado em várias páginas do site ou, simplesmente, descarta a opção quando não encontra o que precisa nos primeiros cinco segundos.

As respostas são óbvias e poucos discordam: quem acessa hoje a web passa de página a página em velocidade incrível. O leitor dos dias de hoje procura por títulos, destaques e imagens. E, uma vez que não enxerga o que busca nos primeiros segundos, simplesmente procura noutro canto qualquer. Sob tal aspeto, objetividade é o que conta – se toda a informação crucial está à mostra, não há o que errar.

“One page” para PME – orientação a clientes

A lógica de menus e abas obriga o usuário a clicar no “lugar certo” todas as vezes em que muda de página. Embora imaginemos, em tese, um “caminho ideal” que o leitor percorrerá, isso nem sempre ocorre. Com a estrutura de one page, podemos orientar a leitura sequencial e criar um raciocínio sobre o conteúdo, uma história. Primeiro, o usuário chega ao site. Vê no banner o que a empresa faz e sua oferta, desde um tanto e enxerga ali as vantagens e preços, e talvez encontre um botão para transferir algum manual ou conteúdo sobre o produto. Logo depois de conhecer o negócio e seus produtos, encontra um formulário de contacto ou um botão no qual pode inscrever-se – e ponto.

A lógica da one page conduz o usuário a um chamado “call to action” (CTA). Apresenta-se determinada sequência e, ao final dela, pede-se ao usuário que realize uma ação. Essa ação pode variar conforme o objetivo do negócio ou natureza do produto ou serviço, mas poderá incluir:

  • Um formulário de contacto
  • Um campo para subscrição via e-mail
  • Um material para download
  • Um botão para dar gosto em redes sociais
  • Telefones, nome Skype ou outra forma de contacto via voz ou mensagem
  • Um vídeo para que o usuário assista

A estratégia de marketing definirá o CTA. Contudo, é importante que toda a informação esteja disposta de forma sequencial e conduza até ele. Claro que as “abas” do menu ainda podem existir, mas elas atenderão, na maior parte do tempo, a clientes que já buscariam mais informações naturalmente. As demais páginas do site são secundárias, e podem conduzir a um blog, textos explicativos mais detalhados sobre a oferta de serviço ou outras informações, como a equipa da empresa, sua localização geográfica ou de suas unidades e assim por diante. Afinal de contas, quando lidamos com empresas PME, não há assim tanta informação a dar para além dos produtos ou oferta de serviços.

“One page” para PME – custo e velocidade

Outro problema enfrentado por empresas PME é a questão do orçamento limitado. Não há milhares de euros a gastar com web design e, em geral, não se pode esperar por meses a fio até que o website esteja concluído. É preciso uma solução rápida, que gere faturação logo a seguir e que não custe rios de dinheiro. A lógica da one page facilita a construção do website e sua colocação no ar. Como 90% do conteúdo estratégico irá figurar numa única página, não há tanto o que aprovar e exige-se menos do web designer.

Os custos também são consideravelmente mais baixos, uma vez que se obedeça a uma estrutura limpa e objetiva. Empresas PME geralmente são o inferno dos web designers, pois quase não possuem conteúdo na maior parte dos casos. Profissionais web têm de “inventar” o que colocar em várias abas e páginas, espalhando conteúdo e dando ao usuário, posteriormente, a impressão de um site “vazio” e sem nada que ver.

Quando usa-se a lógica de uma única página, é possível criar websites apelativos e que resultem sem dispor de enorme conteúdo e quantidade de informação.