5 razões para criar um novo website

Estamos em 2018. Apenas mais um ano. No entanto, muitas empresas operam hoje com websites desenvolvidos em 2016, 2015, 2010… ou mesmo mais antigos. Estão na web, é o que dirão. O mais engraçado é que essas mesmas empresas, num horizonte de 10 anos, modificaram suas lojas, montras e vitrinas e mesmo marcas duas, três ou mais vezes. O website, porém, segue o mesmo de sempre.

Vivemos numa era na qual mais de 50% da população mundial possui acesso à internet. Quando falamos de países em desenvolvimento de ponta, como o Brasil ou o México, esse número sobe a mais de 60% com facilidade. Quando finalmente chegamos à Europa ou aos Estados Unidos, descobrimos que praticamente toda a população a partir dos 8 anos de idade interage com a web de algum modo.



Criar um novo website – só “melhorar” não serve

Talvez. A verdade é que, em termos de custos, melhorar websites obsoletos leva a apenas duas possibilidades:

  1. Um orçamento ainda mais caro do que a criar um novo website, por conta da incompatibilidade e necessidade de substituição de sistemas, plugins, efeitos e tecnologias
  2. Um orçamento barato, mas que basicamente deixa tudo na mesma – um site “mudado”, porém ainda obsoleto

Para além do uso de tecnologias abandonadas ou simplesmente extintas pelos próprios desenvolvedores delas, como Macromedia Flash ou applets Java, os sites com mais de cinco anos de idade foram pensados para um público e um uso totalmente diferentes. Mais do que algo que está “fora de moda”, são sites que não funcionam nos dias de hoje.

Criar um novo website – clientes de uma nova geração

A internet começou a se tornar algo popular por volta dos anos 1995 e 1996. Naquela altura, ainda usava-se conexão discada, por meio de linhas telefónicas. Por volta do ano 2000, a maioria dos países do mundo já possuía serviços de banda larga de internet razoáveis, o que permitiu que novas fronteiras fossem conquistadas. A internet começou a deixar de ser um ambiente apenas para “informáticos” ou para pesquisas em trabalhos escolares e projetos profissionais, e virou algo que todos queriam acompanhar e usar.

Bancos, serviços públicos, imprensa, canais de televisão, varejistas… todos começaram a ver possibilidades na web. Com isso, empresas começaram desenvolver todo um mercado de serviços e venda de produtos, até então inexistente. Agora pense um pouco no que estamos falando – isso foi no ano 2000 ou 2001.

Jovens com menos de 25 anos já foram criados, desde os primeiros anos escolares, acostumados a utilizar a internet como parte de suas vidas. Para estudos, para falar com amigos, para conversar com familiares distantes e, mais recentemente, para fazer compras, conhecer pretendentes, aceder a serviços públicos e governamentais e tudo mais. Em Portugal, o uso da internet em termos comportamentais ainda é pequeno, se comparado a outros países. Mesmo assim, já há quem apenas assista “TV” usando a internet, em plataformas como Youtube ou Netflix. Nosso próprio governo tornou-se digital em diversos aspetos.

A nova geração está toda online. E quando um website não é capaz de impressioná-la, pode botar todo um negócio a perder para os anos vindouros.

Criar um novo website – telemóveis

Pode bater pé e dizer asneiras. Nada do que falar mudará a realidade: em Portugal já 50% dos usuários estão a aceder a internet por telemóvel. Em países como o Brasil, a proporção é ainda maior. Um website que não adapta-se de modo satisfatório a telemóveis é uma máquina de perder clientes… e dinheiro. Muito se fala hoje em responsivo, assim como em aplicativos para telemóvel. A verdade é que 99% das empresas não precisam de apps – mas 100% delas têm de possuir websites que sejam apresentáveis em um ecrã de telemóvel ou tablet.

“Ajustar” um website obsoleto para visualização em telemóveis, além de ser uma tarefa ingrata para designers e programadores, é um esforço inútil. Hoje, quase a totalidade das soluções para criar um website existentes oferecem pré-configurações que facilitam a visão em dispositivos móveis. Meter um quebra-galho numa plataforma que não foi pensada para tal é o mesmo que abastecer um automóvel a gasolina com gasóleo – pode até rodar um tanto, mas criará problemas maiores logo mais.

Criar um novo website – automatização e machine learning

Possuir um website deixou de ser apenas um versão digital de um cartão de visitas. Hoje, um website bem construído permite a uma empresa automatizar uma série de tarefas, que vão desde a captação de clientes até o atendimento de pós-venda. Chats online, formulários de pesquisa, registos para o usuário, lojas online, sistemas de entrega e busca – é possível oferecer aos clientes comodidades com custos muito menores do que os equivalentes físicos desses serviços.

Criar um novo website

E a coisa vai além. O próprio comportamento dos usuários em um website pode ser medido, registado, armazenado e processado, de modo a auxiliar uma empresa em suas projeções e estratégias. Por meio do machine learning, é possível determinar áreas do país mais propensas ao consumo de seus produtos, faixas etárias de clientes que gastam mais, horários mais vantajosos para a abertura e fechamento de lojas e muito mais.

Criar um novo website – valorização de marca

Finalmente, como somos designers por formação e de coração, não poderia faltar: criar um novo website é algo que pode gerar mais-valia para sua marca. As marcas mais respeitadas do mundo hoje reforçam ou criam sua “aura” por meio de ações digitais e do conteúdo que oferecem a clientes, usuários e até fãs no segmento digital. Do mesmo modo, um site antiquado e obsoleto deduz pontos de sua marca – especialmente entre os mais jovens.

Um bom design e um web design competente são ferramentas cada vez mais essenciais para conduzir um negócio ao sucesso. E para os clientes da era digital, não lhes importa se a empresa é uma padaria da freguesia ou uma multinacional de telecomunicações – é o conteúdo e comunicação da marca que importam.